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Nível de leitura de alunos de 8 anos é considerado baixo em 22 Estados

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Flávia Foreque, na Folha de S.Paulo

Na primeira avaliação nacional da alfabetização promovida no país, Estados do Norte e Nordeste registraram o pior desempenho no exame, que mediu conhecimentos de português e matemática de cerca de 2,3 milhões de crianças do 3º ano (oito anos de idade) na rede pública.

No extremo oposto, Estados do Sul e Sudeste como Santa Catarina e Minas Gerais tiveram bons indicadores.

A prova foi aplicada no final do ano passado e mediu a aprendizagem com base em uma escala de quatro níveis. Em leitura, 22 Estados brasileiros concentraram mais da metade de seus alunos nos dois níveis mais baixos.

Em matemática, 20 Estados e o Distrito Federal estão nessa situação, o que significa que essas crianças não conseguem analisar informações em gráfico de barras ou resolver problemas de subtração com número de até dois algarismos, por exemplo.

Na semana passada, os dados foram encaminhados às escolas via sistema on-line, ao qual a Folha teve acesso.

O presidente do Inep (órgão do Ministério da Educação responsável pelo exame), José Francisco Soares, explicou que os níveis 2, 3 e 4 são tidos como adequados, ainda que indiquem diferentes estágios de aprendizagem.

A ANA (Avaliação Nacional da Alfabetização) é uma das medidas que integram o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, lançado pela presidente Dilma Rousseff (PT) em 2012.

O ministro Henrique Paim (Educação) afirmou que escolas com baixo desempenho terão atenção especial.

“Nós não estamos satisfeitos, por isso temos o pacto, para melhorar os resultados.”

O Inep não elaborou um indicador nacional com base nos dados de cada escola nem unificou os resultados das três áreas em um indicador de alfabetização. O objetivo é evitar a criação de um ranking nacional com base em prova aplicada a crianças em início de vida escolar.

As escolas também receberam informações sobre o perfil de seu corpo docente e o nível socioeconômico dos alunos, com base na escolaridade e posse de bens e serviços pelos pais.

Alejandra Velasco, coordenadora-geral do movimento Todos pela Educação, destaca que um desempenho ruim nessa fase do ensino fundamental repercute nas etapas seguintes. “O quarto e quinto ano são de consolidação dessa aprendizagem.”

Para ela, a formação de docentes e a infraestrutura das escolas contribuem para o “abismo entre as regiões”.

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Matemática é ensinada a crianças do Brasil com metodologia de Harvard

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Pela metodologia de Harvard, a base das aulas é a reta numérica

Pela metodologia de Harvard, a base das aulas é a reta numérica (Foto: Caio Kenji/G1)

O Círculo da Matemática chegou a 66 escolas públicas de 10 cidades.
Objetivo é inovar no ensino, desenvolver o raciocínio e criatividade.

Vanessa Fajardo, no G1

Uma nova proposta do ensino da matemática chegou a 7 mil alunos dos primeiros anos do ensino fundamental de 66 escolas públicas em 10 cidades brasileiras. É o Círculo da Matemática, uma pedagogia desenvolvida pelos professores Bob e Ellen Kaplan, da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, e trazida para o Brasil pelo Instituto Tim.

Pelo círculo, as aulas de matemática são oferecidas a turmas de no máximo 10 alunos. Não há carteiras, lição de casa ou provas. Somente cadeiras, em que os alunos, propositalmente, não param sentados. A fórmula é simples: as crianças são instigadas a responder as questões da professora na lousa com giz, sem qualquer tecnologia. Nenhum erro é reprimido, mas nenhuma resposta é oferecida sem ser debatida.

A base das aulas é uma reta numérica onde são ensinadas as operações e conceitos matemáticos. “Quais são números pares, e os ímpares, e os primos?”, questiona a professora, enquanto os alunos disputam para respondê-la.

As aulas do círculo não substituem as da grade curricular de matemática das escolas, ou seja, são aulas extras e ocorrem uma vez por semana para cada turma. O objetivo é desenvolver o raciocínio das crianças, fazer com que elas pensem, esqueçam as fórmulas e a decoreba e acima de tudo aprendam a gostar de matemática. Tem funcionado. “Gosto de matemática porque é divertido, as pessoas que acham chato é porque não conhecem os números”, diz Maria Clara Barbosa Rodrigues, de 7 anos, aluna do 2º ano.

O principal lema que define a metodologia dos professores Kaplan de Harvard é “diga-me e esquecerei, pergunte-me e descobrirei.” Nas aulas, faz parte da metodologia chamar as crianças sempre pelos nomes e incentivá-las a entrar nas discussões.

Ajuda no raciocínio

Estudantes da rede pública participam da prática em matemática com a professora Janaina de Almeida

Estudantes da rede pública participam da prática em matemática com a professora Janaina de Almeida (Foto: Caio Kenji/G1)

Em São Paulo, uma das unidades contempladas é a da escola estadual Clorinda Danti, na Zona Oeste de São Paulo, que atende 480 alunos do 1º ao 5º do ensino fundamental. Uma das educadoras é Janaina Rodrigues de Almeida, de 29 anos, aluna de licenciatura de matemática pela Universidade de São Paulo (USP). “Nunca tinha dado aulas e ver a carinha das crianças quando elas descobrem algo é impagável. Nessa idade você as ajuda a contribuir com algo para o futuro. O círculo ajuda a pensar, a raciocinar”, afirma Janaína.

A diretora da escola Rosana Osso de Miranda diz que o trabalho do círculo acabou influenciando o desempenho dos alunos nas demais disciplinas e até os professores da unidade. “Os alunos estão mais participativos e gerou uma reflexão nos professores de que eles podem fazer diferente.”

Harvard na periferia

Janaina de Almeida dá aulas de matemática na escola Clorinda Danti seguindo da metologia O Círculo da Matemática

Janaina de Almeida dá aulas de matemática na escola Clorinda Danti seguindo da metologia O Círculo da Matemática (Foto: Caio Kenji/G1)

O projeto chegou ao Brasil há um ano. A expectativa, de acordo com o coordenador do Círculo da Matemática no Brasil, Flavio Comim, é incorporar os alunos do 5º ano e formar educadores que já atuam como professores na rede pública para expandir o número de crianças atendidas. As escolas que recebem o círculo são escolhidas a partir de parcerias com as secretarias da educação e a preferência é optar por aquelas que possuem os piores desempenho no Índice de Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

“Parte do fracasso do ensino da matemática é o excesso de mecanização. Fazer matemática é fazer continha e muitas vezes é um negócio chato para as crianças. Seguimos uma abordagem que os professores Kaplan desenvolveram durante 20 anos, é um tipo de ensino muito exclusivo. É a pedagogia de Harvard para crianças da periferia do Brasil”, diz Comim.

Bob e Ellen Kaplan vêm ao Brasil frequentemente para formar professores. Eles dizem que se o professor explicar uma ideia para uma criança em matemática ou qualquer outra disciplina, ela não é estimulada a pensar. “Mas se o professor der uma problema atraente que precisa dessa ideia para a solução, ela vai descobrir isso para si mesma e sua autoconfiança irá aumentar”, diz Bob Kaplan, em entrevista por e-mail ao G1.

Para os estudiosos da matemática, a classe deve ser como uma conversa de animada entre amigos em uma mesa de jantar. “É claro que esses tipos de conversas só acontecem em pequenos grupos. Muitos, muitos mais professores devem ser treinados para fazer essas perguntas principais e moldar as conversas, e isso é o que fazemos em nossa formação de professores de matemática do círculo”, afirma Ellen.

Bob diz que o círculo não possui um método rígido, mas uma abordagem flexível, e foi adaptado por pessoas nas quais eles se incluem. “Assim como a música é feita para tocar junto, matemática (que é a mais bela das músicas) é feita por seres humanos para seres humanos, e feita para ser praticada coletivamente”, diz Bob.

Pela metodologia, as crianças são instigadas a responder as questões na lousa

Pela metodologia, as crianças são instigadas a responder as questões na lousa (Foto: Caio Kenji/G1)

Site utilizado pelos filhos de Bill Gates ensina matemática a jovens infratores

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Plataforma norte-americana é ferramenta na Fundação Casa em Limeira.
Ação melhorou rendimento dos internos, que ganham pontos e medalhas.

Site americano teve 50 milhões de usuários no mundo em 2013 (Foto: Eliel Nascimento/Fundação Casa)

Site americano teve 50 milhões de usuários no mundo em 2013 (Foto: Eliel Nascimento/Fundação Casa)

Alessandro Meirelles, no G1

Dezesseis internos da Fundação Casa de Limeira (SP) usam, desde 7 de agosto, um site educativo como suporte pedagógico nas aulas de matemática. Com a orientação dos professores, os alunos da unidade Casa Morro Azul aprendem a disciplina por meio do Khan Academy, plataforma gratuita criada nos Estados Unidos. A ferramenta oferece desafios semelhantes a jogos virtuais, onde os usuários ganham pontos e medalhas a cada etapa vencida.

O Khan Academy ganhou notoriedade mundial depois de uma declaração do milionário americano Bill Gates de que seus filhos o utilizavam para estudar. Em janeiro, o site ganhou tradução em português. Na unidade de Limeira, já ajudou um interno na preparação para uma olimpíada de matemática.

“Consegui aprender conteúdos novos e reforçar o que já sabia. Tinha dificuldade com álgebra e a ferramenta me ajudou a compreender melhor com o tutorial. A ferramenta é importante, mas o professor também é necessário, porque nos incentiva. Depois que eu for ‘desinternado’, pretendo continuar usando, porque tem sido uma boa base de aprendizado. Pretendo cursar faculdade de enfermagem ou gastronomia e a matemática acaba sendo muito importante. Se eu errar o cálculo, posso até tirar uma vida”, disse um interno de 17 anos, que cursa a 2ª série do ensino médio e avançou até a segunda fase da competição.

De acordo com a coordenadora pedagógica do centro socioeducativo, Paula Fernanda de Almeida Nunes, o rendimento dentro da sala de aula aumentou 70% com a utilização do site, que já foi usado por mais de 50 milhões de pessoas no mundo.

Rendimento escolar
“De forma livre e interativa, nossos jovens descobrem que o mundo da matemática pode ser simples e gostoso de aprender. O professor de matemática nos trouxe os resultados de sua última avaliação, onde comprovou que o uso da plataforma motiva e ensina nossos alunos”, destacou.

A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Fundação Casa e a Fundação Lemann, organização sem fins lucrativos americana criada em 2006. Além de gratuito, o site oferece um estudo personalizado para pessoas de qualquer idade. O aprendizado é feito de forma lúdica, com videoaulas e exercícios.

Estudo personalizado
“O cadastro é rápido e pode ser feito com os dados do Facebook. A partir de então, a plataforma vai verificando o grau de conhecimento de cada um. Há conteúdos para crianças acima de seis anos até universitários. O conceito de games é usado para cativar a atenção, com pontuação e medalhas. Ao avançar de nível, a pessoa também troca de avatar (símbolo de conhecimento)”, disse a coordenadora de projetos da Fundação Lemann, Daniela Caldeirinha.

Daniela destaca ainda outros benefícios para os menores que cumprem medida socioeducativa. “O conteúdo respeita o ritmo de cada aluno. Para eles, tem sido positivo por oferecer um feedback (resposta) na hora. Isso vem melhorando inclusive a autoestima e o convívio social”, ressaltou.

Aprovação
“A ferramenta é muito boa, porque há vídeos e desafios que ajudam bastante na compreensão. Eu sempre gostei de matemática, mas tinha dificuldade de entender algumas coisas. Por exemplo, a porcentagem, pois nunca entendia como chegava nela e aprendi bem mais usando o computador. Já consegui alcançar 33 mil pontos e algumas medalhas”, comentou um interno de 17 anos, cursa o 9º ano do ensino fundamental no centro socioeducativo.

Estado
A parceria está sendo realizada de forma experimental em outras unidades da Fundação Casa em Franco da Rocha (SP), Iaras (SP) e Taubaté (SP).

Internos usam o site de matemática sob orientação de professores (Foto: Eliel Nascimento/ Fundação Casa)

Internos usam o site de matemática sob orientação de professores (Foto: Eliel Nascimento/ Fundação Casa)

Medalha Fields de Artur Avila inspira alunos do Colégio São Bento, onde ele estudou

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Fãs de matemática: Antônio Ferreira (esquerda), Lucas Guerreiro (centro) e Joao Pedro Homem, alunos do Colégio São Bento - Leo Martins / Agência O Globo

Fãs de matemática: Antônio Ferreira (esquerda), Lucas Guerreiro (centro) e Joao Pedro Homem, alunos do Colégio São Bento – Leo Martins / Agência O Globo

Publicado em O Globo
RIO – No rastro de Artur Avila, estudantes que já investiam na matemática viram suas ambições ganharem ainda mais força com o prêmio. Aluno do terceiro ano do ensino médio do Colégio São Bento, onde o brasileiro já estudou, João Pedro Homem, de 16 anos, é um deles.

– Foi uma conquista para o Brasil. Mostra que não estamos alheios à matemática mundial e que não somos dependentes do ensino aplicado fora do país. A matemática brasileira tem potencial e, cada vez mais, se insere no contexto internacional – diz.

Homem já foi medalha de prata na Olimpíada Estadual de Matemática do Rio de Janeiro e conquistou ouros e pratas no Canguru Matemático, um concurso internacional. Agora, se prepara para cursar ciência da computação ou matemática em respeitadas instituições americanas. Ele pretende focar em pesquisas acadêmicas e não descarta a possibilidade de ser um novo brasileiro a alcançar prestígio como Avila.

– Acredito que posso ganhar uma medalha Fields como ele. Quando vemos o primeiro latino-americano a chegar lá, percebemos o quanto isso é possível – vislumbra.

Outro medalhista em competições de matemática, o estudante Lucas Guerreiro, de 16 anos, está no segundo ano do ensino médio no São Bento e também achou a conquista inspiradora.

– Ele é um herói, mas não da ficção, com poderes inatingíveis. É uma pessoa que se esforçou para conquistar seu legado. Já é um ídolo para nós – avalia o garoto que está empenhando em conhecer melhor as pesquisas de Avila.

O professor Cleuber Nascimento na turma preparatória para olimpídas do Sistema Elite de Ensino - Leo Martins / Agência O Globo

O professor Cleuber Nascimento na turma preparatória para olimpídas do Sistema Elite de Ensino – Leo Martins / Agência O Globo

Para seguir esse caminho, muita gente investe desde cedo nos estudos. Aluna do sexto ano do ensino fundamental do Colégio Militar, Rebeca Pena, de 12 anos, faz parte da turma preparatória do Sistema Elite de Ensino para olimpíadas. Seu foco é no futuro:

– Com as olimpíadas, ganharei mais disciplina e rapidez no raciocínio. Além disso, as medalhas serão importantes para o nosso currículo – diz.

Professor de Rebeca na turma preparatória, Cleuber Nascimento conta que alunos que participam de olimpíadas ganham mais concentração e passam a valorizar mais os estudos. Agora, com a premiação de Avila, ele acha que tudo isso será potencializado.

– Espero que o brasileiro deixe de entender a matemática como um carma ruim. Desejo que isso incentive mais pesquisas e desenvolvimento – afirma. – Já tive a oportunidade de conhecê-lo e sei o quanto há pessoas tão inteligentes como ele que também podem chegar lá.

Escola deve priorizar lado criativo da matemática, diz ‘Nobel’ brasileiro

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Publicado no UOL

O ensino fundamental deveria destacar o lado criativo da matemática, na opinião do pesquisador brasileiro Artur Avila, ganhador de uma Medalha Fields – prêmio que é frequentemente chamado de “Nobel da matemática”.

O prêmio foi considerado a mais importante distinção científica já conquistada por um brasileiro.

Em entrevista à BBC Brasil, Avila afirmou que a matéria é apresentada de forma pouco interessante, o que pode afastar crianças talentosas da carreira científica.

“Na atividade real, fazer matemática é uma coisa extremamente criativa”, disse.

O pesquisador, que divide o seu tempo entre o Rio de Janeiro e Paris, afirmou que ele mesmo só se deu conta do apelo da profissão ao participar de uma Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM).

O evento abriu as portas de uma carreira vertiginosa, que o levou a completar um doutorado no Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada – o Impa, com sede no Rio – aos 21 anos.

Impulso à matemática
“Eu tinha outras coisas que me interessavam, mesmo em ciências. Foi só quando eu compreendi que tinha tanta criatividade em matemática que eu escolhi de fato esta direção”, disse, por telefone, de Seul, na Coreia do Sul, onde participa do Congresso Internacional de Matemática (CIM).

Para ele, além do orgulho pela conquista do prêmio mais prestigioso do planeta em matemática, o Brasil vive um momento importante para o seu campo.

Em 2017, o país sediará a Olimpíada Internacional de Matemática pela primeira vez.

No ano seguinte, acontecerá no Rio o próximo CIM, o maior evento da área, em que são anunciados os vencedores da Medalha Fields.

Avila, vencedor de diversos outros prêmios internacionais – entre eles, uma medalha de ouro na OBM e distinções das sociedades Europeia e Brasileira de Matemática – admitiu ter ficado surpreso com a honraria.

A medalha é dada apenas a pesquisadores com menos de 40 anos, cujos trabalhos sejam considerados fundamentais para o avanço da matemática, e por isso, é mais comum que os laureados estejam próximos da idade limite.

No entanto, Avila tem apenas 35 anos, e ainda poderia ser escolhido para o prêmio de 2018.

“Fiquei surpreso”, disse.

Na entrevista à BBC, o matemático se mostrou ligeiramente incomodado com a frequente comparação da Fields com o Nobel.

“A medalha Fields é difícil, não se pode usar isso como parâmetro. Para se ter uma ideia, a Alemanha tem só uma. Ou seja, não tem 10 ou 20 medalhas Fields por país”, disse.

Por isso mesmo, para ele é “bem mais estranho que não exista um Nobel nas outras áreas do que não ter existido uma medalha Fields para o Brasil até agora”.

Oportunidades
Uma possível razão para isso, segundo Avila, seria a escassez de recursos para ciência no Brasil.

Pelo menos no campo dele, os próximos anos apresentarão grandes oportunidades para o governo.

“E mesmo em outros níveis e talvez estimular pessoas a considerarem a carreira”, completou.

Para isso, o governo deveria refletir sobre a “maneira certa” de incentivar a ciência.

“Não é muito caro, creio, fazer ciência, dentro de todo o orçamento que têm”, afirmou. “Embora o Brasil já faça matemática em um nível elevado em certos campos, ainda há muito para ser feito em questão de estender as áreas de atuação neste nível e também levar a produção matemática a outras áreas do país.”

Para isso, evidentemente, o Brasil precisará de novos matemáticos. Mas essa é realmente uma carreira é viável para quem também busca segurança?

“É uma carreira de classe média, de bom nível no Brasil, talvez mais que na França”, disse.

Avila acrescentou que há diversas compensações adicionais, além é claro da satisfação de se fazer aquilo que se gosta.

Ele diz que a matemática garante bastante liberdade e é uma carreira pouco hierarquizada.

“Não tem que lidar com chefe, você decide no que vai trabalhar e como vai obter resultados. Você pode adaptar o modo de trabalhar às próprias características.”

Trata-se de pontos positivos para o carioca, que gosta de pensar nas soluções de complexos problemas abstratos andando de bermuda na praia.

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