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Brasil ganha pela primeira vez o ‘Nobel’ da matemática

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Publicado no Terra

 

 Ávila recebe o maior prêmio da matemática aos 35 anos Foto: Katrin Breithaupt / Wikimedia

Ávila recebe o maior prêmio da matemática aos 35 anos
Foto: Katrin Breithaupt / Wikimedia

O carioca Artur Ávila é o primeiro brasileiro a receber a medalha Fields, considerada o “Nobel” da matemática. Ávila, que era tido como um dos favoritos desde a edição anterior da premiação, levou neste ano a láurea concedida pela União Internacional de Matemática.

O carioca fez o mestrado logo após terminar o ensino médio. Aos 18 anos, começou o doutorado, aos 22, o pós-doutorado. Como o Ministério da Educação (MEC) exige a graduação para conceder os títulos de mestre e doutor, ele fez a graduação na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) ao mesmo tempo que o mestrado.

Em entrevista anterior ao Terra, Ávila diz não se considerar um gênio. O segredo, segundo ele, está em fazer o que se gosta. “Eu vou conhecendo tão bem os problemas, que me sinto muito motivado em resolver aquilo que não consigo entender, em quebrar essa barreira. Eu acho isso muito importante, estar motivado. Acho que é isso que faz a gente se dar bem no trabalho, a ter reconhecimento e até ganhar prêmios. Se você não se interessar realmente pelos objetos com os quais trabalha, não vai a lugar algum”, completa.

A medalha Fields é concedida a cada quatro anos a quatro matemáticos com contribuições reconhecidas à área. Como não existe um Nobel de matemática, o prêmio é considerado o mais importante para esse campo da ciência. A presidente Dilma Rousseff parabenizou o carioca através de seu perfil no Twitter:

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Brasil conquista cinco medalhas em Olimpíada Internacional de Matemática

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Equipe brasileira foi formada por seis estudantes e um professor - Divulgação

Equipe brasileira foi formada por seis estudantes e um professor – Divulgação

Ao todo, 560 estudantes de 101 países participaram da competição

Publicado em O Globo

RIO – Se na Copa do Mundo nossa seleção teve resultado decepcionante, o mesmo não se pode dizer do time de estudantes brasileiros que participaram da 55ª Olimpíada Internacional de Matemática (IMO, da sigla em inglês), na África do Sul. Ao todo, os alunos conquistaram cinco medalhas, sendo três de prata e duas de bronze.

Com isso, o Brasil ocupou a 34ª posição no ranking geral por países com 122 pontos. No topo da tabela está a equipe da China, com 201 pontos, seguida pelos Estados Unidos, com 193 e Taiwan, com 192. Ao todo, 560 estudantes de 101 países participaram da competição.

As provas ocorreram dos dias 8 e 9 de julho, na Universidade da Cidade do Cabo. Em cada dia, os estudantes tiveram 4h30 para resolver três problemas de matemática, selecionados a partir de diferentes áreas da matemática do ensino médio como álgebra, análise combinatória, geometria e teoria dos números.

Murilo Corato Zanarella, 16 anos, Rodrigo Sanches Ângelo, 18 anos, de São Paulo e Daniel Lima Braga, 16 anos, do Ceará, tiveram o melhor desempenho da equipe brasileira garantindo as medalhas de prata, enquanto Victor Oliveira Reis, 17 anos, de Pernambuco e Alexandre Perozim de Faveri, 17 anos, de São Paulo, voltaram ao país com as medalhas de bronze. Alessandro de Oliveira Pacanowski, 18 anos, do Rio de Janeiro recebeu uma menção honrosa.

Voltando da África do Sul com uma medalha de bronze no peito, Victor Oliveira Reis coleciona conquistas em competições de matemática mundo afora. Em três anos de treino, ele já subiu ao pódium em olimpíadas na Romênia, Colômbia, Paraguai, dentre outros lugares. Ano passado, foi prata na Olimpíada Internacional.

– Fico feliz porque pelo menos conseguimos dar uma alegria em competições para o Brasil – diz o Victor, que está de malas prontas para estudar na Cornell University, nos Estados Unidos, em agosto.

MELHOR DA AMÉRICA LATINA

As medalhas conquistadas neste ano são apenas mais um exemplo de um histórico de resultados positivos do Brasil na competição. Desde 1979, ano em que os brasileiros participaram pela primeira vez, conquistamos 110 medalhas, sendo nove de ouro, 33 de prata e 68 de bronze, o que o torna o país latino-americano com o melhor retrospecto na história da competição.

Habilidade em matemática e leitura é favorecida por mesmos genes

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Pesquisa envolveu leitura do DNA de crianças e testes cognitivos.
Família e escola também são importantes para aprendizado, diz estudo.

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A habilidade para matemática e para leitura é favorecida em boa medida pelos mesmos genes, segundo um estudo publicado nesta terça-feira (8) na revista “Nature Communications”, que ressalta, no entanto, a importância do meio para desenvolver esses conhecimentos.

Cientistas do King’s College de Londres, liderados por Robert Plomin, utilizaram dados do chamado Estudo do Desenvolvimento Precoce dos Gêmeos (TEDS, em sua sigla em inglês) para ver a influência dos genes nas habilidades de leitura e cálculo de adolescentes de 12 anos de 2.800 famílias britânicas.

A equipe acompanhou gêmeos, com genes compartilhados, e outras crianças, com quem fizeram testes leitura e matemática, conforme as exigências do sistema escolar britânico.

A combinação dos resultados desses testes e dos dados de DNA indicou que há uma “sobreposição significativa” dos genes que determinam a habilidade para a leitura e para os números.

Aproximadamente metade dos genes que influenciam a habilidade de leitura da criança incide também em sua capacidade para as contas, de acordo com o estudo. No entanto, os pesquisadores ressaltam que o entorno familiar e a educação escolar são estratégicas para o desenvolvimento dos pequenos.

“As crianças diferem geneticamente em relação à facilidade aprender e devemos reconhecer e respeitar estas diferenças individuais”, afirma Plomin.

Segundo o cientista, “descobrir que há uma forte influência genética não significa que não se possa fazer nada quando uma criança custa a aprender: o fato de ser hereditário não implica que seja imutável, apenas significa que será preciso um esforço maior dos pais e das escolas para apoiar esse aluno”.

A pesquisa não identifica genes específicos que determinem essas habilidades, mas estabelece conjuntos de genes ou de diferenças genéticas que, individualmente, contribuem em pequena medida para moldar à pessoa.

Fonte: G1

Professores do Ceará ganham bolsa para treinamento nos Estados Unidos

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Educadores participam de treinamento da Universidade de Notre Dame.
Professores fazem parte do programa Círculo de Matemática.

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Dois professores cearenses e uma brasiliense embarcaram neste sábado (5) para os Estados Unidos. Karolynne Barrozo, Robson Lopes e Daniela Motta foram escolhidos entre dezenas de educadores do país como embaixadores do programa Círculo de Matemática, desenvolvido pelo Instituto TIM, e ganharam bolsas para participar de um treinamento na Universidade de Notre Dame, em Indiana, entre os dias 6 e 12 de julho.

“Estou com muita expectativa para essa viagem. Quero trazer muitas novidades. Vai ser uma nova etapa para minha vida”, afirma Karolynne Barrozo, de 21 anos. É a primeira vez que a cearense formada em Pedagogia pela Universidade Estadual do Ceará (Uece) viajará para os Estados Unidos. Ela foi uma dos 50 educadores selecionadas para participar do programa e, desde o ano passado, ensina alunos de escolas públicas de Fortaleza a pensar a matemática de uma outra maneira.

“A didática é de igual para igual, para não gerar o medo deles com a disciplina. Com o projeto, eles estão acreditando mais neles, melhoraram as notas e o comportamento dentro e fora sala de aula”, conta Karolynne. Ela divide os alunos em turma menores e, semanalmente, realiza encontros a partir de um material de apoio. “Chamo eles pelo nome e o método é todo baseado em perguntas. No início, alguns tinham muito medo de falar. Eu tentava estimular. Agora, eles estão bem desenvoltos”.

Fonte: G1

Dificuldade para aprender matemática pode ter causa genética, revela pesquisa

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Outros fatores recorrentes são diferentes ambientes escolares, casa e círculos sociais
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Por que algumas pessoas apreciam a oportunidade de resolver problemas de matemática, mas outras ficam ansiosas com a simples menção de números e letras? A resposta poderia ser genética, de acordo com pesquisadores da Universidade do Estado de Ohio. Em um estudo sobre o tema, eles descobriram que os genes podem causar um maior “ansiedade matemática” em crianças.

Para examinar esta teoria, os pesquisadores examinaram como gêmeos divergem sobre medidas de ansiedade matemática.

A análise fornece uma nova visão sobre por que algumas crianças podem desenvolver um medo de matemática que faz com que seja mais difícil para elas para resolver problemas e ter sucesso na escola.

Outros fatores foram explicados pelos diferentes ambientes escolares, em casa e nos círculos sociais.

O professor Stephen Petrill , que chefia o estudo reforça que “Fatores genéticos podem agravar ou reduzir o risco de fazer mal em matemática”.

— Se você tiver esses fatores de risco genético para a matemática e então você tem experiências negativas nas aulas o aprendizado pode se tornar muito mais difícil. Esse conhecimento é importante para planejar intervenções junto aqueles que precisam de ajuda em matemática.

O estudo incluiu 216 gêmeos idênticos e 298 gêmeos fraternos do mesmo sexo em Ohio. As crianças entraram no projeto no jardim de infância ou no primeiro grau e foram avaliadas durante oito visitas domiciliares.

O último estudo incluiu dados das duas últimas visitas domiciliares, quando os gêmeos estavam com idade entre 9 e 15 anos.

Todos os gêmeos completaram avaliações de ansiedade matemática, ansiedade geral, resolução de problemas de matemática e compreensão de leitura.

Mas, apesar de uma predisposição genética ser importante, ele só foi responsável por cerca de 40% do problema.

Meninos tem desempenho pior do que as meninas?

Na batalha dos sexos, os meninos sempre foram considerados “melhores” do que as meninas em disciplinas como matemática e ciências. Porém, uma revisão de 308 estudos envolvendo mais de 1,1 milhões de crianças contrariou esse estereótipo.

O estudo analisou dados de 1914 a 2011 e sugeriu que meninas tem desempenho melhor na escola do que os rapazes há pelo menos 100 anos.

De acordo com os dados, compilados pela universidade canadense de New Brunswick, as meninas superaram os meninos ao longo de suas carreiras acadêmicas do ensino infantil ao ensino médio.

As diferenças são maiores na disciplina de língua e o menores em matemática, mas mesmo nesses assuntos, as meninas obtiveram melhores notas na média, disseram os pesquisadores.

Fonte: R7

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