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Posts tagged matemático

Estudante de 15 anos descobre erro de matemática em museu de ciência

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Visitante viu sinal matemático de menos onde deveria haver o de mais.
Sinal estava em painel criado em 1981 para museu em Boston, nos EUA.

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Publicado no G1

O estudante Joseph Rosenfeld, de 15 anos, descobriu um erro de matemática em uma exibição permanente no Museu de Ciência de Boston, nos Estados Unidos.

Ele percebeu o erro em uma equação que representa a famosa proporção ou razão áurea,chamada em inglês de “golden ratio”.

A equação era parte de uma exposição do museu dedicada ao mundo da matemática. O erro era simples: havia um sinal de menos onde deveria existir um sinal de adição.

o painel que continha o erro foi criado em 1981. Após perceber o erro, o estudante deixou um recado na recepção. Morador da Virgínia, ele visitava o espaço com suas tias. Ele recebeu uma carta do museu informando que iria mudar os sinais em três pontos do painel.

Em post no Twitter, a equipe do museu disse que ficou entusiasmada com o estudante e reconheceu sua perspicácia. O museu não divulgou imagens do painel onde o erro está reproduzido.

Manuscrito do matemático Alan Turing é leiloado por US$ 1 milhão

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Um caderno manuscrito de 56 páginas que pertenceu ao pioneiro da computação Alan Turing é leiloado em Nova York (Foto: REUTERS/Bobby Yip)

Um caderno manuscrito de 56 páginas que pertenceu ao pioneiro da computação Alan Turing é leiloado em Nova York (Foto: REUTERS/Bobby Yip)

Ele foi responsável por decifrar códigos nazistas na 2ª Guerra Mundial.
‘Isso reflete a importância dele na história’, diz especialista em livros raros.

Publicado no G1

Um caderno manuscrito de 56 páginas que pertenceu ao pioneiro da computação Alan Turing, responsável por decifrar códigos nazistas na Segunda Guerra Mundial e interpretado pelo ator Benedict Cumberbatch no filme “O jogo da imitação”, foi vendido por mais de US$ 1 milhão num leilão realizado em Nova York, afirmou a casa de leilões Bonhams nesta segunda-feira (13).

Turing, um gênio da matemática britânico, liderou a equipe de criptógrafos que decifrou o código de guerra Enigma, tido pelos alemães como inquebrável, trabalho que se acredita ter acelerado o fim da Segunda Guerra Mundial e salvado vidas.

A especialista do departamento de livros raros e manuscritos da Bonhams, Cassandra Hatton, disse que o resultado do leilão presta um testemunho sobre o legado de Turing.

“Isso reflete a importância dele na história. Acho que ele é alguém que merece um estudo mais aprofundado, e espero que isso contribua para aumentar o interesse nele e no trabalho dele”, disse em entrevista.

O leilão também reafirma um crescente interesse por itens de cunho científico, relacionados à história dos computadores, da investigação do espaço, da exploração do planeta e ligados aos primeiros experimentos científicos, acrescentou ela.

Matemático brasileiro receberá Legião de Honra na França

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Artur Ávila, brasileiro naturalizado francês ganhou medalha Fields. THOMAS SAMSON/AFP

Artur Ávila, brasileiro naturalizado francês ganhou medalha Fields. THOMAS SAMSON/AFP

Publicado no O Povo

O matemático brasileiro naturalizado francês Artur Ávila; o escritor Patrick Modiano, Prêmio Nobel de Literatura no ano passado; e o economista Thomas Piketty, os dois últimos gauleses; figuram entre os novos condecorados pela Legião de Honra, relação divulgada ontem no Diário Oficial francês, em Paris. A lista conta com 691 contemplados em diversos graus, entre os quais 571 cavaleiros, 95 oficiais, 19 comendadores, cinco grandes oficiais e um único grã-cruz, o resistente e historiador da Segunda Guerra Mundial Jean-Louis Crémieux.

Ávila, de 35 anos, ganhador da Medalha Fields 2014, a recompensa mais prestigiada no campo da matemática, foi nomeado cavaleiro a título excepcional, já que a sua idade o impede de cumprir o critério de 20 anos de atividade exigidos para receber a condecoração. Também foi o caso da enfermeira de 29 anos, sobrevivente do vírus ebola, integrante da organização Médicos sem Fronteiras (MSF), 29, sem ter o nome divulgado, que vai receber a medalha a título excepcional, explicou a Grande Chancelaria da Legião de Honra. Infectada pelo vírus durante a sua missão na Libéria e repatriada em 19 de setembro à França, a jovem recebeu alta no início de outubro.

Já Piketty, cujo livro O capital no século XXI vendeu 1,5 milhão de exemplares, foi nomeado cavaleiro. Piketty, no entanto, reagiu afirmando que””rejeita sua designação” para receber a Legião de Honra: “Acabo de saber que haviam proposto meu nome para a Legião de Honra. Rejeito esta designação, já que não acredito que seja papel do governo decidir quem é honorável”, declarou Piketty,. Acrescentou que “valeria mais que se consagrasse a recuperação do crescimento na França e na Europa”. (das agências de notícias)

‘Muitas pessoas nem sabem que matemático pode ser profissão’, diz ganhador da Medalha Fields

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Conheça mais sobre Artur Avila, um carioca típico que gosta de ir à praia e beber açaí

O matemático Artur Ávila, de 35 anos, premiado com a Medalha Fields - Américo Mariano

O matemático Artur Ávila, de 35 anos, premiado com a Medalha Fields – Américo Mariano

Cesar Baima e Fernando Eichenberg em O Globo

PARIS E SEUL – Um talento único, cujo trabalho está ajudando a expandir as fronteiras da matemática, o que de pouco valeria se não fosse conjugado com boas doses de dedicação. Assim ex-professores e colegas descrevem Artur Avila, carioca de 35 anos que hoje vive entre Rio e Paris. Ele é pesquisador do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e diretor do Centro Nacional de Pesquisas Científicas da França. Carioca de 35 anos, o matemático hoje tem até nacionalidade francesa, mas, caminhando às margens do Rio Sena enquanto reflete sobre algum problema, morre de saudade de ir à praia e de beber açaí.

Há dois meses, Avila recebeu um e-mail da União Internacional de Matemática (IMU, na sigla em inglês) comunicando que ele receberia a Medalha Fields, principal prêmio da área no mundo, considerado o “Nobel da matemática”. A premiação foi confirmada oficialmente nesta terça, durante o Congresso Internacional dos Matemáticos, na Coreia do Sul.

— É o prêmio mais importante. Você passa a ser conhecido pelos não matemáticos. Para o Brasil, é simbolicamente importante. Um certificado de que está sendo feita ciência de alto nível no país. E isso é um trabalho de décadas — comenta ele, acomodado na poltrona de uma sala da Universidade de Jussieu, em Paris, após dar conselhos, no quadro-negro, durante uma hora, para um estudante americano de pós-doutorado em seus problemas matemáticos.

Vestindo jeans e camiseta branca, Avila sorve em intervalos irregulares goles de leite que toma direto do bico da garrafa de plástico de um litro, da qual não se separa. Um ardil para compensar refeições ignoradas, consequência de sua tumultuada agenda dos últimos dias. Para ele, a Medalha Fields e o fato de o próximo Congresso Internacional de Matemática ocorrer no Brasil, em 2018, é “uma janela de oportunidade” para se pensar em algo mais amplo no avanço da ciência no país, de forma gradual, “sem mágica”. O contexto também poderá confortar vocações já despertas. Matemático pode ser uma boa profissão, garante o carioca:

— Muitas pessoas nem sabem que pode ser uma profissão, e bem-sucedida. É uma carreira competitiva, precisa ter talento especial em vários níveis, mas dá muita liberdade. Você escolhe em que vai trabalhar como pesquisador. Há pouca hierarquia, não tem chefes. Você é independente.

Avila é objetivo e reservado. Não fala sobre sua vida pessoal. A não ser quando ela se confunde com a paixão pela matemática. Ele começou a desenvolver essa vocação na 5ª série (atual sexto ano do ensino fundamental), motivado por um professor do Colégio São Bento que lhe apresentou, em 1992, a Olimpíada Brasileira de Matemática, promovida pelo Impa para rastrear jovens talentos. O garoto, com 13 anos, conquistou uma medalha de bronze no primeiro ano e, depois, três ouros consecutivos.

Em 1995, ganhou outra medalha dourada, desta vez na Olimpíada Internacional de Matemática no Canadá. Abriram-se, então, as portas do Impa, onde ele ingressou para fazer um curso de verão. Enquanto os colegas reclamavam da dificuldade das provas, Avila, sempre calado, na dele, só tirava notas altas.

— A partir daí ele começou a ser conhecido como brilhante — diz o diretor-geral do Impa, César Camacho.

A matemática que a maioria de nós aprende na escola está tão distante do trabalho atual do pesquisador quanto um livro infantil de colorir está de um quadro de Picasso. Nos últimos anos, o matemático ganhou reconhecimento atuando na área de sistemas dinâmicos, a popular teoria do caos, que procura explicar sistemas que mudam com o tempo. Algo aplicado em diversas áreas, como a economia e a meteorologia.

Avila é incomum entre os matemáticos em seus hábitos de trabalho. Ele confessa, por exemplo, não ler livros. Nem mesmo a literatura científica da área. Prefere conversar com colegas para identificar os problemas em aberto e definir como pode colaborar para solucioná-los. Se despertarem seu interesse, claro.

— Gosto de interagir com outros matemáticos, assim somos pelo menos duas pessoas com o mesmo objetivo — conta.— Quando quero entrar em um assunto, vou conversar. Isso me permite ir direto ao ponto.

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