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Professora que ensinou índios na língua-mãe é a Educadora do Ano

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Os alunos da classe multisseriada de 1º a 5º ano de Elisângela falam paiter suruí (Felipe Antonio Fotografia/VEJA.com)

Os alunos da classe multisseriada de 1º a 5º ano de Elisângela falam paiter suruí (Felipe Antonio Fotografia/VEJA.com)

Elisângela Dell-Armelina Suruí criou material didático na língua paiter suruí para educar crianças indígenas e foi eleita a melhor professora do país

Marina Rappa, na Veja

A professora Elisângela Dell-Armelina Suruí subiu ao palco do Prêmio Educador Nota 10 na noite de segunda-feira, 30, para receber o título de Educador do Ano, em evento realizado pela Fundação Victor Civita. Emocionada, disse “muito obrigada” ao público em paiter suruí – a língua materna dos índios da tribo nabekodabadakiba, em Rondônia. O gesto faz clara referência ao trabalho feito pela educadora com os pequenos índios da região.

Nascida em Ji-Paraná, a aproximadamente 370 quilômetros de distância da capital de Rondônia, Elisângela foi trabalhar como voluntária na aldeia próxima a Cacoal, cidade do interior do estado. Isso foi suficiente para que, dezesseis anos depois, ela realizasse um importante projeto de alfabetização dos índios na língua-mãe das crianças da Escola Sertanista Francisco Meireles.

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Durante o trabalho de ensinar aos pequenos a escrever e ligar palavras a objetos, Elisângela sentiu falta de um material que ensinasse o paiter suruí, já que os livros dados pelo governo eram em português. Surgiu assim a ideia de confeccionar um caderno de escrita e atividades com textos simples na língua-mãe das crianças, com figuras que pudessem ser coloridas e nomeadas. Tudo feito pelos alunos – que vão do 1º ao 5º ano.

“Eles se viram naquele livro. Em um dia, eles se questionavam sobre quem fazia aqueles livros bonitos que chegavam de tão longe para a escola deles e, em outro, eram os produtores do próprio conhecimento. Isso não tem preço”, conta a professora.

Agora, a melhor educadora brasileira espera que seu projeto seja levado adiante – e auxilie não apenas as aldeias que falem o paiter suruí, mas as outras que também possuem dificuldade de encontrar material de alfabetização nas línguas indígenas. “O caderno pode ser usado não apenas na minha aldeia, mas servir como molde para que outros professores consigam ensinar a língua materna aos alunos. Espero que, com o prêmio, isso sirva como referência”, afirma Elisângela após receber o troféu de Educador do Ano de 2017.

Esse livro didático explicita o machismo no ensino da medicina

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(Reprodução/Facebook)

(Reprodução/Facebook)

“Somos contra a agenda do politicamente correto”, responderam os responsáveis pela publicação, a Medgrupo, rede de preparo para concursos médicos.

Giovana Feix, no M de Mulher

Estruturada de forma semelhante à dos cursinhos pré-vestibular, a Medgrupo é uma rede de preparo para concursos médicos – como o Revalida e as seleções para residência. Eles estão presentes em todo o Brasil e, além de aulas presenciais e à distância, também produzem material didático.

Em um de seus livros, “MED 2013: Síndromes de Transmissão Sexual“, é através de ilustrações e casos extremamente estereotipados e sexistas que eles procuram explicar a futuros médicos como funcionam algumas doenças sexualmente transmissíveis.

(Reprodução/Facebook)

(Reprodução/Facebook)

 

(Reprodução/Facebook)

(Reprodução/Facebook)

Diante disso, uma aluna de medicina da Universidade Federal da Bahia (UFBA) resolveu enviar uma mensagem à empresa. “Comecei a utilizar alguns módulos do Medgrupo cedidos por colegas já residentes para estudar os conteúdos”, escreve ela. “No entanto, tive o desprazer de ser exposta a casos clínicos com comentários machistas e ilustrações que expõem o corpo feminino de maneira vulgar”.

(Reprodução/Facebook)

(Reprodução/Facebook)

 

“Em um caso, uma menina portadora de vaginose bacteriana (um sofrimento, vale ressaltar) é retratada em um desenho de uma mulher seminua com vários peixes em cima do seu corpo e um homem de nariz tampado devido ao mal cheiro”, continua.

Em resposta à jovem, a direção do Medgrupo disse ser contra a “agenda do politicamente correto”.

Confundir dignidade com tal “agenda” é algo recorrente. No caso da formação de profissionais da área médica, porém, é extremamente importante a preocupação com um tratamento respeitoso e humanizado. As mulheres que sofrem das síndromes ensinadas no texto não possuem uma vida “promíscua” – e, mesmo se tiverem, isso não é, de maneira alguma, de interesse de seu médico. Saiba mais: A diferença entre um parto no SUS e um parto humanizado

“A última frase do caso relata que um dos testes necessários para o diagnóstico não foi realizado, porque o médico ficou ‘tão enjoado’ que o diagnóstico era evidente”, conta ainda a aluna, no e-mail enviado ao Medgrupo, sobre a história ilustrada pela mulher rodeada de peixes.

Escolas britânicas estudam adotar material didático com exemplos de famílias LGBT

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Associação de escolas também começam a adotar política de uniformes diferenciada

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Publicado em O Globo

Escolas britânicas começaram a adotar novas políticas para uniformes pregando o “gênero neutro”. A medida visa evitar a discriminação contra a comunidade de alunos LGBT. Outra ação, que já foi contestada no Brasil quando houve o debate sobre a questão, é o uso de material didático que utilize exemplos de famílias com duas mães ou dois pais. Segundo o grupo defensor da causa, isto é uma forma de atenuar o bullying homofóbico.

Elly Barnes, diretor executivo do grupo “Educar e Celebrar”, que promove ações de combate ao preconceito, pregou a igualdade no uso das vestimentas.

— Se está tudo bem para uma menina usar calças, por que não é permitido que alunos usem saias? Temos que dar esta opção —argumentou Barnes para o jornal The Independent.

A militante foi chamada pela Associação de Escolas para dar uma conferência abordando maneiras para que os colégios pudessem se tornar mais amigavéis com o público gay.

Uma das medidas apontadas por Barnes foi o treinamento dos professores para que eles ficassem mais familiarizados com a linguagem adotada pela comunidade LGBT. Além disso, a maioria dos docentes não tinha recebido nenhum treinamento para combater a homofobia durante seus cursos de formação.

— Ter o treinamento é uma parte essencial para o desenvolvimento profissional permanente. Pode ser apenas o casa de um aluno perguntar “o que é lésbica?” e o professor poder responder — afirmou Barnes.

Outro ponto abordado trata sobre as aulas ministradas. O grupo afirma que o movimento negro, por exemplo, é tratado indiretamente em aulas sobre o movimento dos direitos civis mas que não existe esse espaço para se tratar das causas LGBT.

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