Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged Medalhas

Brasil fica em primeiro lugar em Olimpíada de Astronomia e Astronáutica

0
Beatriz, Mateus, Lucas, Nicolas e Henrique, nossos vencedores (Foto: Divulgação)

Beatriz, Mateus, Lucas, Nicolas e Henrique, nossos vencedores (Foto: Divulgação)

 

Publicado na Galileu

O Brasil ficou em primeiro lugar no quadro geral da 8ª Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (VIII OLAA). O evento ocorreu entre os dias 2 e 8 de outubro em Córdoba, na Argentina, e contou 41 estudantes de ensino médio de nove países da América Latina.

Ao longo da competição, os participantes tiveram que resolver exercícios teóricos, práticos e de reconhecimento de céu, além de fazer parte de uma prova de lançamento de foguetes.

A delegação brasileira conquistou cinco medalhas. Os estudantes Henrique Barbosa de Oliveira, de São Paulo capital, Mateus Siqueira Thimóteo, de Mogi das Cruzes, em São Paulo, Lucas Camargo da Silva, de Florianópolis, em Santa Catarina, e Nicolas Almeida Verras, de São Paulo capital, conquistaram medalhas de ouro; Beatriz Marques de Brito, de São Paulo capital, ganhou o bronze. Lucas e Beatriz tiveram o melhor desempenho na prova observacional, o que lhes rendeu telescópios como prêmio.

Parabéns aos nossos estudantes!

Brasileiros ganham 4 medalhas na Olimpíada Ibero-Americana de Biologia

0
Caio Adamian, Beatriz Marques, Bruno Gomes e Bernardo Collaço (Foto: Divulgação)

Caio Adamian, Beatriz Marques, Bruno Gomes e Bernardo Collaço (Foto: Divulgação)

 

Publicado na Galileu

Na última semana, a cidade de Brasília foi sede da 10ª Olimpíada Ibero-Americana de Biologia. A edição contou com a participação de estudantes de 12 países das Américas do Sul e Central, bem como de Portugal e Espanha.

Ao longo da competição, os estudantes fizeram três avaliações teóricas e práticas que envolvem assuntos como anatomia animal, botânica e citologia.

A delegação brasileira obteve ótimos resultados. No total, foram quatro medalhas conquistadas: uma de ouro, que foi para Bruno Teixeira Gomes, de Fortaleza, no Ceará; duas pratas obtidas pelos estudantes Beatriaz Marques de Brito, de São Paulo capital, e Bernardo Habriele Collação, de Fortaleza, no Ceará; e um bronze para Caio Manuel Caetano Adamian, também de Fortaleza.

Parabéns aos nossos estudantes!

Brasil conquista cinco medalhas em Olimpíada Internacional de Matemática

0

 

Equipe brasileira foi formada por seis estudantes e um professor - Divulgação

Equipe brasileira foi formada por seis estudantes e um professor – Divulgação

Ao todo, 560 estudantes de 101 países participaram da competição

Publicado em O Globo

RIO – Se na Copa do Mundo nossa seleção teve resultado decepcionante, o mesmo não se pode dizer do time de estudantes brasileiros que participaram da 55ª Olimpíada Internacional de Matemática (IMO, da sigla em inglês), na África do Sul. Ao todo, os alunos conquistaram cinco medalhas, sendo três de prata e duas de bronze.

Com isso, o Brasil ocupou a 34ª posição no ranking geral por países com 122 pontos. No topo da tabela está a equipe da China, com 201 pontos, seguida pelos Estados Unidos, com 193 e Taiwan, com 192. Ao todo, 560 estudantes de 101 países participaram da competição.

As provas ocorreram dos dias 8 e 9 de julho, na Universidade da Cidade do Cabo. Em cada dia, os estudantes tiveram 4h30 para resolver três problemas de matemática, selecionados a partir de diferentes áreas da matemática do ensino médio como álgebra, análise combinatória, geometria e teoria dos números.

Murilo Corato Zanarella, 16 anos, Rodrigo Sanches Ângelo, 18 anos, de São Paulo e Daniel Lima Braga, 16 anos, do Ceará, tiveram o melhor desempenho da equipe brasileira garantindo as medalhas de prata, enquanto Victor Oliveira Reis, 17 anos, de Pernambuco e Alexandre Perozim de Faveri, 17 anos, de São Paulo, voltaram ao país com as medalhas de bronze. Alessandro de Oliveira Pacanowski, 18 anos, do Rio de Janeiro recebeu uma menção honrosa.

Voltando da África do Sul com uma medalha de bronze no peito, Victor Oliveira Reis coleciona conquistas em competições de matemática mundo afora. Em três anos de treino, ele já subiu ao pódium em olimpíadas na Romênia, Colômbia, Paraguai, dentre outros lugares. Ano passado, foi prata na Olimpíada Internacional.

– Fico feliz porque pelo menos conseguimos dar uma alegria em competições para o Brasil – diz o Victor, que está de malas prontas para estudar na Cornell University, nos Estados Unidos, em agosto.

MELHOR DA AMÉRICA LATINA

As medalhas conquistadas neste ano são apenas mais um exemplo de um histórico de resultados positivos do Brasil na competição. Desde 1979, ano em que os brasileiros participaram pela primeira vez, conquistamos 110 medalhas, sendo nove de ouro, 33 de prata e 68 de bronze, o que o torna o país latino-americano com o melhor retrospecto na história da competição.

Os matemáticos de Dores do Turvo

0

Escola pública de pequena cidade mineira torna-se a maior campeã da Olimpíada de Matemática ao estimular os alunos a estudarem até cinco horas após as aulas e distribuir prêmios como tablets

Wilson Aquino, na IstoÉ

Dores do Turvo é uma pequena cidade da Zona da Mata mineira, distante 320 quilômetros da capital Belo Horizonte. O nome homenageia a padroeira da cidade, Nossa Senhora das Dores, e o principal rio da região, o Turvo. Os 4,5 mil habitantes têm cotidiano de uma típica cidade do interior: passeiam na praça principal, que tem coreto e igreja matriz, e andam de charrete entre a área urbana e a rural. Nos anais da Câmara Municipal, consta que os filhos mais ilustres da cidade são um desembargador e um jogador de futebol – do Tupi, time mineiro da quarta divisão. Mas as montanhas que cercam o município guardam uma glória muito maior: Dores do Turvo desbancou todos os municípios brasileiros, incluindo as grandes capitais, na disputa pelo título de campeão da história da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), com 133 medalhas conquistadas. A cidade tem apenas uma opção escolar para alunos do sexto ano do ensino fundamental até o terceiro ano do ensino médio, a faixa que disputa a Olimpíada, a Escola Estadual Terezinha Pereira – e é de lá que saíram os vencedores, desde a primeira edição da prova, em 2005. São seis medalhas de ouro, sete de prata, 21 de bronze e 99 menções honrosas. O desempenho do município na proporção de alunos participantes versus medalhas conquistadas superou em seis vezes o resultado de Belo Horizonte, em dez vezes o do Distrito Federal e em 12 vezes o de São Paulo. No ano passado, dos 29 jovens dorenses que participaram dos exames, 26 foram premiados. O título de maior produtor de leite da região agora foi substituído, com orgulho, pela frase “A trilha do ouro da matemática”, estampada em outdoors pela cidade. “É uma honra danada para o povo dorense ver os filhos da terra sendo reconhecidos por seu talento em nível nacional”, afirmou à ISTOÉ o prefeito Ronaldo de Souza, o Roni (PMDB).

chamada.jpg
CAMPEÕES
Evandro da Silva, Dávila Meireles e Filipe Arruda: moradores da área rural
do município, três medalhistas. Abaixo, o professor de matemática
Geraldo Amintas: “Só ganha quem se dedica”, diz ele

MATEMATICA-02-IE.jpg

Em um país com índices pífios na disciplina, qual é o segredo do bom desempenho da cidade? “Isso é resultado da aliança entre professores, pais de alunos e comunidade”, resume o professor Claudio Landim, coordenador geral da OBMEP. Os detalhes são dados pelo professor de matemática Geraldo Amintas, 54 anos, e incluem até estratégias questionáveis, como presentes. “Motivamos os alunos mostrando os benefícios da Olimpíada, como bolsas em cursos de iniciação científica e brindes distribuídos por ex-alunos bem-sucedidos, como aparelhos de MP3, camisas oficiais da Seleção Brasileira, máquinas digitais, celulares e tablets. Mas só ganha quem se dedica mesmo”, afirma. “Criamos uma cultura de participação na Olimpíada. Os alunos chegam à escola pela manhã, assistem às aulas normais e passam até cinco horas após o turno escolar debruçados sobre o material fornecido pelo OBMEP”, explica Amintas. Decorar fórmulas é um método descartado. A metodologia investe no raciocínio lógico, mas não permite que o processo seja estressante para o estudante, pois acredita que não há aprendizado de qualidade sob pressão.

IEpag62e63_Matematica_ok-1.jpg

A Olimpíada de Matemática é um programa dos Ministérios da Educação e de Ciência e Tecnologia, em parceria com o Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada e a Sociedade Brasileira de Matemática. A última edição contou com quase 20 milhões de alunos inscritos, representando cerca de 86% das escolas públicas do País. Os estudantes Dávila de Carvalho Meireles, 14 anos, Evandro Júnior Firmiano da Silva, 13, e Filipe Jessé de Castro Arruda, 15, têm em comum o fato de serem medalhistas e morarem na parte rural da cidade. Arruda, que ganhou condecoração de ouro, passou em um concurso e estuda, atualmente, em uma escola técnica de Juiz de Fora. Dávila teve, no ano passado, a melhor classificação do Estado de Minas e a segunda melhor de todo o País. Ela mora com o pai pedreiro e a mãe lavradora a 50 quilômetros do centro da cidade e, para chegar à escola diariamente, anda uma hora e meia de ônibus por estradas ruins. Modesta, atribui suas excelentes qualificações ao fato de ter “facilidade em aprender matemática”. Mas reconhece que os louros vindos da Olimpíada fizeram com que tomasse mais gosto pela matéria e a incluísse em seu projeto de vida. “Ainda não sei qual faculdade vou fazer. Mas, com certeza, vai ser algo relacionado à matemática”, diz ela.

IEpag62e63_Matematica_ok-2.jpg

 

Desempregado, pedreiro mantém biblioteca de 40 mil livros com a ajuda de amigos

1


Depois de um dia de trabalho, Evando encontrou uma pilha de cerca de 50 livros. Ao levar os livros para casa, surgiu a ideia de criar uma biblioteca comunitária

Felipe Martins, no UOL

Uma das maiores felicidades do pedreiro Evando dos Santos, 52, é a biblioteca comunitária Tobias Barreto de Meneses. Fruto do seu esforço pessoal, a instituição tem mais de 40 mil livros.

No entanto, a biblioteca virou uma dor de cabeça constante. A realidade de Evando é levantar cedo todos os dias para receber as pessoas e manter limpo o espaço. Tudo sozinho. Semanalmente ele lava os 280 metros quadrados do prédio dividido em três andares.

Para os custos com água e energia elétrica Evando conta com a ajuda financeira de amigos e da mulher, Maria José, companheira em seu sonho. “Eu me contagiei pelo entusiasmo do Evando. Eu era alérgica à poeira, mas essa alegria dele me fez não sentir mais nada. A biblioteca é um presente de Deus para nós”, afirmou.

Evando lamenta não ter dinheiro para enviar 3500 livros para a construção de bibliotecas comunitárias no interior da Bahia e de Pernambuco. Ou para oferecer cursos gratuitos utilizando as duas salas de aula, com 50 lugares cada uma.

Mas o homem de “intelecto lapidado”, como ele costuma dizer, não desiste do projeto. “Às vezes eu quero desanimar. Sem dinheiro, desempregado, mais duro que um coco. Mais uma voz me vem na memória e me diz ‘levanta!’ Eu, um nada, fiquei uma hora na casa do maior arquiteto do mundo, Oscar Niemeyer. Lembro da minha mãe, das medalhas. Homenageado pela Academia Brasileira de Letras pela escritora Nélida Piñon. Aí eu sacudo a poeira e, como uma águia, renovo as forças e fico a voar no mundo das ideias, criando, inventando e indo para a prática”, definiu.

Sem “burrocracia”

Criada em 1998, na Vila da Penha, subúrbio do rio de Janeiro, a Biblioteca Comunitária Tobias Barreto de Meneses tem mais de 40 mil livros e funciona em um prédio próprio, desenhado pelo renomado arquiteto Oscar Niemeyer.

Nessa biblioteca, as regras para o empréstimo são simples: o leitor preenche um cadastro e pode ficar com o volume pelo tempo que achar necessário. “Se a pessoa não devolve o livro é porque precisa”, diz Evando dos Santos.

Cheio de orgulho, Evando diz que esse era seu sonho: uma biblioteca sem “burrocracia”, funcionando de domingo à domingo. Segundo ele, com livros que não se encontram na Biblioteca Nacional. Exemplo disso é uma gramática da língua bunda que era a falada pelos escravos.

fotos: Luciano Belford/Divulgação


Conforme a história de Evando foi ficando conhecida, as doações foram aumentando. Os livros, em maioria, eram colocados na garagem da humilde casa na Vila da Penha. Ele calcula ter reunido mais de 40 mil livros tornando a Tobias Barreto de Meneses, a maior biblioteca comunitária do país 

Go to Top