Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged Medicina

Em Santarém, jovem de 17 anos é aprovada em cinco faculdades

0
Lara Duarte também se inscreveu no processo seletivo da Ufopa (Foto: Arquivo Pessoa/Lara Duarte)

Lara Duarte também se inscreveu no processo seletivo da Ufopa (Foto: Arquivo Pessoa/Lara Duarte)

 

Lara Carvalho Duarte também se inscreveu no Processo Seletivo da Ufopa.
Jovem estudava em colégio público e terminou o ensino médio em 2015.

Aritana Aguiar, no G1

Ingressar na faculdade é o sonho de muitas pessoas, mas ser aprovado em cinco cursos vai além do esperado. Em Santarém, no oeste do Pará, a estudante Lara Carvalho Duarte, de 17 anos, passou em cinco processos seletivos. A jovem terminou o ensino médio em 2015. Estudante de colégio público, ela enfrentou uma greve de professores que durou quase 3 meses, mas ela garantiu que isso não foi empecilho para se dedicar aos estudos.

Lara fez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2015. Na redação fez 920 pontos. Juntamente com as notas das demais disciplinas ela conseguiu ficar em primeiro lugar no curso de educação física na Universidade do Estado do Pará (Uepa), em segundo lugar no curso de artes cênicas na Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul (UEMS), onde foi aprovada por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu); quinto lugar em arquitetura e urbanismo, no Centro Universitário Luterano de Santarém (Ceuls), garantindo a vaga por meio do Programa Universidade Para Todos (ProUni); na universidade particular Instituto Esperança de Ensino Superior (Iespes) ela foi aprovada em psicologia; e ainda foi aprovada no curso de Letras pela Universidade Federal do Pará (UFPA), em Belém.

Mesmo com tantas aprovações, a jovem não para, assim que abriram as inscrições do Processo Seletivo da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) ele fez a inscrição. Como primeira opção, ela marcou o curso de direito e segunda opção, o curso de Farmácia e aguarda a divulgação do resultado. A primeira chamada está prevista para o dia 10 de março.

Lara revelou ao G1 a estratégia para obter um bom desempenho. “Eu sempre busquei a alternativa de estudar sozinha. Mesmo com a greve dos professores, isso não me impedia de aprender. Recebi meus livros didáticos, estudava em casa, acessava os conteúdos disponíveis na internet. Quando encerrou a greve dos professores, eu tirei todas as dúvidas em sala de aula. Eles sempre estavam dispostos. Para quem quer estudar, não existe desculpa”.

Apesar da dedicação aos estudos, Lara se surpreendeu com o resultado. “Eu fiquei surpresa sim, mas foi como forma de gratidão, porque algo que eu plantei está sendo colhido”, declarou.

Lara diz que usou várias estratégias de estudo (Foto: Aritana Aguiar/G1)

Lara diz que usou várias estratégias de estudo
(Foto: Aritana Aguiar/G1)

A estudante contou que gosta de escrever muito e língua portuguesa é a disciplina favorita. Ela acredita que talvez isso justifique o bom desempenho que obteve na redação do Enem. Apesar de não gostar das matérias de exatas, ela sempre se esforçou para aprender.

O apoio da família foi fundamental, segundo a estudante. “Eles sempre disseram que eu tinha que passar no vestibular”, contou ao garantir que essas palavras davam força para continuar estudando.

Sonho de medicina
Apesar da diversidade de opção de curso, nenhum deles Lara irá cursar, ela sonha em fazer medicina. “Eu achava que minha média seria insuficiente para medicina, mas na verdade na Ufam [Universidade Federal do Amazonas], daria para ter passado, infelizmente não me inscrevi. Já chorei bastante por isso”, lamentou

A estudante revelou ao G1 que antes pensava em escolher um dos cursos onde foi aprovada. Com as várias aprovações, ele recebeu apoio de um professor para tentar medicina, e por meio dele conseguiu uma bolsa de 50% em um cursinho pré-vestibular. “Então decidimos em família que eu iria estudar para tentar o curso”.

‘Estão em festa’, diz filho de pedreiro e doméstica aprovado em medicina

1
Sergio dos Santos foi aprovado para o curso de medicina na UFPI (Foto: Sergio dos Santos/Arquivo Pessoal)

Sergio dos Santos foi aprovado para o curso de medicina na UFPI (Foto: Sergio dos Santos/Arquivo Pessoal)

 

Estudante de São Lourenço do Piauí conseguiu a aprovação como cotista.
Comemoração tem casa cheia e fogos de artifício na pequena cidade.

Publicado no G1

O filho de um pedreiro e de uma doméstica da pequena cidade de São Lourenço do Piauí, a 539 km de Teresina, foi aprovado para o curso de medicina na Universidade Federal do Piauí (UFPI) por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) . Sérgio dos Santos Santana, 18 anos, estudou a vida inteira em escolas públicas do município, que possui pouco mais de 4 mil habitantes.

Apesar da alegria pela aprovação, Sérgio conta que a euforia maior está sendo dos familiares na pequena cidade. “Eu já estava esperando, mas quem teve uma reação mais exacerbada foi a minha família. Estão em festa”, disse.

Após a divulgação do resultado, parentes e conhecidos do estudante foram até a casa da família parabenizar o jovem pelo feito. Sérgio concorreu a uma das duas vagas destinadas a estudantes oriundos de escola pública. Ele conseguiu a aprovação com a nota 793,22, sendo o primeiro colocado entre os cotistas na modalidade.

Em entrevista ao G1, o estudante não escondeu a alegria pela aprovação e contou que somente quando estava perto de concluir o ensino médio é que decidiu tentar uma vaga para o curso de medicina. Ele terminou o terceiro ano em 2014 na Unidade Escolar Estadual Malaquias Ribeiro Damasceno, na zona urbana de São Lourenço do Piauí.

“Comecei a pesquisar sobre o curso e a carreira no fim do ensino médio e resolvi que tentaria ingressar na profissão. Essa foi a terceira vez que fiz o Enem. Nas vezes anteriores já havia conseguido aprovação em matemática no IFPI e para direito através do Fies em uma faculdade particular de Teresina”, falou o estudante.

Família comemora aprovação de Sergio no Sisu (Foto: Sergio dos Santos/Arquivo Pessoal)

Família comemora aprovação de Sergio no Sisu (Foto: Sergio dos Santos/Arquivo Pessoal)

 

O pai do estudante, o pedreiro e carpinteiro Hamilton Santana, comprou vários fogos de artifício para comemorar a aprovação do filho. Ele também falou ao G1 sobre o clima de festa na cidade sertaneja e da alegria que ele e a mulher, a doméstica Marizete Vilanova dos Santos, estão sentindo com a conquista. O pedreiro revelou que várias mensagens e ligações chegam a todo momento para o estudante.

“Estou muito alegre e bastante feliz com a aprovação dele. Para a gente foi uma grande surpresa. Ele sempre estudou nas escolas públicas daqui, nunca esteve em escola particular e conseguiu a aprovação. Toda hora chega gente aqui para parabenizá-lo”, falou orgulhoso o pai do estudante.

Sérgio fez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) na vizinha cidade de São Raimundo Nonato, distante 26 km de São Lourenço do Piauí. O estudante afirmou que fará uma comemoração na residência onde mora e convidará familiares, amigos e os professores das escolas onde estudou na cidade.

Resultado
O Ministério da Educação divulgou nesta segunda-feira (18) o resultado da chamada regular da primeira edição do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2016. Para acessar o resultado, o candidato deve digitar o número de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e a senha no site do Sisu.

Também é possível consultar a lista de estudantes aprovados selecionando instituição, campus e curso neste link.

Vestibulandos de Medicina atacam colega com mensagens racistas

0
 Diogo Medeiros decidiu ser médico depois de ver a mãe morrer no SUS Foto: Reprodução


Diogo Medeiros decidiu ser médico depois de ver a mãe morrer no SUS
Foto: Reprodução

 

Jovem negro que passou para universidade escreveu post de apoio a estudantes que querem entrar na faculdade

Constança Rezende, em O Dia

Rio – O que era para ser uma mensagem de apoio aos vestibulandos que planejam cursar Medicina se transformou em uma chuva de preconceito e racismo de futuros médicos. O jovem Diogo Medeiros, de 24 anos, publicou na terça-feira uma mensagem no grupo Vestibulando de Medicina, compostos por jovens de todo o país, em que desejava sorte aos que vão fazer o Enem na próxima semana.

Diogo, que passou para o curso de Medicina da Universidade de Buenos Aires, na Argentina, escreveu no post: “Não importa quem você é, apenas tenha a certeza que você pode ser quem deseja. Basta acreditar em seu potencial”, com uma foto em que aparecia com a camisa da universidade argentina

cs6ydybjwhowff4muea0846eq

Um dos prints de mensagens racistas contra Diogo. O post foi apagado pelos moderadores da página Foto: Reprodução Facebook

Logo em seguida, o post recebeu uma série de comentários racistas como “ué, não sabia que negro podia ser médico, quem se arriscaria em uma consulta?”, “só porque o cara é feio e da cor de fita isolante ele não pode ser feliz?”, “Se não tivesse cota duvido que conseguiria” e “temos que acabar com o preconceito entre negros e humanos”. Alguns estudantes também publicaram mensagem de apoio. “Como futuros médicos vão atender pacientes sendo racistas?”, questionava outro.

Diogo afirmou que irá registrar queixa na Delegacia de Repressão a Crimes de Informática. Diogo, que mora em Nova Iguaçu e estudou quatro anos para o vestibular, disse que já tinha passado por outras situações de preconceito antes, como pessoas atravessarem a rua achando que era um criminoso.

Porém, nunca uma tão escancarada como essa. “Até pouco tempo atrás era mais comum, mas em pleno seculo 21 ainda existir isso é absurdo. Estou muito constrangido”, disse.

Depois da repercussão do post, o moderador do grupo apagou a mensagem de Diogo, alegando que daria trabalho apagar todas as mensagens de ódio e preconceito.

Sonho de ser médico

Órfão de pai e mãe e aluno de escolas públicas, Diogo sempre sonhou em cursar Medicina. Para isso, passou o final da adolescência se desdobrando entre os estudos e o trabalho como técnico de enfermagem, sua primeira formação.

 Mensagens racistas postadas contra Diogo Foto: Reprodução


Mensagens racistas postadas contra Diogo
Foto: Reprodução

 

Ele conta que a vontade de ser médico nasceu da tristeza em ver sua mãe “morrendo no Sistema Único de Saúde”. “Um dia quero ter uma clínica para atender pessoas sem condições financeiras”, planeja.

Para o presidente da Comissão de Igualdade Racial da OAB-RJ, Marcelo Dias, que ofereceu assistência jurídica a Diogo, os ataques demonstram que o racismo no país ainda é muito forte.

“Existe uma parcela da população que não aceita os negros chegarem a espaços em que antes não eram vistos, como as universidades. Quando eles não estavam nesses espaços estava tudo certo, não incomodavam”, diz.

Pai de aluna de medicina carrega cruz por 95 km em ato contra o Fies

0

Mesmo com problema cardíaco, produtor saiu de GO para o DF: ‘Desespero’.
Filha não conseguiu contrato e acumula dívida na faculdade de R$ 45 mil.

a_3

Publicado no G1

Pai de uma estudante de medicina, o produtor de hortaliças Francisco Cândido Neto, de 52 anos, caminha de Goiás ao Distrito Federal carregando uma cruz de 60 kg em protesto contra o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Sem conseguir contrato e com dívida de R$ 45 mil em mensalidades atrasadas, ele afirma que a filha terá de deixar a faculdade: “É desesperador, minha filha vai ter que parar de estudar porque sou pobre. É a morte de um sonho”.

Francisco saiu na quinta-feira (30) de Alexânia, no Entorno do Distrito Federal, em direção ao Palácio do Planalto, em Brasília. Mesmo sendo aposentado por invalidez devido a graves problemas cardíacos, ele decidiu arriscar a própria vida e fazer a peregrinação de 95 km carregando o objeto de madeira, com 4,5 metros de altura.

“Espero que a presidente Dilma Rousseff se sensibilize e me ajude a conseguir o financiamento estudantil, que minha filha continue estudando”, disse.

A universitária Bruna Larissa Vitti Cândido, de 21 anos, começou a cursar medicina em agosto de 2014 no Instituto Master de Ensino Presidente Antônio Carlos (Imepac), em Araguari (MG). Desde então, ela tenta ser beneficiada pelo Fies ou pelo Programa Universidade para Todos (Prouni), mas não consegue.

Depois de quatro anos tentando ser aprovada em uma faculdade, Bruna contava que conseguiria ser beneficiada por algum dos programas do governo federal. “A gente lutou muito, tive muitos problemas e, quando consegui entrar, vou ter que parar porque não tenho incentivo nenhum”, lamenta.

Francisco, a mulher e os dois filhos vivem com cerca de R$ 3 mil por mês, dinheiro da aposentadoria do produtor e da produção da horta. No entanto, só a mensalidade da faculdade de Bruna custa R$ 5,3 mil, fora os gastos com estadia, pois a sede da instituição é em outro estado.

a_4

Francisco precisou pedir dinheiro emprestado a um conhecido para quitar o primeiro semestre de faculdade da filha para que ela continuasse a estudar. Agora, além de pagar o amigo, ele precisa quitar o débito de R$ 45 mil com a faculdade.

O produtor explica que vive em uma área de dois hectares, onde também cultiva as hortaliças. Como já fez a dívida com o conhecido, não tem nem como vendar a propriedade ou financiá-la. “Eu vou perder meu pedacinho de chão, minha casa, meu sustento. Vou morar na rua e minha filha não vai conseguir se formar”, disse, emocionado.

Bruna conta que tem até o próximo dia 5 para regularizar a situação. “Eu preciso pagar a dívida para fazer a rematrícula. Se não fizer, não posso nem trancar a faculdade porque devo. Vou ter que tentar passar no vestibular de novo”.

O G1 entrou em contato com o Ministério da Educação. No entanto, não obteve resposta até a publicação desta reportagem.

Gif incrível mostra como a medicina estudava o cérebro e os olhos no século 16

0
Foto: Duke University/Divulgação

Foto: Duke University/Divulgação

Carolina Vellei, no Guia do Estudante

Não, essa não é uma edição de um livro de colorir antiestresse para adultos. 😉 O gif acima mostra a obra de Georg Bartisch, Oφθαλμοδουλεια (que virou Ophthalmodouleia na forma latina) e foi divulgado pelo tumblr das bibliotecas da Universidade Duke , dos Estados Unidos. Essa palavra de origem grega tem, como um de seus significados, “a serviço dos olhos”. O livro foi publicado em 1583, e é importante para a história da Medicina por várias razões. Uma delas é que é um dos primeiros livros a não estar escrito em latim e sim em alemão, língua nativa do autor, que era da região da Saxonia (atual Alemanha). Foi o primeiro trabalho a sistematizar doenças oculares e a dispor o assunto de forma lógica, começando com a anatomia da cabeça e dos olhos e progredindo para os tratamentos para as doenças mais conhecidas na época (catarata, estrabismo e outras lesões).

Além disso, sua impressão foi bancada totalmente por Bartisch (lembrem que a prensa móvel de Gutenberg tinha surgido há pouco mais de 100 anos apenas e que isso deveria ser bem caro na época). Todas as ilustrações do livro (mais de 90), feitas pelo artista Hans Hewamaul, são baseadas em aquarelas do próprio autor. Ou seja, é o resultado de muita dedicação do especialista. E dá para ver que elas são super bem detalhadas, como o exemplo do gif, com recursos “tecnológicos” bem interessantes para o século 16, como a técnica de sobrepor imagens para permitir que o leitor “disseque” as partes da cabeça ou dos olhos apenas levantando abas de papel.

Imagem: DukeLibraries/Tumblr

Imagem: DukeLibraries/Tumblr

Não se sabem muitas informações oficiais sobre o fisiologista. Georg Bartisch nasceu em 1535 e, sem recursos para frequentar aulas de medicina, se tornou aprendiz de um barbeiro-cirurgião ainda com 13 anos (na época as cirurgias não eram feitas por médicos, mas sim por barbeiros que, amparados por suas lâminas afiadas, faziam desde cortes de cabelo a amputações). Ele então se tornou um cirurgião especialista em olhos e começou a atender pacientes de forma itinerante, até se fixar como “oftalmologista” oficial do Duque Augusto I da Saxônia.

Só de pensar que a anestesia só foi aperfeiçoada, de fato, no século 19, dá até medo de pensar nos “métodos” cirúrgicos usados por Bartisch na Idade Moderna, hein?

Ilustração presente no livro. Foto: University of Oklahoma

Ilustração presente no livro. Foto: University of Oklahoma

Go to Top