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Posts tagged Medicina

Matrícula de menino de 14 anos que passou em medicina tem muitos selfies

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 José Victor, 14, aproveitou a matrícula para tirar diversas selfies. Esta é com seu amigo Marcos Gabriel, 17, que foi aprovado em engenharia (Foto: Jadilson Simões/UOL)

José Victor, 14, aproveitou a matrícula para tirar diversas selfies. Esta é com seu amigo Marcos Gabriel, 17, que foi aprovado em engenharia (Foto: Jadilson Simões/UOL)

Paulo Rolemberg, no UOL

Selfies, cumprimentos e desejos de boa sorte. Foi assim que o estudante de Itabaiana (SE), José Victor Menezes Teles, 14, foi recebido na manhã deste sábado (31) durante a matrícula para o curso de medicina da UFS (Universidade Federal de Sergipe).  O rosto pintado pelo trote de recepção de alunos da UFS não escondia o sorriso de felicidade. Ele estava acompanhado dos pais e do irmão mais novo.

“Estou muito feliz por estar aqui. Fico muito feliz pelas pessoas ficarem felizes por mim. Desde o dia em que eu soube do resultado, já recebi parabéns de muita gente”, repetia José Victor, enquanto aguardava ansioso na fila para entregar a documentação e, enfim, realizar o sonho de estudar medicina. E ali na fila mesmo, ele recebia novos cumprimentos: “Parabéns garoto, siga sempre assim. Você é um exemplo”, disse o comerciante Aroldo Lima, que acompanhava a filha.

Após fazer a inscrição, cujo processo durou cerca de dez minutos, o garoto fez questão de ficar por mais tempo com os futuros colegas de medicina. “Já é bom conhecer cada um. Serão meus futuros colegas. Já vou me enturmando”, disse enquanto era parabenizado pela também caloura de medicina, a paulista Flávia Godoy, 18. “Eu estava querendo conhecer ele. Nossa! Todos só falam nele”, comentou ela.

Ao ser questionado sobre a falta de maturidade, já que tem apenas 14 anos, de enfrentar um curso de medicina, o adolescente fez questão de responder com firmeza, mas sem arrogância: “A capacidade não é medida pela minha idade”.

José Victor se diz um “cara” determinado e afirma que não vai se deslumbrar com o assédio repentino. “Eu queria chegar até aqui. Eu sei que daqui a pouco passa [a fama], mas quero agradecer a todos que vibraram com a minha conquista”, respondeu.

O estudante de Itabaiana deve começar a estudar apenas no segundo semestre, por causa de sua classificação: sétimo colocado no grupo de cotas (renda livre).

Aprovado em medicina na UFPB fez prova só para testar conhecimentos

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Nas redes sociais, amigos de Charles ficam surpresos quando descobrem que ele não vai fazer o curso (Foto: Reprodução/Facebook)

Nas redes sociais, amigos de Charles ficam surpresos quando descobrem que ele não vai fazer o curso (Foto: Reprodução/Facebook)

Estudante avalia que passou porque ‘estudou para a vida’.
Charles Andrade está no último ano de filosofia e pretende ser professor.

Diogo Almeida, no G1

O estudante Charles Andrade foi selecionado na chamada regular do Sisu para o curso de medicina na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), mas não vai se matricular no curso. Ele diz que fez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e se submeteu à seleção apenas para testar os conhecimentos. O segredo do resultado? “Estudei para a vida, não para a prova”, diz

“A pessoas costumam estudar para o vestibular, para o concurso, para a prova de amanhã. Passado o dia da prova, essa informação será deletada, pois não foi sedimentada”, afirmou o jovem de 25 anos. Filho de um cobrador de ônibus e de uma técnica em enfermagem, Charles mora em João Pessoa e está no penúltimo semestre do curso de filosofia, pretendendo seguir carreira acadêmica e ser professor.

Charles queria provar que conseguia passar em medicina (Foto: Charles Andrade/Arquivo Pessoal)

Charles queria provar que conseguia passar em
medicina (Foto: Charles Andrade/Arquivo Pessoal)

“Alguns amigos e familiares dizem que eu passei em medicina sem estudar. Não é verdade. Eu estudei sim o conteúdo do Enem, só que isso faz uns 7 anos. A grande questão é que eu estudei do jeito certo. Quando se estuda para a vida, do jeito certo, sem atalhos, sem ‘decoreba’, sem fórmulas mágicas, o aprendizado é para sempre e os bons resultados em provas são apenas consequência”, explicou.

Charles avalia que as pessoas superestimam a dificuldade envolvida no Enem e diz que faz a prova todo ano para saber como vai ser seu desempenho. “Este ano fiz uma nota alta, vi que dava para entrar em medicina, me inscrevi no Sisu e acabei passando”, disse o estudante.

Cotista
O aluno de filosofia explica que foi aprovado nas cotas para estudantes de escola pública, mas diz que não seria classificado caso tivesse tentado na ampla concorrência. Charles obteve uma nota de 733,54 na modalidade, que teve uma nota de corte de 721,52 para estudantes que fizeram o ensino médio em escolas públicas.

Nas redes sociais, os amigos de Charles demonstraram surpresa ao descobrir que ele não vai fazer o curso, que é um dos mais concorridos do país, e acreditam que ele pode se arrepender da decisão. “Agradeço a todo mundo pelas parabenizações, mas espero que parem de tentar me convencer a fazer o curso. É muito improvável que eu me arrependa, mas se acontecer, o Enem tem todo ano”, responde o estudante.

O aluno disse também que pretende continuar prestando o Enem. “O desafio é a cada ano superar a mim mesmo, conseguindo um resultado melhor do que no ano anterior”. Mesmo assim, Charles garante que continuará cursando filosofia. “É minha paixão e vou concluir este ano. Desejo continuar na área acadêmica e ser professor do curso”, completou.

‘Sensação maravilhosa’, diz jovem que passou em 9 vestibulares

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Para passar nos vestibulares, Alisson estudava mais de 14 horas por dia. (Foto: Arquivo Pessoal/Alisson Belini)

Para passar nos vestibulares, Alisson estudava mais de 14 horas por dia. (Foto: Arquivo Pessoal/Alisson Belini)

Alisson Belini foi aprovado em medicina em 6 particulares e 3 públicas.
Pai diz que garoto sempre foi inteligente e se destacava na escola.

Luciane Cordeiro, no G1

Foram 9 aprovações em vestibulares de medicina em pouco mais de três meses. A cada lista divulgada, um grito de alívio e de alegria. Conquistas que para Alisson Belini, de Iporã, no noroeste do Paraná, de 18 anos, são resultados surpreendentes e reflexos de um ano puxado, dedicado apenas para os estudos. “É uma sensação maravilhosa passar em tantas universidades. Quando vi o meu nome nas listas da UEM [Universidade Estadual de Maringá] e da UFPR [Universidade Federal do Paraná] não acreditei. Demorou um bom tempo para cair a ficha”, diz o estudante.

Além da aprovação na UEM e na UFPR, Alisson ainda tem como opções as faculdades Pequeno Príncipe, Evangélica, Universidade Positivo, em Curitiba, a Faculdade Assis Gurgacz (FAG), em Cascavel, e a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). Em todas essas instituições de ensino, a concorrência para o curso de medicina era superior a 30 candidatos por vaga. O estudante ainda espera o resultado de outras duas universidades federais.
Um garoto diferenciado e que desde pequeno era destaque na escola, tanto pelas notas altas quanto pelo perfil extrovertido, disposto a ajudar os colegas. O pai de Alisson, Nelson Belini, não esconde a felicidade de ver o filho conquistando desafios que pareciam impossíveis, quase inimagináveis.

“Nós já sabíamos do potencial dele. Desde pequeno sempre foi muito inteligente, ficava entre os melhores da escola e não era um cara de deixar as coisas acontecerem. O Alisson corre atrás dos objetivos que ele quer conquistar”, conta o pai orgulhoso.

Filho de funcionários públicos municipais, Alisson concluiu o ensino fundamental em uma escola pública de Iporã e o ensino médio em um colégio particular de Umuarama. Como os pais não tinham dinheiro para pagar as mensalidades, o calouro de medicina participou de um processo seletivo em que a escola deu cinco bolsas de estudos para os melhores colocados.

“Nunca pensei em desistir da bolsa, mesmo o colégio sendo em outra cidade. Nos dois primeiros anos, eu pegava um ônibus às 5h da manhã e voltava para casa perto das 14h. No terceiro ano me mudei para Umuarama e decidi que era hora de me dedicar ao vestibular”, lembra.

Alisson já decidiu: vai fazer medicina na UEM para ficar perto da família e da namorada (Foto: Arquivo Pessoal/Alisson Belini)

Alisson já decidiu: vai fazer medicina na UEM para
ficar perto da família e da namorada (Foto: Arquivo
Pessoal/Alisson Belini)

Planejamento de estudos
Mesmo com aulas de manhã e tarde, a aprovação não veio em 2013. Assim que terminou o período de férias, Alisson já estava com um plano de estudos montado. Detalhou erros e matérias com mais dificuldade e ainda determinou quantas horas teria que disponibilizar somente para os estudos.

“Eu ia para a aula de manhã, almoçava e participava de aulas específicas no cursinho à tarde. Fazia um intervalo e a noite estudava até as 23h”, detalha o estudante. “Foi uma rotina exaustiva. Deixei de fazer muita coisa, inclusive ir para a casa dos meus pais aos fins de semana. No entanto, sabia que tinha que estudar muito para conquistar uma vaga. Com isso na cabeça não tive tempo para desanimar”, acrescenta.

Depois de tanta dedicação, o garoto é firme ao afirmar que a aprovação só vem quando se tem foco e objetivos. “A pessoa que quer passar precisa prestar atenção na aula, absorver o máximo do conhecimento que o professor passou e nunca se apegar a teorias. Teoria às vezes atrapalha. O mais importante em provas de vestibulares são os exercícios, então quanto mais exercício fizer por dia, mais vai entender a matéria. Não tem segredo. A aprovação só vem com muito estudo”, argumenta Alisson Belini.

Diante de tantas possibilidades, Alisson vai fazer a matrícula na Universidade Estadual de Maringá(UEM), onde ficou em 13° lugar. “Maringá fica mais perto de Iporã. Eu posso morar com a minha avó e ainda fico perto da namorada que faz engenharia química na UEM”, diz o estudante. “Claro que também pesquisei sobre os conceitos dos cursos, e a UEM é a melhor conceituada”, brinca Belini.

Você passaria em uma entrevista para estudar na Universidade de Oxford?

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Uma das melhores universidades do mundo divulga exemplos das temidas questões feitas durante seu processo seletivo; confira se você convenceria os examinadores.

Publicado no G1[ via BBC Brasil]

 

Universidade de Oxford, no Reino Unido (Foto: Divulgação/Nasir Hamid/University of Oxford)

Universidade de Oxford, no Reino Unido
(Foto: Divulgação/Nasir Hamid/University of Oxford)

As entrevistas de seleção para a Universidade de Oxford – uma das melhores do mundo segundo rankings internacionais – são temidas pelos estudantes por conterem perguntas imprevisíveis e pouco convencionais.

Em uma tentativa de desmistificar seu processo de seleção e torná-lo mais transparente, a universidade divulgou uma lista com perguntas feitas aos que se candidatam a vagas na instituição em cursos de diferentes áreas do conhecimento.

Confira abaixo dez dessas perguntas e, em seguida, nas palavras dos próprios examinadores, explicações sobre o que elas de fato estão tentando descobrir.

1. Biologia

Owen Lewis, Brasenose College

Se você tivesse que escolher entre salvar florestas tropicais ou barreiras de corais, qual você salvaria?

Espera-se que o candidato seja capaz de usar seus conhecimentos gerais e senso comum para formular uma resposta. A pergunta não requer conhecimentos detalhados. O estudante pode talvez ser indagado sobre a importância da biodiversidade e das espécies raras. E sobre recursos de interesse humano – como combustível, alimento, ecoturismo e remédios – que provêm das florestas e recifes de corais, ou dependem deles.

Finalmente, é preciso considerar o impacto da mudança climática, erosão do solo, poluição, extração da madeira, combustíveis renováveis, pesca predatória etc. “A resposta final não interessa”, diz Lewis. “Ambos, floresta e recifes, precisam ser administrados de maneira sustentável para que se encontre um equilíbrio entre as necessidades do homem e a necessidade de conservação”.

2. Engenharia

Byron Byrne, Department of Engineering Science

Como você projetaria uma barragem de gravidade para represar água?

Primeiro, o candidato deve determinar as forças agindo sobre a barragem antes de considerar a estabilidade da parede quando submetida à ação dessas forças. Os candidatos provavelmente reconhecerão que a água pode empurrar a barragem. Então, espera-se que eles construam expressões matemáticas simples para prever quando isso ocorreria. Alguns talvez discutam possíveis falhas por deslize, questões de desenho estrutural e os efeitos de infiltrações de água na barreira, por exemplo.

O canditato não terá estudado todos esses assuntos na escola, então será orientado para que se avalie quão rapidamente as novas ideias são absorvidas. A pergunta também investiga a habilidade do candidato de aplicar física e matemática a novas situações e pode testar seu interesse e entusiasmo pelo campo da engenharia.

3. Literatura Inglesa

Lucinda Rumsey, Mansfield College

Após o enorme sucesso da série de livros de Harry Potter, a autora, JK Rowling, acaba de publicar um livro para adultos. De que forma, na sua opinião, escrever livros para crianças é diferente de escrever para adultos?

Candidatos que cresceram lendo as histórias de Harry Potter talvez tenham lido o novo livro de Rowling. É possível que tenham refletido sobre a mudança na audiência da escritora e sobre sua própria passagem, enquanto leitores, de crianças a adultos.

Mas mesmo aqueles que não tenham lido a obra de Rowling podem falar a respeito de si próprios como leitores, sobre a maneira como abordam diferentes tipos de livros, sobre formas como escritores desenvolvem o conjunto de suas obras e escrevem para públicos diferentes.

Interessa ao examinador saber – quaisquer que sejam os livros que o candidato esteja lendo – se o estudante está lendo de forma ponderada e consciente, e se é capaz de pensar como um crítico literário sobre todos os livros que lê.

Nem todos os candidatos têm o mesmo acesso a uma grande variedade de livros, portanto, o examinador busca fazer sua avaliação com base no que o candidato sabe, não no que ele não sabe.

“Se eu perguntasse essa mesma pergunta em relação a Shakespeare, alguns candidatos talvez tivessem uma opinião sobre a produção literária dele, mas muitos não teriam”, disse a examinadora, professora Lucinda Rumsey, do Mansfield College, Oxford.

“Se eu começo com Harry Potter, todos têm pelo menos um ponto de partida, de reconhecimento. E acho que Rowling merece uma menção, tenho certeza de que muitas pessoas que estão se inscrevendo neste ano para estudar inglês na universidade tornara-se leitoras ávidas por causa dos livros dela”.

4. Ciência dos Materiais

Steve Roberts, St Edmund Hall

Quão quente precisa estar o ar dentro de um balão para que ele seja capaz de erguer um elefante?

O examinador diz que nas vezes em que perguntou essa questão em entrevistas, nenhum candidato conseguiu chegar a uma temperatura exata no tempo reservado para a resposta – dez minutos. “Mas não esperávamos que eles conseguissem,” explica. “Usamos esse tipo de pergunta para tentar descobrir como os candidatos pensam sobre problemas e como se comportariam em uma aula dirigida”, ele explica.

Roberts diz que esclarece isso aos candidatos antes mesmo de fazer perguntas desse tipo. Ele diz que o que está tentando avaliar é quão rapidamente o estudante consegue chegar ao cerne do problema. Por exemplo, quais são os princípios elementares de física em jogo aqui? Que conceitos e que equações seriam úteis? De que maneira o candidato responde a sugestões e pistas? Como ele aborda conceitos básicos e identifica as questões mais importantes: Afinal, como funciona um balão de ar quente? Que outros mecanismos funcionam da mesma forma? Qual é o tamanho típico de um balão e quanto pesa em média um elefante? E o peso do próprio balão?

Finalmente, Roberts que saber como o candidato “usa rudimentos de matemática para ter uma noção rápida da resposta provável, usando aproximações sensatas quando trabalha com fórmulas e tendo em mente as unidades”.

5. Filosofia, Política e Economia

Dave Leal, Brasenose College

Quando eu estava na escola, na década de 1970, falava-se que um dia seríamos atingidos por uma crise previdenciária. A discussão se arrastou durante os anos 80 e 90, até que tivemos uma crise previdenciária. E nada havia sido feito para nos preparar para ela. Será que existe um problema com o sistema político británico, nos impedindo de lidar de maneira sensata com problemas de médio e longo prazo quando são identificados?

O examinador, Dave Leal, do Brasenose College, diz que essa questão é um convite para que o candidato reflita sobre democracia e suas limitações. “Houve candidatos que trouxeram boas discussões sobre diferentes métodos de votação. Por exemplo, e se porções do parlamento fossem eleitas para termos mais longos? Talvez isso gerasse políticas de mais longo prazo”, diz Leal.

Um estudante poderia, fazendo uma outra abordagem dessa mesma pergunta, refletir sobre a responsabilidade do eleitorado. Se os eleitores não pensam a longo prazo, talvez a culpa não seja dos políticos e o problema seja a educação – pondera o examinador. “Outro candidato poderia, talvez, ponderar sobre a importância de haver uma segunda instância política, que não é eleita (pelo povo) para onde todos os assuntos realmente importantes poderiam ser delegados.”

“Um sugeriu que ninguém deveria ter permissão de se candidatar ao parlamento, a não ser que tivesse filhos que dependessem dele. Isso daria ao político uma motivação pessoal para pensamentos de longo prazo em uma variedade de assuntos”. Leal diz que, assim como em outras perguntas incluídas nas entrevistas de admissão, não existe uma única “resposta correta”. A maioria das respostas dadas serve de base para mais reflexões.

Por exemplo, no caso de termos mais longos no parlamento: Quais seriam as consequências mais amplas dessa mudança? Seriam desejáveis? “Estamos testando a capacidade (do candidato) de começar a localizar a fonte de um problema e de testar soluções por meio de discussões”, explica o examinador. “A solução oferecida pelo estudante interessa menos do que evidências de sua habilidade de refinar ideias e de se autocorrigir, quando necessário”.

6. História

Stephen Tuck, Pembroke College

Imagine se não tivéssemos qualquer registro histórico sobre o passado, exceto tudo aquilo relacionado a esportes. Quanto poderíamos descobrir sobre o passado com base exclusivamente em esportes?

O examinador diz que faria essa pergunta a um candidato que tivesse incluído esportes entre seus interesses no seu formulário de inscrição, mas explica que a pergunta também se aplicaria a outras áreas de interesse – como filme, teatro ou música, ele acrescenta.

“O que eu estaria tentando saber é como o candidato usaria sua imaginação, tendo como ponto de partida um assunto com o qual ele tem familiaridade (provavelmente, muito mais familiaridade do que eu) para abordar questões de pesquisa histórica”, diz Tuck.

As respostas poderiam fazer referência a relações de raça, classe e gênero na sociedade (quem jogava os esportes, e que tipo de esportes, em um certo período), política internacional, império (que países estavam envolvidos, que grupos de países jogavam os mesmos esportes), desenvolvimento econômico (desenvolvimento tecnológico dos esportes, como o esporte era assistido), os valores dentro de uma sociedade (esportes sanguinolentos ou mais suaves), saúde (índices de participação nos esportes) e muitas outras questões – a lista é longa, diz o examinador.

“Eu perguntaria questões suplementares, para incentivar o estudante a elaborar ainda mais suas ideias e, com frequência, não teria respostas em mente, estaria simplesmente interessado em ver quão longe o estudante seria capaz de levar sua análise”.

7. Direito

Ben McFarlane, Faculty of Law

Se a punição para motoristas que param em ruas onde há duas faixas amarelas (na Grã-Bretanha, duas faixas amarelas indicam que não é permitido estacionar) fosse a morte, e se, portanto, ninguém estacionasse nas faixas amarelas duplas, essa lei seria justa e efetiva?

Não são esperadas respostas certas ou erradas para essa questão, explica o examinador. Os candidatos precisam demonstrar que reconheceram os vários temas que a pergunta levanta. “O candidato que distingue entre ‘justo’ e ‘efetivo’ se sai melhor. As questões se tornam diferentes uma vez que essa distinção é feita”, diz McFarlane.

“Uma lei justa pode não ser efetiva, ou vice-versa. A questão da proporcionalidade de uma punição em relação a um crime está diretamente relacionada a quão justa é a lei. A resposta para a questão da efetividade está embutida na questão: ‘e se, portanto, ninguém estacionasse nas faixas amarelas duplas'”.

8. Medicina

Robert Wilkins, Department of Physiology, Anatomy and Genetics

Por que o ritmo dos seus batimentos cardíacos aumenta quando você se exercita?

A resposta simples, que todos os estudantes podem dar, é que (a frequência dos batimentos aumenta) porque você precisa distribuir mais oxigênio e nutrientes para os músculos e remover produtos metabólicos. No entanto, diz o examinador, questões subsequentes avaliariam se o estudante tem a compreensão de que é preciso haver uma maneira de o corpo saber que tem de aumentar os batimentos. E se ele sabe de que maneiras possíveis isso é alcançado.

As respostas poderiam incluir a identificação, pelo organismo, de baixos índices de oxigênio ou altos índices de carbono. Mas na verdade, os índices desses gases talvez não variem tanto, então os estudantes são convidados a propor outros sinais e formas pelas quais essas possibilidades poderiam ser testadas. Isso permitiria ao examinador avaliar o candidato em quesitos como habilidade de resolver problemas e de pensar criticamente, curiosidade intelectual, entusiasmo e capacidade de ouvir.

9. Música

Dan Grimley, Merton College

Se você pudesse inventar um novo instrumento musical, que tipo de som ele faria?

O examinador diz que está interessado em respostas que revelem a maneira como o estudante usa sua imaginação de forma crítica.

Que tipos de sons instrumentos e vozes produzem hoje? Como esses sons poderiam ser desenvolvidos de forma criativa? Há novas maneiras de se produzir sons (meios digitais) que transformaram o modo como ouvimos ou entendemos sons hoje em dia? Será que o conceito de “instrumento” tornou-se obsoleto? É possível imaginarmos formas mais simbióticas, mais híbridas, de gerar e de vivenciar sons musicais?

“A pergunta não se limita, de forma alguma, à música erudita”, diz Grimley. “Respostas que envolvam toda uma gama de estilos e gostos musicais, produzidos e consumidos nos lugares mais diversos, seriam bem-vindas”.

10. Ciência da Computação

Brian Harrington, Keble College

Um grupo de piratas possui cem moedas de ouro. Eles têm de dividir o tesouro, mas precisam seguir certas regras:

– O pirata mais ‘graduado’ propõe a divisão

– Todos os piratas, incluindo o mais graduado, votam. Se metade, ou metade mais um, vota pela divisão, ela passa a valer. Se menos da metade aceita a divisão, o pirata mais graduado é lançado ao mar e é feita uma nova votação.

– Os piratas agem de forma lógica e se preocupam apenas em obter o máximo de ouro possível

Considerando-se esse contexto, que divisão deve ser proposta pelo pirata mais graduado?

O examinador diz que esse clássico problema de lógica é um bom exemplo do tipo de pergunta que poderia ser feita ao candidato. “Gosto de observar como o estudante absorve a orientação que recebe, e se ele é capaz de dividir o problema em frações menores para depois resolver um problema complexo, aplicando soluções de forma algorítmica”, diz Harrington. E avisa: “Se o estudante tem alguma dúvida, quero que me diga – não que fique sentado em silêncio, empacado!”

Solução para o problema dos piratas:
Para resolver esse problema, é preciso analisar o que acontece com apenas dois piratas, e a partir daí, repetir a operação com três, quatro, até chegar ao sete. (Fica estabelecido que o pirata líder, o mais “graduado”, tem a letra A. Os outros serão B, C, D etc.)

Dois Piratas
O pirata A sugere que ele fica com todas as moedas. Ele vota em sua sugestão, ela é aprovada. Pirata A leva as cem moedas, pirata B leva zero moedas.

Três Piratas
O pirata A sabe que se fosse jogado ao mar, o pirata C não levaria nada (já que a situação voltaria a ser o cenário anterior, envolvendo dois piratas – e o pirata C passaria a ocupar o lugar do pirata B). Então, o pirata A suborna o pirata C com 1 moeda, o pirata C vota a favor da proposta. Pirata A leva 99 moedas, pirata B leva zero, pirata C leva 1.

Quatro Piratas
Pirata A sabe que, se ele morrer, pirata C não leva nada (porque novamente, o cenário volta para a situação anterior, envolvendo três piratas, e o pirata C passaria a ser o pirata B). Então, ele precisa de 1 moeda para suborná-lo. Portanto, pirata A leva 99, pirata B leva zero, pirata C leva 1, pirata D leva zero.

Cinco Piratas
Agora, o pirata A precisa de 3 votos, então ele precisa subornar com 1 moeda cada pirata que ganharia zero moedas caso ele morresse.

Pirata A leva 98 moedas, pirata B leva zero, pirata C leva 1, pirata D leva zero, pirata E leva 1.

Seis Piratas
A história é a mesma: pirata A precisa subornar os piratas B e D.

Pirata A leva 98 moedas, pirata B leva zero, pirata C leva 1, pirata D leva zero, pirata E leva 1, pirata F leva zero.

Sete Piratas
Nesse estágio final (embora seja possível prosseguir indefinidamente), o pirata-mor tem de conseguir quatro votos. Portanto, tem de subornar três piratas. Então, melhor subornar os três que teriam mais a perder caso ele morresse. Por exemplo, os piratas C, E e G.

Resultado: Pirata A leva 97 moedas, piratas C, E e G levam 1 moeda cada um e os outros ficam com zero.

Ex-garçonete se forma médica e escreve carta para antiga chefe: “Obrigada pelo apoio e incentivo”

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Ex-garçonete se forma médica e escreve carta para antiga chefe: “Obrigada pelo apoio e incentivo

A carta postada no Facebook e a proprietária do restaurante, Yvonne: “Às vezes você não percebe o quanto pode influenciar o futuro de alguém” (Foto: Reprodução / Facebook)

“Você é uma chefe incrível e um ser humano melhor ainda”, escreveu Nabiha Islam quatro anos após deixar emprego. “Chorei quando li a primeira vez e choro de novo cada vez que releio”, diz ex-chefe que postou mensagem no Facebook

Publicado na Marie Claire
Nabiha Islam trabalhou durante anos no restaurante Dairy Queen em Ontario, no Canadá. Quatro anos após deixar o emprego, a jovem, hoje formada em medicina, resolveu escrever uma carta de agradecimento à sua ex-chefe, Yvonne Lavasidis. Postada por ela no Facebook, a mensagem se tornou viral no país.

“Bem, eu sou uma médica agora! Levou um bom tempo, eu sei, para voltar ao Dairy Queen, mas eu sempre lembrei de você e de sua gentileza. Você é uma chefe incrível e um ser humano melhor ainda”, escreveu Nabiha.

A proprietária do restaurante, que recebeu a carta na última segunda-feira (30), disse ter ficado comovida. “Obviamente, fiquei muito emocionada. Chorei quando li a primeira vez e choro de novo cada vez que releio”, contou Yvonne à emissora ABC News.

No texto, Nabiha também agradece à ex-chefe por ter permitido que ela se dedicasse aos estudos quando estava no restaurante. “Obrigada por me apoiar e incentivar, por fazer frango halal para mim e me permitir estudar para minhas provas quando não havia clientes no salão”, escreveu.

Ao “Huffington Post”, Yvonne disse que não foi surpresa para ela que a ex-funcionária tenha alcançado seu objetivo, já que sempre foi uma estudante “brilhante” e uma jovem muito amigável. “Eu lembro dela como uma pessoa muito inteligente e esforçada. Tratava os clientes sempre muito bem e era uma alegria trabalhar com ela. Merece todo o sucesso”, disse.

A proprietária do restaurante, de 42 anos, diz que se sente feliz em saber que conseguiu criar um ambiente saudável de trabalho onde jovens podem trabalhar sem deixar de atenção aos estudos.

“Sei que é difícil concilicar trabalho, estudo e ainda colaborar com os pais para pagar as contas. Tentamos criar uma ambiente positivo. Quando eles têm provas, tentamos dar uma folga para estudarem. Tentamos ser flexíveis”, contou ao “Today.com”.

Para Yvonne, a carta de Nabiha é uma prova de que todo esse esforço vale a pena. “Às vezes você não percebe o quanto pode influenciar o futuro de alguém”, diz.

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