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Em 2022, Brasil será um país de alfabetizados – e nada mais

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Novo estudo do movimento Todos pela Educação comprova gargalo nos ensinos fundamental e médio, o que prejudica a capacidade de compreensão e raciocínio dos jovens que saem da escola

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Publicado em Veja

Um novo mapeamento da educação no Brasil comprova que uma porcentagem ínfima de jovens conclui os estudos do ensino básico com os conhecimentos adequados em língua portuguesa e matemática. Tomando como base dados de 2013 divulgados pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) no ano passado, o movimento civil e apartidário Todos Pela Educação, que traçou metas para a melhoria do ensino no país até 2022, aponta que somente 9,3% dos estudantes brasileiros se formaram no Ensino Médio com aprendizado adequado em matemática no período focado pelo estudo. O índice é superior para língua portuguesa (27,2%), mas não deixa de ser preocupante. Em 2011, por exemplo, os números eram de 10,3% e 29,2%, respectivamente. Se mantida esta tendência, o país continuará a ter no futuro jovens com níveis de compreensão e raciocínio lógico irrisórios para o ingresso numa boa universidade ou para o exercício pleno de uma profissão.

Embora 93,6% da população de 4 a 17 anos de idade estejam matriculados na educação básica – o índice fica um pouco abaixo da meta intermediária de 95,4% proposta pelo movimento -, os péssimos números registrados nos anos finais dos ensinos Fundamental (seis a 14 anos) e Médio (15 a 17 anos) refletem erros cometidos ao longo de todo processo de aprendizado. Menos de um terço das crianças de 8 anos que chegam ao 3º ano escolar são capazes de desenvolver uma redação em termos satisfatórios. A proficiência nacional em leitura nesta faixa etária encontra-se em 44,5%. A proficiência em matemática, em 33,3%.

Sem fôlego, o sistema de ensino deixa de atrair os jovens em fase final de formação, sobretudo os com baixa renda familiar. A consequência é uma alta taxa de evasão nacional. Cerca de 8,1% dos alunos desistiram do Ensino Médio em todo o país no período focado pelo estudo.

Com isso, mais de 1,6 milhão de adolescentes entre 15 e 17 anos estão fora das escolas. Entre os matriculados no primeiro, segundo e terceiro anos do Ensino Médio, o atraso de dois anos ou mais atinge 33,1%, 27,8% e 25,4% dos alunos, respectivamente. Os números, apesar de terem diminuído se comparados com os dos anos anteriores, apresentam uma triste projeção para o país. O movimento Todos Pela Educação prevê que, em 2022, apenas 76,9% concluirão o Ensino Fundamental e 65,1% se formarão no Ensino Médio com até um ano de atraso. O prognóstico fica longe das metas traçadas pelo movimento para daqui sete anos: 95% dos jovens de 16 anos com Ensino Fundamental e 90% dos que fizeram 19 anos com Ensino Médio.

Governo discute criar metas intermediárias para o Ideb

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Projeto vem um mês após ensino médio e últimos anos do ensino fundamental não atingirem as notas idealizadas

RIO – A secretária da Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Maria Beatriz Luce, diz que o MEC e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) discutem mais metas intermediárias para o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). O objetivo é criar mais passos para estimular escolas e governos municipais e estaduais, tornando as metas mais factíveis. Atualmente o índice é divulgado de dois em dois anos.

“Essa é uma preocupação. A gente às vezes coloca uma meta muito difícil de alcançar, mas, se a gente decompõe em mais passos à parte, conseguimos estimular a gestão da escola, os professores, a comunidade escolar, os secretários municipais e estaduais”, explica Maria Beatriz. “Não é abrir mão da qualidade de maneira alguma. O que estou dizendo é que temos que encontrar metas intermediárias ano a ano e não aquela meta da década”.

O Ideb é o principal indicador da qualidade do ensino básico no Brasil. Em uma escala até dez, sintetiza dois conceitos, a aprovação escolar e o aprendizado em português e matemática. O Ideb de 2013 foi divulgado pelo governo no início do mês. A meta estimada de 4,9 para anos iniciais foi a única cumprida pelo país, que obteve um índice de 5,2. A meta da década a que a secretária refere-se está no Plano Nacional de Educação (PNE), que estabelece o índice que deve ser cumprido em cada etapa de ensino nacionalmente.

“Estamos trabalhando para ver se nós conseguimos qualificar mais as medidas em geral e estabelecer metas intermediárias que vão estimulando as pessoas, no sentido de dar um tratamento pedagógico estimulante para o alcance de todas as escolas”, acrescenta Maria Beatriz.

A secretária participou hoje (23) de debate na sede do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), em Brasília, cujo tema era Os Desafios da Educação Brasileira à Luz do PNE. O ministro da Educação, Henrique Paim, também compareceu ao encontro. Ele destacou os avanços feitos pelo Brasil na educação nos últimos anos. O ministro citou, como exemplo, a média de anos de estudo dos brasileiros, que partiu de 2,6 anos em 1980 para os atuais 7,7 anos, número, no entanto, ainda inferior ao de países da América Latina.

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Segundo Paim, devido ao processo tardio de atenção para a área, quando comparada aos demais países, o Brasil ainda demorará algum tempo para atingir o topo de indicadores. “Não podemos exigir que tenhamos uma resposta imediata do ponto de vista educacional e nem que estejamos situados nos exames internacionais nas primeiras posições. Temos uma barreira a ser superada e o esforço que temos que fazer é um esforço muito grande para que possamos avançar ainda mais”.

Sobre o financiamento da educação, que pelo PNE deverá chegar a pelo menos 10% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em dez anos, Paim disse que além de mais recursos, a área precisa também melhorar a gestão. O CFC colocou-se à disposição com profissionais para auxiliar principalmente na gestão municipal, onde estão os maiores gargalos.

– Eu não disse que elas não deveriam ter esses direitos. Eu só acho que elas deveriam ser eximidas dessa responsabilidade, para que assim possam voltar para o Tinder e Match.com.

Fonte: O Globo

Professor é quem faz a diferença na qualidade de ensino

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André Cabette Fábio, na Folha de S.Paulo1426215

Educadores são unânimes em afirmar que um ensino de qualidade está diretamente relacionado à capacitação e ao trabalho do professor.

É o que também indica a comparação dos dados de escolas paulistanas com o desempenho médio dos alunos no Enem em 2012.

Colégios que disseram exigir especialização, mestrado ou doutorado de docentes do ensino médio tiveram, em geral, notas maiores em comparação aos que responderam aceitar apenas a graduação.

Pela legislação brasileira, o professor de ensino médio deve ser formado em licenciatura na área em que dá aula.

O pesquisador Antônio Augusto Gomes Batista, do Cenpec, diz não ver a titulação, por si só, como determinante. “Manter um bom ritmo de aula e capturar o interesse do aluno é mais importante.”

Naercio Menezes, do Insper, recomenda que pais conheçam os professores e descubram se a direção acompanha o desempenho deles.

Luiz Felipe Fuke, coordenador do ensino médio do Agostiniano Mendel, conta que avalia os profissionais pelas notas e impressões dos estudantes. “Se a turma de um professor vai bem e a de outro não, verificamos o que está acontecendo”, diz.

No Móbile, há reuniões individuais com professores toda semana, segundo a diretora pedagógica do ensino médio, Glorinha Martini.

Mauro Aguiar, diretor-presidente do Bandeirantes, afirma que os pais devem buscar colégios que têm um quadro estável, pois isso indica boa estrutura e condições de trabalho.

TAMANHO DAS TURMAS

Além da qualificação do professor, pais devem checar se a proporção de alunos é respeitada. Na educação infantil, o ideal são turmas pequenas, por exemplo (veja quadro nesta página).

Nessa época, “deve haver mais atenção o tempo inteiro”, diz a pedagoga Ingrid Ambrogi, professora do Mackenzie. Segundo ela, o espaço deve permitir que a criança tenha autonomia.

A disposição do mobiliário também indica se a escola segue a proposta que vende. Se o foco é a socialização, carteiras não devem ficar sempre enfileiradas.

 

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