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7 escritores e seus livros favoritos

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(FOTO: REPRODUÇÃO/ FLICKR/ CREATIVE COMMONS)

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Publicado no Ariquemes Online

Na busca por leituras clássicas, talvez não existam pessoas melhores para fazer recomendações do que os próprios grandes escritores. Além de terem publicado obras únicas e que marcaram história, todos eles tinham seus livros e autores favoritos. Em entrevistas e matérias antigas, alguns deles compartilharam suas listas com os títulos. Confira:

Ernest Hemingway

Hemingway disse uma vez que “não existe amigo mais leal do que um livro”. Em matéria publicada pela revista Esquire, em 1935, o autor de Paris é uma Festa citou uma lista com alguns dos seus “melhores amigos”, que incluem Anna Karenina, A Rainha Margot, As Aventuras de Huckleberry Finn, Guerra e Paz, Madame Bovary, O Morro dos Ventos Uivantes, Os Buddenbrooks e Os Irmãos Karamazov.

F. Scott Fitzgerald

Pouco antes de ter se suicidado, Fitzgerald anotou uma lista com 22 livros que considerava indispensáveis. Entre eles incluiu A Revolta dos Anjos, de Anatole France, Casa de Bonecas, peça teatral do norueguês Henrik Ibsen, e Guerra e Paz, de Liev Tolstói.

George R. R. Martin

Os fãs de Game of Thrones já devem ter ouvido falar que um dos livros que George Martin mais admira foi escrito por Tolkien. O autor declarou que leu O Senhor dos Anéis pela primeira vez na escola e ainda “é um livro que admira profundamente”.

Além desse, Martin disse ter encontrado inspiração em um livro mais recente: “Não vou me esquecer tão cedo de Estação Onze” O livro de ficção científica foi publicado por Emily St. John Mandel e envolve a história de um grupo de atores vivendo em uma sociedade pós-apocalíptica. “É um romance melancólico, mas lindamente escrito”, completou o escritor.

Jane Austen

A autora de clássicos como Emma e Orgulho e Preconceito foi uma leitora frequente de poesia e peças de teatro, incluindo The Corsair, um conto de Lord Byron, e The Mysteries of Udolpho, de Anne Radcliffe (ambos sem edição em português). Seu favorito, no entanto, era o livro publicado em 1753 por Samuel Richardson, A História de Sir Charles Grandison.

J. K. Rowling

Para a criadora da saga Harry Potter, sua escolha como livro favorito é um clássico: Emma, de Jane Austen. “Você é levado pela história, atraído até o final e sabe que acompanhou algo magnífico em ação”, definiu Rowling. “Mas não conseguimos ver a pirotecnia, não há nada berrante ou chamativo demais.”

R. L. Stine

Para o criador da série de terror Goosebumps, o livro Licor de Dente-de-Leão, de Ray Bradbury, é um de seus favoritos. Stine disse, em matéria do jornal The Washington Post, que a obra é “um dos livros mais subestimados de todos” e um dos poucos que alcançaram a bela sensação de nostalgia em uma narrativa.

Vladimir Nabokov

Durante entrevista com um canal de televisão francês, o autor de Lolita compartilhou sua lista de títulos que considerava ótima literatura: Ulisses, de James Joyce; A Metamorfose, de Franz Kafka; Petersburg, de Andrei Bely (sem edição no Brasil) e “a primeira parte dos contos de fadas de Proust, Em Busca do Tempo Perdido”.

Os 13 melhores livros de 2016

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Felipe Pena, no Extra

Todo escritor que elabora uma lista precisa fazer ressalvas. A mais óbvia é que todas as listas são injustas. Não importa o critério utilizado, o simples fato de enumerar títulos atribuindo-lhe valor é em si um oximoro. Além disso, como há limite nos espaço do jornal, é impossível não deixar de fora livros importantes.

A maior das ressalvas, no entanto, é fazer ressalvas para se proteger.

Dito isto, vamos à lista, que seguiu três critérios básicos: todos os livros foram publicados em 2016, refletem as idiossincrasias do curador e mereceram minha resenha no jornal ou meu comentário na TV durante o ano.

As obras não estão classificadas em ordem hierárquica.

1 – O marechal de costas (José Luiz Passos) – O livro apresenta duas histórias paralelas. A primeira é a “biografia” do marechal Floriano Peixoto, nosso segundo presidente da república, que retrata o nascimento da suposta democracia brasileira. A segunda história acompanha as manifestações de 2013 até o golpe de 2016, sob o olhar de uma cozinheira que é descendente do marechal. No cruzamento das narrativas, encontramos uma síntese da miséria da classe média brasileira.

2 – O Tribunal da Quinta-feira (Michel Laub) – O livro é um espelho do mundo contemporâneo. Michel Laub manipula a linguagem com destreza e fundamento para narrar uma trama sobre nós mesmos. Sobre como temos a obrigação de nos indignar diante um escândalo que logo dará lugar a outro. Sobre como protestamos contra a corrupção e sonegamos impostos. Sobre como defendemos a ecologia e jogamos o papel de bala no chão. Sobre como somos detestáveis, mesquinhos e hipócritas.

3 – Adolf Hitler, os anos de ascensão (Volker Ullrich) – A primeira parte da biografia escrita pelo historiador alemão mostra detalhes íntimos do ditador. Publicado pela editora Amarilys, o livro narra a história do maior tirano do século XX desde o nascimento até a invasão da Polônia, em 1939. Mas o foco principal é o homem por trás da persona pública, revelando suas mágoas, preconceitos e, principalmente, sua capacidade de manipulação. O ineditismo da obra está justamente na abordagem psíquica, bem diferente das demais biografias sobre Hitler.

4 – A radiografia do golpe (Jessé Souza) – Professor titular da UFF, Jessé apresenta um estudo jurídico e sociológico sobre os fatos que possibilitaram o golpe parlamentar contra a presidente Dilma Roussef. Com exemplos claros, fugindo da linguagem acadêmica, Jessé defende a tese de que a capacidade crítica dos brasileiros foi colonizada pela manipulação exercida por jornais e emissoras de TV.

5 – Grito (Godofredo de Oliveira Neto) – Dois personagens bem construídos carregam a força dramática da narrativa de Godofredo. Eugênia, uma atriz octogenária aposentada, e Fausto, um menino pobre e negro, cujo grito da irmã gêmea que morreu no parto é onipresente em sua vida. O romance é um palco, a história é dividida em atos e as cenas perturbam a percepção do leitor, ao mesmo tempo em que problematizam questões fundamentais sobre a linguagem.

6 – Rio – Paris – Rio (Luciana Hidalgo) – O romance se passa em 1968, entre as barricadas de Paris e a repressão militar nas ruas do Rio de Janeiro. O título sugere uma ponte aérea semântica entre as cidades e os personagens. Trata-se de uma história de amor, como são quase todas as boas histórias, mas o pano de fundo são as inquietações de uma geração atordoada com os acontecimentos políticos da época. Autora premiada com dois Jabutis, Luciana Hidalgo é uma narradora talentosa, capaz de nos envolver na história e no cenário com a mesma maestria. O leitor termina o livro com a sensação de que a cidade-luz é a sua própria cidade e com a certeza de que as angústias do casal poderiam ser as suas.

7 – A Bíblia do Che (Miguel Santos Neto) – O autor promove o retorno do personagem principal do romance “A primeira mulher”, o professor Carlos Eduardo, para uma missão especial: encontrar uma bíblia com anotações que o guerrilheiro Ernesto Che Guevara teria feito durante sua passagem por Porto Alegre. Miguel apresenta uma narrativa limpa, sem invencionices ou pretensões metalinguísticas. O livro nos prende do começo ao fim com uma trama de mistério e suspense, além de provocar uma boa reflexão sobre o significado da solidão.

8 – Clarice Lispector (todos os contos) – A editora Rocco publicou a coletânea da década. Pela primeira vez, em um único volume, estão reunidos, na íntegra, todos os contos da autora. A edição, em capa dura, também é um primor.

9 – À sombra do poder (Rodrigo de Almeida) – Ex-secretário de imprensa de Dilma Rousseff, o autor narra com detalhes os bastidores da crise que derrubou a presidente. Rodrigo tem o olhar privilegiado de quem está dentro da história. Ou seja, não precisa recorrer a fontes, já que é ele mesmo testemunha do que aconteceu no Palácio do Planalto entre setembro de 2015 e maio de 2016, quando Dilma foi afastada pelo golpe.

10 – Antropofagia, palimpsesto selvagem (Beatriz Azevedo) – O professor Eduardo Viveiros de Castro classifica a obra como a primeira leitura realmente microscópica do Manifesto Antropofágico. O livro de Beatriz já é referência fundamental para qualquer análise sobre Oswald de Andrade e seus pares. É o chamado “close reading”, um estudo destinado a ser clássico.

11 – Sigmund Freud, na sua época e em seu tempo (Elizabeth Roudinesco) – Em um ano em que me dediquei muito a leituras psicanalíticas, acabo destacando não uma obra teórica, mas sim uma nova biografia do pai da psicanálise. O motivo está nas opções escolhidas por Roudinesco para contar a história de Freud, muito mais focada nas relações interpessoais, nos preconceitos de sua época e nas equivocadas interpretações de nosso tempo. A autora rebate acusações e calúnias contra Freud a partir de uma investigação sólida baseada em milhares de documentos e em uma vasta erudição.

12 – Dartana (André Vianco) – O mais importante autor de fantasia do Brasil apresenta um livro de 784 páginas sobre um novo deus que nasce para libertar seu povo da ignorância. O universo criado por Vianco é fascinante, a narrativa flui como cinema e o final é surpreendente. Poucos autores podem se dar ao luxo de escrever 784 páginas e manter a fidelidade dos leitores. Além disso, a temática é atual. Nada mais fantasioso do que a realidade brasileira.

13 – O romance inacabado de Sofia Stern (Ronaldo Wrobel) – Um romance histórico que mantém a temática do autor, focado em sua ascendência judaica. Ronaldo nos leva de volta à Alemanha nazista para contar a história da avó, Sofia, que recebe uma herança e precisa reviver o passado, parcialmente descrito em um diário encontrado pelo neto. O suspense de folhetim, com capítulos curtos e ganchos fortes, mantém o leitor preso à narrativa.

* Felipe Pena é jornalista, psicanalista e professor da UFF. Doutor em literatura pela PUC-Rio, é autor de 15 livros, entre eles o romance “O Verso do cartã de embarque”.

 

Os 10 melhores poemas brasileiros de todos os tempos

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publicado no Revista Bula

Pedimos aos leitores e colaboradores que apontassem os poemas mais significativos de autores brasileiros em todos os tempos, independentemente de gêneros ou correntes literárias a que pertenceram. Mais de 170 poemas foram indicados, mas, destes, apenas 24 tiveram mais de cinco citações. São eles: “A Máquina do Mundo”, “Procura da Poesia”, “Áporo” e “Flor e a Náusea”, de Carlos Drummond de Andrade; “O Cão Sem Plumas”, “Tecendo a Manhã” e “Uma Faca Só Lâmina”, de João Cabral de Melo Neto; “Invenção de Orfeu”, de Jorge de Lima; “O Inferno de Wall Street”, de Sousândrade; “Marília de Dirceu”, de Tomás Antônio Gonzaga; “Cobra Norato”, de Raul Bopp; “O Romanceiro da Inconfidência”, de Cecília Meireles; “Vozes d’África”, de Castro Alves; “Vou-me Embora pra Pasárgada” e “O Cacto”, de Manuel Bandeira; “Poema Sujo” e “Uma Fotografia Aérea”, de Ferreira Gullar; “Via Láctea” e “De Volta do Baile”, de Olavo Bilac; “Canção do Exílio”, de Gonçalves Dias; “As Cismas do Destino” e “Versos Íntimos”, de Augusto dos Anjos; “As Pombas”, de Raimundo Correia; “Soneto da Fidelidade”, de Vinícius de Moraes.

Ferreira-Gullar

Listas são sempre incompletas, idiossincráticas. Sabe-se que, como a percepção, a opinião — que é base da maioria das listas —, é algo individual. De qualquer forma, os dez poemas selecionados, se não são unanimidades entre os participantes da enquete (e possivelmente não serão entre os leitores), são referências incontestes de alguns dos momentos mais marcantes da história poesia brasileira. O resultado não pretende ser abrangente ou definitivo e corresponde apenas à opinião das pessoas consultadas. Por motivo de direitos autorais, alguns poemas tiveram apenas trechos publicados.

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Brasil tem 12 dos melhores museus da América do Sul

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Dois deles também estão na lista dos melhores do mundo

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Publicado em Universia Brasil

O Brasil têm 12 dos 25 melhores museus da América do Sul, segundo um levantamento realizado pelo Tripadvisor, site de viagens que é referência mundial em turismo e hospedagem.

Os resultados foram baseados nas avaliações feitas pelos próprios usuários do site, que dão notas aos museus e centros culturais após visitá-los.

No primeiro lugar do ranking está oInstituto Ricardo Bernnand, que fica na cidade de Recife, em Pernambuco. Em seguida, na segunda colocação, está o Instituto Inhotim, grande acervo de arte contemporânea a céu aberto, localizado em Brumadinho, Minas Gerais. Já o terceiro lugar ficou com o Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires, na Argentina.

Além dos dois primeiros colocados, também aparecem no ranking o Museu da Língua Portuguesa, de São Paulo, o Museu Oscar Niemeyer, de Curitiba, o Museu Imperial, localizado em Petrópolis, entre outros.

Melhores museus do mundo

O Tripadvisor também listou os 25 melhores museus do mundo. As três primeiras colocações ficaram com o Museu Metropolitano de Arte de Nova York (MoMa), o Musée d’Orsay, que fica em Paris, na França, e o Instituto de Artes de Chicago.

O Instituto Ricardo Bernnand e o Instituto Inhotim também estão na lista dos melhores do mundo, na décima nona e vigésima colocações, respectivamente.

Enem: um terço das cem melhores escolas do país fica em SP

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Instituto Nacional de Pesquisas e Estudos Educacionais (Inep) divulgou os dados referentes ao exame de 2014 nesta quarta-feira

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Publicado em Veja

As escolas de São Paulo são as que mais aparecem na lista das cem melhores do país conforme as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014. Assim como nos últimos anos, 29 dos cem melhores colégios ficam no Estado.

O Instituto Nacional de Pesquisas e Estudos Educacionais (Inep) divulgou nesta quarta-feira o ranking das escolas com maiores notas nas provas de múltipla escolha. Elas envolvem quatro áreas: Matemática, Linguagem (Português e Inglês/Espanhol), Ciências Humanas (História, Geografia e Atualidades) e Ciências da Natureza (Física, Química e Biologia). O líder da lista foi o Colégio Integrado Objetivo, localizado no centro da cidade, que apresentou uma média de 742,96 pontos.

Mais de 1,296 milhão de estudantes fizeram as provas em 2014, e mais de 10.615 escolas foram analisadas. Entre as 29 de São Paulo, catorze são pequenas – tem menos de noventa alunos nos últimos anos do ensino médio. De acordo com as informações do Inep, os outros quinze colégios – todos de grande porte – são de nível socioeconômico alto ou muito alto.

Entre as cem melhores escolas, apenas sete são públicas – todas elas ligadas a universidades federais e ao Exército. O mais bem colocado é o Instituto Federal do Espírito Santo (IFES). Ele fica localizado em Vitória e atingiu uma média de 700,30 pontos.

Redação – As escolas também foram analisadas pela prova de redação. No ranking das cem melhores nessa área, também há 29 colégios de São Paulo. Os paulistas, porém, ficaram longe do topo dessa lista. O primeiro aparece apenas no 29º lugar: o Colégio Pentágono, localizado em Perdizes, Zona Oeste da capital paulista, que fez 804,80 pontos. O campeão nesse recorte foi o Colégio São Bento, no Rio de Janeiro, cujos alunos garantiram média de 886,56 pontos.

Já a escola pública de melhor desempenho na redação do Enem 2014 foi o Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Pernambuco (UFPE). A unidade, em oitavo lugar, teve 843,85 pontos de média. Outras três públicas – todas federais – aparecem entre as 100 melhores.

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