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Escolas com menos alunos lideram ranking do Enem

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Publicado por A tarde

Escolas com poucos alunos concentraram as primeiras posições no ranking do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Das 50 escolas com as melhores notas em 2013, 19 têm menos de 50 alunos, por exemplo. O maior destaque é o Objetivo Integrado, de São Paulo, que mais uma vez ficou em primeiro lugar na lista.

No ano passado, após não ter figurado na liderança, o colégio entrou com recurso e conseguiu a revisão do resultado – o que o colocou na ocasião no topo.

Com uma turma de 44 alunos participantes no Enem, o colégio teve uma média geral de 741,94 pontos. O dono da rede de colégios Objetivo, João Carlos Di Genio, diz acreditar que o bom resultado da instituição na prova se deve à intensa preparação. “O treino para o Enem é ensinar ao aluno o que o conteúdo realmente significa, ou seja, ele tem de entender esse conteúdo. O aluno não vai bem se não treinar interpretação de texto de verdade.”

Para ele, os alunos do colégio são “talentosos” e integram a “elite intelectual que o Brasil tem de construir”. “No mundo todo, os alunos brilhantes são considerados uma riqueza do país. O Brasil está caminhando para isso. Nós somos representantes do Brasil no conselho internacional de superdotados.”

O diretor de Ensino do Colégio Bernoulli, Rommel Domingos, que ficou em segundo lugar no ranking nacional, comemorou o resultado, mas fez críticas à divulgação das notas. “Algumas escolas selecionam uma turma de melhores alunos para conquistar o resultado. É lícito, mas é uma manobra que nós não queremos fazer. Nós temos 300 alunos”, diz. O diretor ressaltou que a instituição subiu meio ponto. “Há um amadurecimento tanto da escola quanto do exame”, diz.

Quer se dar bem nos estudos? Entre para o time dos mais inteligentes

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Jairo Bouer, no UOL
Quer se dar bem nos estudos?Uma pesquisa feita com alunos do ensino médio traz um conselho para quem quer se dar bem nos estudos: entre para o time dos mais inteligentes da classe. De acordo com sociólogos, a medida vai dobrar suas chances de ir para a faculdade.

Pesquisadores da Universidade Brigham Young, em Utah, nos Estados Unidos, levaram quatro anos para reunir dados e criar um modelo estatístico para chegar à conclusão. Eles contaram com uma amostra de 90 mil estudantes e até dez amigos de cada um deles.

Embora a tendência dos pais seja manter o filho com notas baixas mais tempo em casa para estudar, essa pode não ser a melhor estratégia, de acordo com o estudo. Participar de uma atividade extracurricular junto com alunos que vão bem na escola, seja uma aula de futebol ou de música, pode trazer mais resultados.

O tipo de atividade não importa, segundo os pesquisadores, e sim a companhia. E participar de mais de uma aula extracurricular também não traz mais benefícios. Apenas uma é suficiente. Por último, eles dizem que quanto mais cedo isso for feito, melhor para o aluno.

Os autores ressaltam que, infelizmente, muitas escolas para estudantes de baixa renda não oferecem atividades extracurriculares. O que é uma pena, considerando que essa população talvez seja a que mais precisa do benefício. Os resultados serão publicados no periódico Social Science Research.

Com infecção pulmonar, escritor Rubem Alves tem piora na função renal

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O escritor Rubem Alves

O escritor Rubem Alves

Publicado por UOL

Internado há sete dias para tratar de uma pneumonia, o escritor Rubem Alves teve uma piora progressiva da função renal causada pela infecção pulmonar. A informação foi confirmada pelo cardiologista do Hospital Centro Médico de Campinas, Roberto Munimis, em boletim médico divulgado nesta quinta-feira (17).

Considerado um dos maiores pensadores contemporâneos da educação no Brasil, Alves está internado desde o dia 10 de julho na UTI do Centro Médico de Campinas, devido a uma insuficiência respiratória causada por uma pneumonia. O escritor, psicanalista, teólogo e educador de 80 anos continua respirando com aparelhos, sob sedação, e alimenta-se por sonda.

“Acreditamos na força do amor, da beleza, das orações e boas vibrações”, dizia uma mensagem publicada no perfil do Instituto Rubem Alves no Facebook. “Vamos emanar nossas melhores energias e pensamentos para ele”.

A vida não pode ser economizada para amanhã. Acontece sempre no presente.
Rubem Alves, leia mais frases e pensamentos do escritor no Pensador

Veja a íntegra do boletim médico desta quinta-feira:

“Segundo o intensivista e cardiologista do Hospital Centro Médico de Campinas, Roberto Munimis, o paciente Rubem Alves está estável em nível da infecção pulmonar, entretanto apresenta piora progressiva da função renal, causada pela própria infecção. Rubem Alves deu entrada no Centro Médico de Campinas no dia 10 de julho de 2014 e desde então está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por apresentar insuficiência respiratória devido a uma pneumonia”.

Biografia

Nascido em 15 de setembro de 1933 na cidade mineira de Dores da Boa Esperança, e autor de uma bibliografia de mais de 120 títulos, Rubem Alves é conhecido por sua grande contribuição à educação e por seus livros infantis.

Quando jovem estudou no seminário Presbiteriano do Sul, um dos mais conhecidos da América Latina, e tornou-se pastor de uma comunidade no interior de Minas Gerais. Acusado de subversivo pelo governo militar por pregar melhores condições de vida através da religião, e ficou exilado até 1968 nos Estados Unidos.

Em 1969 ingressou na Faculdade de Filosofia de Rio Claro, onde lecionou até 1974, quando foi para a Filosofia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), onde fez a maior parte da sua carreira acadêmica até se aposentar nos primórdios da década de 1990. Fez um curso para formação em psicanálise nos anos 1980 e manteve sua clínica até 2004.

#ForçaRubemAlves

USP e Unicamp ganham posições em ranking dos Brics

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Sabine Righetti, na Folha de S.Paulo

Se, em comparação com universidades da América Latina, a USP derrapa e em avaliações internacionais fica no fim da fila, em uma análise específica de instituições dos Brics a USP pode respirar um pouco mais aliviada.

A universidade está entre as dez melhores dentre 200 instituições do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

E ainda: a USP subiu do 8º lugar no ranking dos Brics em 2013 para 7º lugar da listagem deste ano, elaborada pela consultoria britânica QS. Entre as “dez do topo” há outra brasileira, a Unicamp, que passou de 10º lugar em 2013 para 9º neste ano.

A listagem é liderada pela Universidade Tsinghua, da China –que está entre as 50 melhores do mundo no ranking internacional da QS.

A boa classificação da USP no novo ranking dos Brics veio após uma maré ruim em avaliações internacionais.

ULTRAPASSADA PELA PUC

Em maio, a USP chamou atenção ao perder o posto de melhor da América Latina em outro ranking do mesmo QS. A primeira posição ficou com a PUC do Chile.

No ano passado, a USP já havia perdido pelo menos 68 posições no ranking universitário internacional THE (Times Higher Education), que é concorrente do grupo QS. A universidade passou de 158º lugar em 2012 para o grupo de 226º a 250º lugar.

INTERNACIONALIZAÇÃO

A USP vai melhor quando comparada apenas a universidades dos Brics porque tem mais docentes e mais alunos estrangeiros do que as melhores escolas de países como Rússia e Índia. A presença de estrangeiros conta ponto em rankings. Na avaliação dos Brics vale 5% da nota da instituição.

“As universidades brasileiras têm atraído corpo docente internacional porque aumentaram seus orçamentos em pesquisa”, diz Danny Byrne, editor sênior do ranking. “O governo brasileiro está enviando mais estudantes ao exterior pelo programa Ciência Sem Fronteiras. Isso poderá aumentar a visibilidade do Brasil como um lugar atraente para estudar.”

Isso não significa, porém, que é hora de respirar aliviado. A “melhoria” da USP e da Unicamp no ranking dos Brics, para o físico da Unicamp Leandro Tessler, especialista em ensino superior, não significa que as duas escolas estejam melhores e nem que outras estejam piores.

“Essa mudança pode estar dentro na margem de erro do ranking”, explica Tessler. Além disso, a China está melhorando agressivamente seus indicadores, lembra Byrne, do QS. Hoje cinco das dez melhores universidades dos Brics são chinesas.

Editoria de Arte/Folhapress

SILÊNCIO

O novo reitor da USP, Marco Antonio Zago, não quis comentar o ranking dos Brics –e também não falou sobre as avaliações anteriores.

O reitor tem mantido silêncio desde março, quando a universidade teve as suas contas reprovadas no TCE (Tribunal de Contas do Estado) por irregularidades. Hoje, a USP gasta 105% do orçamento com salários.

Nesta semana, no entanto, Zago mandou um e-mail aos cerca de 92 mil alunos da universidade em que afirma ter nomeado uma sindicância para “apurar as responsabilidades sobre a situação orçamentária da USP”.

“Determinei, ainda, providências para contratar firma de auditoria externa para examinar os procedimentos que resultaram em gastos vultosos de recursos orçamentários”, escreve o reitor.
A USP está em greve desde 27 de maio –mesmo dia em que perdeu o posto de melhor da América Latina.

Nomes próprios devem seguir a Ortografia?

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Professor do Damásio Educacional, Diogo Arrais explica se nomes próprios devem seguir o padrão da língua portuguesa ou não

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Camila Pati, na Exame

Há poucas semanas, ocorreu a edição brasileira do IronMan (literalmente para homens de ferro) – uma competição que envolve 3,8 km de natação, 180 km de ciclismo e 42 km de corrida. O nome do esporte? Triathlon, na forma estrangeira; Triatlo na forma aportuguesada.

Um fato, porém, chamou-me a atenção: o vice-campeão da prova, com um dos melhores tempos de toda a história do IronMan Brasil, o genial atleta brasileiro Santiago Ascenço tem o sobrenome oficialmente registrado com cedilha.

Pergunta-se: nomes próprios devem seguir a Ortografia? Em Portugal, por exemplo, sempre existiu a tradição do registro em acordo à língua-padrão. No Brasil, a recomendação da Academia Brasileira de Letras é que se siga o padrão, apesar de haver o direito individual do nome.

O nome “Neusa”, por exemplo, deve ser grafado com S; pela regra, usa-se S após ditongo. Assim sendo, “Sousa” igualmente com S.
No GRANDE MANUAL DE ORTOGRAFIA GLOBO, de Celso Luft, uma das melhores obras para a consulta dos nomes próprios oficiais, estão os conhecidos ortográficos “Luís”, “Iolanda”, “Piraçununga”, “Teresa”, “Teresinha”.

Assim, pois, voltemos ao grande triatleta ASCENÇO. Seguindo um caminho ortográfico muito prático, palavras – próprias ou não – que possuem ND (asceNDer), RG (imeRGir), RT (inveRTer), CORR (CORRer), PEL (exPELir), SENT (SENTir), no radical, devem fazer uso de S.

O termo ASCENSO, proveniente de ASCENDER, remete a ASCENSÃO e corresponde exatamente ao caminho brilhante do triatleta Santiago (de garoto simples a professor de Educação Física e Triatleta Profissional de muito sucesso, humildade, persistência e recordes).

Linguisticamente curiosa é também a existência dos termos ASSENSO e ACENSO. Este significa “oficial adjunto a alto funcionário, na Roma Antiga”; aquele significa “o ato de dar consentimento ou aprovação; permitir; assentimento”.

Achei curiosa a incrível coincidência do sobrenome à carreira, sempre em plena ascensão, de ASCENÇO. Embora cada um tenha o direito do nome, a ortografia nos nomes próprios é quesito de padronização.

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