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Criança lê 65 livros em 2016 e é campeã de leitura em escola no ES

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Menina de 10 anos sonha em ser professora para incentivar leitura.
Escola de Viana homenageia alunos que mais leem.

Michel Bermudes Auer, no G1

Emily lê pelo menos dois livros por semana (Foto: Reprodução/ TV Gazeta)

Emily lê pelo menos dois livros por semana
(Foto: Reprodução/ TV Gazeta)

A estudante Emily Barnabé, de 10 anos, ganhou a competição de leitura no colégio municipal Marcílio de Noronha, em Viana, na Grande Vitória, com 65 livros lidos. Para ela, ler é uma maneira de conhecer o mundo. “É viajar sem sair do lugar”, disse.

A menina lê pelo menos dois livros por semana, um hábito familiar. O pai, a mãe e até o irmão de quatro anos estão sempre reunidos para uma boa leitura.

“É um orgulho muito grande. A gente vê o mundo de hoje em dia como está difícil e a gente vê o nosso filho dando esse orgulho para a gente. É muito especial, é uma bênção de Deus”, disse a mãe, Jhesik Barnabé.

O pai, Wemerson Chagas, falou que a irmã mais velha influencia o mais novo. “Eles passam o dia juntos, ela lendo acaba incentivando ele. Com as histórias que têm os desenhos, acaba animando ele mais ainda”, contou.

Competição
Na escola, Emily e os coleguinhas passam bastante tempo na biblioteca. Junto com outras turmas, eles já leram mais de 4 mil livros neste ano. “Me ajuda a ler melhor, eu estudo melhor”, disse Brenda Virgínia, de 10 anos.

Mas para participar da competição, não basta só ler. Os alunos precisam fazer um resumo de cada história, como explica a bibliotecária Janaína Barreto.

Além da leitura, alunos também têm que fazer um resumo da história (Foto: Reprodução/ TV Gazeta)

Além da leitura, alunos também têm que fazer um resumo da história (Foto: Reprodução/ TV Gazeta)

 

“Todos os alunos possuem um caderno de produção textual, onde eles vão registrando. A cada livro que eles leem, eles fazem uma releitura. E também por meio de desenho. Então eles fazem todo o registro, desenhando ou produzindo texto”, contou.

Na escola, os alunos que gostam de ler são incentivados e homenageados. Emily foi a campeã entre todas as turmas, depois de ler os 65 livros neste ano. “Muita alegria, emoção”, declarou a ganhadora.

O projeto de leitura é um sucesso e mudou a história dessas crianças e das suas famílias, como conta a diretora da escola, Aurora de Fátima.

“Houve uma mudança dentro da sala de aula, a melhora na escrita, a leitura melhorou. Há participação da família dentro da escola, porque as crianças levam livro para casa para ler”, explicou.

O maior sonho de Emily é ser professora e ela explica o motivo. “Porque eu quero ter o prazer de ensinar as pessoas a ler”, declarou a campeã em leitura.

A menina sul-africana de apenas 7 anos que está fazendo história como escritora

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 Michelle Nkamankeng escreveu um livro sobre a superação do medo do mar Foto: LOLO NKAMANKENG / BBCBrasil.com

Michelle Nkamankeng escreveu um livro sobre a superação do medo do mar
Foto: LOLO NKAMANKENG / BBCBrasil.com

 

Publicado no Terra via BBC Brasil

Aos 7 anos, Michelle Nkamankeng se tornou a mais jovem autora do continente africano a entrar na lista dos 10 melhores escritores infantis do mundo.

Seu primeiro livro, Waiting for the Waves (“Aguardando as Ondas”, em tradução livre) foi publicado este mês e fez com que rapidamente ela entrasse para a lista de honra que reúne os melhores escritores jovens do mundo.

O livro é baseado na experiência da própria Michelle ao entrar pela primeira vez no mar e encarar o medo das ondas.

“Fomos à praia, vimos as ondas e eu e meu pai entramos no mar. Quando a segunda onda estava vindo eu perguntei para onde as pessoas estavam olhando. Ele me disse que elas estavam aguardando as ondas e eu respondi que ele havia me dado uma ótima ideia, que eu ia escrever um livro chamado Aguardando as Ondas “, disse Michelle à BBC.

O livro foi financiado pelos pais da jovem escritora, que criou uma série de quatro obras que devem ser financiadas através de doações nos próximos anos.

Quando questionada pela BBC sobre que conselhos daria a jovens escritores como ela, Michelle recomendou a leitura. “Ler é legal, siga seus sonhos e não deixe ninguém te atrapalhar. Se você não conseguir ler você não conseguirá escrever”.

Após ler 560 livros, garota de 11 anos cria biblioteca em SP

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Simone Machado, na Folha de S.Paulo

RESUMO Aos 11 anos, Kaciane tornou-se conhecida pela paixão por livros: já leu 560. Moradora de um bairro pobre de São José do Rio Preto (SP), ela promoveu campanhas e construiu sua própria biblioteca –um quarto no fundo de casa, com cerca de 5.000 títulos. Os próximos passos são uma biblioteca móvel e lançar um livro.

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Minha paixão pelos livros começou bem antes que eu pudesse me dar conta. Minha mãe diz que, com três, quatro anos, eu já era apaixonada por livros e cadernos, e a minha brincadeira preferida era de escolinha.

No quintal de casa, com meus irmãos mais velhos, aprendi a ler e a escrever. Aos sete, na escola, conheci o que era uma biblioteca. Incentivada por uma professora, li meu primeiro livro, “As Aventuras de Pedro, o Coelho”, da autora Beatrix Potter.

Tinha mais ou menos cem páginas, cheias de desenhos, que li em poucas horas. Ali começava a minha paixão. Adorei a sensação de poder entrar na história, conhecer personagens e viajar para lugares que jamais imaginei.

Na mesma semana voltei para a biblioteca e peguei outros livros. Desde então, esse é meu principal passatempo.

Todos os dias, não vejo a hora de chegar da escola e fazer meu dever, depois fechar a porta do quarto e abrir meu mundo particular. Hoje leio, em média, cem livros por ano. E já li 560 títulos.

O SONHO

Quando eu tinha nove anos, minha família saiu do aluguel e se mudou para a nossa casa própria, em um conjunto habitacional de baixa renda. A maioria das crianças não tinha muito lazer e ficava a maior parte do tempo nas ruas, ociosas.

Foi então que surgiu a ideia de construir uma biblioteca no quintal, nos fundos de casa. Assim eu poderia apresentar para todas as crianças da vizinhança aquele universo tão fantástico.

Aos poucos fui contando para as pessoas meu projeto e pedindo doações de livros, mas recebi apenas 40 títulos.

Aí pensei: como meu aniversário estava próximo, fiz um vídeo e publiquei na internet. Em vez de presentes comuns, pedi livros para montar a biblioteca.

Meu vídeo chegou até um empresário da cidade. Foi ele quem doou todo o material para a construção da biblioteca. Em poucos meses, meu sonho virou realidade.

A biblioteca é toda colorida, tem mesinhas e um espaço para as crianças. São cerca de 5.000 títulos, livro para todos os gostos e idades.

Como ela fica no fundo de casa, para chegar tem que passar por dentro da nossa cozinha. Mas nada disso importa para mim. Minha mãe e minha irmã me ajudam a receber as crianças do bairro.

O LIVRO

Assim como nos livros, quero que minha história vá além. Agora em outubro estou prestes a realizar mais sonhos: lançar meu primeiro livro e criar uma biblioteca itinerante. Minha vontade é que crianças de outros bairros carentes também tenham a oportunidade de viajar pelo mundo da leitura.

Já ganhei materiais e acessórios para montá-la e ela já está quase pronta. Está ficando linda! Já meu livro, sou suspeita para falar, mas ele também está lindo. Estou completamente apaixonada por ele.

Chamado “Tanto Faz ou Qualquer Coisa: Histórias de Kaciane”, fala da minha história, de preconceito, de amizade, entre outros temas.

Ele já está na pré-venda e vai ser lançado no mês das crianças, em outubro. E assim eu vou seguindo, sonhando, realizando e escrevendo um capítulo novo a cada dia.

Menina de 12 anos cria biblioteca comunitária no sertão baiano

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Com quase 68 mil habitantes, Conceição do Coité está a 210 km de Salvador

Com quase 68 mil habitantes, Conceição do Coité está a 210 km de Salvador

 

Quem lê, viaja: com apenas 12 anos, jovem estudante de Conceição do Coité (BA) arrecadou acervo por meio de campanha no Whats App; confira esta história

Publicado no Catraca Livre

Na cidade de Conceição do Coité, no interior da Bahia, uma menina de só 12 anos construiu uma biblioteca popular, inspirada pelo desejo de espalhar o prazer da leitura.

O que era um antigo posto telefônico se transformou num promissor espaço de leitura na cidade de quase 70 mil habitantes, a 210 quilômetros da capital Salvador.

Para dar vida ao projeto, lançou uma campanha de arrecadação de livros pelo aplicativo WhatsApp. A iniciativa garantiu um acervo que conta com desde de livros didáticos a populares clássicos da literatura brasileira.

Exemplo de cidadania e consciência social, a jovem teve no apoio do avô, Guiofredo Pereira, presidente da associação de moradores local, o principal incentivo para tornar seu sonho realidade. E com a ajuda da diretora da escola municipal, Simone Nascimento, tem ajudado a transformar a realidade da população local, plantando sabedoria e conhecimento.

Menina de 11 anos transforma “puxadinho” em biblioteca no interior de SP

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Janaina Garcia, em UOL

Ela tem 11 anos, está na quinta série do ensino fundamental, gosta de ler e de brincar. Sonha em escrever um livro de ficção, algo entre o suspense e o terror, e é a filha caçula e mais estudiosa (garante o pai) de três irmãos.

Engana-se quem pensa que, por essas características, a estudante Kaciane Caroline Marques seja uma pré-adolescente como qualquer outra de sua idade. Desde os sete anos, ela contabiliza a leitura de 519 livros infanto-juvenis, uma média de praticamente 130 por ano – em um País onde raramente a média de leitura ultrapassa os cinco livros por leitor.

Nos últimos meses, a constatação foi reforçada com números mais robustos: a garota inaugurou uma biblioteca com mais de 4 mil títulos, todos, fruto de doações.

A estrutura fica nos fundos da casa localizada no bairro Lealdade e Amizade, na periferia de São José do Rio Preto (interior de São Paulo), e na qual a estudante vive com os pais, um casal de irmãos e a avó.

Com funcionamento das 14 às 17 horas, fora do turno escolar de Kaciane, a biblioteca atende crianças e adolescentes das imediações e de outras localidades e tem a cozinha da família como passagem obrigatória.

Em entrevista ao UOL, Kaciane contou que o incentivo de uma professora, no segundo ano, foi o que a motivou a incluir a leitura no cardápio principal do dia a dia. Morando em uma casa alugada e pequena, porém, era difícil materializar qualquer ideia, mínima que fosse, de uma biblioteca comunitária. Isso só começou a ganhar corpo ano passado, após finalmente a família se mudar para a casa própria.

“Quando eu mudei, via muitas crianças na rua, brincando ou não, e então veio ainda mais forte essa vontade de criar uma biblioteca. Um jornal me entrevistou sobre isso, e muitas doações de livros começaram a vir, assim como material para construir o espaço – hoje são mais de 4 mil livros e mais ou menos 300 pessoas não só do meu bairro que vêm emprestar”, contou.

Escolada nas entrevistas – “umas 20, sem contar esta”, estimou –, Kaciane tem na ponta da língua a resposta à sensação de levar adiante um gosto até então dela: “Fico muito feliz porque sei que estou incentivando a leitura, e isso, com certeza, muda a vida da gente”, garantiu, ela própria que virou uma espécie de celebridade local. Além de participar de programas de TV (de apelo mais ou menos popular), palestras e sessões de contação de histórias no Sesc da cidade. Esta semana a estudante foi homenageada pela União Brasileira de Escritores (UBE) com a medalha Mário de Andrade, concedida a quem contribui com a educação e o ensino no Brasil.

Nas redes sociais, ainda administra, com ajuda dos pais, três páginas no Facebook: uma fan page com 9.804 mil seguidores e dois perfis pessoais que somam, juntos, quase 6 mil “amigos”. “Algumas pessoas eu nem conheço, mas sei que chegaram até mim pela ideia de levar a leitura adiante. Só por isso já vale a pena”, definiu.

E como vale: além do material para o puxadinho-biblioteca e dos livros, a notoriedade da iniciativa garantiu à pequena uma bolsa de estudos em colégio particular, a partir de 2016, válida por sete anos. Até então, só havia estudado em escola pública.

Filha sorteia bolos a quem mais leu no mês, diz o pai

Por enquanto, o sistema de empréstimos na biblioteca é mesmo o mais caseiro possível, com registro à mão, em um caderno, de cada retirada e retorno. O pai, o autônomo Silvio Cesar Marques, 44, contou que uma simpatizante da filha providencia para o ano que vem, também por doação, um computador com sistema de catalogação desses livros.

“A família toda sente muito orgulho da Kaciane. Sabemos que ela pode ajudar outras pessoas a saírem de situações complicadas de vida pelo interesse na leitura, e eu mesmo, que só lia jornal, volta e meia me pego folheando os livros da biblioteca”, disse. “Uma senhora nos doa bolos para que, todo mês, a Kaciane os sorteie entre aqueles que mais leram – e ela pergunta mesmo se a pessoa leu, quer saber a história… isso está plantando uma semente para muitos, eu tenho certeza”, definiu. Até para os outros dois filhos, de 16 e 14 anos? “Eles ainda não gostam tanto assim de ler, mas espero que isso mude”, avaliou o pai.

Indagada se tem uma meta de livros a ser alcançada, Kaciane admitiu: “Quantos couberem na biblioteca”. No curto prazo, porém, o sonho de ser escritora deve virar outra página importante: ela quer lançar ano que vem seu próprio livro, algo entre “o terror e o mistério, mas ficção, claro”, novamente com apoio de doações.

Se ela tem uma dica para quem hesita em trocar a internet – sobretudo, as redes sociais – por um livro? “Leitura não é algo chato ou mais maçante que internet; as pessoas precisam é começar a ler pelo gênero de que mais gostem e com um número de páginas que as estimule a ler, porque depois disso, vão aumentando. E não vão se arrepender”, aconselhou.

Financiamento coletivo

As contribuições em dinheiro para aquisição de mais livros e equipamentos para a biblioteca são captadas através da plataforma Kickante – com valores que variam entre R$ 20 e R$ 600. Até esta quarta-feira (25), haviam sido arrecadados pouco mais de R$ 3 mil.

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