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Menina de nove anos doa livros no Minhocão, em SP: ‘Educação muda vidas’

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Jéssica Nascimento, em UOL

Ela ganhou o seu primeiro livro quando tinha apenas três meses. O exemplar, de plástico, era utilizado para brincadeiras na hora do banho. Hoje, com nove anos, a paulista Giovanna Zambaldi Pampolin tem um acervo de dar inveja em qualquer adulto apaixonado por leitura. Com tantas obras em casa, “a menina que doa livros” decidiu compartilhá-las aos domingos de 15 em 15 dias no Elevado Presidente Costa e Silva, conhecido como Minhocão.

A ideia surgiu há pouco mais de oito meses. Na “biblioteca pública” de Giovanna podem ser encontrados livros infantis das mais diversas temáticas, como conto de fadas, clássicos infantis, aventuras e gibis. Para os adultos há romance, suspense, poesia, crônicas, livros de fotografia, livros técnicos de comunicação, história e até biologia.

Segundo o fotógrafo e pai de Giovanna, Paulo Henrique Pampolin, 44, não há um registro de quantos livros já foram doados no Minhocão. “Sabemos que foram muitos. Sempre estamos comprando novos, que após lermos, são doamos também”.

Na biblioteca pública ninguém precisa devolver os livros. O único compromisso firmado é de após a leitura, a obra seja doada para outra pessoa. “Não queremos que o livro simplesmente troque de estante, passe da nossa para a de alguém. Queremos que fique em uso constante”, diz Paulo. O projeto vem dando tão certo que a pequena Giovanna já recebe encomendas pelo Facebook.

“Quando alguém pede um livro que não temos, eu anoto o nome da pessoa, o livro, e-mail e telefone de contato. Se um dia viermos a ter a obra, avisamos”, explica Giovanna que quer ser pediatra e cientista quando crescer. O seu grande sonho é desenvolver vacinas e remédios para a população. “Nos dias de lazer amo ir ao Butantã, especialmente no Museu de Microbiologia, onde passo horas olhando bactérias no microscópio”.

Por amar química, Giovanna ganhou da mãe um laboratório que fica no subterrâneo da casa, onde ela faz suas próprias experiências. Um vídeo da estudante treinando experimentos foi divulgado em sua página, que já conta com mais de 3.400 curtidas.

“Educação é a porta para um mundo melhor”

O pai de Giovanna comemora a iniciativa da filha. Para ele, a educação é a porta de entrada para um mundo melhor. “A leitura é o acelerador para isso. Os livros são as armas que precisamos para nos desenvolver pessoalmente e também para desenvolver o país. Não existe caminho de desenvolvimento que não passe por uma profunda reforma da educação”.

Giovanna conta que lê de um a dois livros por semana. Os preferidos são de aventuras. “A educação pode mudar a vida. Lendo a pessoa fica mais inteligente”, enfatiza. A jornalista Thayse Lopes, 26, concorda com a menina. Moradora de São Paulo, ela sempre passa pelo Minhocão para ver as obras disponíveis. “Achei incrível a iniciativa. Precisamos estimular a leitura e tornar a prática o mais comum possível. Espero que o projeto se estenda para outras cidades”.

Quem quiser ajudar o projeto “A menina que doa livros” basta ir até o Minhocão nas datas marcadas, ou seja, domingo sim, outro não. Pessoas de fora de São Paulo podem enviar as obras pelos correios. O endereço pode ser solicitado na página do Facebook.

Superdotada de 11 anos lança segundo livro em Sobradinho, no DF

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Livro infantil fala de Deus por meio de animais; evento lotou teatro da região.
Menina começou a ler aos dois anos e lançou primeira obra aos sete.

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Publicado no G1

A estudante Maria Eduarda Balduíno, de 11 anos, lançou nesta sexta-feira (22) o segundo livro escrito por ela no teatro de Sobradinho, no Distrito Federal. Superdotada, ela fez a primeira obra, que vendeu mais de mil exemplares, aos sete anos de idade.

Com o título “Sapo Coragem na igreja”, o livro começou a ser escrito quando ela tinha oito anos e aborda Deus na vida das pessoas por meio de animais como um sapo, personagem principal da história, e uma calopsita. “Fala de uma calopsita que julgava muito Deus. Aí o sapo faz ela enxergar o que era Deus de verdade na vida de todo muito”, disse Maria Edurada.

A inspiração veio de experiências vividas. “Quando eu tinha oito anos, minha irmã foi sequestrada e eu quis ajudar as pessoas que não têm Deus na vida.” A menina começou a ler e escrever aos dois anos, virou referência literária nas escolas pública e ganhou uma sala de leitura com o nome dela. “É uma honra pra mim. Eu nunca tinha sonhado com isso, acho que é um sonho realizado.”

Maria Eduarda afirma querer ser médica, mas, enquanto isso, pensa no terceiro livro. “É sobre as drogas.” A mãe, Socorro Santos, conta que a filha sempre foi precoce em tudo, mas que não deixa de se surpreender com os assuntos dos livros. Mesmo assim, ela imagina o motivo das escolhas. “Ela tem uma preocupação muito grande com o meio ambiente, com os idosos. Ela é muito sensível com as pessoas. É uma coisa dela.”

Por ser superdotada, Maria Eduarda estuda em um centro especializado da Secretaria de Educação. “Ela precisa ser atendida em uma sala de habilidades especiais para que seu pontencial seja desenvolvido ao máximo”, explica a professora Lucimere Bispo. Outros 1,5 mil alunos superdotados estudam na rede pública do Distrito Federal.

Menina de 7 anos quer construir biblioteca e vira sensação na web

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À esquerda, a menina Ana Mell; à direita, alguns dos livros arrecadados

À esquerda, a menina Ana Mell; à direita, alguns dos livros arrecadados

Campanha já arrecadou diversos livros e o espaço deve ser criado em um galpão do avô

Publicado no Administradores

O nome dela é Ana, tem apenas 7 anos, gosta de apostar corridas de cavalo com o avô e tem um sonho: construir uma biblioteca pública, onde ela e outras crianças da comunidade rural onde vive possam ler e estudar. E esse sonho está virando realidade. Com a ajuda de familiares, ela está com uma campanha na internet para arrecadar doações de livros e já conseguiu vários exemplares. O espaço para a iniciativa já está garantido também: um galpão no sítio do avô.

Ana Araújo é carinhosamente chamada no Facebook de Ana Mell, onde conquistou a simpatia de muita gente. Na fanpage criada para arrecadar livros para a biblioteca, gente de diversas partes do Brasil tem aderido e ajudado. A menina vive no Sítio Encruzilhada, na cidade de Mata Grande, Alagoas.

“Eu sempre gostei de ler, mas na minha cidade não tem biblioteca, aí a pessoa não consegue ler nenhum livro”, diz Ana em uma postagem na internet.

Veja abaixo uma carta que a menina enviou à tia, que tem ajudado na campanha:

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A família afirma que a iniciativa foi inteiramente da pequena Ana e que não houve interferência de nenhum adulto. Os pais, tios, avós e amigos da família só se engajaram na missão depois.

A menina que sonha criar uma biblioteca

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Raul Marques, no Diário da Região

Kaciane Marques já conseguiu a doação de 40 livros, mas precisa outros exemplares para concretizar seu sonho - Hamilton Pavam

Kaciane Marques já conseguiu a doação de 40 livros, mas precisa outros exemplares para concretizar seu sonho – Hamilton Pavam

No alto de seus dez anos de vida, Kaciane Caroline Marques é movida por um grande sonho. Diferentemente de muitas meninas de sua idade, essa pequena rio-pretense não quer ganhar celular da moda, visitar a praia ou fazer compras no shopping. Sozinha, começou a desenvolver campanha para arrecadar livros usados, abandonados ou que estão esquecidos. Sua motivação é nobre: criar uma biblioteca no Lealdade, bairro de Rio Preto onde mora há cinco meses. Apaixonada por leitura desde que foi alfabetizada, Kaciane notou que a localidade tem essa lacuna na cultura, o que, em sua concepção, não pode acontecer. Assim, arrecada exemplares com amigos e nas redes sociais.

A pouca idade não impediu a menina de descobrir a transformação que a leitura é capaz de proporcionar. Por esse motivo, quer oferecer essa experiência revolucionária para o maior número possível de pessoas. “Quando você lê, aumenta a criatividade e melhora o vocabulário. A gente viaja sem sair do lugar”, diz a garotinha, toda orgulhosa. Mesmo sem divulgação, já arrecadou 40 unidades. Nem parou para pensar como vai guardar os livros. Nem como receberá os leitores. Mora em uma casa de 41 metros quadrados, com a família composta por cinco pessoas. Os parcos espaços vazios serão preenchidos com as obras literárias. “Meu sonho é construir um quartinho no quintal para abrir a biblioteca.” Por enquanto, prefere pensar em conseguir títulos variados para iniciar o importante projeto.

Os pais ficam orgulhosos. Mas, por enquanto, não há dinheiro disponível para ampliar a casa. A mãe é diarista e o pai, autônomo. “Não temos condição financeira, mas vamos tentar”, afirma o pai Sílvio César Marques, 43 anos. “Minha filha está empenhada. Quer fazer alguma coisa para as crianças. É bonito isso”, conta Adriana. A família tem vida simples, mas digna. Não sobra dinheiro para luxos ou compra de obras. Isso não impede Kaciane de fazer o que gosta. Ela pega os exemplares emprestados na escola e na Biblioteca Municipal. Nas datas especiais pede o mesmo presente: livros.

É uma leitora compulsiva e, ao mesmo tempo, organizada. Mantém um diário para registrar os 397 títulos, sobretudo de literatura. Sempre gostou de leitura, mas sua paixão se intensificou há três anos. Tudo começou quando pegou na biblioteca da escola ‘As Aventuras de Pedro, o Coelho’, de Beatrix Potter. Foi sua pedra fundamental. O encantamento com as histórias não passou. Nem enfraqueceu. Pelo contrário. Ganha cada vez mais espaço em sua rotina. Quer ser escritora e jornalista quando crescer. Em 2015, vai cursar o quinto ano do ensino fundamental. Estudiosa, pretende aproveitar o tempo livre para cuidar da biblioteca e atender os leitores. “Vou incentivar crianças e adultos a gostar de ler.”

Kaciane leva a sério tudo a que se propõe. Chega da escola, almoça e faz o dever de casa. Depois, fecha a porta do quarto e abre um mundo particular, repleto de lindas princesas, heróis fantásticos, monstros medonhos, extraterrestres engraçados e seres horripilantes. Exigente, não fica apenas nos temas indicados para sua faixa etária. Viaja muito mais longe. É desinibida, alegre e mostra vocabulário acima da média. A garota fala com autoridade sobre autores e estilos literários. Tanto que já se arrisca a escrever os primeiros contos e crônicas. Seu texto é correto, sem erros de português. O projeto é publicar o próprio livro. Mas isso faz parte de um outro capítulo de sua história. Os interessados em ajudar a pequena Kaciane a montar a biblioteca podem entrar em contato com o Diário, pelo telefone (17) 2139-2046.

Menina de 11 anos diagnosticada com tumor cerebral realiza sonho de virar escritora em São Francisco do Sul

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Beatriz Peres de Oliveira já lançou seu primeiro livro e planeja outras duas publicações

Beatriz tem 11 anos e sempre cultivou dois sonhos: cuidar de cachorros e escrever livros Foto: Leo Munhoz / Agencia RBS

Beatriz tem 11 anos e sempre cultivou dois sonhos: cuidar de cachorros e escrever livros
Foto: Leo Munhoz / Agencia RBS

Luiza Martin, no Diário Catarinense

Em São Francisco do Sul mora a “menina das três certezas”. Beatriz Peres de Oliveira, de 11 anos, sempre cultivou dois sonhos: cuidar de cachorros e escrever livros. Com cinco anos, já decodificava as palavras. O carinho aos pais era declarado em bilhetes e mensagens de celular. Cartinhas chegavam por debaixo da porta enquanto a menina corria para longe.

Toda essa intimidade com as palavras fez com que ela escrevesse, aos seis anos, seu primeiro livro, Tob, um Cão Campeão, um sonho lançado no dia 25 de setembro que marca a vida recomeçada após um tumor cerebral.

Você deve estar se perguntando qual é a primeira certeza de Beatriz. No início de 2013, seus pais, a dona de casa Fabiane Peres e o estivador Artur Oliveira, descobriram que a menina teria de enfrentar um tumor de grau quatro no cérebro.

O diagnóstico veio depois de seis meses de fortes dores de cabeça, manchas pelo corpo, ínguas, palidez e mudança na fisionomia. Síndrome de filho único, artrite e virose foram algumas das inconclusões médicas, desmentidas pela insistência da mãe, que pediu a recomendação de uma tomografia até ser atendida. A primeira certeza de Bia se tornou a de que um dia ela iria morrer.

Mas a menina continua a contrariar a própria certeza e se recupera em casa. Boa parte do dia ela passa recostada em uma poltrona, como aquela reclinável “cadeira do papai”. A cadeira vem depois da fisioterapia, da equoterapia, do estudo de inglês e do aprendizado das matérias escolares que acontecem em casa mesmo.

Assim como se mantém estudando, Bia está sempre bem vestida e de unhas feitas. Roupas e maquiagens das bonecas Monster High, inspiradas em monstros lendários e personagens de filme de terror, não podem faltar para a escritora.

Beatriz tem “tiradas” de deixar qualquer artilheiro das palavras procurando a bola – ou as vírgulas. Mas o maior drible da escritora foi o chapéu que ela deu na vida. Ou seria a maior boina da Monster High, para combinar mais com o estilo dela? Em abril de 2014, ela permaneceu 31 dias em coma, internada na UTI pela segunda vez, com infecção generalizada. Desacreditada pelos médicos, Bia voltou.

—Uma menina do hospital chegou a perguntar: Mas a Beatriz não tinha morrido?—, contou Fabiane.

—A-ham. Olha aqui—, ironizou Bia, interrompendo a fala da mãe, apontando para si mesma e revirando os olhos de enfado.

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Da UTI para a Academia Francisquense de Letras

Bia saiu da UTI não para as mesmas possiblidades que tinha antes do câncer, mas para a carreira de escritora, com livro lançado e planos para mais duas publicações. A continuação de Tob está por vir. Wendy na Selva é sua nova criação. Do tumor, resta a cicatriz, além de sequelas na fala e movimentos. Depois do segundo susto, a menina não andou mais e também não pronunciava uma só palavra.

— Ela tinha consciência. Nos entendia, mas estava presa no próprio corpo—, lembra a mãe.

Depois de três meses de tratamento com os mais diversos médicos e especialistas, Bia voltou a falar. O presente no dia das mães de Fabiane em 2014 foi um sonoro: “m-ã-e”.

Quando a certeza parecia se concretizar, Bia pediu aos paisque não deixassem seu sonho morrer. Nem eles nem os médicos que a trataram deixaram de lutar pelo sonhos dela. A Beatriz que enfrentou o câncer agora é “escritora renomada” e, para ela, todos a volta são “sonhadores”. Em 2015, Bia entra oficialmente para Academia Francisquense de Letras, a convite da professora Lúcia Helena Bezerra.

E as duas outras certezas da menina, quais são? De que todo fim de ano, até acabar a eternidade, existirão a música da Rede Globo e o show do Roberto Carlos.

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A história de Tob

Beatriz não teve um cachorro Tob. A mascote da família era a Minnie, que está afastada do lar, na casa dos avós da menina, por causa do tratamento em casa. A história foi uma adaptação de folhas manuscritas em papel almaço e letra de forma.

Em 2011, Bia passou a história a limpo assim que ficou com a letra cursiva bem desenhada. Na terceira versão da história, o sonho se materializou. O texto diminuiu e perdeu alguns diálogos para dar espaço a ilustrações.

Assim como Beatriz queria que os pais vendessem a casa em que moram para comprar um sítio, onde haveria espaço para ela resgatar vários cães, o livro narra a história de Tob, que é adotado e se torna um campeão.

O engajamento de Bia sempre foi presente, a ponto de os textos escritos por ela e entregues aos pais se transformarem em dinheiro para os cães abandonados. Cada linha era vendida a Fabiane e Artur por dez centavos. Hoje, quem quiser comprar o livro paga R$ 15 e pode encomendá-lo pela página de Bia no Facebook.

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