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Menina de 7 anos lê 4 livros por semana e incentiva a leitura em site

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Mariana tem 7 anos e está na segunda série do ensino (Foto: Alan Schneider/G1)

Mariana tem 7 anos e está na segunda série do ensino (Foto: Alan Schneider/G1)

Mariana de Campos tem uma página própria com temas de educação.
Pais lembram que já contavam histórias ainda durante a gestação.

Alan Schneider, no G1

A paixão pelos livros da Mariana Arques de Campos, de 7 anos, começou mesmo antes dela nascer, com o incentivo dos pais ainda na gestação. “Ela já escutava histórias na barriga da mãe. Gostou tanto que depois que nasceu não parou mais. E lê bastante”, conta o pai Nelson Campos.

Mariana lê pelo menos quatro obras infantis por semana. Mas, a leitura é apenas uma das paixões da menina, que também toca teclado e violão e tem o próprio site na internet. Aluna da segunda série do ensino fundamental em uma escola municipal, a menina tomou gosto pela leitura e não pretende parar nunca mais.

Mariana lê junto com os pais, Liete e Nelson (Foto: Alan Schneider/G1)

Mariana lê junto com os pais, Liete e Nelson
(Foto: Alan Schneider/G1)

O pai, que é web designer, desenvolveu a página virtual para a filha interagir com os amigos e poder compartilhar essa paixão pelas obras literárias. No site, ela disponibiliza brincadeiras de colorir, músicas, jogos, vídeos, histórias, além de um canal direto para envio de desenhos. Tudo com conteúdo educativo. A menina usa o conhecimento das “velhas páginas” dos livros para promover a leitura e a educação com auxílio da tecnologia.

A mãe lembra que a filha aprendeu a identificar imagens em uma enciclopédia aos 3 anos de idade. Já a leitura veio aos 5 anos. De lá para cá, a menina virou frequentadora assídua da biblioteca. “A Mariana achou em casa e sempre manuseou o Atlas. Depois começou a ler livros de histórias. Só neste ano ela já tem muitos livros retirados da biblioteca para ler em casa. Ela fica brava quando a biblioteca está fechada”, conta Liete.

O gosto de Mariana pelas páginas literárias também é uma herança do pai. “Sou um autodidata. É importante para ir adiante na vida. Eu mesmo estou lendo um e tem mais dois já na sequência. Ela vai pedindo mais, como o teclado, o violão”, afirmou Nelson Campos.

Dia das crianças
No Dia das Crianças, comemorado neste domingo (12), ela quer se divertir. Além disso, Mariana usou o violão para mandar parabéns a todas as crianças (veja vídeo ao lado).

Mariana também toca teclado na sala de casa (Foto: Alan Schneider/G1)

Mariana também toca teclado na sala de casa
(Foto: Alan Schneider/G1)

“Quero que o Dia das Crianças seja legal. Tem que ter diversão, jogos, músicas, vídeos. Além disso, também pode falar comigo. Você colocar o seu email com nome, idade e escreve o que quer falar comigo. Também dá para mandar desenhos para eu publicar no meu site”, disse Mariana.

Mas, quem pensa que ela quer mais livros de presente no Dia das Crianças se engana. “Não quero livro. Eu tenho um monte guardado. Quero um patins e quero começar a academia de natação.”

No dia a dia, a pequena leitora faz de tudo um pouco. “Primeiro faço a tarefa da escola em casa, depois brinco no computador, brinco no quarto, assisto televisão. Tenho uma rotina normal.”

A mãe da menina também conta que Mariana é boa no xadrez, mas graças à leitura. “Ela aprendeu a jogar xadrez lendo o manual com o meu marido. Se não tivesse a leitura, a interpretação, ela também não conseguiria jogar xadrez”.

Cartão preenchido de retirada de livro da biblioteca (Foto: Alan Schneider/G1)

Cartão preenchido de retirada de livro da biblioteca
(Foto: Alan Schneider/G1)

Bem atenta
Com uma facilidade de comunicação impressionante para a idade, Mariana já enviou um email para uma editora alertando sobre um erro de digitação em um livro. “Estava lendo e no quarto parágrafo apareceu ‘mavioso’ em vez de maravilhoso. Mandei um email para lá avisando”, conta.

Sobre um futuro como escritora, a menina ainda tem dúvidas, o que é natural da idade. No entanto, um pensamento dela é ajudar por um mundo melhor. “Penso em ser artista, mas também quero inventar robôs para deixar a cidade mais limpa.”

A capacidade de aprendizado de Mariana é evidente. Mas, além da vontade de aprender, a supervisão dos pais é fundamental para obter um resultado positivo sem perder o jeito de criança. “É um investimento nela. Esse fascínio dela pela leitura, começar a ler e a escrever cedo também. Mas, claro, sem perder o que é mais importante: viver a infância sem deixar de ser criança”, enfatizou o pai.

Menina disponibiliza conteúdo educativo com ajuda dos pais (Foto: Alan Schneider/G1)

Menina disponibiliza conteúdo educativo com ajuda dos pais (Foto: Alan Schneider/G1)

Menina agredida em colégio estudará o resto do ano em casa, diz mãe

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Segundo Débora, estudante de Sorocaba vai trocar de escola.
Mãe diz que jovem foi autorizada pelos professores a encerrar ano em casa.

Ana Carolina Levorato, no G1

Júlia decidiu que não voltará para a escola este ano ( Encontro com Fátima Bernardes/TV Globo)

Júlia decidiu que não voltará para a escola este
ano ( Encontro com Fátima Bernardes/TV Globo)

A menina agredida dentro de uma escola estadual em Sorocaba (SP) não voltará para o colégio este ano. A estudante Júlia Apocalipse, de 13 anos, que sofreu várias lesões e perdeu dois dentes depois que apanhou de uma jovem de 16 anos na saída da escola estadual Hélio Del Cistia, no Jardim São Guilherme, Zona Norte da cidade, no dia 9 de setembro, pediu à família para estudar em outro lugar.

De acordo com a mãe da adolescente, Débora Apocalipse, Júlia vai mudar de colégio a partir do ano que vem. “Temos dois colégios em mente e agora ela vai decidir para onde quer ir. Já aconteceu tudo o que podia naquela escola, muita gente apoiou e outros riram dela. Ela não precisa mais passar por isso”, explica a mãe da menina, em entrevista ao G1.

Para não perder o semestre, a estudante foi autorizada pelos professores a encerrar todas as disciplinas com trabalhos escolares. “Ao invés de fazer provas, ela foi autorizada a elaborar trabalhos em casa para todas as matérias. Ela tem o prazo de 30 dias para entregar para a escola avaliar o semestre”, afirmou a mãe.

Segundo Débora, Júlia está bem e se recupera das lesões no rosto, principalmente na boca. A menina precisará fazer acompanhamento mensal no dentista em Atibaia (SP) e passará também por avaliações psicológicas. “Ela está evoluindo a cada dia, mas acreditamos que ela precisa de todo apoio possível depois de tudo o que passou. Evitamos que ela saia sozinha de casa, mesmo que seja em algum lugar perto. É o que conseguimos fazer para preservá-la”, diz.

Tentativa de homicídio
Em entrevista ao G1, o delegado da Delegacia da Infância e Juventude (Diju) Alexandre Cassola, responsável pelo caso, disse que não descarta a hipótese de tentativa de homicídio. “Inicialmente não foi do meu convencimento que se tratava de uma tentativa de homicídio, mas no laudo irá apontar a gravidade das lesões e, por isso, não descarto a possibilidade. O laudo é a materialização da intenção do crime”, explica.

Julia Apocalipse foi agredida na saída da escola em Sorocaba (Foto: Reprodução Facebook)

Julia Apocalipse foi agredida na saída da escola
em Sorocaba (Foto: Reprodução Facebook)

O exame de corpo de delito de Júlia foi feito no dia 15 de setembro no Instituto de Criminalística em São Paulo. O resultado deve ser entregue em até 30 dias.

O Procedimento de Polícia Judiciária – instaurado pela Diju para apurar o caso – foi baseado no registro de ato infracional de lesão corporal. Foram ouvidas as duas adolescentes envolvidas no caso, o pai de Júlia Apocalipse, os policiais militares que registraram a ocorrência e uma inspetora de alunos da escola. “A funcionária da escola nos trouxe o vídeo, mas as imagens estão ruins. Enviamos para o IML (Instituto Médico Legal) na tentativa de melhorar as imagens para avaliarmos a situação”, informa o delegado. Segundo ele, a inspetora garantiu que a briga ocorreu fora da unidade de ensino.

De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a internação na Fundação Casa é prevista se o menor for apreendido em flagrante ou se for avaliado que a conduta do adolescente mereça esta medida. “A agressora não tem histórico de atos infracionais, então, relatamos o procedimento à Vara da Infância e Juventude sem pedir sua apreensão”, explica o delegado.

O delegado comparou o caso ao da agressão de São Roque (SP), no qual Fernanda Regina Cézar Santiago sofreu traumatismo craniano após levar uma forte cotovelada no dia 16 de agosto, em São Roque (SP), de Anderson Lúcio de Oliveira.

“No caso de São Roque, a agressão resultou em trauma craniano com perda de massa encefálica. Já em Sorocaba, nota-se que as agressões foram direcionadas para região da boca, que não é uma área letal. Tem que partir do pressuposto de que o autor quer matar a vítima para falar-se em tentativa de homicídio”, esclarece Cassola.

Segundo o pai, Jairo Apocalipse, a jovem apanhou “por ser bonita”. “Me contaram que ela (a agressora) batia na minha filha e gritava: ‘Quero ver quem vai te querer agora, quero ver você ser bonita agora’”, disse o aposentado em entrevista ao G1, no dia 10 de setembro.

Em nota, a Secretaria da Educação do Estado negou que a agressão tenha ocorrido dentro da escola e informou que a agressora não está matriculada naquela instituição de ensino.

Agressora diz que vítima a mordeu no pé (Foto: Adriane Souza/G1)

Agressora diz que vítima a mordeu no pé
(Foto: Adriane Souza/G1)

Motivação
No dia 11 de setembro, a agressora esteve na Delegacia de Infância e Juventude com o tio, que é seu tutor legal, e disse que bateu na adolescente para defender uma amiga. “Ela chamou minha amiga de ‘macaca’“, afirmou na ocasião.

Após a suposta ofensa, segundo ela, as duas passaram a trocar mensagens com ameaças, até que Júlia a bloqueou. Ela decidiu, então, ir até a porta da escola para “tirar satisfações”. “Na escola continuamos a briga, ela caiu e mordeu meu pé. Depois, rolou pela escada e desmaiou”, disse.

A jovem também disse que não sabe o motivo pelo qual a vítima ficou tão machucada. “Não sei o que ela fez na boca para ficar daquele jeito. Dei alguns murros, mas não foram fortes.”

O delegado Carlos Marinho ouviu Júlia no dia seguinte. Segundo ele, a vítima afirmou que nunca havia conversado com a agressora, nem pelas redes sociais. A estudante negou ter feito ofensas racistas para qualquer amiga da agressora. “Nem a conheço, nem sei que são seus amigos e amigas”, disse.

Júlia já colocou as próteses no dente (Foto: Encontro com Fátima Bernardes/TV Globo)

Júlia já colocou as próteses no dente
(Foto: Encontro com Fátima Bernardes/TV Globo)

Sorriso de volta
Júlia Apocalipse passou por um tratamento dentário na quarta-feira (17), em uma clínica especializada em Atibaia (SP). Segundo Débora Apocalipse, a mãe da vítima, Júlia “está radiante” com seu novo sorriso. A jovem participou do programa Encontro com Fátima Bernardes, da Rede Globo, nesta quinta-feira (18), para falar do ocorrido e mostrar o novo visual.

O tratamento dentário, que foi oferecido à adolescente de forma gratuita, usou uma tecnologia considerada nova no Brasil, segundo a clínica. A boca da estudante foi escaneada e uma impressora 3D produziu os dois dentes perdidos com a agressão. “O tratamento é rápido e praticamente indolor”, explica a dentista Luciana Saraiva.

Apesar de um dos dentes da estudante ter sido arrancado pela raiz, a dentista explica que a máquina, que custa cerca de R$ 800 mil, consegue produzir a prótese independentemente da gravidade do caso.

A mãe de Júlia não conseguiu esconder a felicidade de, depois de tanto sofrimento, ver a filha podendo sorrir de novo. “Ela não consegue parar de se olhar no espelho”, afirma Débora sobre o implante da menina, que também recebeu um aparelho provisório na parte superior para ficar com o sorriso alinhado.

1Perdão à agressora
Em entrevista ao G1 no sábado (14), Júlia afirmou que perdoa a agressora (Veja vídeo), mas que jamais esquecerá o que passou. “Ela poderia ter chegado conversando, me conhecido, visto quem sou, daí tenho certeza que tudo isso não teria acontecido. Não desejo mal a ela [agressora], peço para que ninguém faça nada, pois a polícia está fazendo a parte dela. Peço que Deus abençoe a agressora, para que ela mude, ser assim violenta não vai levá-la a lugar nenhum”, diz.

A jovem conta que no dia 5 de setembro recebeu uma mensagem de texto por meio de um aplicativo para celulares de um número desconhecido. “Era a agressora dizendo que não gostava de mim e que era para eu ficar esperta que iria apanhar”. Ela diz que bloqueou a agressora do celular e deletou as mensagens.

Menina de 13 anos perdeu dois dentes e ficou com vários hematomas (Foto: Arquivo pessoal)

Menina de 13 anos perdeu dois dentes e ficou com
vários hematomas (Foto: Arquivo pessoal)

No dia da agressão, Júlia conta que saiu sozinha pelo portão e não encontrou o pai, mas sim um grupo grande de pessoas. “Vi a agressora caminhando na minha direção de braços cruzados. Ela me disse ‘Late aí então, não gosto de você, você é muito metida’, mas respondi: ‘Se sou metida o problema era meu’. Ela me mandou ajoelhar e pedir perdão, como me neguei levei o primeiro soco na boca”, descreveu. “A partir daí só me defendi. Empurrava e fazia de tudo para ela sair de cima de mim”, disse.

Depois a estudante caiu, conseguiu se levantar e correu para dentro da escola. “Apanhei mesmo foi dentro da escola, desci a rampa correndo, ela puxou meu cabelo, caí, rolei o lance de escadas e desmaiei”, conta. Algumas testemunhas disseram à família que mesmo desacordada, Júlia continuou apanhando.

Mãe mostra dente que a filha perdeu após apanhar na escola em Sorocaba (Foto: Jomar Bellini/G1)

Mãe mostra dente que a filha perdeu após apanhar na escola em Sorocaba (Foto: Jomar Bellini/G1)

Menina com paralisia não volta às aulas por falta de estrutura de escola

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Escola onde Manuela estuda precisa contratar funcionário para ajudá-la.
Secretaria da Educação de Canoas garante que caso será resolvido.

Manuela, de cinco anos, espera contratação de funcionária para poder voltar à escola (Foto: Reprodução/RBS TV)

Manuela, de cinco anos, espera contratação de
funcionária para poder voltar à escola
(Foto: Reprodução/RBS TV)

Aos cinco anos, a pequena Manuela Soares foi a única aluna de sua turma que não voltou às aulas, iniciadas no dia 6 de fevereiro em uma escola municipal de Canoas, na Região Metropolitana. A menina nasceu nasceu com paralisia cerebral e tem vaga garantida na rede pública do município. No entanto, a escola não tem condições de recebê-la no momento por falta de um funcionário que a acompanhe, como mostra a reportagem do Jornal do Almoço, da RBS TV.

Manuela frequenta a Escola Municipal de Educação Infantil de Canoas desde 2012, mas teve de se afastar em junho do ano passado para fazer uma cirurgia no quadril. Mesmo assim, a rematrícula foi realizada. Só que a instituição não tem uma pessoa para acompanhar a menina de perto e ajudar a professora, como costumava acontecer com a menina.

1A situação preocupa a mãe de Manuela, Berenice Moreira Soares. “Ela já tem essa dificuldade cognitiva, de vivenciar, de conviver com outras crianças. Já tem esse atraso. Quanto mais tempo passar, pior. Para ela e para nós. É uma frustração”, reclama Berenice.
O pai de Manuela trabalha à noite, então precisa descansar durante o dia. “Ficar com ela é uma missão não muito fácil porque ela exige atenção o tempo todo. Não é em qualquer cadeira que ela senta, ela pode sentar e, em um momento de descuido, pode cair”.

A mãe diz que não tem nada contra a escola, mas reclama das falhas no processo de inclusão. “Ela foi muito bem recebida tanto pelos funcionários, quanto pelos alunos. Teve apresentação, ela participou, foi muito bom. Mas, essa questão burocrática é que complica. A inclusão é algo lindo, maravilhoso, mas na prática deixa muito a desejar”, fala Berenice.

A Secretaria Municipal de Educação tem um setor específico para a inclusão de crianças e adolescentes com deficiência. O responsável pelo setor em Canoas, Eri Domingos da Silva, explica que é difícil conseguir estagiários para fazer esse trabalho nas escolas. “Estamos entrevistando candidatos para estágio, para que possam acompanhar não só essa aluna, mas todos os alunos que precisam de apoio. Além da entrevista, eles passam por uma formação para que saibam qual a realidade e a criança”, explica Silva. Segundo ele, o contato da mãe de Manuela para retornar à aula foi somente na última terça-feira (18).

De acordo com Berenice, a escola sabia que a menina voltaria no dia 6 de fevereiro, já que estava rematriculada. “A escola tem o atestado da médica que fez a cirurgia dizendo o tipo de cirurgia, que ela precisava dos meus cuidados, que ela estava de atestado”, repete a mãe.

Conforme Silva, uma reunião presencial foi marcada para a próxima terça-feira (25) entre a secretaria e a família de Manuela. “A escola chegou a fazer esse relato, como outras escolas, mas nós gostamos de um contato direto com a família para ter a percepção da família, e isso ainda não aconteceu, vai acontecer semana que vem com a mãe”, aponta. “Vamos resolver, com certeza. Como outros casos que surgiram, que às vezes não são na mesma rapidez que gostaríamos, mas acabam tendo uma solução, com a participação da escola e da família”, fala.

Menina de nove anos escreve livro para tentar arrecadar US$ 1 milhão e ajudar o irmão doente

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Shannon J. Dodge

Shannon J. Dodge

Na esperança de arrecadar US$ 1 milhão para curar a rara doença de seu irmão mais novo, uma garotinha de nove anos escreveu um livro no qual transforma a família em super-heróis que combatem o vilão “Mito”

Publicado no MSN

Em uma rua repleta de verdes gramados e casas coloridas em Cape Coral, cidade praiana do estado da Flórida, nos Estados Unidos, vive uma família comum: no quintal, um pequeno poodle preto corre pela grama na direção do interior da casa. Ele pula sobre Gavin, um menino loiro de olhos azuis que, com apenas seis anos, já pode ser chamado de herói; super herói. E, se depender de sua irmã, uma doce garotinha chamada Mackenzie, o mundo todo saberá dos superpoderes de Gavin.

Jornada ao redor do país para descobrir o que Gavin tinha

Durante um ano e meio, Brandi e Jeff observavam a família florescer. Mackenzie, a filha mais velha, crescia saudavelmente e Gavin, o caçula, desenvolvia-se de forma perfeita. Até que, quando Gavin completou um ano e meio, Brandi percebeu que o comportamento do filho havia mudado. Após um tempo, o garotinho não conseguia mais se alimentar, brincar e segurar objetos sem que tremesse muito. Crises como essas vinham de tempos em tempos.

Desde então, a vida da família Lawrey tem se dividido entre casa, consultas médicas e hospitais. Baltimore, Atlanta e Miami foram apenas algumas das cidades pelas quais passaram Brandi e Gavin tentando descobrir a verdadeira causa das convulsões e tremores do garoto. Enquanto isso, Jeff e Mackenzie permaneceram em casa, tentando levar uma rotina normal, na medida do possível, enquanto mãe e filho estavam longe da cidade.

Mito: a doença mitocondrial rara que surpreendeu a família

Após viagens a diversos lugares dos Estados Unidos para encontrar respostas sobre o caso de Gavin, foi descoberto que o menino possuia um tipo raríssimo de distúrbio, chamado também de doença mitocondrial ou “Mito”. Esse mal deteriora as células, causando fraqueza muscular, doenças no coração e fígado, além de prejudicar o crescimento e acarretar uma série de outras doenças gravíssimas – já que o corpo torna-se incapaz de combater infecções.

Cada vez mais, a poupança da família diminuia: as quantias gastas em estudos, exames de sangue, exames cerebrais, genéticos e outros testes médicos acabaram por reduzir o poder aquisitivo dos Lawrey. Foi quando, em 2012, não houve mais como adiar a escolha: ou eles pagavam a hipoteca da casa e se alimentavam, ou pagavam os medicamentos necessários para a saúde de Gavin.

O surgimento de um poderoso super-herói

A irmã de Gavin teve muitas dificuldades para entender a doença do irmão que, dentre os possíveis danos acarretados pela doença, estão problemas com a deglutição, visão e audição. Quando, porém, Mackenzie compreendeu a extensão e a complexidade da doença do irmão e as quantias financeiras necessárias para que ele fosse tratado como deveria, decidiu fazer algo sobre isso.

“Eu queria escrever esse livro para que houvesse uma maneira melhor para as pessoas entenderem o que é Mito”, contou Mackenzie ao New-Press. Foi aí que a pequena garota de nove anos escreveu “Mighty Mito Superhero” (O Poderoso Super-Herói Mito).

O livro conta a história de um super-herói chamado Mito Action G, uma espécie de alter ego de Gavin, cujos poderes permitem a cura de crianças que sofrem de convulsões infantis – o maior vilão da história é Mito, a quem todos devem combater. Mackenzie realizou suas próprias pesquisas para escrever o livro de uma maneira fácil de entender e incluiu fotos suas e de sua família ao longo dos anos, mostrando como ajudou a cuidar de Gavin durante esse tempo.

Uma família de super-heróis de verdade

Em apenas uma semana, já foram vendidos cerca de 500 livros e levantados US$ 20 mil. O objetivo de Mackenzie é que as vendas só sejam encerradas quando a marca de US$ 1 milhão for atingida – além da quantia ser destinada ao tratamento de seu irmão, boa parte dos fundos arrecados será revertida para as pesquisas sobre as doenças mitocondriais. “Isso faz com que eu me sinta muito bem porque eu sei que, mesmo que Gavin não se sinta bem, eu posso ajudá-lo de alguma forma”, disse Mackenzie, ao WINK News.

Se, antes alguns já chamavam Brandi, mãe de Gavin, de “Mulher Maravilha” por seus esforços intermináveis para descobrir a doença do filho, hoje pode-se ter certeza de que, assim como ela, Jeff e Gavin, Mackenzie transformou-se em uma pequena grande heroína. Afinal, além de mostrar a outras várias crianças e famílias que sofrem com a doença que elas não estão sozinhas nesta jornada, Mackenzie realizou uma da provas de amor mais bonitas entre dois irmãos tão pequeninos.

Quem quiser ajudar a Mackenzie, o livro pode ser adquirido aqui. =)

Desvende os fatos históricos de A Menina Que Roubava Livros

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Lançado nesta sexta-feira (31), o filme A Menina Que Roubava Livros tem como pano de fundo as tragédias ocorridas na Segunda Guerra Mundial. Desvende esses fatos históricos

Publicado no Universia Brasil

A Menina Que Roubava Livros, filme inspirado na obra de mesmo nome do escritor Markus Zusak, estreou nesta sexta-feira (31) e já é tido como um dos longas mais esperados do ano. O filme indicado ao Oscar de Melhor Trilha Sonora tem como pano de fundo as tragédias reais ocorridas durante a Segunda Guerra Mundial e o evento chamado de Holocausto.

O segundo livro que Liesel, personagem principal da trama, rouba em sua vida é uma obra que escapou da fogueira de livros feita pelos oficiais nazistas na cidade de Molching. Essas queimadas aconteciam devido ao pensamento que de toda expressão artística de judeus e poloneses não caracterizava a alta intelectualidade da faça ariana (vista como superior pela ideologia nazista). Essa explicação fica evidente no discurso do prefeito, que afirma que as crianças alemãs devem ficar longe desse tipo de literatura se querem se tornar inteligentes.

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Liesel também assiste à passagem dos judeus por sua cidade. Esse tipo de evento, conhecido como desfile, era comum nas cidades da Alemanha. Guiados para os campos de concentração, as vítimas do holocausto eram maltratadas e obrigadas a caminhar por longas distâncias sem alimento ou água. É em uma dessas passagens que Liesel é empurrada e machucada por um oficial nazista ao se misturar com os judeus.

Já Rudy, o menino do cabelo cor de limão que sustenta um amor intenso e inocente pela menina que roubava livros, faz parte da Juventude Hitlerista, organização criada para disseminar o pensamento nazista pelos jovens alemães. Disputas de corrida e que colocassem a força física à prova eram comuns para identificar possíveis “talentos” que fariam parte do exército alemão. É em uma dessas competições que Rudy é identificado como uma criança rápida e ágil.

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Outra coisa bastante comum durante o Holocausto é a punição (ou até mesmo perseguição) de alemães que não faziam parte do Partido Nazista. O pai adotivo de Liesel, Hans, recusava-se a participar do partido e, ao confrontar um oficial, foi chamado para a guerra. Existia uma tolerância muito baixa para aqueles que não se declaravam leais aos ideais de Hitler.

Por fim, o preconceito e maus tratos aos judeus são retratados em diversas passagens do filme. A destruição de estabelecimentos administrados por judeus caracterizava o começo do que seria o maior assassinato em massa da história. O filme, uma adaptação fiel e extremamente bem feita da obra de Zusak, é capaz de fazer o espectador se emocionar e refletir sobre o que o ser humano é capaz de fazer.

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