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Jovens criam publicação feminista on-line para público adolescente

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Ilustração de Ana Maria Sena para a revista 'Capitolina'

Ilustração de Ana Maria Sena para a revista ‘Capitolina’

Angela Boldrini, na Folha de S.Paulo

Para um leitor desavisado, a “Capitolina” pode parecer, à primeira vista, só mais uma revista para adolescentes: na edição de janeiro, por exemplo, há textos sobre como lidar com ciúmes, como deixar o cabelo curto crescer, e como fazer cremes para a cabeleira em casa.

“A diferença é o enfoque”, diz Sofia Soter, 23, uma das editoras da publicação on-line, que se propõe a lidar com questões da puberdade com viés feminista e é produzida por 74 jovens de 17 a 27 anos.

“Em vez de ensinar as meninas como conseguir o próximo namorado, dizemos que elas não devem ligar se não arranjarem um”, afirma.

Também editora, a estudante de letras carioca Clara Browne, 20, se diz “loucamente fã de ‘Dom Casmurro'”, clássico romance de Machado de Assis (1839-1908).

Por isso, quando ela, Sofia e mais uma amiga, a também carioca Lorena Piñeiro, 25, decidiram criar uma revista feminista on-line, logo propôs que a publicação levasse o nome da principal personagem feminina do livro, Capitolina –a Capitu.

O nome pegou e assim surgiu a revista, que em sua 11ª edição tem cerca de 3.000 acessos por dia, 12,6 mil curtidas em sua página do Facebook e contas em plataformas como Tumblr, Instagram, Twitter e YouTube.

A julgar pela pouca idade –e o grande número– das colaboradoras, a organização da revista espanta. Separadas em oito seções, que discutem temas como moda, relacionamentos e sexo, tecnologia etc., cada qual com uma coordenadora, as jovens fazem reuniões via Facebook para decidir quem será a responsável por cada texto, vídeo ou ilustração.

A cada mês, por meio de votação on-line, escolhe-se um tema para a revista. A escolha do assunto deve gerar um texto por dia.

Em fevereiro de 2015, por exemplo, com o tema “comunidade”, há textos tanto sobre democracia quanto relatos de colaboradoras de famílias judias, católicas e ateias sobre viver com familiares religiosos –ou não– na adolescência.

DIVERSIDADE

Segundo as editoras, a revista se propõe a trazer meninas de diferentes perfis e regiões para participar da produção.

É o caso de Maria Clara Araújo, 18, pernambucana e transexual, autora da série de textos “Transexualidade na Escola”, em que aborda questões como o uso do banheiro e o respeito ao nome social no ambiente escolar para adolescentes travestis e transexuais.

Já Luciana Rodrigues, 19, mora em Macapá, capital do Estado do Amapá, no extremo norte do país. É a única colaboradora da região na revista, que é feita em grande parte por paulistanas e cariocas.

“Estavam procurando diversificar o perfil das meninas e eu sou descendente de indígenas”, conta ela, que é estudante de letras na Unifap (Universidade Federal do Amapá) e escreve sobre relacionamentos e sexo.

“A mídia tradicional foca sempre na mulher branca, de cabelo liso, magra, rica, heterossexual”, afirma Sofia. “Queríamos que todas as mulheres se sentissem representadas na ‘Capitolina’.”

Mulheres são mais interessadas em prosseguir os estudos, aponta pesquisa

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Mulheres são mais interessadas em prosseguir os estudos, aponta pesquisa

Mulher em laboratório (Getty Images/Pixland/VEJA)

Estudo elaborado pelo Instituto Unibanco revela que 93% das alunas do ensino médio pretendem fazer faculdade, contra 78,3% dos meninos. A pesquisa ouviu 4.724 estudantes da rede pública de São Paulo e Rio de Janeiro

Luana Massuella, na Veja

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Unibanco com alunos do ensino médio da rede pública revelou que 93% das mulheres pretendem ingressar na faculdade, contra 78,3% dos homens. Outros dados da pesquisa mostram o maior interesse das meninas pelos estudos: 73,3% das alunas ouvidas pretendem fazer o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) – enquanto 57,1% dos meninos mostrou interesse em realizar a prova. Quanto à intenção de obter uma qualificação profissional e/ou técnica, 84% delas pretendem fazê-lo – contra 80% deles.

“Os dados reafirmam que as meninas estudam mais, têm mais anos de escolaridade, e se dedicam mais aos estudos”, diz Ricardo Henriques, superintendente executivo do Instituto Unibanco. “Entretanto, é importante apontar disparidades de gênero que ainda persistem na educação, como a falta de meninas seguindo carreiras científicas e de exatas”, completa.

O estudo mostrou também que, para os estudantes da rede pública, o ensino médio é uma transição para o trabalho – segundo a pesquisa, 68% dos alunos vão à escola para aprender conteúdos e habilidades para ser um bom profissional e 78,7% gostariam de fazer um curso técnico ou obter uma qualificação profissional.

A pesquisa ouviu 4.724 jovens, estudantes do ensino médio da rede pública de São Paulo e Rio de Janeiro. Das 34 escolas participantes do estudo, três são do Rio de Janeiro. Na cidade de São Paulo, somam-se 24 escolas, quatro em Osasco, duas em Carapicuíba e uma em Guarulhos.

Os estudantes que participaram da pesquisa estão entre o 1º e o 3º ano do período noturno, sendo 52% do sexo masculino e com uma idade média de 16 anos; do total, 41,3% atualmente trabalham e 27,4% já trabalharam. A pesquisa foi realizada durante o 1º semestre deste ano.

Segundo Unesco, mais de 60 milhões de meninas estão fora da escola

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Segundo Unesco, mais de 60 milhões de meninas estão fora da escola

Publicado no Bonde

Estimativa feita pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura) presume que 65 milhões de meninas estejam fora da escola. Segundo o relatório Global Educação para Todos, em países da África e da Ásia, o caso é mais grave.

Desses números, 31 milhões de garotas deveriam frequentar o ensino primário (considerado nosso ensino fundamental) – 4 milhões a mais do que meninos em idade escolar. Entre elas, 17 milhões não devem voltar à sala de aula.

Nigéria (5,5 milhões), Paquistão (mais de 3 milhões) e Etiópia (mais de um milhão) têm estimativas de mais de um milhão de meninas fora das escolas.

“Garantir que as meninas permaneçam na escola é uma das formas mais eficazes de evitar o casamento infantil e a gravidez precoce”, afirma a Unesco. Na África Subsaariana, uma em cada oito meninas se casa com menos de 15 anos.

Ainda de acordo com o relatório, no ensino secundário (o ensino médio), outras 34 milhões de meninas estão fora da escola em todo o mundo. Além disso, dois terços dos 774 milhões de analfabetos no mundo são mulheres.

Em 10 países do mundo, menos da metade das meninas mais pobres já foram à escola. Na Somália, 95% das garotas pobres nunca estiveram em uma sala de aula. No Níger, esse número é 78%.

“Sem uma mudança radical por parte dos governos a fim de dar a estas crianças e jovens a educação de que precisam, elas terão negada a igualdade de oportunidades no trabalho e na vida para sempre”, segundo o relatório Global.

Para mudar essa realidade

A paquistanesa Gulalai Ismail, 16 anos, fundou ao lado da irmã, em 2002, a ONG Aware Girls. A organização oferece suporte à meninas e mulheres do Paquistão acesso igualitário à educação, ao trabalho, à saúde e a outros serviços públicos.

Na Índia, a Educate Girls tenta levar as meninas de volta à escola. “Nós dizemos ‘se ela tiver um filho e tiver que levá-lo ao hospital, ela vai precisar ler a receita médica’. Sendo escolarizada, vai poder cuidar melhor do seu filho”, explica.

A Camfed (Campaign for Female Education) auxilia no suporte à meninas que queiram estudar no Zimbábue, Zâmbia, Gana, Tanzânia e Malawi. A organização já ajudou mais de 1,2 milhão de crianças a frequentar as aulas.

Como auxílio, houve reforço da paquistanesa Malala Yousafzai, 17, a ganhadora do prêmio Nobel da Paz. Por defender a educação para meninas, Malala foi atingida na cabeça pelos talibãs em 2012.

“Os extremistas estavam e estão assustados com livros e lápis. O poder da educação os assusta. Eles estão com medo das mulheres. O poder da voz das mulheres os assusta”, disse Malala em 2013 ao discursar na ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York. (Com informações UOL)

Vacina contra o HPV é oportunidade para escola abordar educação sexual

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Meninas de 11 a 13 anos serão vacinadas a partir desta segunda-feira (10).
Vírus provoca câncer de útero e é transmitido por relação sexual.

Vacinação será feita em meninas de 11 a 13 anos (Foto: Joe Raedle/Getty Images North America/Arquivo AFP)

Vacinação será feita em meninas de 11 a 13 anos (Foto: Joe Raedle/Getty Images North America/Arquivo AFP)

Vanessa Fajardo, no G1

A partir desta segunda-feira (10) o governo federal disponibiliza pela primeira vez uma vacina contra o vírus papiloma humano (HPV), principal causador do câncer de colo de útero, transmitido por relações sexuais. O público-alvo neste ano são as meninas com idade entre 11 e 13 anos.

A expectativa do Ministério da Saúde é aplicar as doses nas escolas, seja na rede pública ou privada. Segundo especialistas ouvidos pelo G1, é importante que os pais e os educadores aproveitem a oportunidade para abordar temas como uso de preservativos, doenças sexualmente transmissíveis e outras questões relacionadas à educação sexual.

A vacinação será feita em três doses. A segunda ocorre seis meses depois da primeira e a terceira, cinco anos depois. Em 2015, o público-alvo serão as meninas de 9 a 11 anos e, a partir de 2016, a ação ficará restrita às meninas de 9 anos. Até 2016, o objetivo do ministério é imunizar 80% do total de 5,2 milhões de meninas de 9 a 13 anos no país. A vacina tem eficácia de 98,8% contra o câncer de colo do útero.

A psicóloga e terapeuta sexual, Paula de Montille Napolitano, diz que se o tema aparece na mídia e está sendo comentado, as crianças e adolescentes estão pensando algo, por isso é importante propor um debate. “Primeiro é importante saber o que eles dominam sobre o assunto, que geralmente é mais do que as pessoas imaginam. Para os pais, os filhos são sempre bebês. É necessário ouvir o que eles pensam, o que vai mudar a forma como o assunto vai ser abordado em função da idade”, afirma Paula.

Segundo a psicóloga, com uma criança de 11 anos, por exemplo, não é possível aprofundar o assunto. “É importante falar que se a pessoa não tem uma relação sexual protegida com preservativo, pode contrair doenças, por isso é preciso se prevenir. E a vacina é uma prevenção para algo que pode acontecer no futuro, assim como as outras doenças.”

A escola é um centro de formação para todas as áreas da vida, e se a vacina pode ajudar a combater o câncer, ela não pode ficar de fora”
Paula de Montille Napolitano, terapeuta sexual

Também é preciso haver um trabalho de esclarecimento e orientação aos pais. Material informativo impresso e palestras são formas de atingir esse público. “O fato de ter a vacinação vai fazer com que as escolas tenham de se preparar, criando a forma mais adequada de tratar o assunto. A escola é um centro de formação para todas as áreas da vida, e se a vacina pode ajudar a combater o câncer, ela não pode ficar de fora. Para formar um cidadão, a saúde é parte importante disso. Mas também é papel dos pais e do governo.”

1No vídeo, a Dra. Ana Escobar tira dúvidas sobre o HPV

Formas de abordagem
Independente da forma de falar sobre educação sexual, ela deve ser desprendida de preconceitos e tabus. Paula diz que, quanto maior de número de formas de trazer o assunto, no caso o HPV e outras doenças sexualmente transmissíveis, seja com vídeo, atividades lúdicas e jogos, melhor a chance de sucesso. “Jogos de mitos e verdade e caixa de dúvidas anônimas para sentir de demandas são sugestões. A informação por si só é vaga, se não tiver conhecimento junto.”

A naturalidade deve prevalecer, segundo Margareth Labate, sexóloga e psicanalista do Hospital das Clínicas. “O assunto deve ser abordado com naturalidade, assim como qualquer outro, sem preconceito e com preparo. A falta de orientação é muito mais prejudicial do que a informação e a orientação”, diz Margareth.

O assunto deve ser abordado com naturalidade, assim como qualquer outro. A falta de orientação é muito mais prejudicial do que a informação e a orientação”
Margareth Labate, psicanalista

Pais e escola
Os doses das vacinas serão distribuídas aos estados que, por sua vez, repassam aos municípios. Oferecer ou não a vacinação nas escolas depende de parcerias com as secretarias de saúde e educação locais. Os pais que não autorizarem a vacinação nas filhas dentro das escolas, terão de assinar um termo de recusa e encaminhar à unidade.

Os especialistas combatem o pensamento de muitos pais que acreditam que a vacina pode despertar uma iniciação sexual precoce nas meninas. Para eles, trata-se de mais um mito e a lógica é justamente contrária. “Quando se entende que a vida sexual exige responsabilidade, faz com que o adolescente comece a pensar mais no assunto e a se perguntar se está preparado. A experiência e a pesquisa dizem que falar sobre o assunto, faz com que o jovem seja mais crítico e menos impulsivo”, afirma Paula.

O ginecologista José Bento também concorda em que quando se aborda o assunto, de forma natural, a tendência é afastar mais do jovem de sua primeira relação sexual. “Quanto mais os pais falam de sexo com o adolescente, quanto mais o papo for aberto, mais a primeira relação é adiada. Quanto mais desconhecido, mais cedo vai procurar.”

1‘Não dá para saber quem vai ter câncer’
Em 2011, 5.160 mulheres morreram em decorrência do câncer de colo de útero, o terceiro mais comum entre as brasileiras, atrás dos tumores de mama e colorretal. Segundo dados a Organização Mundial da Saúde (OMS), 290 milhões de mulheres no mundo têm HPV.

Para o ginecologista José Bento todas as mulheres deveriam ser vacinadas, já que as doses garantem 98% de eficácia contra o câncer de colo de útero. “É menos comum o vírus se manifestar. As mulheres acabam se curando espontaneamente. O problema é não saber quem vai ter ou não o câncer, que pode ser desenvolvido em um período de 8 a 12 anos [no caso das mulheres que contraíram o vírus].”

Uma vez infectada, a mulher precisa acompanhar, via exames, se o HPV desenvolveu lesões ou verrrugas na região genital. Quando isso ocorre, é necessário cauterizar com ácido, laser ou gelo. Se o vírus está ‘dormindo’ e não se manifestou, não há tratamento, neste caso é preciso cuidar do sistema imunológico. O HPV pode demorar até dois anos para sair do organismo, segundo o médico.

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Cresce no Brasil o mercado de livros infantojuvenis voltados para meninas

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O surgimento de novas autoras impulsiona o processo

Publicado no Zero Hora

Cresce no Brasil o mercado de livros infantojuvenis voltados para meninas Diagramação ZH/Reprodução

É um filão que cresce e ganha corpo como seu público-alvo, as adolescentes.

O fenômeno cada vez mais vistoso da literatura infantojuvenil voltada para garotas, que faz a fama de nomes como a americana Meg Cabot e a brasileira Thalita Rebouças, já tem uma leva de autoras best-sellers no Brasil.

Pode não ser esse um nicho tão badalado quanto o universo dos bruxos, vampiros e seres fantásticos, mas a, digamos, jovem literatura mulherzinha, que tem características de diário íntimo e conversa entre melhores amigas, ocupa espaço cada vez mais relevante nas estantes das livrarias.

– Quando comecei, há 10 anos, era praticamente só eu. Hoje, quando vejo tanta gente querendo escrever para esse público, fico muito feliz. Mas ainda é um mercado pequeno se comparado ao americano, por exemplo – diz Thalita, autora de sucessos como Fala Sério.

Na mesma trilha, seguem autoras como Paula Pimenta, conhecida pela série Fazendo Meu Filme, e Patricia Barboza, que assina a série As Mais.

– Na época em que eu era adolescente, existiam vários livros como os da coleção Vagalume. Mas, durante um tempo, não apareceu nenhuma novidade, até que a Thalita revitalizou esse mercado – destaca Paula. – Escrevo lembrando de histórias que vivi. As experiências dessa fase são mais ou menos as mesmas.

Segundo Patricia Barboza, identificação com a garotada é um fator de grande importância:

– A maioria dos títulos para esse público eram traduções de best-sellers internacionais. As adolescentes são grandes leitoras e, quando encontram livros com características brasileiras, identificam-se imediatamente. Com as redes sociais, o contato direto com as escritoras aumentou ainda mais o interesse. A autora de livros infantojuvenis se tornou quase uma amiga, aquela com quem você pode compartilhar um problema pelo e-mail, tirar foto, conversar abertamente.

O interesse por essa fatia cor-de-rosa do mercado teen – o segmento jovem responde por entre 30% e 45% das vendas totais das editoras – estimula iniciativas como o recente lançamento de O Livro das Princesas, assinado por Paula, Patricia e pelas americanas Meg Cabot e Lauren Kate, best-sellers internacionais.

– Procurei reunir autoras com as quais as adolescentes já têm uma identificação. A Meg tem mais de 1 milhão de exemplares vendidos aqui, a Lauren Kate, 800 mil. Espero que essa união mostre a popularidade das nossas autoras para o mercado internacional – diz Ana Lima, editora do selo Galera Record.

Responsável pela área comercial da Editora Gutenberg, que tem Paula entre seus autores, Judith Almeida confirma que aumenta a oferta de textos para esse público:

– Muitos querem escrever sobre esse universo, mas o sucesso da Paula vem do fato de ela conseguir se comunicar como uma igual, e não como uma adulta se passando por adolescente. A rigor, ela escreve para meninas de 16 e 17 anos, que se identificam com histórias sobre o fim da vida escolar. Mas as filas nos seus lançamentos indicam que ela conquistou também meninas de 11 e 12 anos. Se o universo fantástico contempla meninos e meninas, esse nicho específico do universo feminino conta com fãs muito fiéis.

O Livro das Princesas

> Recém-lançado pelo selo Galera Record, o livro que reinventa personagens clássicas dos contos de fada com uma abordagem contemporânea ilustra o investimento das editoras brasileiras em autoras nacionais. Nesta coletânea, ao lado de duas norte-americanas reconhecidas internacionalmente – Meg Cabot (de Diário da Princesa) e Lauren Kate (de Fallen) –, estão as best-sellers Paula Pimenta (de Fazendo Meu Filme) e Patricia Barboza (As Mais), que seguem os passos da carioca Thalita Rebouças.

Thalita Rebouças

> A escritora carioca já vendeu mais de 1 milhão de exemplares de títulos como os da série Fala Sério. Lançou sete livros em Portugal e prepara para 2014 sua entrada no mercado latino-americano. Em agosto, na Bienal do Livro, Thalita lançará, pela Rocco, Ela Disse, Ele Disse – O Namoro, parceria com Mauricio de Sousa ilustrada pela Turma da Mônica Jovem. Em outubro, apresenta seu primeiro livro infantil, Por que Só as Princesas se Dão Bem?. O musical Tudo por um Pop Star, inspirado em seu livro homônimo, está em cartaz no Rio.

Paula Pimenta

> A autora mineira já soma mais de 250 mil exemplares de livros vendidos. De seus nove títulos, destacam-se os quatro volumes da série Fazendo Meu Filme (editora Gutenberg), iniciada em 2008 e que tem como protagonista Fani, uma menina apaixonada por cinema que vê sua vida sofrer uma reviravolta após fazer um intercâmbio – o primeiro volume vendeu 64,4 mil exemplares. Em 2011, Paula lançou o primeiro livro de uma nova saga, Minha Vida Fora de Série, sobre uma adolescente que encara o recomeço decorrente de uma mudança de cidade.

Patricia Barboza

> A escritora carioca tem nove livros publicados e é conhecida pelo sucesso da série intitulada As Mais, cujo primeiro volume, lançado em 2012, já vendeu 20 mil exemplares – outros dois volumes somam mais 10 mil livros vendidos. As Mais fala sobre a amizade de quatro meninas, Mari, Aninha, Ingrid e Susana. O primeiro livro é narrado pelas quatro personagens. A partir do segundo, cada garota narra sua própria versão da história – a série terá cinco volumes. Publica pela Verus, selo da editora Record.

Novas autoras

> Entre outras escritoras que despontam no universo adolescente, destaca-se a paulista Carina Rissi, de Perdida, lançado em 2010 pela Verus e relançado em 2013. Uma das apostas da Gutenberg é Bruna Vieira, mineira de 19 anos que levou para o livro Depois dos Quinze seus relatos no blog homônimo – lançado em março, já vendeu 15 mil exemplares. A mesma editora prepara o lançamento de Diário de Classe, no qual a catarinense Isadora Faber, 13 anos, narra as experiências escolares que foram tema de polêmica quando publicadas no Facebook.

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