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Crianças escrevem livro e conseguem editora para lançar

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História infantil foi escrita sobre supervisão de mãe dos três meninos autores

Márcio Menasce em O Globo

Que a imaginação das crianças é fértil, todo mundo sabe. Mas a engenheira Renata Caruso, moradora da Barra, resolveu transformar em livro uma das histórias engendradas pela criatividade de seus filhos João, de 6 anos; Felipe, de 11; e Pedro, de 12.

Editado pela Outrasletras, o livro “Quinquim e o dragão, diferentes amigos”, escrito pelos meninos sob a supervisão de Renata, conta a história de um menino viking e sua amizade com um dragão.

— A ideia partiu do João. Eu sempre contava uma história com dragão para ele dormir, mas era no improviso, e nunca me lembrava exatamente o que tinha contado na noite anterior. Então ele pediu aos irmãos para escreverem a história da forma como ele gostava, para que eu não inventasse coisas diferentes — conta Renata.

Deste exercício de escrever a história de Renata, os meninos começaram a criar sua própria obra, de forma coletiva.

— Um de nós contava uma parte da história. Se todos gostassem, colocávamos no livro. Se não, ficava de fora — conta João sobre o processo criativo.

O resultado foi agradando tanto à família que Felipe teve a ideia de editar um livro de verdade. Renata mais uma vez aprovou a iniciativa dos filhos. Ela procurou uma amiga editora para oferecer o texto e, assim, a obra nasceu.

dica do Ailsom Heringer

Jovem de 17 anos diz como aprendeu 23 línguas

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O americano Timothy Doner adotou o hobby de aprender idiomas e se tornou um hiperpoliglota

O estudante Timothy Doner. Ele dedica suas férias e os fins de semana a aprender idiomas (Foto: Emily Berl/The New York Times)

O estudante Timothy Doner. Ele dedica suas férias e os fins de semana a aprender idiomas (Foto: Emily Berl/The New York Times)

Angela Pinho, na Época

Nas ruas de Nova York, é possível ouvir alguém cantando em hebraico, falando híndi ou pedindo uma comida em farsi. É possível que tudo isso esteja sendo feito por uma pessoa só, o estudante Timothy Doner. Aos 17 anos, ele tornou-se sucesso na internet devido à capacidade de aprender idiomas. Muitos. Praticamente sozinho. Afirma que já fala 23, incluindo sua língua materna, o inglês, e promete mais.

Tim, como gosta de ser chamado, resolveu virar poliglota por hobby. Começou quando estudava para seu bar mitzvah, cerimônia que, na tradição judaica, marca a maioridade dos meninos, aos 13 anos. Durante a preparação, aprendeu algumas palavras em hebraico e resolveu continuar os estudos com o mesmo professor. Pegou gosto. Durante as férias, decidiu estudar árabe numa universidade. Com base no novo conhecimento, aprendeu outras línguas do Oriente Médio. Estendeu seus conhecimentos ao sul-asiático e à África. A partir do francês, que aprendeu na escola, passou a outras línguas latinas.

Para se tornar um hiperpoliglota, Tim diz passar praticamente todos os dias de suas férias e os fins de semana estudando de diversas maneiras, que incluem a combinação de diferentes métodos. Para algumas línguas, preferiu engajar-se em aulas de idioma. No caso de outras, apenas mergulhou em livros didáticos. Para praticar a fluência, conta que se beneficiou do caráter multicultural de Nova York, onde vive com os pais. Um de seus passatempos é ir a Chinatown, o bairro chinês, praticar mandarim com os moradores. Tirou também proveito da internet. Há dois anos, seguindo o exemplo do também poliglota Richard Simcott, passou a publicar pequenos vídeos no YouTube falando em diferentes idiomas. Ao final deles, perguntava: “O que vocês acharam da minha pronúncia?”. As respostas o ajudavam a melhorar ainda mais o que já parecia muito bom.

777_personagem2Tim não tem o mesmo nível de conhecimento para todas as línguas – algumas ele fala melhor, outras escreve, outras apenas lê. Sua desenvoltura impressiona quem assiste aos vídeos. “Daqui a dois anos, você poderá ter seu próprio programa na Al Jazeera”, disse um dos primeiros a comentar o vídeo de Tim falando em árabe, postado quando tinha 15 anos. “Você fala melhor que eu!”, afirmou uma afegã sobre o vídeo em que ele fala pachto, uma das principais línguas do Afeganistão. A partir dos amigos conectados à internet, trocou contatos e passou a praticar idiomas com gente do mundo todo por meio do programa de comunicação Skype. Num único dia, chega a falar até dez idiomas. Seu vídeo mais acessado, em que exibe sua fluência em 20 línguas durante 15 minutos, já foi visto por mais de 1,2 milhão de pessoas (assista abaixo). Apesar da fama, Tim rejeita o rótulo de superdotado. “Sou um bom aluno, mas diria que provavelmente sou mediano em todo o resto”, afirmou numa entrevista. É também modesto. Além de pedir opiniões sobre sua pronúncia, em seus vídeos diz coisas como: “No mês passado, comecei a ler em pachto, e não é tão difícil!”. Acha graça de seus amigos que dizem que seu hebraico tem sotaque francês – e vice-versa.

Tim pertence a um grupo de pessoas chamadas de hiperpoliglotas. Pesquisas recentes na área de neurologia descartam uma explicação única para tamanha habilidade. Parte dessa capacidade pode ser do próprio indivíduo – especialistas consideram haver algo de excepcional na facilidade e na agilidade com que Tim aprende línguas. Parte, entretanto, pode ser adquirida.

Aprender uma segunda língua ainda criança ajuda bastante. Alguns hábitos podem ajudar qualquer um a se lançar à tarefa. Em seus vídeos, Tim ensina alguns: não se estressar; não procurar cada palavra no dicionário; ler um pouco na língua estrangeira diariamente, mesmo que apenas um artigo da Wikipédia; misturar métodos até encontrar o mais adequado; tentar falar e ouvir o máximo em músicas, vídeos, novelas e pela internet. Para incentivar o diálogo dentro da rede, Tim estrelou com outros poliglotas o vídeo Skype me maybe, paródia do sucesso Call me maybe, de Carly Rae Jepsen. Ele não se cansa de novos desafios. Em sua coleção, Tim tem um livro sobre português do Brasil. Em breve, deverá falar como um brasileiro.

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