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Desventuras em Série | Divulgado trailer da nova série da Netflix com mensagem escondida

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desventuras

Bruna Vieira, no Cabana do Leitor

Em um comunicado que só a equipe da Netflix pode fazer, o serviço de streaming divulgou o trailer de sua nova série original, Desventuras em Série, confira:

Prezado assinante,

É com pesar que apresentamos este trailer oficial, uma coleção de eventos lastimáveis envolvendo os três órfãos da família Baudelaire e o desprezível Conde Olaf.

Com o objetivo de proteger sua sanidade mental e preservar sua alegria ao navegar na internet, recomendamos que, em vez de prosseguir, você pesquise por “vídeos fofos de gatinhos” imediatamente e curta um bichano de camiseta tocando piano pelos próximos dois minutos e meio.

Atenciosamente.
Netflix.

Baseada na famosa série de livros de Lemony Snicket (Daniel Handler) e estrelada pelo vencedor dos prêmios Emmy e Tony, Neil Patrick Harris, Desventuras em Série conta a trágica história dos irmãos Baudelaire – Violet, Klaus, e Sunny – vivendo com o Conde Olaf, seu perverso guardião disposto a tudo para ficar com a herança dos irmãos. Para encontrar pistas sobre a misteriosa morte de seus pais, os órfãos precisam constantemente enganar Olaf e destruir seus planos malignos. Esta série com oito episódios é um original Netflix, com produção executiva dos vencedores do Emmy Barry Sonnenfeld e Daniel Handler.

Mensagem escondida

A página lacradora da Netflix divulgou o trailer com uma mensagem bem interessante:

Não comsigo combreender o estranio fassínio que vossês têm por essa ezótica fábula de desgraças. Mas sublico: não vejam esse trailer. Nada de bom pode sair daí.

Ao substituir as letras erradas pelas corretas, temos: NPHCCXP (Neil Patrick Harris Comic Con Experience).

E sim, foi confirmado! Dia 4 de dezembro Neil Patrick Harris estará na Comic Con Experience! #VaiSerÉpico

Desventuras em Série estreia em 13 de janeiro de 2017 só na Netflix.

Revisado por: Raquel Moscardini

Os livros infantis são realmente inocentes?

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Os livros infantis são realmente inocentes?

Quando eu era criança, muitos dos meus livros favoritos tinham como tema a comida. Um deles contava a história de um menino que ajudou a salvar uma pequena lanchonete ao se tornar um detetive gourmet que conseguiu recuperar um ingrediente secreto perdido.

, na BBC Brasil
Muito tempo depois de ter esquecido do livro e seu título, estive em Edimburgo para entrevistar Alexander McCall Smith. Ele já era o autor campeão de vendas por trás da série Agência No 1 de Mulheres Detetives, mas, anos antes, tinha escrito alguns livros infantis. E em uma prateleira de sua estante lá estava The Perfect Hamburger (O Hambúrguer Perfeito, em tradução livre).

Era o meu livro. Só que não exatamente. Sim, os hambúrgueres ainda eram descritos com detalhes de lamber os beiços, mas dessa vez ficou claro para mim que, na realidade, The Perfect Hamburger é um conto sobre a ganância corporativa e o destino de pequenas empresas obrigadas a competir com as grandes redes.

Reler livros infantis na idade adulta pode gerar todo o tipo de mensagens subentendidas, algumas mais evidentes do que outras. O clássico Como o Grinch Roubou o Natal, de Dr. Seuss, é uma parábola sobre o consumismo. E por que não parece óbvio que a série As Crônicas de Nárnia, de C.S. Lewis, é uma fantástica reinvenção da teologia cristã?

Da mesma maneira, uma leitura mais atenta transformou os livros do urso Paddington em fábulas sobre a imigração, e as histórias do elefante Babar em um endosso do colonialismo francês.

As aventuras de Alice no País das Maravilhas já foram interpretadas de várias formas – de uma ode à lógica matemática a uma sátira à Guerra das Duas Rosas, ou ainda a uma viagem psicodélica à base de drogas. Quanto a O Mágico de Oz: ora, evidentemente, trata-se de uma representação alegórica do debate em torno da política monetária americana no fim do século 19.

“Nunca é demais tentar buscar um significado mais profundo”, afirma Alison Waller, professora de Literatura Infantil da Universidade de Roehampton, na Grã-Bretanha.

Sua aula favorita é dedicada à análise psicológica do clássico infantil britânico The Tiger Who Came to Tea, sobre um tigre que aparece na casa de uma menina para jantar com ela e sua mãe.

Os alunos de Waller costumam enxergar algo edipiano na relação do felino com a família. “Só porque não captamos essas mensagens na infância não significa que não estejamos absorvendo-as”, alerta a professora.

É claro que, muitas vezes, os duplos sentidos parecem estar escondidos porque estamos muito ligados na trama ou porque somos jovens demais. Só depois de adulta, Waller entendeu o motivo pelo qual a mãe de Max o mandou para a cama sem jantar em Onde Vivem os Monstros, de Maurice Sendak.

Essas camadas de significados são fundamentais para a longevidade de histórias que se tornam clássicas. Os contos de fadas são o melhor exemplo disso.

O teórico da psicanálise austro-americano Bruno Bettelheim costumava dizer que João e Maria é muito mais do que o relato de pais que abandonam seus filhos e de uma bruxa malvada que quer matar os pequenos. Para ele, trata-se de um estudo da regressão infantil e da gula, assim como da ansiedade de separação e do medo da fome.

No livro A Psicanálise dos Contos de Fadas, de 1976, Bettelheim explica a importância terapêutica desse tipo de história na educação infantil. Aplicando análises neo-freudianas a histórias como Cinderela e Branca de Neve, ele mostra como essas narrativas falam ao subconsciente em uma linguagem semelhante à dos sonhos, ajudando as crianças a lidar com uma gama de medos e desejos não verbalizados, como a rivalidade com irmãos e a ambivalência que sentem em relação aos pais.

A chamada literatura infantil tem muito a oferecer aos adultos, segundo Sheldon Cashdan, professor de psicologia da Universidade de Massachusetts em Amherst, nos Estados Unidos. Em seu livro Os 7 Pecados Capitais nos Contos de Fadas, Cashdan explica que essas histórias ajudam as crianças a reconhecer a luta entre o bem e o mal – uma luta que elas vivenciam internamente –, com o bem vencendo o mal invariavelmente encontrando um final assustador.

Essas batalhas perduram por toda a vida. “Noções de ganância, de querer mais do que se precisa… Você pode ver isso nos bônus dos executivos do mercado financeiro e nas pessoas que têm casas com cinco banheiros. Ou ainda na maneira sutil com que as pessoas contam mentiras, omitem fatos ou cometem pequenas malandragens.

Só quando somos adultos cometemos o erro de pensar que os livros infantis, assim como os contos de fadas, são essencialmente escapistas. Ao nos depararmos com eles décadas mais tarde, ficamos surpresos ao perceber algo que pressentíamos quando crianças, mesmo que não tivéssemos vocabulário suficiente para verbalizar: que essas histórias abordam a força e a fragilidade humanas, falam de como existir no mundo.

A natureza oculta de suas mensagens são essenciais para sua magia. Como Bettelheim escreveu, explicar para uma criança o que torna uma história tão cativante significa estragá-la. Seu poder de encantar “depende consideravelmente do fato de a criança não saber muito bem por que a adora”.

Os caminhos misteriosos dos livros e o fascínio pelas dedicatórias

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A história incrível de um livro que atravessou os oceanos, perdeu-se e voltou às mãos da dona. Havia uma dedicatória do moçambicano Mia Couto.

Renata Neder, na revista Época

"Renata, às vezes, os livros percorrem misteriosos caminhos, como os cadernos do personagem desta “Terra Sonâmbula”. Tu já és personagem desta dedicatória e, por isso, escrevo aqui toda a ternura.”  (Foto: Renata Neder)

“Renata, às vezes, os livros percorrem misteriosos caminhos, como os cadernos do personagem desta Terra Sonâmbula. Tu já és personagem desta dedicatória e, por isso, escrevo aqui toda a ternura.” (Foto: Renata Neder)

Eu tenho fascínio por livros com dedicatória. Às vezes isso é prática meio indiscreta, vou na casa de amigos, folheio livros e paro para ler cada dedicatória. Não resisto. Cada dedicatória conta uma história, sobre aquelas pessoas e sobre o caminho que o livro percorreu. Por que foi escolhido para ser dado, em que ocasião, para simbolizar o quê?

As dedicatórias anônimas ou em livros de pessoas desconhecidas são ainda mais interessantes. Dá pra ficar imaginando quem, afinal, teria escrito aquela mensagem. O que sentia, o que fazia, o que era na vida.

Sempre que eu entro em um sebo e pego um livro na mão, eu folheio as primeiras páginas em busca de uma mensagem, uma dedicatória. Um dia estava despretensiosamente folheando livros em um sebo em Botafogo quando encontro um livro do Mia Couto, autor moçambicano que eu amo sem fim.

Fiquei feliz com a descoberta porque, na época, sua obra estava esgotada no Brasil e pra comprar, só em sebo mesmo. Mas a grande surpresa veio quando eu percebi uma longa dedicatória no livro assinada pelo próprio Mia. Era uma mensagem longa e carinhosa destinada a uma Valéria. Pelo tom das palavras, eles eram bons amigos. Além da dedicatória havia, na página seguinte, alguns parágrafos escritos pela ‘ Valéria ‘ em tinta vermelha. O texto, meio poético, falava de sua amizade com o autor.

Comprei o livro, claro. E isso foi apenas o início de uma história muito bacana sobre os caminhos misteriosos que os livros percorrem.

Alguns anos depois, quando eu trabalhava em uma livraria, comecei a conversar com certa frequência com uma mulher que era frequentadora assídua do lugar. Ela, como eu, apaixonada por literatura africana de língua portuguesa. O nome dela era Valéria.

Os livros do Mia Couto estavam sendo reeditados no Brasil e um dia, enquanto falávamos sobre como isso era bom, contei a ela que eu tinha muitos livros dele garimpados em sebo. Contei a ela a sorte que tive por encontrar um livro com uma dedicatória do próprio Mia e recitei parte da dedicatória, que eu sabia de cor.

Ela ficou pálida. Só conseguiu dizer “Essa Valéria sou eu.” Achei que era brincadeira. Ela repetiu “Renata, essa Valéria sou eu.”

Eu, confesso, não acreditei. Aí ela disse: “Nesse mesmo livro eu escrevi um pequeno texto sobre o Mia e nossa amizade sobre o dia em que ele me deu o livro de presente.”

Era verdade. Era incrível, mas era verdade.

Aí vieram mil questões. Ela queria saber onde eu tinha comprado e como o livro foi parar nas minhas mãos. Eu queria saber por que ela tinha se desfeito de um presente tão lindo.

Valéria foi casada com um diplomata brasileiro e morou em Angola. Conheceu Mia Couto, ficaram amigos. Todos seus livros estavam em Angola, assim como este, presente do Mia. Quando se separou, não trouxe de volta para o Brasil, coisas de separação… Não sabemos exatamente como o livro foi parar em um sebo em Botafogo. Talvez o ex-marido tenha trazido de volta quando voltou ao país e vendido sua biblioteca a um sebo. Talvez tenha emprestado a alguém que o trouxe de volta.

Não sabemos que caminhos o livro percorreu. Mas o fato é que ele encontrou seu caminho de volta ao Brasil e aos cuidados de Valéria.

Apesar de estar emocionada com a história, confesso que estava um pouco triste por perder um livro com uma dedicatória do próprio Mia Couto, logo um dos meus autores favoritos. Mas o desejo do livro, de voltar para as mãos da dona daquela dedicatória, devia ser respeitado.

A tristeza durou pouco! Algumas semanas depois, Mia veio ao Brasil para um evento literário. Valéria contou a ele sobre essa jornada. E Mia ficou encantado com a história do caminho misterioso percorrido por seu livro.

Me enviou então seu livro “Terra sonâmbula” de presente. O livro conta a história de um velho e um menino, companheiros de viagem, que encontram nas suas andanças um diário. Um diário que também percorreu caminhos misteriosos.

O livro veio com uma dedicatória.

“Renata, às vezes, os livros percorrem misteriosos caminhos, como os cadernos do personagem desta “Terra Sonâmbula”. Tu já és personagem desta dedicatória e, por isso, escrevo aqui toda a ternura.” 

Obrigada, Mia, vou guardar para sempre com imenso carinho. Afinal, não é sempre que os livros atravessam oceanos e que a gente ganha dedicatória de nosso autor favorito.

Os filmes que todo concurseiro deve assistir

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Mensagens de perseverança, coragem e busca de um sonho podem servir de âncora para aqueles que estudam para os concursos públicos

O filme "As aventuras de Pi", de Ang Lee, é um exemplo de determinação e de força de vontade.

O filme “As aventuras de Pi”, de Ang Lee, é um exemplo de determinação e de força de vontade.

Publicado em O Globo

Nada como assistir a um bom filme para relaxar. Mas, aliado à diversão, que tal aproveitar a mensagem captada da telona para ajudar na preparação para a maratona de estudos e provas de concursos? A pedido do Boa Chance, professores, especialistas e alunos deram suas sugestões de filmes que não podem deixar de ser visto por aqueles que enfrentam o desafio de se preparar para seguir uma carreira pública.

“O equilibrista” – “A espetacular aventura de Philippe Petit, em 1974, de atravessar as duas torres gêmeas, em Nova York, numa corda bamba, serve de metáfora para os desafios impostos ao candidato que estuda para um concurso público. A tenacidade dos envolvidos no périplo, assim como a ousadia do plano e seu sucesso são retratados nesse documentário de forma vibrante e estimulante. É impossível ficar impassível ao sonho realizado. Apropriado para aqueles que estão vivendo sob a tensão da realização ou da frustração”. (Orlando Stiebler – professor da Academia do Concurso)

“Em busca da felicidade” e “As aventuras de Pi” – “Já vi muitos filmes que poderiam servir de inspiração aos concurseiros, como o ‘Último Samurai’. Mas dois absolutamente indispensáveis para quem está se preparando para mudar o rumo de sua vida profissional são ‘Em busca da felicidade’ e ‘As Aventuras de Pi’. Os dois são exemplos de determinação e força de vontade”. (Leonardo Pereira, diretor do IOB Concursos)

“Quem quer ser um milionário” – “Esta obra inicialmente pode ser interpretada como um filme sobre a sorte. Resumidamente, o protagonista é um órfão na Índia, que, adulto, participa um dia de um programa de auditório, do tipo em que a pessoa responde perguntas para receber um prêmio em dinheiro. Acontece que, ‘por sorte’, ele consegue responder todas as perguntas feitas pelo apresentador a partir de suas lembranças de vida. Contudo, se olharmos mais detidamente, é também um filme sobre a insistência, a perseverança e a coragem em perseguir seus objetivos”. (Alexander Ruas, especialista em concursos)

“Uma garrafa no mar de Gaza” – “Mostra como por vezes nascemos no meio de conflitos intergeracionais sem ao menos saber quem são os do lado de lá, seus motivos, esperanças e crenças. Mostra também como um contato, por mínimo que seja, entre dois jovens dessas duas nações (Palestina e Israel) transformam a vida de ambos”. (Alexander Ruas, especialista em concursos)

“Coração Valente” – “O filme, com Mel Gibson, foi muito inspirador, pois a ideia central do filme se baseia na busca de um povo por liberdade. De acordo com os acontecimentos, o povo passa por diversas dificuldades e luta contra tudo e contra todos em busca de seu objetivo, assim como o concurseiro. O final mostra que todo o esforço, força de vontade e perseverença têm sua compensação”. (Flavio Andrade, aluno do Curso Maxx)

Uniforme Inteligente inibe alunos que matavam aula registrando presença

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Família recebe mensagem avisando que a criança chegou na escola.
Uniforme inteligente não é obrigatório, mas tem agradado os pais.

Alunos do ensino fundamental já podem usar o uniforme inteligente (Foto: Mariane Rossi/G1)

Alunos do ensino fundamental já podem usar o uniforme inteligente (Foto: Mariane Rossi/G1)

Mariane Rossi, no G1

A primeira escola privada do país a implantar o uniforme inteligente, que avisa os pais quando o aluno entra ou sai da escola, fica em Santos, no litoral de São Paulo. A etiqueta já está sendo usada há quase um mês nos uniformes e tem sido uma novidade para as crianças e um tranquilizador para os pais.

O sistema do uniforme inteligente é bem simples. Uma etiqueta é colocada em uma das peças de roupa da criança. A escola possui uma espécie de antena que detecta a etiqueta assim que a criança entra, sai da escola ou quando o aluno vai para um segundo período para fazer cursos extras, reforço ou reposição de provas. O aparelho envia um email ou uma mensagem no celular, escolhido pela família, avisando que a criança entrou ou saiu do colégio.

Vandressa Guimarães Duarte Gaspar, diretora do colégio Onis, que foi a primeira escola particular a adotar esse sistema, diz que houve uma preparação de cerca de um ano para utilizar o uniforme inteligente. “Desde o ano passado a gente vem fazendo reuniões com os pais e com a empresa”, explica a diretora

A diretora da escola fala sobre o sistema (Foto: Mariane Rossi/G1)

A diretora da escola fala sobre o sistema
(Foto: Mariane Rossi/G1)

Os pais que se interessaram pela novidade tecnológica tiveram que fazer um cadastramento e indicar o número do celular que a família quer que receba a mensagem. Apesar disso, sempre surgem dúvidas dos pais. “Alguns têm receio se isso pode causar algum problema em relação à saúde, mas é uma etiqueta normal, não acontece nada”, afirma a diretora.

Ela também esclarece que a etiqueta pode ser lavada e passada várias vezes e, mesmo assim, não irá perder a validade e eficiência. “Eles fizeram um teste de lavagem mais de 100 vezes e ela é prensada em um sistema deles. A criança usa, abusa, lava, passa, quantas vezes quiser e ela não sai. A criança cresce, perde a roupa e a etiqueta continua”, explica a diretora.

Aluna usando o uniforme com a etiqueta (Foto: Mariane Rossi/G1)

Aluna usando o uniforme com a etiqueta
(Foto: Mariane Rossi/G1)

O uniforme inteligente não é obrigatório, já que os pais precisam pagar pelas etiquetas e pelas mensagens. Os técnicos da empresa responsável pelo material fazem plantões no colégio para inserção das etiquetas nos uniformes com uma máquina própria.

A etiqueta pode ser colocada na roupa ou em qualquer objeto do material escolar do aluno. “Temos muitos problemas de perda na escola. Então pode ser inserido em estojo, lancheira e pertences pessoais das crianças. Os pais podem inserir a etiqueta nesses pertences”, afirma a diretora. Na secretaria da escola há um leitor que identifica a etiqueta e de qual criança é aquele objeto.

Além de evitar perdas, o uniforme inteligente serve como um tranquilizador para os pais dos alunos. “A mensagem chega na hora. O filho passou às 17h36, o pai recebe a mensagem no mesmo minuto: ‘O Pedro acabou de entrar na escola’. Os pais que trabalham ficam mais seguros. Já os adolescentes que gostam de matar a aula acabam ficando intimidados com o sistema”, diz Vandressa.

Mensagem no celular avisando que a criança chegou na escola (Foto: Mariane Rossi/G1)

Mensagem no celular avisando que a criança
chegou na escola (Foto: Mariane Rossi/G1)

O sistema já havia sido implantado em fevereiro de 2012 em uma escola pública em Vitória da Conquista, no interior da Bahia. A cidade recebeu a nota mais baixa do país entre as redes municipais de ensino. O Estado instalou a etiqueta em todos os uniformes. Na unidade, 35% dos alunos não frequentavam as aulas. Depois das etiquetas, esse número caiu para 10%.

Em Santos, nos 15 primeiros dias da implantação do sistema, quase 70 alunos já usavam o uniforme inteligente. A diretora acredita que esse número irá crescer com o passar do tempo, já que a maioria dos pais está conhecendo o serviço e muitos estão gostando da novidade.

Vitor dos Santos Farias, de 13 anos, estuda desde pequeno na escola. Quando a mãe dele soube do uniforme inteligente, logo quis etiquetar duas camisetas e a mochila de Vitor. Ele diz que a tecnologia ajuda a não perder a mochila. Já Renata Luiza Dias, em menos de um mês do sistema já tem quatro camisetas e um agasalho com a etiqueta. “Eu achei meio estranho, mas depois foi normal. Não me incomoda e minha mãe disse que ficou mais tranquila”, conta a jovem.

A diretora acredita que o sistema está dando certo. Ela afirma que a escola e os pais ainda estão em fase de adaptação. Neste ano, o sistema começou a ser implantado apenas com os alunos do ensino fundamental e, no ano que vem, a diretora também pretender colocar a tecnologia na pré-escola.

A partir de 2014, todos os uniformes da escola serão vendidos com a etiqueta inserida, mas a ativação é opcional. “Se o pai quiser ativar, procura a secretaria da escola, faz o preenchimento de uma ficha, assina a autorização e a gente ativa a etiqueta”, finaliza a diretora.

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