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Os livros físicos e digitais mais vendidos pela Amazon no Brasil

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Kindle: leitor de livros digitais da Amazon tem diferentes versões à venda no Brasil (Gustavo Marcozzi/Site EXAME)

 

Títulos de autoajuda e clássicos da literatura aparecem entre os mais populares desde 2014

Lucas Agrela, na Exame

São Paulo – A gigante americana Amazon divulgou uma lista inédita de livros físicos e digitais mais vendidos no Brasil desde 2014, quando a empresa iniciou a operação de venda de produtos físicos no país. EXAME obteve acesso aos dados antecipadamente.

As duas listas apresentam resultados diferentes, apesar de terem alguns pontos de convergência, como o livro de desenvolvimento pessoal de Mark Manson – que está entre os dez mais vendidos também nos Estados Unidos.

O clássico de autoajuda de Dale Carnegie “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas”, foi o recordista de vendas em livros digitais no mercado brasileiro. Esses e-books podem ser comprados e lidos tanto no aplicativo oficial do Kindle, disponível para smartphones Android e iPhones, quanto em leitores digitais da série Kindle, à venda no mercado brasileiro. O título também aparece entre os livros físicos mais vendidos.

Book Friday, da Black Friday da Amazon

A Amazon fará sua própria Black Friday no próximo final de semana. A empresa americana oferecerá descontos de até 80% em livros digitais e físicos. O período do evento chamado pela empresa de “Book Friday” é das 18h de 29 de agosto a 23h59 de 1º de setembro. A Amazon também oferecerá preço promocional para o seu “Netflix de livros digitais”, o Kindle Unlimited. A contratação do serviço por novos clientes custará 1,99 nos primeiros três meses – depois, o preço sobe para 19 reais.

A data pode ajudar a aumentar as vendas de livros digitais no Brasil. O faturamento do mercado de livros digitais, também chamados de e-books, tem aumentado nos últimos anos. Ele passará de 13,1 bilhões de dólares em 2018 para 15,2 bilhões de dólares globalmente até 2023, de acordo com dados da consultoria de mercado americana Statista, complicados em julho deste ano. A mesma previsão estima que o número de leitores de livros digitais também continuará a crescer nesse período de cinco anos, indo de 892,1 milhões para 1,1 trilhão. A receita dos livros digitais é maior nos Estados Unidos, seguido de Japão, China, Reino Unido e Coreia do Sul. A penetração de livros digitais no Brasil ainda é baixa se comparada à dos Estados Unidos. São apenas 11,9% contra 25,1%.

Confira a seguir quais foram os 10 livros físicos mais vendidos na história da Amazon.com.br.

A Sutil Arte de Ligar o F*da-Se, por Mark Manson
O milagre da manhã, por Hal Elrod, David Osborn e Honorée Corder
Os segredos da mente milionária, por T. Harv Eker
Do Mil ao Milhão. Sem Cortar o Cafezinho, por Thiago Nigro
Sapiens – Uma Breve História da Humanidade, por Yuval Noah Harari
O poder do hábito, por Charles Duhigg
Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas, por Dale Carnegie
Mindset, por Carol S. Dweck
O conto da aia, por Margaret Atwood
Me Poupe!, por Nathalia Arcuri

Os 10 e-books mais vendidos no da Amazon desde 2014 são:

Como fazer amigos e influenciar pessoas, por Dale Carnegie
SCRUM: A arte de fazer o dobro de trabalho na metade do tempo, por Jeff Sutherland
A história do mundo para quem tem pressa, por Emma Marriott
Laranja mecânica, por Anthony Burgess
A Sutil Arte de Ligar o F*da-Se, por Mark Manson
A Segunda Guerra Mundial, por Martin Gilbert
O Pequeno Príncipe, por Antoine de Saint-Exupéry
O poder do hábito, por Charles Duhigg
Os melhores contos de H.P. Lovecraft, por H. P. Lovecraft
A filosofia explica grandes questões da humanidade, por Clóvis Barros de Filho e Júlio Pompeu

Universidade dos Estados Unidos cria graduação sobre maconha

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(Foto: Creative Commons/ Kyrnos)

(Foto: Creative Commons/ Kyrnos)

 

Publicado na Galileu

A combinação maconha e faculdade nunca foi uma novidade. Mas na Universidade do Norte do Michigan (MNU), nos EUA, a planta deixou o intervalo e as matadas de aula para virar tema de quatro anos de graduação. Quase metade dos 50 estados norte-americanos já reconhecem o uso terapêutico da planta, sendo que oito unidades da federação legalizaram inclusive o uso recreativo. Nasceu assim um mercado bilionário, mas ainda faltam pessoas capacitadas para lidar com ele. Visando preencher essa lacuna surgiu o curso de Química de Plantas Medicinais.

Somente no ano passado, o mercado legal da maconha e seus derivados movimentou U$ 6.7 bilhões somente nos EUA. A expectativa é que o volume dispare nos próximos anos, atingindo a marca de U$ 44 bilhões em 2020, tanto que a revista Forbes apontou o mercado da erva como a melhor oportunidade de negócios para empreendedores e investidores de startups. A Sociedade Americana de Química criou recentemente uma subdivisão que visa apresentar as novidades da indústria em seus encontros nacionais.

Foi justamente em um desses encontros que um professor da MNU, Brandon Canfield, observou a necessidade de formação técnica na área. Nos quatro anos de curso os alunos obterão conhecimento em química e biologia da Cannabis, além de aprender sobre empreendedorismo e a cultivar a planta. O curioso é que a Universidade não vai poder manter sua própria plantação de maconha, já que o Michigan não é um dos estados em que a erva foi legalizada.

Livraria Cultura anuncia compra da Fnac no Brasil

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O valor do negócio não foi revelado

Publicado na Veja

A Livraria Cultura anunciou nesta quarta-feira a compra da operação da Fnac Brasil. O valor da transação não foi revelado. O negócio foi fechado cinco meses depois de a rede francesa comunicar a intenção de se retirar do Brasil, onde possui doze lojas em sete estados.

Fontes ligadas à Fnac dizem que a aquisição envolve a marca Fnac no Brasil.

“A união entre os dois grupos criará valores e sinergias, compartilhando culturas similares e o comprometimento com a promoção da cultura no Brasil e permitirá que a Livraria Cultura diversifique seus negócios adicionando novas linhas dos produtos e serviços”, informa o presidente do conselho de administração da Livraria Cultura, Pedro Herz.

A Cultura, que atua há setenta anos no mercado brasileiro, possui dezoito lojas. Segundo a empresa, a transação deverá ser concluída nas próximas semanas.

Atuação no Brasil

A Fnac está presente no Brasil desde 1998, quando comprou as operações do varejo da editora Ática, e iniciou suas operações no ano seguinte.O grupo nacional se retirava da venda direta de livros ao consumidor cerca de um ano após ter inaugurado uma loja com fachada de vidro e metal em São Paulo. O prédio, que se destacava em relação às demais livrarias da capital paulista, é atualmente uma unidade da Fnac.

Fazia alguns anos que a empresa vinha enfrentando dificuldades no país, com menos de 2% do volume de vendas globais. O faturamento em 2016 foi de 380 milhões de reais no país.

A filial brasileira continuava estruturalmente deficitária dentro de um mercado instável e competitivo. As dificuldades do grupo se agravaram desde que o Brasil entrou em recessão, o que afetou especialmente a aquisição de bens de consumo não alimentares pela população. A entrada no Brasil foi a primeira incursão da Fnac na América Latina.

(Com AFP e Reuters)

Faturamento das vendas de livros cresce pela primeira vez desde 2015

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faungg's photos/Flickr

faungg’s photos/Flickr

Maria Cristina Frias, na Folha de S.Paulo

O mercado livreiro teve alta de faturamento em termos reais no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2016, segundo o Snel (sindicato dos editores).

As vendas foram 6,81% maiores em 2017, e o IPCA nos últimos 12 meses foi de 3%. É a primeira vez desde que a entidade começou a divulgar o desempenho do segmento, em 2015, que há crescimento em termos reais.

O resultado não é igual ao de anos anteriores à crise, segundo Marcos da Veiga Pereira, presidente da Snel, mas a melhora aconteceu durante a recessão, e ele diz esperar que uma retomada dê mais impulso ao setor.

Ao comparar o momento atual de mercado com o anterior à recessão, houve uma concentração em um número menor de títulos. “Os livros mais vendidos ganharam importância maior no total.”

Um segmento teve até mesmo impulso por conta da situação econômica: o de autoajuda, afirma Sonia Jardim. presidente do grupo Record,

“Esses leitores precisam se recolocar, melhorar sua situação ou se sentir mais preparados. São compras viáveis, mais baratas que cursos.”

Livros de ficção foram os que mais perderam fatia de mercado, mas, para os próximos meses, as editoras apostam em lançamentos de autores que costumam ir bem.

Os preços de capa ficaram 1,46% mais caros, portanto, abaixo do índice geral.

Efeito colateral no varejo

O uso de descontos pelas varejistas brasileiras costuma ter um efeito negativo a longo prazo, segundo a consultoria Kantar.

Durante uma promoção, há uma alta de até 32%, por exemplo, nas vendas de iogurte (uma categoria de produto considerada madura pelo mercado, cujo consumo não sofre grandes oscilações), segundo a consultoria.

Quando o período promocional se encerra, no entanto, o volume comercializado retrai para 80% do patamar inicial, afirma Tiago Oliveira, da Kantar Worldpanel.

“Se [o desconto] for aplicado a uma categoria de frequência semanal ou quinzenal, as pessoas basicamente só antecipam as compras. Elas não aumentam o [nível de] consumo”, afirma.

“O grande objetivo das promoções no Brasil tem sido trazer resultados a curto prazo. No exterior, há muitos casos em que essa ação ajuda a construir lealdade à loja ou à marca, mas por aqui há apenas um impacto pontual.”

Estudo faz mapeamento inédido do mercado de livro digital

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Censo realizado pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros vai mapear tamanho do mercado de e-readers

Ernesto Neves, na Veja

Um mapeamento feito pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) vai revelar, pela primeira vez, o tamanho do mercado de livros digitais no país.

O estudo, visto como crucial para o desenvolvimento do setor, teve a adesão de 350 editoras e o resultado final será divulgado em junho.

Calcula-se que a venda de livros digitais cresça a uma taxa de 20% ao ano. O Brasil, no entanto, é menos desenvolvimento em relação às economias desenvolvidas.

“Acredita-se que apenas 2,5% das vendas sejam digitais. Na Espanha, por exemplo, já corresponde a 10%”, diz Marcos Pereira, dono da editora Sextante e presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livro (Snel).

É um produto muito atraente em tempos de crise, já que custa, em média, 30% a menos que o formato convencional”, completa.

O estudo é uma parceria entre o sindicato e a Câmara Brasileira de Livros.

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