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Blogueiros discutem relação entre livros e leitores

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A 23º Bienal do Livro de São Paulo terá três mesas-redondas debatendo literatura

Todos os encontros acontecem no Auditório da Escola do Livro

Todos os encontros acontecem no Auditório da Escola do Livro

Publicado no R7

Quem procura notícias sobre livros e autores costuma encontrar centenas ou até milhares de blogs com informações detalhadas, além de vídeos e fotos.  Na 23º Bienal do Livro de São Paulo, os blogueiros participam de três mesas redondas neste sábado (30).

A primeira delas acontece às 16h30. Paula Pimenta, autora de livros “cor de rosa”, como ela mesma se define, Raphael Montes, jovem escritor de livros policiais, e Toni Brandão, autor multimídia, falam sobre o quer o jovem gosta de ler e como blogs e novas tecnologias ajudam a desenvolver o hábito de leitura.

No início da noite, às 18h15, a relação entre blogs literários e editoras será tema de um debate travado pelo blogueiros Fabio Mourão, do Dito Pelo Maldito, Alba Milena, da Psychobooks e Karen Alvares, do Por essas páginas, e o editor Pedro Almeida, da Faro Editorial.

O terceiro encontro, às 20h, reúne empreendedores no mercado literário e tem o sugestivo título de “Startups editoriais”. Vitor Arteiro, do Bookstart, Felipe Brandão, do Esqueça um Livro, Sérgio Pavarini, do Pavablog e Rosana Hermann, do Querido Leitor, contam o que os blogs podem aprender com iniciativas empreendedoras.

Todos os encontros acontecem no Auditório da Escola do Livro. Para participar, basta retirar senha 30 minutos antes de cada mesa-redonda. Serão distribuídas apenas 50 senhas.

Todo ano, melhores da Fuvest recebem convite para tentar curso “secreto” da USP

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Chico Felitti, na Folha de S.Paulo

Luan Granzotto, 24, pensou que o vestibular da USP já tivesse acabado. Enfrentou a via-crúcis de provas no fim de 2012 e passou em 12º lugar no curso de letras, com 849 vagas.

Mas em maio, enquanto estudava literatura clássica para uma prova, recebeu uma carta da faculdade. “Abri. Era um convite para conhecer o curso de ciências moleculares.”

Ele havia sido convocado a tentar entrar na “graduação secreta” da USP. Secreta porque, apesar de existir há 23 anos, a formação de ciências moleculares não aparece no manual de vestibulandos da Fuvest.

“Selecionamos quem já foi aprovado, e bem”, diz Antonio Martins Figueiredo, que coordena o curso –um misto de biologia, química, física e matemática.

O curso não é subordinado a nenhuma faculdade do campus. As aulas acontecem na “Colmeia”, apelido das salas vizinhos ao restaurante da USP.

Prédio de História e Geografia na USP

Prédio de História e Geografia na USP

A cada ano, cerca de cem pessoas se candidatam a entrar no que alunos chamam de “a elite da universidade”. Há 25 vagas abertas –nem sempre todas são preenchidas.

O segundo vestibular para quem já enfrentou o vestibular acabou de acontecer. A primeira fase, de perguntas discursivas, restringiu-se às quatro matérias que formam a grade, mais inglês. E é “impossível de difícil”, segundo André Humberto, 22, que passou em psicologia e fez a prova há quatro anos (não passou).

A segunda fase –uma mesa-redonda com os concorrentes– é na primeira semana de julho. Certa vez, um professor levou pepino, batata, clipe de metal, moeda de cobre e lâmpada. “Com isso, é possível fazer uma bateria e acender a luz.” Os alunos que se virassem com o experimento.

A deste ano foi na semana retrasada. O resultado é divulgado sem notas –o candidato apenas fica sabendo se entrou ou não. Os aprovados se autodenominam “os moleculentos”.

“São poucos alunos, convivendo o dia inteiro. Tirando que tem um mínimo divisor comum, são pessoas extraordinárias”, diz uma aluna do quarto ano (todos os atuais estudantes com os quais a sãopaulo conversou preferiram não se identificar).

PEDE PRA SAIR

Se poucos entram, menos ainda duram até o final do curso. O biólogo Fernando Rossine, 26, ingressou em 2005. Sua turma começou com 15 pessoas. Antes do segundo semestre, eram dez. No dia de formatura, sete.

A um semestre de pegar o diploma, o próprio Fernando decidiu retornar para a biologia, por “uma questão de insatisfação pessoal”.

Um dos imbróglios era a rigidez da grade curricular. Quando Fernando se recusou a fazer uma matéria, teve de se submeter a um “tribunal” de professores. Acabou absolvido –permitiram que ele terminasse o curso.

Em casos extremos, permite-se que o estudante tranque a matéria. “Mas são exceções”, diz o coordenador da carreira, Figueiredo. Um exemplo recorrente: depressão profunda.

As aulas são pesadas e muitas. Na sexta-feira, as classes têm o dia livre. “Para pode estudar”, diz Figueiredo.

Agregou-se à carga draconiana um desafio físico: a sala oficial está em reforma, então cada matéria é dada num prédio da USP. “Andamos uns 40 minutos entre uma aula de biologia e outra de matemática”, diz uma aluna. “Assim também vamos ficar os mais magros, além de os mais inteligentes.”

Luan, o aluno de letras convidado, não foi à prova deste ano. “Conversei com conhecidos que fizeram. Não é muito a minha. Mas que foi bacana ter sido convidado, ah, isso foi.”

Foto da lousa do curso de ciências moleculares, na USP, no final da aula de química do professor Roberto Torrezi (Petala Lopes/ Folhapress)

Foto da lousa do curso de ciências moleculares, na USP, no final da aula de química do professor Roberto Torrezi (Petala Lopes/ Folhapress)

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