Contando e Cantando (Volume 2)

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Bookniture – Livros que viram móveis

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booknitureMaicon Strey, no ShowMeTech

Casas espaçosas já não são mais algo tão comum de encontrar hoje em dia e as famílias já não são tão grandes. É normal termos apenas móveis para 4 ou 6 pessoas nos apartamentos. Mas e quando resolvemos convidar a galera, quantos bancos, cadeiras ou poltronas você tem em casa? ter vários destes ocupa muito espaço… não pera! Bookniture tem a proposta de proporcionar móveis que ocupam o espaço de um livro.

Dezenas de assentos e algumas mesinhas na prateleira da sala como se fossem livros. Ao receber vários convidados, basta abrir a quantidade necessária de móveis e acomodar todos. Dá até para lotar o porta-malas do carro com vários destes para levar pra um acampamento ou piquenique.

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Este produto ainda não está disponível pra entrega imediata, mas está coletando fundos através do Kickstarter. O projeto foi lançado por lá no dia 6 de fevereiro solicitando 50 mil dólares para virar realidade. Em 5 dias o objetivo foi alcançado e até o dia 20 de fevereiro já tinham arrecadado mais de 335 mil dólares.

Para contribuir o investimento mínimo é de 8 dólares em troca de um marcador de livros gravado a laser. Por 15 dólares você leva uma cobertura de feltro gravada a laser. Para levar um Bookniture mesmo o investimento mínimo é de 60 dólares, e de brinde vem uma cobertura de feltro. Para os mais empolgados é possível adquirir 8 unidades, que acompanham 8 coberturas, por 390 dólares.

Agora você não tem mais desculpa para não receber o pessoal na sua casa por falta de cadeiras e nem desculpa para ter poucas cadeiras por falta de espaço.

PI: sem mesas, alunos de melhor Ideb estudam no chão; diretora pede ajuda

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Devido à falta de carteiras escolares, estudantes do município de Redenção do Gurgueia (PI) são obrigados a assistir aulas no chão da escola Foto: Unidade Escolar Marcos Parente / Divulgação

Devido à falta de carteiras escolares, estudantes do município de Redenção do Gurgueia (PI) são obrigados a assistir aulas no chão da escola
Foto: Unidade Escolar Marcos Parente / Divulgação

Yala Sena, no Terra

Estudantes do município de Redenção do Gurgueia, no Piauí (a 691 quilômetros de Teresina), são obrigados a assistir aulas no chão da escola devido à falta de carteiras escolares. A Unidade Escolar Marcos Parente, escola de melhor Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) no município piauiense e a segunda melhor na região, enfrenta problemas estruturais. Devido à escassez de mesas e cadeiras para os alunos, a direção da escola pede ajuda.

Apelo ao governo, por favor, para nos enviar os equipamentos
Ângela Guerra
diretora da Unidade Escolar Marcos Parente

Segundo a diretora da escola, Ângela Guerra, a escola tem 287 alunos matriculados e a escassez de carteiras está criando problemas para a educação das crianças e adolescentes. “Já solicitamos à Secretaria de Educação o envio das carteiras, mas até agora nada. É uma escola de quase 50 anos que já formou todos os filhos de Redenção e hoje enfrenta essa dificuldade, mesmo com os dados positivos obtidos pela unidade. Apelo ao governo, por favor, para nos enviar os equipamentos”, declara a diretora.

A diretora informou ainda que trabalha a conscientização dos alunos para não depredar os assentos na escola, mas todo dia há registro de carteiras quebradas. “Queremos também da Secretaria uma reforma, a construção de sala de biblioteca e refeitório mais adequado”, disse Ângela Guerra.

Reação da Secretaria
O secretário estadual de educação, Átila Lira, foi informado pela equipe do Terra sobre a reclamação da diretora. Ele disse a falta de equipamentos não deveria acontecer, já que há ordens expressas de cumprir a demanda nas escolas. “A ordem é atender todo mundo”, disse Átila Lira.​

Ele informou ainda que existe uma fábrica em Teresina para recuperar as carteiras danificadas. “Além disso, adquirimos novas carteiras com o padrão do Ministério da Educação”, disse.

Por ano, uma média de 50 mil carteiras são destruídas e recuperadas nas 630 escolas estaduais. O Piauí tem hoje mais de 320 mil alunos matriculados no ensino estadual.

A direção da Secretaria de Educação e Cultura do Piauí (Seduc) informou ainda que enviará técnicos para verificar as necessidades das escolas nos municípios.

A Unidade Escolar Marcos Parente é a escola de melhor Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) no município piauiense e a segunda melhor na região Foto: Unidade Escolar Marcos Parente / Divulgação

A Unidade Escolar Marcos Parente é a escola de melhor Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) no município piauiense e a segunda melhor na região
Foto: Unidade Escolar Marcos Parente / Divulgação

A Secretaria de Educação e Cultura do Piauí informou que enviará técnicos para verificar as necessidades das escolas nos municípios Foto: Unidade Escolar Marcos Parente / Divulgação

A Secretaria de Educação e Cultura do Piauí informou que enviará técnicos para verificar as necessidades das escolas nos municípios
Foto: Unidade Escolar Marcos Parente / Divulgação

O secretário estadual de educação, Átila Lira, foi informado pela equipe do Terra sobre a reclamação da diretora. Ele disse a falta de equipamentos não deveria acontecer, já que há ordens expressas de cumprir a demanda nas escolas Foto: Unidade Escolar Marcos Parente / Divulgação

O secretário estadual de educação, Átila Lira, foi informado pela equipe do Terra sobre a reclamação da diretora. Ele disse a falta de equipamentos não deveria acontecer, já que há ordens expressas de cumprir a demanda nas escolas
Foto: Unidade Escolar Marcos Parente / Divulgação

Lydia Davis: “Minhas histórias surgem das situações mais estranhas”

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A mestra americana do conto breve revela como inventa suas histórias, repletas de paradoxo e ironia

Luís Antônio Giron, na Época

A escritora americana Lydia Davis participa de duas mesas desta edição da Flip (Foto: Flavio Moraes / ÉPOCA)

A escritora americana Lydia Davis participa de duas mesas desta edição da Flip
(Foto: Flavio Moraes / ÉPOCA)

A escritora Lydia Davis é um tesouro quase secreto da literatura americana. Isso porque ela não tem nada a ver com a tradição realista de seu país. Escreve narrativas curtas, de aforismos breves a contos, sem nenhum compromisso com a verossimilhança ou a imitação da natureza. Ela é capaz de escrever um conto cujo texto é menor que o próprio título. É o caso de “Exemplo de gerúndio num quarto de hotel”. O conto é o seguinte: “Sua camareira está sendo Shelly”. Ele faz parte do livro Tipos de perturbação (Companhia das Letras, 254 páginas), lançado em 2007 e agora publicado no Brasil. Lydia Davis é a rainha dos jogos de sentido e dos enigmas paradoxais. Nesse sentido, é muito parecida com o austríaco-boêmio-judeu Franz Kafka e o argentino Jorge Luis Borges. Lembra também o português Gonçalo M. Tavares. Pertence, enfim, a uma linhagem especial de autores filosóficos, irônicos e paradoxais.

Lydia está em Paraty para participar de duas mesas: uma hoje sobre tradução e outra amanhã ao lado do escritor irlandês John Banville. É certamente a ocasião mais importante de uma Flip marcada por improvisos e as defecções de Houellebecq e Knausgaard. Lydia Davis tem 63 anos, nasceu em Northanpton, Massaachussets, e já pubicou seis volumes de conto e um romance. É uma mulher bonita, refinada e simpática. Atendeu Época em uma casa colonial de Paraty usada pela aCompanhia das Letras como sede.

ÉPOCA – Sua ficção é marcada por uma espécie de integridade literária que deve afastar boa parte dos leitores, não?
Lydia – Não penso nos leitores quando escrevo. Há leitores para todo tipo de gênero. Claro que a maioria gosta de best-sellers, de histórias de amor e de ação. Só acho que deveriam prestar atenção à arte literária.

ÉPOCA – Por que a senhora escolheu o conto curto como gênero dominante de sua obra?
Lydia Davis –
Foi um processo natural. Minha mãe escrevia contos, e até meu pai se arriscou em escrever histórias curtas. Desde pequena eu escrevo. Comecei contando histórias da forma tradicional, linear. Tentei ir pelo caminho de (Anton) Tchéckhov, do conto irônico e bem construído. Mas acabei encontrando meu estilo próprio. Busco trabalhar com uma variedade de registros, que vão do conto de uma única sentença a histórias um pouco mais longas.

ÉPOCA – A senhora poderia explicar duas operações que se repetem em seus contos: a ironia e o paradoxo? De alguma forma eles são aforísticos, não?
Lydia –
Sim, talvez porque eu encare o ato de escrever histórias como um fazer poético. Narro como se escrevesse poemas. Meus contos aspiram a ser poemas. Poesia é a grande forma, e de algum modo inalcançável para os prosadores. Quanto à ironia e o paradoxo, sou afeiçoada a Kafka. Muitas vezes tento imitar o jeito de Kafka escrever.

ÉPOCA – Há também um pouco de Jorge Luis Borges em seus contos, não? Na edição brasileira de Tipos de Perturbação, o subtítulo, em vez de “stories”, como está em inglês, é “ficções”, que era a forma como Borges denominava seus textos.
Lydia –
Borges é um autor importante para mim, até porque ele próprio é de certo modo kafkiano. Eu procuro imitar o jeito de escrever desses autores, claro que buscando um jeito original. A palavra “ficções” soa pretensiosa em inglês. Mas no Brasil soa bem, já que vocês têm mais intimidade com a obra de Borges. Nas realidade, vejo o que escrevo como contos.

ÉPOCA – A senhora gosta de algum autor brasileiro?
Lydia –
Adoro Clarice Lispector. Ela tem uma maneira também aforística de escrever e de fazer o leitor entrar em um mundo inquietante e inesperado. Eu já conhecia dela um romance, A hora da estrela. Agora li um volume de contos. E também estou escrevendo para tentar imitá-la.

ÉPOCA – De onde surgem suas histórias?
Lydia –
Minhas histórias surgem das situações mais estranhas. Quando estou fazendo compras, ou passeando, qualquer momento. Por isso, carrego comigo um bloco. Vou anotando o que posso. Quando uma ideia me vem, anoto. Muitas vezes não anoto, mas me lembro e escrevo.

ÉPOCA – Como é seu método de trabalho, disciplinado ou ao sabor da inspiração?
Lydia –
Sou assistemática. Alice Munro (autora canadense) diz que é preciso manter a disciplina e escrever em determinadas horas do dias, apesar de filhos, maridos, família, obrigações. Ela conseguiu fazer isso. Eu não. Escrevo quando tenho vontade, e se estou com uma boa ideia de história. Ás vezes invento contos e corto tudo até virarem uma frase. Às vezes parto de uma ideia muito simples para criar uma trama complexa. Depende da inspiração. Anoto à mão e depois escrevo no computador com o material que tenho à disposição.

ÉPOCA – No conto “Kafka prepara o jantar”, que está no seu último livro, Tipos de perturbação, Franz Kafka é um personagem cheio de dúvidas transcendentais, bastante esquisito. O conto reflete a sua visão pessoal de Kafka? Como o conto surgiu?
Lydia –
Eu estava preparando um jantar francês para amigos uma noite dessas quando pensei: nossa, é muito difícil cozinhar para uma ocasião especial. Como Kafka enfrentaria a situação? Assim comecei “Kafka prepara o jantar”. Mas fui além. Fui atrás da correspondência dele com Milena (sua namorada). As cartas confirmaram o que eu já pensava dele: u sujeito muito estranho, em estado permanente de hesitação. No conto, procurei imitar o próprio estilo de Kafka em suas cartas.

ÉPOCA – A senhora já traduziu Gustave Flaubert, Marcel Proust e Michel Foucault. Como foi sua experiência ao traduzir?
Lydia –
Já fiz muita tradução por encomenda, só para me sustentar. Mas com autores como Flaubert e Proust, fiz porque queria me desafiar a traduzir dois autores importantes para minha formação. Flaubert é mais fácil, embora sua concisão apresente uma série de problemas. Proust é um autor mais difícil, suas frases são longas, poéticas e evocativas, elas acompanham um devaneio bastante difícil de traduzir para o inglês. Leveis seis meses traduzindo O caminho de Swann. Valeu a pena. Aprendi muito.

ÉPOCA – Que tipo de tradução a senhora prefere, a criativa ou a que busca a fidelidade ao original?
Lydia –
Eu busco a fidelidade quando traduzo. Mesmo em Proust persegui uma correção direta com o inglês. Claro que precisei mudar o jeito de escrever em inglês para trazer Proust ao idioma.

ÉPOCA – A senhora vai debater com John Banville os limites da ficção. Eles existem de fato?
Lydia –
Eu acho legítimo escrever de forma experimental. Um texto que tem apenas a letra “i” e um monte de páginas em branco é algo que entendo, acho divertido. O modo como James Joyce escrevia contaminou boa parte dos autores contemporâneos até os anos 70, hoje pode estar fora de moda. Eu não penso em limites formais. A minha inclinação pessoal é escrever de forma direta, para que o leitor entenda. Adoto formas tradicionais, o texto conciso, para dar o recado exato. O que não deixa de ser uma atitude experimental.

Para gostar de ler

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Felipe Basso no Baguete

 

A bibliotecária exigiu silêncio quando adentrei o local. Eu já tinha estado na biblioteca outras vezes, mas essa era a primeira para ler. Havia não mais do que cinco ou seis pessoas, e cada uma ocupava uma das grandes mesas, cada uma com capacidade para até oito pessoas, tranquilamente. Meus passos no chão de madeira velha faziam barulho, um barulho natural para aquele chão de madeira velha, mas para a bibliotecária era um som alto demais que poderia atrapalhar aquelas cinco ou seis pessoas. Ela pediu que me sentasse e dissesse o livro que procurava. Não sabia a resposta, não sabia que deveria conhecer o nome do livro. Como não sabia, disse não sei.

O desconhecimento pareceu causar espanto naquela senhora, que me devolveu a resposta com uma nova pergunta.

– Mas o professor não disse qual era o livro?

Não, nenhum professor tinha dito nada, até porque a ideia de conhecer a biblioteca tinha partido livremente de mim, uma vez que a roda gigante e as demais brincadeiras no pátio da escola, embora altamente atraentes, não estavam conseguindo segurar minha atenção naquele dia.

– Não. Eu só queria ler um livro. Qualquer um.

Dessa vez, mais do que espantada, a bibliotecária expressou em sua fisionomia um ar intrigado, como se ela esperasse por aquilo há muito tempo, mas não mais nutrisse esperanças de que aquilo um dia viesse realmente a acontecer.

– Quer dizer que você veio de livre espontânea vontade à biblioteca para ler?

– Sim. Isso mesmo.

– Espere um momento.

Aguardei como me fora pedido, enquanto a bibliotecária percorria os olhos em uma das estantes. Nem dois minutos se passaram e ela voltou com um livro.

– Toma, comece por esse aqui.

A capa trazia quatro nomes. Cecília Meireles, Henriqueta Lisboa, Fernando Sabino e Vinicius de Moraes e em cima estava escrito Para gostar de ler – Volume 6 – Poesias.

Depois de ler os nomes, não comecei a ler o livro, mas sim passei a observar os outros. Eles eram leitores como eu queria ser? Será que para se ser um leitor, seria necessário ficar aquele tempo todo em silêncio, sem poder falar? Porque então não criar diversos espaços, uns para ficar em silêncio lendo e outros nos quais os leitores pudessem dividir o que liam, contar as histórias aprendidas nos livros? Não sei por quanto tempo fiquei absorto nesses pensamentos, mas com certeza não foi pouco, pois fui interrompido pela bibliotecária.

– Eu sabia que você não tinha vindo aqui pra ler. Porque não vai pro pátio ao invés de interromper os que estão realmente interessados nos livros?

Era preciso muito mais do que livros para gostar de ler, foi o que pensei enquanto saía da biblioteca.

* Texto livremente inspirado no artigo de Armindo Trevisan – O Rio Grande exige uma nova biblioteca

A Menina que Odiava Livros: um sincero curta metragem de incentivo à literatura!

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Gustavo Magnani, no Literatortura

“A Menina que Odiava Livros” é um curta metragem que adapta o livro homônimo de Manjusha Pawagi e Jeanne Franson. Foi indicado para mim via mensagem no literatortura e achei bastante interessante trazê-lo para cá. Quem quiser comprar o livro, basta Clicar aqui. É um trabalho bastante interessante que reforça a importância da leitura no crescimento do indivíduo. Particularmente, não é tão mágico quanto Os fantásticos livros voadores do Sr.Morris Lessmore, porém, é bastante instrutivo e interessante. Vale a pena conferir!

SINOPSE: Esta é a história de Meena, uma garota que simplesmente odiava os livros. Mas ela não conseguia ficar longe deles, porque em sua casa eles estavam por toda parte: nos armários da cozinha, nas gavetas, nas mesas, nos guarda-roupas e nas cômodas. Estavam também sobre o sofá, alguns entulhados na banheira e outros empilhados nas cadeiras.

Mas um dia o gatinho de Meena derrubou uma pilha enorme de livros infantis. Abertas pela primeira vez, as páginas dos livros libertaram os personagens e animais das histórias, que invadiram a sala, fazendo uma grande bagunça. Esse acontecimento mágico fez Meena viajar pelo fantástico mundo da literatura. [fonte ebooksgratis]

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