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Google oferece bolsas de doutorado e mestrado no Brasil

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(Foto: reprodução)

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Publicado no Olhar Digital

O Google está expandindo um programa de apoio às pesquisas universitárias na América Latina. A empresa irá investir US$ 1 milhão nos próximos três anos na distribuição de bolsas de pesquisa de mestrado e doutorado na região como parte do programa Google Research Awards Latin America.

O programa foi lançado experimentalmente em 2013, restrito ao Brasil com uma parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, e já apoiou cinco pesquisadores. Agora a empresa quer expandi-lo para cientistas da Argentina, Chile, Colômbia e México.

Os doutorandos escolhidos para receber a bolsa de pesquisa do Google receberão US$ 1,2 mil mensais, enquanto os mestrandos receberão US$ 750 ao mês. Os professores dos selecionados também serão beneficiados, recebendo US$ 750 por mês no caso do doutorado, e US$ 675 no mestrado.

As bolsas serão oferecidas a quem estiver desenvolvendo pesquisas que sejam de interesse do Google e da comunidade científica, segundo a empresa. O comunicado da companhia diz que os campos de pesquisa contemplados nesta edição do programa são:

Geo/mapas
Interação entre humanos e computadores
Recuperação, extração e organização de informações (incluindo gráficos de semântica)
Internet das Coisas (incluindo cidades inteligentes)
Aprendizado de máquinas (machine learning) e mineração de dados (data mining)
Dispositivos móveis
Processamento natural de línguas
Interfaces físicas e experiências imersivas
Privacidade

O prazo para inscrições se encerra no dia 6 de julho de 2015. Os interessados podem seguir as instruções neste link (em inglês).

Aos 24 anos, indígena Umutina é o 1º a ingressar em mestrado na UFSCar

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Lennon Ferreira Corezomaé busca ajudar sua aldeia por meio dos estudos.
Ele foi o 1º indígena a concluir o curso de Educação Física na universidade.

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Orlando Duarte, no G1

Aos 24 anos, o estudante Lennon Ferreira Corezomaé será o primeiro estudante indígena a cursar um mestrado na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Ele também foi o primeiro indígena a concluir o curso de Licenciatura em Educação Física na universidade, sendo aprovado logo em seguida para uma pós-graduação em Educação. De origem humilde, o rapaz busca ajudar a questão indígena, sem perder suas raízes por conta de sua vivência nos centros urbanos. Sua pesquisa, intitulada ‘Escola Indígena: compreendendo os processos educativos relacionados à afirmação da identidade Umutina’ tem como objetivo entender, a partir do olhar de seu povo, a valorização da identidade transmitida pelas aulas.

Da etnia Umutina Bala Tiponé, o jovem é filho mestiço de pai indígena e mãe não-indígena e nasceu em uma aldeia na região centro-oeste do Mato Grosso, a 180 quilômetros de Cuiabá (MT). “Minha mãe não é indígena, mas está muito ligada às aldeias. Ela é professora e por isso acabei indo morar em lugares muito distintos. Quando ela deu aulas no Maranhão, em outra aldeia indígena, acompanhei ainda pequeno. Em seguida, fomos para uma aldeia no Mato Grosso e ficamos lá por algum tempo. Depois, morei em Rondonópolis e estudei em uma escola pública municipal até voltar para a minha aldeia e terminar os estudos em casa”, relatou.

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Lennon explicou que, a partir de sua trajetória, passou a compreender melhor a importância da identidade Umutina e como a escola indígena a constrói. “Há uma forte relação da escola com a identidade e por meio do meu projeto de mestrado vou estudar esse elo. A nossa escola, a Escola Indígena Jula Paré, é uma das poucas que possui um projeto político e pedagógico. Minha intenção agora é a de descobrir o que é importante para a formação dessa identidade e, a partir disso, pensar em projetos para outras escolas indígenas, quem sabe”, disse.

Indígenas
O estudante relatou que sua maior vontade é a de ajudar a questão indígena e, acima de tudo, levar inspiração para quem deseja seguir o mesmo caminho trilhado por ele. “Se meu projeto der certo, posso acabar influenciando em algo que ajude a nossa causa ou até abra algum caminho. Minha ideia é pegar o conhecimento e levá-lo de volta para a tribo. Além de organizar outras escolas indígenas, também podemos aprender sobre o que somos capazes de melhorar na nossa. Pretendo incentivar, pois também fui incentivado. Todos nossos professores da aldeia são indígenas e passaram por uma formação”, contou.

“A maioria dos nossos docentes teve formação com projetos de magistério para indígenas e sempre nos incentivaram a fazer uma graduação. Tenho dois tios que são professores e me contaram sobre as dificuldades de ser um indígena em cursos assim. Mesmo assim, afirmaram que para eles foi muito gratificante, pois puderam levar conhecimento para a aldeia, o que mudou totalmente nossa rotina”, pontuou.

“Temos que saber levar, não é chegar levando o conhecimento do não-indígena e querer mudar tudo. Por isso, acho importante mantermos o contato com a aldeia. O nosso pensamento aqui pode não ser o mesmo pensamento de lá, pois tivemos contato com outra realidade e pensamos de forma diferente. Temos que observar e ouvir o que querem de nós para melhorarmos nossa vida. Não tenho essa intenção de mudar as coisas, pois a partir desse conhecimento que adquirimos, conseguimos nos manter de uma forma melhor. Por exemplo, no caso de uma lei nova, podemos interpretá-la nós mesmos, e não depender de terceiros”, avaliou.

Conquista e dificuldades

Sobre o ingresso no curso de mestrado, o indígena afirma que ficou muito feliz, pois a vitória também pertence a outras pessoas. “Eu sabia que era possível, tive receio, mas muitas pessoas me apoiaram durante a graduação e pude aprender muito. Quando vi meu nome como aprovado, pensei nisso como uma conquista de muita gente, desde meu povo até os amigos e professores daqui que me ajudaram nesse caminho. As pessoas que trilharam essa história antes de nós também incentivam. Esse talvez seja o meu maior legado, pois as pessoas podem ter um impulso ao conhecerem minha trajetória. Mesmo que eu não faça nada, apenas o fato de eu ter passado para o mestrado pode impulsionar alguém”, ponderou.

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De acordo com o jovem, no entanto, dificuldades também surgiram durante a mudança da aldeia para cidade. “Sair de casa já é difícil. O pessoal da aldeia acha distante e não sabe o que a gente vem fazer aqui e o que pode sair disso. Os mais velhos não entendem o conhecimento que podemos levar, então é difícil virmos para cá. Viemos, mas a saudade no começo é muito forte. O tempo de vida é muito diferente, pois aqui é muito acelerado, as pessoas fazem as coisas rápido. Até na questão de conversas, as pessoas já respondem com rapidez. Na aldeia temos um tempo nosso, diferente. No começo também houve a questão da leitura e da escrita, mas uma professora ajudou bastante com um curso voltado para indígenas. Alguns de nós tem problemas com moradia, alimento, mas para mim foram apenas essas as dificuldades”, completou.

De acordo com Lennon, sua conquista deixa evidente a importância das políticas de ações afirmativas no Ensino Superior, que ajudam que indígenas e não-indígenas aprendam entre si e troquem conhecimentos. “Quando as pessoas olham para nós, indígenas, existem vários tipos de olhares. Tem o olhar de interesse, o de curiosidade, o de espantamento e o de estranheza também. Cada um reage de uma maneira, mas posso dizer que nunca fui vítima de preconceito durante o tempo em que estive na universidade. Se fizeram algo, foi muito implícito. Outros indígenas vieram da minha aldeia, mas no caso deles não posso afirmar que tenha sido da mesma maneira”, falou.

Cultura

Por estar inserido em outra cultura, o jovem e seus companheiros de aldeia fazem o máximo para não se esquecerem das tradições e, principalmente, da cultura de seu povo. “Entre nós, tentamos falar o idioma próprio da aldeia para não perdermos a prática, além de cantarmos músicas e fazermos outras atividades ligadas à nossa cultura. Isso tudo acontece apenas quando estamos com outros indígenas. Já na questão da pintura e os adornos, sempre tentamos manter alguma coisa. Eu acho bonito, mas podemos ser discriminados também, pois muita gente acha estranho. Em qualquer etnia, os adornos são utilizados para festas e comemorações, mas alguns podem ser utilizados no dia a dia. A formatura para mim foi uma situação de festa e de batalha, por isso usei acessórios indígenas ao invés da beca tradicional”, comentou o estudante.

A respeito do distanciamento da mentalidade adquirida nos últimos anos em relação ao modo de funcionamento da aldeia, Lennon afirma que não será influenciado. “Não tenho medo de perder as tradições, pois nunca me distanciei de lá. Sempre visito no meio e no fim do ano, para não perder o modo de pensar e o contato. Nunca vou deixar de ser um Umutina. Talvez não nos pintemos mais e não usemos os adornos como sempre, mas sabemos fazer e sabemos o significado de tudo isso. Uma pessoa olha para mim e sabe que sou um índio. Mesmo que queira ser outra pessoa, sou um indígena e tenho orgulho disso”, comentou.

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Família
Casado, Lennon explica que ele e a mulher vieram juntos da aldeia e desde então dividem uma casa na cidade de São Carlos. Ambos estão certos de que vão voltar para casa assim que concluírem os estudos. “Em dois anos vamos terminar de estudar e voltamos para casa. Ela vai concluir o curso de biblioteconomia e eu vou ter terminado meu mestrado. Vamos sair juntos, pois viemos juntos. Ela foi minha companheira durante toda a trajetória”, comentou.

Do casamento, veio o primeiro filho do casal, hoje com três meses. O estudante explica que já tem planos para o filho, mas apenas o amadurecimento da criança é que fará com que se concretizem. “Minha vontade é que ele cresça na aldeia, mas quando crescer só ele pode decidir os passos dele. Quero que ele estude, faça o ensino médio e, se quiser, faça a graduação. Se ele preferir defender a cultura fortemente, ser uma liderança indígena, tudo bem. O que ele desejar e quiser fazer de coração, vamos aceitar”, finalizou.

‘Chaves’ destacou relação entre EUA e a América Latina, diz pesquisadora

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Ludimila Stival Cardoso fez mestrado na UFG sobre programa de Bolaños.
Ela diz que personagens mostravam situação de países nos anos 70 e 80.

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Paulo Guilherme, no G1

Na criação dos personagens do programa ‘Chaves’, o humorista mexicano Roberto Gómez Bolaños, que morreu nesta sexta-feira (28), fez uma caracterização das relações entre os países da América Latina e os Estados Unidos, segundo Ludimila Stival Cardoso, pesquisadora da Universidade Federal de Goiás (UFG). Ela fez sua dissertação de mestrado sobre o programa, publicada posteriomente no livro “É que me escapuliu: o riso da gentalha!”.

Formada em relações internacionais, Ludimila pesquisou a fundo as características dos personagens do humorístico e mostrou como Bolãnos apresentava um humor com uma grande carga de crítica social embutida.

“Em todos os episódios o público ri de situações e problemas sociais que todos os países da América Latina carrega”, destaca a pesquisadora. “A questão do déficit alimentar na América Latina, é muito caracterizada na figura do Chaves.”
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“O Senhor Barriga aparece como representante do lado Norte da América, os Estados Unidos, que detém o dinheiro e os meios de produção. Ele é o dono do local onde todos vivem e mostra uma representação da relação de poder dos Estados Unidos em relação aos países da América Latina principalmente nas décadas de 70 e 80.”

A pesquisadora destaca ainda a personagem Dona Florinda como países latino-americanos que já tiveram em boa situação, mas se encontravam em crise de pobreza e miséria nos 70 e 80, como a Argentina.

“O Sr. Madruga é um personagem emblemático. Ele é a representação dos países que sabemque estão em situação complicada mas sempre vai postergando pagamento da dívida, encontram formas de adiar resoluções que precisam tomar em seus países. Alguns autores até relacionam ele com o Brasil e também com o México, que já precisou declarar moratória.”

Ludimila diz que um dos segredos do sucesso do programa por tanto tempo foi refletir a realidade das pessoas das classes C e D. “Além disso, a pessoa já sabe o que vai acontecer, e se sente segura para acompanhar o programa. Ter personagens adultos fazendo papel de criança e se colocando como criança, o jeito do olhar e de pronunciar as palavras, a roupa, traz identificação porque mostra a questão do humor não só infantil, mas ingênuo mesmo.”

Programa oferece bolsas exclusivas para brasileiros que queiram estudar na Holanda

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Publicado por Hypeness

Se viajar é bom, porque te permite conhecer o mundo e ficar automaticamente mais rico, estudar no estrangeiro é ainda melhor, porque tem tudo isso e mais o desafio de um novo sistema de ensino, de uma vida fora da sua zona de conforto, de pessoas diferentes e de uma nova rotina. E quando nos perguntam que país europeu a gente escolheria para passar uma temporada, a resposta é imediata: Holanda.

Os motivos são vários, mas para quem vai estudar, saber que a Holanda tem o 3º melhor sistema de ensino superior do mundo é já um ponto (ou vários!) extra para o país das tulipas. Depois, seja viajando ou estudando, é bem provável que você se apaixone pelo estilo de vida, que tem alguns pontos bem fortes, como a mentalidade aberta, o fato de todo mundo falar inglês – com a vantagem de você não precisar aprender holandês – ou a importância que as pessoas dão pra temas como a sustentabilidade, que no Brasil e em outros lugares ainda está dando os primeiros passos.

Por isso, ficamos felizes em anunciar que o programa OTS Brazil está oferecendo um número recorde de bolsas pra brasileiros que queiram estudar na Holanda. O legal de serem exclusivas para cidadãos do nosso país é que a concorrência diminui, então já sabe: essa é a oportunidade ideal pra correr atrás de seu sonho.

Ao todo, são 76 vagas em 23 universidades diferentes, com todos os cursos ministrados em inglês (você pode descobrir quais são aqui). As oportunidades são para cursos de bacharelado, mestrado, MBA, foundation year (preparatório para graduação) e Short Degree (onde só o último ano da graduação é feito no exterior) para estudantes de diversas áreas, com destaque para Artes, Business, Indústria Criativa, Comunicação, Direito, Engenharia e Ciências Humanas. Dependendo da instituição, as bolsas podem ser para descontos na anuidade ou mesmo cobrir 100% do valor do curso, além de que muitas universidades oferecem auxílio para cobrir todos os custos relacionados ao estudo. Os valores podem chegar até 24 mil euros em dinheiro e 32.500 euros em anuidade.

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E para você ficar a par de tudo, as universidades holandesas vão realizar vários eventos no Brasil em novembro. Tome nota: dia 19, terá palestra online, onde será possível tirar dúvidas em tempo real sobre todas as bolsas oferecidas. Nos dias 26 e 27, um grupo de 13 universidades holandesas estará na UFF, no Rio, e na UNB, em Brasília, em locais de grande movimentação, divulgando seus programas de estudo. E, por fim, nos dias 29 e 30, o grupo de universidades estará presente na 2ª edição da Euro-Pós Brasil, a feira de educação superior europeia, em São Paulo, também prontas a esclarecer as questões dos estudantes brasileiros.

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Além desse programa especial para brasileiros, existem mais de 60 bolsas de estudo disponíveis na Holanda, que você confere aqui, o que pode realmente fazer a diferença em sua vida profissional futura.

Por existirem todas essas possibilidades, a companhia aérea KLM Brasil oferece bolsas para financiar as passagens dos estudantes. Os detalhes serão divulgados em breve e você só precisa se cadastrar nesse site para ficar a par das novidades.

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Mestrado de Direito da FGV é eleito um dos mais inovadores do mundo

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Instituição é a única brasileira em lista divulgada pelo Financial Times

Publicado em O Globo

RIO – A Direito GV – Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getulio Vargas é a única instituição da América Latina a integrar a lista de programas de mestrado em Direito mais inovadores do mundo, publicada pelo Financial Times. Divulgada nesta terça-feira, a seleção elenca 85 escolas, sendo a maioria da Europa e da América do Norte. Veja a lista completa aqui.

Para a produção da lista, foram levados em consideração aspectos como número de alunos, nacionalidades envolvidas, custo total, fornecimento de bolsas e parcerias com outras instituições. O diretor da escola, Oscar Vilhena Vieira, comentou a conquista:

– Este reconhecimento é decorrência de um radical compromisso com a inovação no ensino, o protagonismo do aluno, a internacionalização e a excelência acadêmica – disse.

Sobre a internacionalização, Oscar destacou a Law Schools Global League, projeto coordenado pela instituição, que reúne renomadas escolas de Direito do mundo para facilitar a cooperação no desenvolvimento de pesquisas e métodos de ensino. Além disso, há a integração com Iniciativa Latino-Americana para o Direito e Desenvolvimento (Iladd), que procura desenvolver trabalhos para ampliar o entendimento sobre as reações entre democracia, desenvolvimento e o estado de direito na América Latina.

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