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Ensino médio brasileiro era ruim. E está pior

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Publicado por Veja

Só um em cada dez alunos encerra ciclo sabendo o que deveria em matemática — número inferior ao medido em 2009. Em português, a situação também não é boa, revela relatório da ONG Todos Pela Educação

Brasil está distante de atingir as metas da ONG Todos Pela Educação (Washington Alves/Agência Estado )

Brasil está distante de atingir as metas da ONG Todos Pela Educação (Washington Alves/Agência Estado )

O ensino médio reúne atualmente alguns dos piores indicadores da educação brasileira. É nessa etapa da educação básica que se concentram as maiores taxas de abandono escolar e também as notas mais baixas no Ideb, índice que mede a qualidade de nossas escolas. E o pior: a situação não está melhorando, como comprova relatório divulgado nesta quarta-feira pela ONG Todos Pela Educação. Os dados, compilados a partir de resultados de 2011 do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e da Prova Brasil, revelam que apenas 10,3% dos alunos brasileiros terminam o ensino médio sabendo o que deveriam em matemática – ou seja, quase 90% dos alunos não aprendem o esperado. É um retrocesso em relação à medição anterior, realiza em 2009, quando 11% dos estudantes do 3º ano sabiam o esperado na disciplina. Em 2003, esse índice era de 12,8%. Os resultados ficaram abaixo da meta estabelecida pela ONG para o ano de 2011 e colocam em xeque o objetivo traçado para 2022, ano do bicentenário da Independência: ao menos 70% dos estudantes com conhecimentos adequados a seu estágio escolar.

Em língua portuguesa, não houve retrocesso em relação 2009. Contudo, praticamente não houve avanços, e a cifra ficou longe da meta. Em 2009, 28,9% dos estudantes demonstraram dominar os conteúdos esperados. Em 2011, o número chegou a 29,2%. (continue a ler a reportagem)

A evolução do aprendizado nas escolas brasileiras

Variação do porcentual de alunos com aprendizado adequado (%)

Os maus resultados não são exclusividade do ensino médio. No 9º ano do ciclo fundamental, apenas 16,9% dos alunos demonstraram dominar os conhecimentos de matemática. Apesar de ainda distantes do ideal, houve progresso em relação a 2009, quando esse índice era de 14,8%. Já em língua portuguesa, 27% dos alunos alcançaram desempenho adequado, representando um ligeiro aumento em relação à medição anterior, 26,3%.

É nos anos iniciais do ensino fundamental que o desempenho do Brasil apresenta sinais menos preocupantes, com evolução significativa. Em matemática, 36,3% dos alunos do 5º ano registraram aprendizado adequado em 2011, ante 32,6% em 2009. Já em língua portuguesa, o índice foi de 40%, frente a 32,6% do indicador anterior.

O relatório do Todos Pela Educação evidencia a fragilidade da rede pública de ensino. Quando analisadas separadamente, as escolas mantidas por governos das três esferas apresentam índices em média 5 pontos porcentuais abaixo da média nacional, que considera as redes pública e a privada. Nas escolas públicas do Alagoas, por exemplo, apenas 1,4% dos estudantes do 3º ano do enisno médio sabem o que deveriam saber em matemática. Isso significa que de cada 100 alunos, 98 não aprendem o esperado.

Alunos com aprendizado adequado vs. metas para 2011 (%)

Diretor de escola promete dormir no telhado se alunos lerem 2.000 livros

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Promessa faz parte de um programa de leitura ligado a time de beisebol

Publicado no R7

diretorReprodução/ The Huffington Post

Don Gillet recebeu o desafio de três alunos do terceiro ano

O diretor de uma escola na Pensilvânia (EUA) prometeu a seus alunos que vai dormir no telhado da instituição casos eles cumpram a meta de ler 2.000 livros até o primeiro jogo de beisebol de um time de Nova York, em abril. As informações são do Huffington Post.

Don Gillett, diretor da Wrightsville Elementary School, acredita que deve incentivar o programa de leitura do York Revolution, o time de baseball nova-iorquino, é uma boa maneira de incentivar os alunos a lerem mais livros.

Adotado por 50 escolas mais de 19 mil alunos, o programa encoraja os estudantes a escolherem livros do currículo escolar. Além disso, eles podem marcar o progresso na leitura e ganhar tickets para o jogo do time de beisebol, que estreia em campo em 14 de abril.

Para isso Gillet foi ainda mais longe. Ele propõe continuar dormindo no telhado até que o time perca um jogo. O desafio foi feito por três estudantes do terceiro ano. Para que o diretor cumpra a promessa, no entanto, os estudantes também devem cumprir a deles.

O que 6 escolas pobres do Brasil fizeram para ter desempenho de país desenvolvido

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Marco Prates, no Exame.com

As escolas a seguir, distribuídas pelas 5 regiões do Brasil, conseguiram um feito notável: fazer com que alunos de áreas carentes, com pais de pouca instrução, tivessem desempenho a altura de pares de nações desenvolvidas

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Dulla

Sem milhões para gastar, mas muita disciplina

Está certo quem diz que alunos que vêm de famílias com baixo poder aquisitivo e menor histórico educacional, em regiões pobres, têm, em geral, desempenho inferior em avaliações quando comparados a estudantes de regiões mais desenvolvidas. A correlação aparece em estudos nacionais e internacionais.

Mas tal constatação não é, de maneira nenhuma, um atestado de que estes alunos não podem, quando estimulados da maneira correta, aprender tanto ou mais que qualquer outro. As escolas desta lista são a prova disso.

A Fundação Lemann e o Itaú BBA resolveram ir a campo e investigaram a fundo seis centros de ensino – em um universo de 215 escolas – que conseguiram tirar dos alunos hoje desempenho esperado das demais crianças do 5º ano somente em 2022.

A meta do Ministério da Educação é que o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do Brasil chegue a 6 no período de 10 anos, o que seria, segundo o MEC, comparável aos países desenvolvidos.

Hoje, a média do país é 5. Estas unidades de ensino, no entanto, ficam acima de 7. (mais…)

Como ler mais livros por ano

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Seu cérebro só consegue absorver as informações de maneira eficiente quando está focado em somente uma tarefa

Publicado no Incorporativa

DestaqueEmbora a leitura de pelo menos 70 livros por ano pareça uma tarefa difícil, com as habilidades certas isso pode ser mais fácil do que você imagina. Ler faz bem para o seu cérebro e não requer um grande investimento. Se você gosta de ler, mas tem preguiça ou não consegue por falta de tempo, confira a seguir algumas dicas que podem ajudar a “devorar” livros:

1. Aprenda a ler com velocidade

A leitura é uma habilidade muito importante. Portanto, desenvolver técnicas para melhorar e aumentar o seu ritmo de leitura pode ser interessante. A ideia real por trás da leitura com velocidade é simplesmente fazer uma leitura focando apenas nos trechos que interessam, sem perder tempo com passagens não tão importantes.

2. Tenha sempre um livro novo

Isso pode parecer óbvio, mas a melhor maneira de aumentar a quantidade de livros que você lê é sempre ter um livro novo disponível na sua prateleira.

3. Leia um livro de cada vez

Leia um livro de cada vez. Seu cérebro só consegue absorver as informações de maneira eficiente quando está focado em somente uma tarefa. Por isso, a dica é ler com atenção um livro por vez.

4. Defina uma meta de leitura por mês

Faça uma lista com as principais obras que você gostaria de ler durante o mês, e comece a ler. Coloque como uma meta que deve ser atingida mensalmente. Isso vai auxiliar na sua rapidez.

5. Corte as distrações

Quando você escolher o livro que vai ler, não perca tempo com distrações como televisão, internet e músicas. A partir do momento em que você se comprometer em terminar de ler uma obra, você certamente vai cumprir essa meta.

Universia / Foto: Shutterstock.com

Brasileiros reúnem doações para construir escola de bambu na Libéria; projeto custa R$ 200 mil

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O projeto “Escola de Bambu”, estimado em R$ 200 mil, pretende construir uma escola que tenha energia elétrica, saneamento básico e o material pedagógico necessário nas salas de aula para o ensino de 300 crianças liberianas. Para isso, um grupo de brasileiros busca doações

Mariana Monzani, no UOL

O objetivo é ousado: construir uma escola de bambu com doações públicas para atender 300 crianças na Libéria, país devastado pela guerra civil. A meta foi estabelecida por um grupo de mais de 30 brasileiros que se interessaram pelo projeto tocado pelo liberiano Sabato Neufville, que mantém uma escola gratuita no país.

No sistema educacional liberiano, mesmo as escolas públicas são pagas. Um semestre de ensino custa de U$ 50 a U$ 200, o que torna inviável a educação de crianças pobres.

Como prestador de serviços da missão da ONU (Organização das Nações Unidas) na Libéria, Neufville, 34, recebe por mês US$ 800. Parte do seu salário é destinada a 16 professores que dão aulas em uma escola com ensino gratuito na comunidade de Fendell.

A história foi descoberta pelo jornalista Vinícius Zanotti, 27, durante uma viagem pelo oeste da África. De volta ao Brasil, Vinícius reuniu um grupo de brasileiros para tocar o projeto, “os bambuzeiros”.

São arquitetos, designers, médicos, farmacêuticos, publicitários e advogados. Todos em busca de recursos para construir uma escola que tenha energia elétrica, saneamento básico e o material pedagógico necessário nas salas de aula para o ensino de 300 crianças liberianas.

Para isso, precisam de R$ 200 mil. Até o momento conseguiram R$ 45 mil através de doações para o site, que também traz a prestação de contas do projeto “Escola de Bambu”.

Libéria

“Muito mais que a construção da escola é a possibilidade de compartilhar a tecnologia. Na Libéria não existe rede de distribuição de energia e apenas 17% da população tem banheiros. Por isso, avaliamos que esta transferência será uma semente para um futuro mais próspero ao país”, diz Zanotti.

A “terra da liberdade”, como é conhecido o país, ocupa a 6ª pior posição do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) mundial. Ali poucas pessoas têm acesso à energia elétrica, provida por geradores abastecidos por gasolina.

Segundo a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), no período de 2005 a 2010, das crianças liberianas com idade escolar primária, apenas 32% dos meninos e 28% das meninas frequentavam a escola. Na educação secundária, o índice é ainda pior: apenas 14% das crianças nesta idade escolar tinham acesso à educação.

Escola de Bambu

O projeto da escola, feito por André Dal’bó, arquiteto, prevê o uso de técnicas construtivas já utilizadas no cotidiano dos liberianos de Fendell, a partir do uso do bambu e da terra, materiais de fácil acesso na região, baixo custo e renováveis.

“O uso do bambu como elemento estrutural se justifica pelo seu grande potencial construtivo, baixo impacto na natureza e disponibilidade de manejo local livre de custos”, afirma Dal’bó.

O projeto está na fase de captação de recursos e após alcançar o financiamento necessário, a escola será construída. “Vamos em janeiro com o que temos arrecadado. Se não for possível construir o mesmo prédio, poderemos mudar o desenho. Além de reduzir a segurança e conforto de nossa equipe. Tudo será resolvido por lá, quando chegarmos”, explica o jornalista.

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