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Regra do MEC pode liberar vestibular de curso barrado

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Fábio Takahashi, na Folha de S.Paulo

O Ministério da Educação divulgou ontem regras para que cursos superiores punidos no mês passado possam reabrir seus vestibulares. Mais da metade dos atingidos poderão pedir o recurso.

Em dezembro, a pasta divulgou que 200 cursos que tiveram notas baixas em 2008 e 2011 não poderiam abrir vagas para este ano. Destes, 112 poderão pedir revisão, por estarem com “tendência positiva”.

Do grupo, apenas seis mudaram de patamar, de nota 1 para 2, na escala até 5 –que considera a nota dos alunos no Enade e o perfil docente.

Os demais 106 cursos melhoraram apenas as casas decimais. Engenharia ambiental da faculdade Oswaldo Cruz (São Paulo), por exemplo, subiu de 1,90 para 1,91.

Segundo as regras divulgadas ontem, se o curso estiver em instituição com boa avaliação, o processo será mais rápido. Não haverá, por exemplo, visita de comissões in loco.

“Se já vão liberar os cursos de instituições bem avaliadas, por que divulgam a punição a esses cursos? Fica parecendo medida para inglês ver”, afirmou Edgar Gastón Jacobs Flores Filho, consultor de legislação educacional e professor da Universidade Federal de Ouro Preto (MG).

Ele questiona também o critério usado para definir quem está com tendência positiva. “Usar casa decimal pode indicar melhoria insignificante estatisticamente.”

O Ministério da Educação afirmou que divulgou apenas a regulamentação da medida de dezembro. Ou seja, não houve recuo, disse.

Sobre o critério para definir quem está com tendência positiva, afirmou que a intenção é não misturar cursos que estão tendo alguma melhora com os demais. Ressaltou que nenhum desses cursos está automaticamente liberado, pois todos passarão por avaliação.

49,3% das pessoas acima de 25 anos não concluíram o ensino fundamental

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Publicado por G1

Segundo estudo do IBGE, maior percentual está no Norte e Nordeste.
Houve queda nos índices na comparação entre 2000 e 2010.

O engraxate Sérgio Batista de Almeida, de 41 anos, estudou até a terceira série do ensino fundamental (Foto: Paulo Guilherme/G1)

O engraxate Sérgio Batista de Almeida, de 41 anos,
estudou até a terceira série do ensino fundamental
(Foto: Paulo Guilherme/G1)

Quase metade (49,3%) da população de 25 anos ou mais não concluiu o ensino fundamental, enquanto 11,3% tinham curso superior de graduação completo. O dado integra a pesquisa “Educação e deslocamento” desenvolvida com base no censo demográfico de 2010, divulgada nesta quarta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

É o caso do engraxate Sérgio Batista de Almeida, de 41 anos. Ele estudou até a terceira série do ensino fundamental. “Faltou oportunidade na minha vida”, afirma Almeida, um ex-morador de rua que agora conserta sapatos e tênis na região central de São Paulo. Ele largou a escola aos 9 anos de idade e chegou a trabalhar como bancário levado por um programa de apoio a moradores de rua. “A educação é muito importante para o desenvolmento psicológico da pessoa”, afirma.

O percentual referente à parcela da população sem instrução ou com o fundamental incompleto foi maior nas regiões Nordeste (59%) e Norte (53,6%). Nas demais regiões os índices foram: Sul (48%), Centro-Oeste (46,8%) e Sudeste (43,7%).

Os maiores índices de pessoas com ensino superior completo aparecem na Região Sudeste (13,7%), seguida por Centro-Oeste (13,2%), Sul (12,1%), Norte (7,6%) e Nordeste (7,1%).

Apesar dos índices de pessoas de 25 anos ou mais sem instrução ou com o fundamental incompleto ainda serem muito expressivos, houve queda se comparado os dados de 2000 e 2010. O percentual caiu de 64,0% para 49,3% no total; de 58,8% para 44,2%, na área urbana; e de 90,3% para 79,6%, na área rural. Na população masculina, a queda foi de 64,8% para 50,8%, e na feminina, de 63,4% para 47,8%.

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Mulheres mais instruídas
Nesta faixa etária, as mulheres apresentam maior nível de escolaridade. O percentual de homens com 25 anos ou mais, sem instrução ou com o fundamental incompleto foi de 50,8% e o daqueles com pelo menos o superior de graduação completo, 9,9%; enquanto que, na população feminina, esses indicadores foram 47,8% e 12,5%, respectivamente.

O estudo mostrou ainda que o nível de instrução eleva a renda. No universo de pessoas de 25 anos ou mais de idade sem instrução ou com o fundamental incompleto, a parcela com rendimento domiciliar per capita de mais de 5 salários mínimos foi de 1,1%. Com o aumento do nível de instrução, esse indicador foi crescendo e alcançou 33,9% para as pessoas com pelo menos nível superior de graduação completo.

Pela pesquisa constatou-se ainda que 71,6% das pessoas de 25 anos ou mais de idade sem instrução ou com o fundamental incompleto estavam na classe sem rendimento até 1 salário mínimo de rendimento nominal mensal domiciliar per capita, enquanto 10,7% das tinham pelo menos o superior de graduação completo estavam nessa classe.

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