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Posts tagged Metodologia

54% dos universitários não confiam no ensino superior, diz pesquisa

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Estudo divulgado neste mês foi feito com 7 mil brasileiros.
Jovens ainda acreditam que universidade dá habilidades específicas.

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Publicado no G1

Mais da metade dos universitários brasileiros (54%) não confia no sistema de ensino superior atual, segundo pesquisa da Laureate International Universities. A análise é uma das conclusões de um levantamento da empresa com quase sete mil alunos brasileiros. A pesquisa também aponta que dois terços dos estudantes não estão satisfeitos com o investimento de tempo e dinheiro no ensino superior.

Apesar disso, mais de 85% dos universitários acreditam que seu curso é imprescindível para lhes proporcionar habilidades profissionais específicas. Os jovens também esperam que o ensino superior lhes dê um futuro melhor, de acordo com o levantamento.

Os estudantes afirmam que inovações no ensino superior são necessárias para que eles alcancem seus objetivos profissionais, de acordo com a pesquisa. Educação orientada para a carreira, estágios remunerados e cursos ministrados pelos empregadores são algumas das mudanças apontadas pelos entrevistados que deveriam ser implantadas pelas universidades.

Na pesquisa como um todo, os entrevistados demonstraram otimismo em relação ao futuro após concluírem a universidade. Os estudantes também estão mais interessados em empreendedorismo e 96% acreditam que suas instituições deveriam dar mais incentivos nesta área.

Metodologia
A pesquisa ouviu 6289 estudantes de onze instituições Laureate. Além deles, também foram entrevistados 506 estudantes brasileiros de outras universidades. O levantamento foi conduzido em parceria com a Zogby Analytics.

Censo: 65% das escolas brasileiras não têm biblioteca

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Recife. Uma caixa de papelão é a 'biblioteca' de uma escola mundicipal Agência O Globo

Recife. Uma caixa de papelão é a ‘biblioteca’ de uma escola mundicipal Agência O Globo

Em três anos, parcela de unidades de ensino equipadas com espaços adequados para leitura passou de 33,5% para apenas 35%

Leonardo Vieira e Letícia Lins, em O Globo

RIO E RECIFE – “Não pedem para eu ler muito aqui, não. Mas também não faço tanta questão assim. Acho meio chato”. Assim, Adriel Ferreira, 11 anos, aluno do 5º ano de uma escola municipal de Belford Roxo (RJ), um menino como milhões de outros país afora, resume espontaneamente o desinteresse pela leitura, reforçado por um dado preocupante, mas nada surpreendente: a escola dele integra o gigantesco grupo de 65% de unidades de ensino, públicas e privadas, sem bibliotecas no Brasil. Os números, presentes no Censo Escolar 2013 e compilados pelo portal Qedu, mostram que, desde 2010, quando entrou em vigor a lei 12.244 — que obriga todos os gestores a providenciar, até 2020, espaços estruturados de leitura em seus colégios —, a situação praticamente não evoluiu. Naquele ano, só 33,1% das escolas tinham bibliotecas; em 2013, eram 35%.

— Uma vez até fui mexer ali na sala de leitura (repleta de caixas de papelão e sacos plásticos), mas o pessoal da escola falou que não era para tocar em nada. Disseram que era para os professores — lembra Adriel.

Embora em melhor situação, as escolas particulares ainda estão longe da universalização dos espaços de leitura: apenas 59% delas os têm, ante 28,9% das públicas. Há também grande disparidade regional. Sul e Sudeste têm a maior concentração de bibliotecas, enquanto Norte e Nordeste enfrentam dificuldades. Rio Grande do Sul (63,41%), Minas Gerais (60,52%) e Paraná (58,05%) ocupam as três primeiras colocações; Acre (18,29%), Maranhão (13,88%) e Pará (15,83%), as últimas. O Rio está em sexto, com 46% de unidades equipadas. São Paulo tem só 24%, na 19ª colocação.

Fora do orçamento das escolas

Os baixos percentuais de cobertura levam educadores a não acreditar que a lei será cumprida até 2020. Christine Fontelles, diretora de educação e cultura do Instituto Ecofuturo, defende a extensão do prazo. Ela trabalha no projeto Eu Quero Minha Biblioteca, que ajuda professores, diretores, pais e alunos a requisitar e implantar bibliotecas nas escolas. Seu trabalho envolve articulações com secretarias de Educação e o MEC:

— Há pouco conhecimento sobre o texto da lei e pouquíssima referência sobre o impacto que uma boa biblioteca pode causar. Não há ainda uma tradição no país de incluir as bibliotecas no orçamento das escolas. O que não pode haver é um improviso. É preciso haver lugares adequados para a leitura, não adianta ter livros num caixote.

Na rede municipal do Rio de Janeiro, segundo o Censo de 2013, apenas 21,71% das bibliotecas escolares podem ser consideradas como tal. O índice já foi melhor: há quatro anos, eram 34,28%. O que ocorre é que muitas possuem espaços dedicados a atividades de leitura, inclusive com amplos acervos, mas que não obedecem à lei.

Um exemplo é a Escola Municipal George Pfisterer, no Leblon, Zona Sul da cidade. O acervo da sala de leitura é de 10 mil títulos para aproximadamente 1.300 alunos, sendo a grande maioria proveniente da Rocinha. Lá, professores trabalham atividades com livros, como adaptação de obras literárias para o teatro, resenhas e até concursos de poesias. No entanto, diferentemente do que preconiza a lei, quem trabalha no local não são bibliotecários, mas sim docentes, os chamados “professores regentes”.

Mesmo assim, os gestores da escola garantem que a fórmula é mais eficiente do que o modelo de uma simples biblioteca. Há dois anos na sala de leitura, a professora de História Isabel Gonçalves Lepediano conta que o número de empréstimos solicitados voluntariamente por alunos chegou a 3.529 só até agora em 2014, mais que o total de 2013.

Uma das frequentadoras da sala de leitura, a estudante Raquel de Araújo Silva, de 12 anos, diz que o local a estimula a ler. Mas sustenta que o gosto pela leitura surgiu em casa:

— Comecei com livros de poesia do meu pai.

Metodologia explicaria queda

A explicação para a queda no número de escolas com bibliotecas na rede carioca está na metodologia do Censo Escolar. Essa é a opinião de Simone Monteiro, coordenadora do Programa Rio, Uma Cidade de Leitores da Secretaria municipal de Educação. Segundo ela, a Prefeitura tem projetos de incentivo à leitura nas escolas que, às vezes, podem ser desconsiderados por gestores na hora do preenchimento do questionário do Censo.

— Os dados do Censo não condizem com a realidade. Nossa oferta é muito maior do que está ali.

No bairro popular de Nova Descoberta, na Zona Norte do Recife, a situação é bem mais drástica. As escolas municipais Casa Amarela e Córrego de Areia simplesmente não têm qualquer coisa que se assemelhe a uma biblioteca. Os livros são ofertados de forma improvisada — numa caixa de papelão, como ocorre na primeira, ou em pequenas estantes, como na segunda. Das 232 escolas da prefeitura, mais da metade não tem espaços adequados de leitura.

Há 12 anos lecionando na rede, a professora Vânia Costa lamenta a situação:

— Temos títulos interessantes, uns 50, mas não há espaço adequado. As crianças manuseiam os livros, mas, como eles ficam na caixa, acabam danificados.

Na Córrego da Areia, a direção criou “cantinhos da leitura” nas salas de aula, onde foram instaladas prateleiras. Ao todo, há 500 títulos.

— Já tive oportunidade de trabalhar em uma escola sem biblioteca, no Córrego da Bica, e depois, quando ela foi instalada, percebi a diferença. A disputa pela biblioteca, onde também tinha um laboratório de informática, era grande — conta Sílvia Patrícia Bezerra Rocha, coordenadora pedagógica da unidade.

Apesar de estarem em situação melhor que as públicas, as escolas particulares vêm perdendo espaços qualificados. Em 2010, eram 60,24%; ano passado, 58,68%. No Estado do Rio, a queda foi de 66,23% para 60,24%. De acordo com a presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares, Amábile Pácios, há uma “percepção por parte dos colégios de que a lei está ultrapassada”.

— Alunos trazem celulares e tablets para a sala. É evidente que preferem bibliotecas virtuais. A biblioteca (física) ainda é importante, mas agora não podemos mais dizer que é essencial — alega.

Holanda inaugura 1ª escola ‘Steve Jobs’ que ensina os alunos em iPads

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Metodologia da Steve Jobs School desenvolve criatividade das crianças.
Ao todo serão inauguradas 12 unidades para atender mil alunos.

Menina ouve música em iPad da Steve Jobs School, na Holanda (Foto: Michael Kooren/Reuters)

Menina ouve música em iPad da Steve Jobs School, na Holanda (Foto: Michael Kooren/Reuters)

Publicado por G1

Uma escola onde cada estudante recebe um iPad conectado na internet. Nada de lousa, giz, professor passando lição, nem uniformes. A Holanda experimenta um novo formato de ensino voltado totalmente para a tecnologia e a interatividade do aluno com o conteúdo. A cidade de Sneek inaugurou esta semana a primeira unidade da Steve Jobs School, a escola experimental criada a partir dos conceitos e da tecnologia desenvolvidos pelo fundador da Apple que morreu em 2011.

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Alunos da Steve Jobs School (Foto: Michael Kooren
/Reuters)

Pela metodologia da escola, as crianças “vão escolher o que desejam aprender com base no que passar a ter curiosidade”. A escola explica em seu site oficial que “o ensino baseia-se nos talentos de cada estudante e tem como objetivo trazê-los para desenvolver e fortalecer, nomeadamente por meio da cooperação. A pedagogia e didática levam em conta o estilo de aprendizagem individual do aluno”.

Ao todo serão 12 escolas espalhadas pela Holanda. A iniciativa é da O4NT (Educação para um novo tempo), uma ONG que promove a inclusão de iPads para a educação infantil. A proposta é oferece as ferramentas e o conteúdo para crianças de 4 a 12 anos. A previsão é que mais de 1 mil crianças vão estudar neste modelo.

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Menino mexe em iPad durante a aula (Foto: Michael
Kooren/Reuters)

Além do espaço físico, a escola oferece um ambiente virtual de aprendizagem para as crianças. “O ensino é focado em adquirir as habilidades do século 21 como a criatividade, a inovação eo pensamento crítico, resolução de problemas, habilidades motoras empréstimos comunicação, colaboração, adaptabilidade, liderança, produtividade e social. Os alunos irão fazer uso do mais recente hardware e software. Como eles adquiram as competências básicas implicitamente definidos para as escolas primárias”, diz a escola em sua apresentação.
Os pais são peças fundamentais para ajudar os alunos a desenvolver suas habilidades, segundo a Steve Jobs School.

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Alunos da Steve Jobs School (Foto: Michael Kooren/Reuters)

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A primeira unidade da escola Steve Jobs School foi inaugurada em Sneek, na Holanda (Foto: Michael Kooren/Reuters)

Educação pelas ondas do rádio

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Programa Para Ouvir e Aprender, veiculado pela Rádio Rural de Santarém, funciona como instrumento pedagógico e estimula aprendizado dos alunos

Alunos durante gravação do programa 'Para Ouvir e Aprender' (Foto: Divulgação)

Alunos durante gravação do programa ‘Para Ouvir e Aprender’ (Foto: Divulgação)

Publicado por G1

Em tempos de tecnologias modernas e avançadas, o rádio ainda se supera e mostra seu valor na educação. Que o digam as crianças da Escola São Jorge, na comunidade de Tapará Grande, próxima de Santarém, no Pará. Todas as segundas, quartas e sextas elas param o que estão fazendo e prestam atenção ao “Para Ouvir e Aprender”, veiculado pela Rádio Rural de Santarém de 7h30 às 8h e de 14h05 às 14h35. O programa é o carro-chefe do projeto Rádio pela Educação, que desde 1999 desenvolve ações usando o veículo como instrumento pedagógico. Atualmente, 76 escolas, além da São Jorge, participam do projeto. O Rádio pela Educação é premiado como iniciativa de sucesso em educomunicação, metodologia pedagógica que propõe o uso de recursos tecnológicos e técnicas da comunicação na aprendizagem, e faz parte do Mídias pela Educação, programa de educação a distância do Ministério da Educação (MEC).

“O programa traz para as ondas do rádio as realizações da escola, os sonhos dos alunos e as experiências que os educadores desenvolvem nas salas de aula. É a comunidade escolar falando dela e para ela. O objetivo do programa é incentivar a leitura, a escrita e o desenvolvimento da expressão oral de alunos e professores. O “Para Ouvir e Aprender” tem várias atrações, como entrevistas, radionovelas, cartas dos alunos e a sessão pedagógica, que semanalmente apresenta textos para incentivar a leitura de estudantes e professores. Com base em um guia pedagógico, produzido pela equipe do Rádio pela Educação em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA), são propostas atividades para serem realizadas após o programa”, explica Cesar Souza, um dos coordenadores do projeto.

Ouvir o programa educativo pelo rádio já é uma atividade que faz parte do dia a dia das crianças de Santarém  (Foto: Divulgação)

Ouvir o programa educativo pelo rádio já é uma atividade que faz parte do dia a dia das crianças de Santarém (Foto: Divulgação)

O Rádio pela Educação utiliza o método Paulo Freire de ensino a distância aplicado às séries iniciais – 1º a 5º ano –, tendo o rádio como recurso pedagógico. Durante trinta minutos, o projeto leva para a sala de aula a realidade da Amazônia, na voz das crianças, adolescentes e professores das zonas urbana e rural, estimulando a leitura dos gêneros textuais presentes na escola e na sociedade (livros, cartazes, histórias, causos, rádio, TV, jornal, etc). Os alunos são os próprios repórteres e recebem gravadores para fazer matérias em suas comunidades. Quando a fita chega a Rádio Rural de Santarém, a equipe do programa faz um pré-edição e põe no ar. A oportunidade de participar ativamente deixa os alunos ainda mais atentos ao programa, conta o professor Lucenildo Santos da Silva, da Escola São Jorge.

“Quando está chegando a hora de começar, todo mundo se organiza para ouvir. Acho que os veículos de comunicação podem ajudar muito no processo de aprendizagem, tornando-o mais eficiente e divertido”, ressalta o professor.

Entretanto, mesmo sendo reconhecido e fazendo sucesso entre alunos e professores, o Rádio pela Educação esbarra em dificuldades técnicas. O projeto atende atualmente 12 mil alunos, porém, poderia ser ampliado se houvesse mais recursos, defende o coordenador Cesar Souza.

“Quando começou a ser realizado, em 1999, mais instituições de ensino participavam, no entanto, com o tempo, os aparelhos de rádio foram quebrando e não havia dinheiro para manutenção; fora as escolas que não têm mesmo rádio ou sistema de som. Para driblar a dificuldades, muitas vezes os colégios fazem ‘vaquinha’, bingos e contam com a ajuda de pessoas que doam aparelhos”, revela Souza.

De acordo com o coordenador, as escolas que desejarem participar do projeto Rádio pela Educação devem entrar em contato com a equipe por meio do telefone (93) 3523-1679 ou do email [email protected] Mais informações também no blog radiopelaeducacao.wordpress.com

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