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11 livros para fugir das multidões no mês do Carnaval

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Nossa lista de dicas literárias de fevereiro foi feita pensando em você, que prefere aproveitar o calorão e a folia de forma mais tranquila. Confira!

Giuliana Viggiano, na Galileu

Nem todo mundo gosta de curtir fevereiro ouvindo marchinhas de Carnaval em meio a multidões, né? Pensando nessas pessoas (e também em quem quer variar entre a folia e uma boa leitura), separamos alguns livros bacanas para os fãs de literatura. Confira:

Recursão, de Blake Crouch (Intrínseca, R$ 59,90, 320 páginas)
A vida do detetive Barry Sutton vira de cabeça para baixo quando ele encontra uma mulher que tem a Síndrome da Falsa Memória, uma doença que implanta lembranças falsas na mente da pessoa. Em paralelo, a neurocientista Helena Smith é agraciada com um patrocínio para sua pesquisa em busca da cura do Alzheimer.

Quando as histórias desses dois se cruzam por conta de uma conspiração, o detetive e a cientistas percebem que o conceito de tempo não é o mesmo hoje do que qual conheciam anteriormente. Em uma história eletrizante, Blake Crouch mostra todo seu talento, levando o leitor a refletir sobre o mundo e sobre si mesmo.

Identidade das nações, com organização de Peter Furtado (Edições Sesc, R$ 68, 296 páginas)
Para organizar essa coletânea, Peter Furtado contou com a ajuda de pesquisadores de diferentes países do mundo, que escreveram um pouco sobre suas respectivas nações de origem. Uma boa pedida para quem curte história, geografia e política.

A guerra pela Uber, de Mike Isaac (Intrínseca, R$ 59,90, 464 páginas)
A trajetória da start up que mudou a forma como nos locomovemos é analisada nesse livro, escrito pelo jornalista Mike Isaac, do The New York Times. Além de falar sobre as origens e o impacto da Uber no mundo, o autor traz informações exclusivas sobre o funcionamento da empresa e apresenta os desafios que seus funcionários e CEOs ainda enfrentam.

O livro dos humanos, de Adam Rutherford (Record, R$ 39,90, 252 páginas)
O que nos diferencia das outras espécies de animais? Foi buscando responder essa questão que Adam Rutherford escreveu O livro dos humanos. Na obra, além de analisar a genética do Homo sapiens, o autor aborda diferentes habilidades tidas como essencialmente humanas, como a fala e o arrependimento, e procura comportamentos semelhantes em outras espécies. Uma boa pedida para os fãs de biologia.

Entre dois mundos: Oblivion Song, de Robert Kirkman, Lorenzo de Felici e Annalisa Leoni (Intrínseca, R$ 49,90, 136 páginas)
Esse é o segundo volume dos quadrinhos criados por Robert Kirkman, a mente por trás da história que deu origem à série de sucesso The Walking Dead. Em um futuro distópico, um cientista é o único que ainda busca pelas vítimas do enfrentamento entre a nossa sociedade e seres monstruosos de outro mundo.

Nós & eles, de Bahiyyih Nakhjavani (Dublinense, R$ 49,90, 304 páginas)
Nessa obra sensível e bem escrita, a escritora iraniana Bahiyyih Nakhjavani conta a história das três gerações de mulheres de uma família que vive em seu país natal. Narrado na primeira pessoa no plural, Nós & eles relata as dificuldades e a força dessas mulheres que, apesar de fictícias, passam por situações reais para as moradoras do Irã.

Dionísio em Berlim, de Tiago Novaes (Dedalus Editorial, preço sob consulta, 132 páginas)
Cinco narradores trazem perspectivas diferentes sobre o mesmo personagem: Dionísio, deus grego do vinho, das festas e do teatro. De forma poética, Tiago Novaes apresenta novas versões dessa entidade mitológica tão importante para o desenvolvimento da nossa sociedade.

Sobre os ossos dos mortos, de Olga Tokarczuk (Travessa, R$ 59,90, páginas)
Um suspense eletrizante, esse livro consagrou a vencedora do Prêmio Nobel de literatura de 2018 Olga Tokarczuk como uma das grandes autoras do século 21. A história se passa em uma remota vila polonesa, onde a protagonista, Janina, trabalha como tradutora e caseira de casas de verão.

A mulher é famosa na região por amar estudar astrologia — e por simpatizar muito mais com animais do que com seres humanos. Sua personalidade reclusa se torna um problema quando uma série de assassinatos macabros começam a ocorrer no vilarejo.

Janina decide investigar os acontecimentos, pois tem certeza de que sabe quem é o autor dos crimes. Nessa obra, o leitor é levado a uma jornada que mistura investigação policial com um intenso suspense psicológico.

Ela disse: Os bastidores da reportagem que impulsionou o #MeToo, de Jodi Kantos e Megan Twohey (Companhia das Letras, R$ 49,90, 376 páginas)
Nessa obra, as jornalistas Jodi Kantos e Megan Twohey contam como conseguiram conquistar a confiança de diversas mulheres e testemunhas para darem vida à reportagem que revelou os abusos sexuais perpetrados pelo produtor Harvey Weinstein. Além de ser uma aula para os fãs de jornalismo, a obra discute os impactos do texto que iniciou o movimento #MeToo, além de reflexões das próprias autoras sobre o trabalho.

Os segredos que guardamos, de Lara Prescott (Intrínseca, R$ 59,90, 368 páginas)
Durante a Guerra Fria, quando Doutor Jivago, de Boris Pasternak, foi submetido à União de Escritores Soviéticos, o livro foi banido por conter alegações críticas ao regime. Isso deu origem a uma operação ilegal na qual as cópias da obra foram impressas na Holanda e contrabandeadas para a União Soviética por espiões norte-americanos.

É nesse contexto que a narrativa fictícia de Os segredos que guardamos acontece. Na obra, Lara Prescott conta as peripécias de uma das espiãs responsáveis por divulgar Doutor Jivago, refletindo sobre o regime da época e trazendo insights sobre a vida das mulheres daquela época.

Até que a morte nos ampare, de Marcos Martinz (Skull, preço sob consulta, 68 páginas)
A noiva cadáver Rosinha está condenada a reviver o dia de sua morte para todo o sempre — ou até alguém descobrir quem é seu assassino. Como ajudá-la? Lendo o livro, é claro.

Academia sueca demite quatro membros após escândalo sexual

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Prédio da Academia Sueca em EstocolmoJONATHAN NACKSTRAND / AFP

 

Instituição também anunciou o adiamento do prêmio há poucos dias

Publicado na Gaucha ZH

A Academia sueca, que entrega o Nobel de Literatura, anunciou nesta segunda-feira (7) a demissão efetiva de quatro de seus membros, nomeados inicialmente perpetuamente, após o escândalo #MeToo que sacudiu a famosa instituição.

A instituição está mergulhada em uma crise desde novembro, quando, no contexto da campanha mundial contra abusos sexuais, o jornal sueco Dagens Nyheter publicou os testemunhos de 18 mulheres que afirmavam terem sido violentadas, agredidas sexualmente ou assediadas por Jean-Claude Arnault, uma influente figura da cena cultural sueca.

Arnault, marido francês da poetisa e membro da Academia Katarina Frostenson, negou as acusações. Essas revelações semearam polêmica e discórdia entre os 18 membros da Academia sobre como reagir e, nas últimas semanas, seis deles decidiram renunciar, incluindo a secretária permanente Sara Danius.

Dois membros já não participavam há tempos dos trabalhos, reduzindo a dez o número de acadêmicos ativos. Segundo o estatuto da Academia, são necessários ao menos 12 membros ativos das 18 cadeiras para eleger um novo membro.

O rei, padrinho da instituição, anunciou em 2 de maio uma modificação no estatuto: seus membros podem agora renunciar e, portanto, serem substituídos durante sua vida.

“Lotta Lotass, Klas Östergren e Sara Stridsberg solicitaram e foram autorizados de forma imediata a deixar a Academia sueca”, indicou a instituição em um comunicado.

O quarto membro, Kerstin Ekman, afastado desde 1989 depois que a Academia se negou a condenar naquele ano uma fatwa contra o escritor britânico Salman Rushdie, também foi autorizado a se demitir. Na sexta-feira, a Academia anunciou que o Nobel de Literatura de 2018 será adiado e entregue junto com o 2019, pela primeira vez em quase 70 anos.

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