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Alunos de colégio de MG raspam a cabeça em apoio a professora com câncer

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Rayder Bragon, em UOL

Alunos rasparam a cabeça e alunas cobriram o cabelo com lenços para demonstrarem apoio a uma professora submetida a tratamento contra um câncer de mama, na cidade de Pará de Minas (a 80 km de Belo Horizonte).

A iniciativa aconteceu durante um café da manhã em homenagem à educadora, que leciona a disciplina de matemática para os estudantes do ensino médio no colégio Berlaar Sagrado Coração de Maria. A instituição preferiu manter preservado o nome da docente.

De acordo com o estudante Marcos Francisco Campos, 16, e um dos idealizadores da ideia, a professora, que está afastada há dois meses em razão do tratamento, ficou muito emocionada ao ser recepcionada pelos estudantes.

“Os meninos ficaram escondidos, e as meninas que receberem ela, com os lenços na cabeça. Foi entrando um por um. Todos usavam toucas e, quando já estávamos reunidos, a gente tirou as toucas. Ela chorou neste momento. Nós ficamos emocionados demais e a abraçamos”, explicou.

O estudante disse que a turma ficou sabendo da enfermidade da educadora por meio de outra professora da instituição. “Uma professora nos contou que ela estava com câncer. Daí, eu perguntei aos meninos se eles se animavam a raspar a cabeça para fazer uma homenagem a ela. Eles gostaram da ideia”, contou. Campos disse que dez colegas cortaram os cabelos.

“Além de nossa professora, ela é muito amiga da nossa turma”, frisou.

Apoio

O diretor Paulo Evandro Gonçalves Costa, 41, informou ter apoiado a iniciativa dos alunos ao perceber que alguns deles surgiram com a cabeça raspada no colégio e pediram a realização de um encontro com a professora nas dependências do colégio.

“Eles combinaram entre si. A gente não estava sabendo de nada. Um ou outro chegava aqui com a cabeça raspada, mas a gente achou natural porque muitos passam em vestibulares. Eles nos solicitaram apenas que queriam fazer um café da manhã para a professora”, relembrou.

O dirigente informou que, até então, a direção do colégio estava tentando preservar os alunos da notícia da doença da docente.

“Ela nos comunicou que encontrou esse nódulo maligno há dois meses. E ela, mesmo antes de se submeter ao tratamento, raspou a cabeça. A gente tentou preservar os alunos da notícia, não os alarmando”, declarou.

No tocante ao apego dos estudantes para com a professora, o diretor a descreveu como uma pessoa “rigorosa”, mas “carismática”. “Ela é uma professora muito querida pelos alunos, não é normal um professor de matemática ser tão bem quisto assim. Apesar de ser rigorosa, ela é muito carismática”, explicou.

Segundo ele, os pais dos alunos que participaram da homenagem se solidarizam com a iniciativa dos filhos. “Eu até fiquei com receio de que os pais pudessem pensar que os filhos foram forçados por algum colega a raspar a cabeça, mas todos foram muito solidários com a situação”, disse.

Mais de mil livros didáticos foram descartados em terreno baldio de MG

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Livros jogados fora eram de matérias como química e geografia.
Material seria destinado às escolas públicas, para alunos do Ensino Médio.

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Publicado no G1

Mais de mil livros didáticos, alguns ainda embalados, foram jogados em um terreno baldio em Minas Gerais. O material seria destinado às escolas públicas, para alunos do Ensino Médio.

Os livros foram abandonados em dois terrenos na zona rural de Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais.

Nos locais havia livros de matérias como química e geografia. Eram mais mil unidades novas e embaladas. Em um adesivo foi possível ver que a verba foi do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, do Programa Nacional do Livro Didático, e os livros seriam enviados para cidades da região metropolitana, como Nova Lima.

Os policiais tiveram trabalho para descarregar o material apreendido. As viaturas ficaram lotadas. Um homem que passava pela região no momento em que a polícia recolhia os livros se ofereceu para ajudar.

Os livros foram comprados para serem distribuídos em escolas públicas e deveriam ser usados nos anos letivos de 2015, 2016 e 2017. A entrega deveria ter sido feita entre outubro de 2014 e fevereiro deste ano e depois de recebidos pelas escolas, eles deveriam ser guardados em local apropriado até a entrega aos alunos.

As pilhas dos volumes levados para um distrito da Polícia Militar serão encaminhadas a Polícia Civil, que irá apurar se o material foi roubado ou se houve algum tipo de fraude. O Ministério da Educação recebeu a denúncia e disse que irá apurar os fatos.

Fraude em vestibulares aprovou 600 alunos em medicina, diz polícia de MG

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Fraude em vestibulares aprovou 600 alunos em medicina, diz polícia de MG

Rayder Bragon, no UOL

O grupo acusado pela Polícia Civil de Minas Gerais de fraudar o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2014, aplicado nos dias 8 e 9 deste mês, teria conseguido aprovar em torno de 600 candidatos em vestibulares de medicina nos últimos cinco anos.

Segundo a investigação, a quadrilha foi classificada pela polícia como “uma sofisticada organização criminosa” que se especializou em fraudar vestibulares de medicina, com ramificação contra o Enem. Suspeitos apontados como líderes e membros do grupo foram presos no domingo passado (23), em Belo Horizonte, quando atuavam no vestibular da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais.

“Um dos líderes dessa quadrilha atua há mais de vinte anos. O outro líder, que mora em Teófilo Otoni (a 468 km de Belo Horizonte), atua há cinco ou seis anos. Existem informações de que, nesse período, só ele colocou umas 600 pessoas em várias faculdades dessa forma (fraudulenta)”, informou o delegado Antônio Júnio Dutra Prado, do Grupo de Combate a Organizações Criminosas.

Prado afirmou que, pelo tempo de atuação do grupo, provavelmente já existam muitos médicos atuando na profissão que teriam conseguido suas aprovações em universidades de maneira irregular.

“Se for comprovado que ele (candidato) entrou (fraudando o vestibular), a informação vai ser encaminhada e ver qual será o entendimento do Ministério Público e do Judiciário nesse sentido”, declarou Prado.
Orientações aos candidatos

O delegado detalhou como o grupo “trabalhava” previamente o candidato nas cidades onde os vestibulares seriam alvos da quadrilha. “Eles reúnem os alunos (que pagaram pelo serviço) geralmente em centros de convenções de hotéis. Reservam o hotel para todos os alunos. Em geral, são 30 ou 40 (candidatos), passam as instruções detalhadamente, (e instruem) como proceder se eles fossem pegos com os micropontos (colocados nos ouvidos para receber os gabaritos). Eles fornecem todo o suporte aos alunos”, explicou.

Os valores cobrados de cada um dos interessados nos serviços da quadrilha girava em torno de R$ 70 mil (vestibulares de instituições particulares) e R$ 200 mil (Enem).

O promotor de Justiça André Luís Garcia de Pinho disse que a quadrilha cobrava de entrada dez por cento do valor. O restante do pagamento era quitado após a admissão do aluno nos cursos de medicina das universidades. Pinho revelou que o grupo se empenhava até o “cliente” conseguir a vaga.

“Havia pessoas tão incapacitadas intelectualmente que zeravam a redação e eram desclassificadas”, disse o promotor, afirmando que, nesses casos, a quadrilha “insistia” com o cliente até ele passar no vestibular.

“Pelo que as investigações indicam, nos concursos vestibulares que a quadrilha atuava, do total de vagas disponíveis, via de regra, de 20% a 40% das vagas seriam ocupadas pelos clientes da organização criminosa”, afirmou o promotor.

Pinho também informou que as investigações não apontaram até o momento a conivência de funcionários das instituições de ensino nas fraudes.

Ex-promotor quer disponibilizar na web 2.000 livros sobre história de cidades de SP e MG

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João Alberto Pedrini na Folha de S.Paulo

“Se você me der uma Ferrari 2014 eu não te dou essa minha coleção. Mas, se for para uma biblioteca da USP, dou de graça.”

A afirmação é do promotor aposentado Octávio Verri Filho, 68, dono de um dos mais completos acervos de livros que tratam da história e da memória dos municípios das regiões de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo) e sul de Minas Gerais.

Com cerca de 2.000 obras ele quer, agora, disponibilizar ao público da internet quase todos os livros que juntou durante cerca de 40 anos.

Os livros ficam em prateleiras, organizados por temas e fechados por portas. Os mais antigos são plastificados ou embalados em plástico. O ambiente é climatizado.

Silva Junior/ Folhapress
O promotor aposentado Octávio Verri Filho, 68, ao lado de obras em sua biblioteca em Ribeirão Preto
O promotor aposentado Octávio Verri Filho, 68, ao lado de obras em sua biblioteca em Ribeirão Preto

O local não é aberto ao público, mas Verri conta que já recebeu inúmeros pesquisadores no local.

“Tem livro aqui que eu duvido que você encontre em qualquer outra biblioteca da região”, afirmou.

No acervo, há raridades, como o livro de 1907 “Almanaque de Ribeirão Bonito”, organizado e escrito por J. V. Guimarães e Gustavo de Suckow.

Para fazer parte da biblioteca de Verri, o livro tem de abordar temas regionais ou “da terra”. Ele reúne obras de aproximadamente 135 cidades que estão num raio de cerca de 200 quilômetros de Ribeirão Preto.

Também há referências a 20 cidades mineiras. Foram por elas que, segundo ele, chegaram os primeiros colonizadores da região.

E não são apenas livros históricos que fazem parte do acervo. Há também monografias, dissertações de mestrados, teses de doutorados e outros trabalhos acadêmicos.

Entre as raridades históricas de sua biblioteca, Verri destaca três livros.

O primeiro é “Álbum Comemorativo do 1º Centenário da Fundação da Cidade de Ribeirão Preto”, de 1956, organizado por João Emboaba da Costa. O segundo, “Almanach Ilustrado de Ribeirão Preto”, de 1913, editado por Sá, Maraia & Cia.

Por fim, “Contribuição à História Natural e Geral de Pirassununga”, escrito por M. P. de Godoy, com 220 páginas escritas à mão.

DIGITALIZAÇÃO

Para disponibilizar as obras na internet, ele disse precisar de R$ 250 mil. É o custo para digitalizar as páginas e publicar no site, que já está no ar.

Por meio do site www.plataformaverri.com.br é possível conhecer quais livros constam da biblioteca de Verri. Por enquanto é possível para acessar a capa, um resumo, o sumário e o índice.

Mas o promotor aposentado quer oferecer, em até três anos, todo o conteúdo, que versa sobre a criação dos municípios, a colonização, a política, a história das famílias, a cultura e as ferrovias.

Verri afirmou que espera conseguir isso com leis de incentivo à cultura. A intenção é captar recursos de empresas que podem patrocinar o projeto e ter descontos no imposto de renda.

Depois de iniciada, toda a digitalização da biblioteca deve ser concluída em dois anos.

O trabalho pode ser um pouco mais demorado porque Verri precisa da autorização de todos os autores para inserir as páginas dos seus livros na internet.

“É um sonho que eu tenho. Não quero que tudo isso fique aqui, apenas para poucos verem”, afirmou. “Quero que qualquer um veja, leia, pesquise, tenha acesso”, disse o promotor aposentado.

Apesar de querer disponibilizar todo o acervo digitalmente, Verri está tentando doar a biblioteca para a USP.

De acordo com ele, os livros ficariam na BHM (Biblioteca de História da Medicina), da Faepa (Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Assistência) do Hospital das Clínicas de Ribeirão, da USP, que fica na avenida 9 de Julho.

“Quero um local onde os livros permaneçam, independentemente das pessoas”, disse. “Mas só vou doar mediante várias condições”, afirmou Verri.

Professora diz que aluna tem caspa e colégio paga R$ 10 mil de dano moral

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Imagem: Google

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Carlos Eduardo Cherem, no UOL

O TJ-MG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) condenou nesta segunda-feira (13) um colégio particular de Belo Horizonte ao pagamento de R$ 10 mil para uma menina, que em 2009, com 13 anos foi “submetida a um constrangimento ilegítimo”, de acordo com sentença da corte.

Estudante da escola, “apresentando um ótimo desempenho, apesar de sua timidez”, a jovem voltou para casa em outubro daquele ano, chorando muito. Explicou à mãe que uma professora havia pedido para examinar sua cabeça e, como ela se recusou, a educadora afirmou: “não vou olhar as caspas que estão na sua cabeça, garota”.

A professora novamente tentou examinar a aluna e deu um tapa na mão da garota que cobria a cabeça, impedindo a investida. Depois disso, a adolescente começou a ser alvo de zombarias dos colegas, dizendo que, além de caspas, ela tinha piolho.

Indenização
A mãe tentou contornar a situação e solicitou uma reunião à direção do estabelecimento. A escola reconheceu que a a atitude da professora trouxe constrangimentos à menina. Apesar de ter sido atendida no pedido de uma reunião, a mãe da garota resolveu entrar na Justiça com pedido de dano moral. O TJ-MG confirmou a decisão de primeira instância, dando ganho de causa à aluna.

Na versão do educandário no processo, de acordo com apuração do coordenador pedagógico do colégio, o fato ocorreu fora da sala de aula, em mesinhas ao ar livre, na presença de um grupo de três alunas.

A instituição defendeu ainda que a professora, querendo prender o cabelo da adolescente, apenas disse que não se incomodava com as caspas. O estabelecimento de ensino sustentou que a orientadora educacional conversou com a menina e promoveu um encontro com a professora. Na ocasião, ela pediu desculpas dizendo que não tinha a intenção de magoar a adolescente e esta a perdoou.

O TJ-MG, porém, entendeu que o episódio causou à menina “dor, sofrimento e humilhação” e arbitrou a indenização de R$ 10 mil. De acordo com a sentença da corte, o depoimento de diversas testemunhas comprovou que a professora submeteu a adolescente a um constrangimento ilegítimo: “indubitavelmente a autora teve sua honra atingida em razão da abordagem sofrida”.

A reportagem do UOL não localizou representante do Colégio Ined Lagoa da Pampulha para comentar a sentença.

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