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Sete obras essenciais para conhecer Mia Couto

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Mia Couto é um dos mais aclamados escritores africanos contemporâneos

Mia Couto é um dos mais aclamados escritores africanos contemporâneos

Publicado no Vermelho

Nascido em Beira, Moçambique, em 1955, Mia Couto, pseudônimo de António Emílio Leite Couto, é biólogo e escritor. Terra Sonâmbula, o seu primeiro romance, de 1992, ganhou o Prêmio Nacional de Ficção da Associação dos Escritores Moçambicanos, em 1995. Em 2013, foi homenageado com o Prêmio Camões.

Mia escreve em diversas formas, mas todas com algo em comum: a sensibilidade. Seus textos traduzem e explicam a alma humana, o que torna impossível para alguém permanecer indiferente após a leitura. É um dos autores africanos mais reconhecidos da atualidade, aclamado em todo o mundo.

Selecionamos sete obras essenciais para entender Mia Couto:

Poemas escolhidos

Para esta antologia poética, Mia Couto selecionou poemas de seus livros Idades cidades divindades, Raiz de orvalho e outros poemas e Tradutor de chuvas.

Terra sonâmbula

Um ônibus incendiado em uma estrada poeirenta serve de abrigo ao velho Tuahir e ao menino Muidinga, em fuga da guerra civil devastadora que grassa por toda parte em Moçambique. Como se sabe, depois de dez anos de guerra anticolonial (1965-75), o país do sudeste africano viu-se às voltas com um longo e sangrento conflito interno que se estendeu de 1976 a 1992.

O veículo está cheio de corpos carbonizados. Mas há também um outro corpo à beira da estrada, junto a uma mala que abriga os “cadernos de Kindzu”, o longo diário do morto em questão. Qual será a ligação entre estas duas histórias? Um romance escrito numa prosa poética que remete a Guimarães Rosa.

Mulheres de cinza

Apesar do tema duro – a luta, no século 19, de Portugal para “livrar” o sul de Moçambique do domínio do ditador africano Ngungunyane -, o lirismo de Mia Couto transforma a história em algo incrivelmente poético. Muito coerente da sua parte dividir a obra em dois narradores: uma nativa africana e um soldado português. No começo, o leitor fica surpreso com as lendas africanas e consternado com a ingenuidade dos nativos. Contudo, ao longo das páginas, ele percebe que esta ingenuidade está justamente no lado lusitano, que em momento algum entende, de verdade, as nuances do local que deseja tanto conquistar. E o melhor? É apenas o primeiro volume de uma trilogia.

Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra

O retorno de Marianinho a Luar-do-Chão não é exatamente uma volta às suas origens. Ao chegar à ilha natal, incumbido de comandar as cerimônias fúnebres do avô Mariano – de quem recebeu o mesmo nome e de quem era o neto favorito -, ele se descobre um estranho tanto entre os de sua família quanto entre os de sua raça, pois na cidade adquiriu hábitos de um branco. Aos poucos, Marianinho percebe que voltou à ilha para um renascimento.

O fio das missangas

Em histórias de desencontros, de incompreensões, de vidas incompletas e de sonhos não realizados, Mia Couto condensa as infinitas vidas que podem se abrigar em cada ser humano. São 29 contos unidos como missangas em redor de um fio.

Antes de nascer o mundo

Jesusalém, pequeno local encravado em Moçambique, abriga cinco almas apartadas das gentes e das cidades do mundo. Ali, ensaiam um arremedo de vida: Silvestre e seus dois filhos, Mwanito e Ntunzi, mais o Tio Aproximado e o serviçal Zacaria. O passado para eles é pura negação recortada em torno da figura da mãe morta em circunstâncias misteriosas. E o futuro se afigura inexistente. Mas um belo dia os donos do mundo voltarão para reivindicar a terra de Jesusalém. E não só isso: uma bela mulher também virá para agitar a inércia dos dias solitários daqueles homens.

Estórias abensonhadas

Depois de quase trinta anos de guerra, Moçambique vive agora um período de paz. Numa prosa poética e carregada das tradições orais africanas, o autor tece pequenas fábulas e registros que, sem irromper em grandes acontecimentos, capturam os movimentos íntimos dessa passagem. Fantasia e realidade se entrelaçam e se impõem uma à outra, como num reflexo do próprio continente africano.

Fonte: Estante

Em novo livro, Mia Couto retoma sua trilogia sobre a memória

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O escritor. Primeiro livro da trilogia vendeu mais de 20 mil exemplares - Foto: Gabriela Biló/Estadão

O escritor. Primeiro livro da trilogia vendeu mais de 20 mil exemplares – Foto: Gabriela Biló/Estadão

 

Escritor comprova que o passado é quase sempre inventado

Ubiratan Brasil, no Estadão

Borboletas brilhantes tingiam de luz o rio durante a noite escura. “São as sombras da água”, diz um personagem do segundo livro da trilogia As Areias do Imperador, chamado justamente de Sombras da Água, em que o escritor moçambicano Mia Couto retoma a história de amor entre a jovem africana Imani e o sargento português Germano de Melo. A história se passa no fim do século 19, quando Moçambique está em guerra e o sul do país era governado por Ngungunyane, último líder do Estado de Gaza, o segundo maior império da África dirigido por um africano. Sobre a obra, Couto respondeu por e-mail às seguintes questões.

Sua escrita sempre é marcada pela poesia na prosa. Como funciona o efeito poético em uma obra polifônica como essa?

A poesia é um modo de abrir portas a essa multidão que foi sendo silenciada dentro de cada um de nós. Fomos perdendo o acesso a essa alteridade, mas a vida insiste em construir em cada um de nós uma identidade múltipla. O que quer dizer que o trabalho do escritor se cruza em duas direções aparentemente contraditórias: por um lado, é imperioso que ele encontre a sua própria voz (que deve ser única e singular). Por outro lado, essa voz deve dar vazão à multitude de vozes que moram dentro de nós. No meu caso, tenho o privilégio de ter nascido e viver em um país que é uma nação onde vivem muitas nações. Todas elas pedem para ser faladas, lembradas e cantadas. Em qualquer lugar do mundo, a obra de arte é sempre polifônica. Mas, no caso de Moçambique, essa pluralidade é uma marca claramente vincada.

O colonizador português é mostrado de formas diferentes neste segundo volume, com Germano e Ayres de Ornelas. Por quê?

Pareceu-me que era preciso sublinhar que não existiu uma categoria chamada “o colonizador” ou “os portugueses”. Neste segundo volume, criei um diálogo entre dois militares para mostrar que, do lado do colonizador, ocorriam visões díspares e em conflito. E não apenas distintas visões, mas olhares particulares. Por razões da sua paixão por uma mulher negra e africana, o personagem do sargento vai-se afirmando como uma figura singular e em confronto com o seu mandato de militar europeu.

A captura de Ngungunyane significa a fragilidade de um povo?

Foi uma vitória colonial e uma derrota para a soberania dos africanos. Mas, uma vez mais, esse imperador africano que tanto perturbava o domínio português era um peso fatal para algumas das etnias que ele subjugava. Existiam diversas fragilidades que aqui se conjugam: a de diferentes Áfricas, mas também ironicamente a dos próprios portugueses que derrotaram militarmente esse poderia militar que lhe fazia frente no sul de Moçambique. Mas eram vencedores com vitória hipotecada. Porque era uma vitória apressada, sujeita a uma enorme encenação midiática, para que os ingleses vissem que Portugal merecia um fatia desse apetitoso bolo que era o território africano.

A trilogia trata de uma figura que foi mitificada tanto pelos portugueses como pelos africanos. Como descrever essa figura sem privilegiar um dos lados?

Tive que contrariar a facilidade de ir buscar inspiração apenas nos documentos escritos, que foram todos eles deixados pelos portugueses. Visitei profusamente os territórios de Inhambane e Gaza, no sul de Moçambique, para recolher depoimentos orais que preservam a lembrança desse conturbado período. No ano passado, passei três semanas na ilha dos Açores, lugar onde foi exilado e acabou por morrer o imperador e três dignitários da sua corte. Ali, nessas terras lusas, esses quatro africanos penaram, mas também amaram e fizeram filhos. Hoje, há descendentes desses africanos em território português, gente mestiça, mas de nacionalidade portuguesa.

Nós somos muito aquilo que já fomos, você disse certa vez. Como saber disso a partir de versões provavelmente distorcidas?

As versões do passado não têm sempre que ser interrogadas do ponto de vista da veracidade. Quase sempre elas são reinventadas. Sucede o mesmo quando revisitamos um sonho. O seu relato nunca é fiel. Porque o relato de um sonho pedia um idioma inventado. A única solução é aceitarmos que cada um de nós somos muitos. E somos assim múltiplos no presente porque, no passado, fomos sempre vários. O poeta moçambicano dizia: eu não sou dividido; sou repartido.

Prêmio Oceanos divulga 50 obras semifinalistas em primeira etapa

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Matilde Campilho, José Eduardo Agualusa e Mia Couto: finalistas do prêmio Oceanos 2016 - Divulgação

Matilde Campilho, José Eduardo Agualusa e Mia Couto: finalistas do prêmio Oceanos 2016 – Divulgação

 

Concurso literário distribui R$ 230 mil e anuncia finalistas em 18 de novembro

Alessandro Giannini, O Globo

SÃO PAULO – Com um número recorde de 740 livros inscritos, o Oceanos — Prêmio de Literatura em Língua Portuguesa divulgou, nesta quarta, o resultado de sua primeira etapa, com a seleção dos 50 semifinalistas, escolhidos por um júri de 42 especialistas. Foram classificados para a próxima fase 18 livros de poesia, 25 romances, seis antologias de contos e uma de crônicas. Os autores concorrem a um total de R$ 230 mil em prêmios.

Segundo os organizadores, nesta edição houve um crescimento do número de concorrentes de outros países de língua portuguesa editados no Brasil, entre os quais os portugueses António Lobo Antunes, Gonçalo M. Tavares e Matilde Campilho; os moçambicanos Mia Couto e Lica Sebastião; e o angolano José Eduardo Agualusa, colunista do Segundo Caderno. Houve também um aumento no espectro de editoras, resultado da aceitação do envio de cópias digitais:

— Participam 24 editoras, da artesanal à digital, passando pelas grandes casas, como Companhia das Letras, Record, Alfaguara e outras. Há, por exemplo, uma de Recife, a Mariposa Cartonera, que trabalha com edições artesanais — explica Selma Caetano, idealizadora e uma das curadoras do prêmio.

O júri da próxima etapa terá a crítica literária Flora Süssekind, os escritores Cristovão Tezza, José Castello e Rodrigo Lacerda e os poetas Heitor Ferraz e Sérgio Alcides. Entre este mês e novembro, eles vão avaliar as obras semifinalistas e, em 18 de novembro, indicam os dez finalistas. No dia 6 de dezembro, serão anunciados os quatro vencedores. A lista completa de concorrentes está no site do Itaú Cultural (www.itaucultural.org.br.)

Mia Couto lança seu novo livro em evento que terá Maria Bethânia

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Na Sala Cecília Meirelles. O autor vai lançar “Sombras da água” e autografar exemplares - Divulgação / Renato Parada

Na Sala Cecília Meirelles. O autor vai lançar “Sombras da água” e autografar exemplares – Divulgação / Renato Parada

 

Cantora lerá trechos de ‘Sombras da água’ na Sala Cecília Meireles

Luiz Felipe Reis, em O Globo

RIO – Mia Couto diz que escreve “ouvindo vozes”, e que foram “vozes femininas que criaram em mim o apetite pelas histórias infinitas”, diz, em entrevista concedida ao GLOBO na última quinta-feira. Autor de obras marcadas pela elaboração de diferentes vozes narrativas e de uma ficção contaminada pelas histórias orais do seu país, o autor moçambicano terá uma noite de deleite logo mais, quando ouvirá excertos de seu novo livro, “Sombras da água” (Cia. das Letras), lidos, ou melhor, reinventados pela voz de Maria Bethânia. O encontro entre os dois, gratuito, acontecerá hoje na Sala Cecília Meireles, às 19h.

— Para a escolha desses trechos, eu, meu editor (Luiz Schwarcz) e Bethânia levamos em conta o conteúdo poético de cada excerto, a necessidade de cada um dar ideia do conjunto da história, e também no modo como o texto pode transitar para a voz de Bethânia — diz.

“Sombras…” é a segunda parte da trilogia “As areias do imperador”, e assim como a primeira etapa (“Mulheres de cinzas”, de 2015), é guiada pelo entrelaçamento de vozes e perspectivas africanas e portuguesas, fronteiras que inspiram tanto a escrita de Couto como o canto de Bethânia, de quem Couto se revela um fã.

— Gostaria que ela lesse o livro todo.

O encanto do autor pela voz de Bethânia se dá pelo apreço que Couto guarda pelo efeito poético, essa capacidade que um verso, prosa ou canto têm de remodelar nosso olhar sobre o conhecido. Couto vê no canto e na fala de Bethânia a expressão do poético, liberado tanto da forma escrita como do suporte do papel.

— A poesia que me interessa não mora apenas no papel. Por exemplo, a voz de Bethânia é já poesia: profundamente evocativa e telúrica — diz. — Quando Bethânia lê um texto que eu já conheço é como se tomasse contato com esse texto pela primeira vez. Como se o texto acabasse de nascer. A voz dela tem o timbre e a modulação da água e da terra, ela inaugura as palavras como se as estivesse criando pela primeira vez.

E é esse mesmo prazer que se tem com uma revelação que o autor espera alcançar com sua literatura:

— A aposta do meu fazer literário é produzir encantamento — diz. — A minha escrita é sempre poética.

“Sombras da água” se inicia com o sargento português Germano de Melo ferido e sendo levado ao hospital por Imani, a sua amada e, ao mesmo tempo, a responsável pelo tiro que esfacelou suas mãos. A partir daí, o romance orbita em torno de um conflito: de um lado, a corte do imperador africano Ngungunyane, o último líder de Gaza em fins do século XIX, e do outro o exército português, que não mede esforços para manter o status de “conquistador” através do aniquilamento de um inimigo que “tanta humilhação lhe traz a nível internacional”, diz o autor. Guiado por estrutura epistolar, este segundo volume se desenvolve a partir das vozes de Imani e das cartas escritas por Germano e pelo tenente português Ayres de Ornelas. Nelas, seguem-se detalhes de uma série de confrontos militares e a derradeira captura de Ngungunyane.

— Pretendo mostrar que “os portugueses” não eram uma categoria única. Estavam divididos nos seus propósitos e na sua relação com as colônias — diz. — Quero mostrar que ali estão duas pessoas. Me interessa resgatar as diferentes versões do passado e colocar em diálogo as vozes do tempo.

Prêmio São Paulo de Literatura 2016 anuncia finalistas

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Mia Couto fala sobre literatura e realidade na Fliporto 2012 (Foto: Luna Markman/G1)

Mia Couto fala sobre literatura e realidade na Fliporto 2012 (Foto: Luna Markman/G1)

 

Com R$ 400 mil, disputa literária entrega a maior premiação do Brasil.
Pela primeira vez, um estrangeiro, Mia Couto, foi selecionado.

Publicado no G1

A organização do Prêmio São Paulo de Literatura 2016 anunciou, nesta quarta-feira (3), os 20 livros finalistas de sua nona edição (veja a lista). Promovida pelo Governo do Estado de São Paulo, a disputa se divide em três categorias: Melhor Livro de Romance do Ano (o ganhador leva R$ 200 mil), Melhor Livro de Romance do Ano – Autor Estreante com mais de 40 anos (o ganhador leva R$ 100 mil) e Melhor Livro de Romance do Ano – Autor Estreante com menos de 40 anos (o ganhador também leva R$ 100 mil).

Inspirado no Man Booker, principal distinção da literatura britânica, e criado em 2008, o Prêmio SP de Literatura é o maior do país em valor individual. Ainda não há data nem local definidos para a cerimônia deste ano.

Em 2016, foram inscritos ao todo 175 livros: 79 na categoria livro do ano, 52 para estreante com mais de 40 anos e e 44 para estreante com menos de 40 anos. O regulamento exige que as obras sejam do gênero romance de ficção, escritas originalmente em português e com primeira edição e comercialização mundial obrigatoriamente no Brasil entre 1º de janeiro de 2015 e 31 de dezembro de 2015.

A regra possibilitou que, pela primeira vez, um livro de autor estrangeiro ficasse entre os finalistas: “Mulheres de cinzas – As areias do imperador” (Companhia das Letras), de Mia Couto, cuja primeira edição circulou no país. Um livro que tivesse sido originalmente escrito em língua portuguesa, mas publicado primeiro Portugal, por exemplo, não poderia concorrer.

O júri da primeira fase teve nove integrantes, todos ligados a àrea do livro e da leitura, entre escritores, editores, críticos, acadêmicos e livreiros. São eles: Claudia Abeling, Gênese Andrade da Silva, Hélio de Seixas Guimarães, Jiro Takahashi, José Luiz Chicani Tahan, Livia Deorsola Nogueira-Pinto, Maria da Aparecida Saldanha, Mirhiane Mendes de Abreu e Ricardo de Medeiros Ramos Filho.

Já o júri final terá cinco profissionais do meio literário: Adriano Schwartz, Elisabeth Brait, Estêvão Andozia Azevêdo, Heloisa Beatriz Goulart Jahn e Ronald Polito de Oliveira.

A curadoria do Prêmio São Paulo de Literatura 2016 é formada por Fonseca Ferreira, Pierre André Ruprecht, Samuel de Vasconcelos Titan Junior, Sandra Regina Ferro Espilotro e Sueli Nemen Rocha.

Veja, a seguir, os finalistas do Prêmio São Paulo de Literatura 2016:

Melhor Livro de Romance do Ano de 2015 (R$ 200 mil)
Beatriz Bracher – “Anatomia do paraíso” (Editora 34)
João Almino – “Enigmas da primavera” (Record)
Julián Fúks – “A resistência” (Companhia das Letras)
Marcelo Rubens Paiva – “Ainda estou aqui” (Alfaguara)
Mia Couto – “Mulheres de cinzas – As areias do imperador” (Companhia das Letras)
Nei Lopes – “Rio Negro, 50” (Record)
Noemi Jaffe – “Írisz: As orquídeas” (Companhia das Letras)
Paula Fábrio – “Um dia toparei comigo” (Editora Foz)
Raimundo Carrero – “O senhor agora vai mudar de corpo” (Record)
Santana Filho – “A casa das marionetes” (Editora Reformatório)

Melhor Livro do Ano de Romance – Autor Estreante com mais de 40 anos (R$ 100 mil)
Eda Nagayama – “Desgarrados” (Cosac Naify)
Marcelo Maluf – “A imensidão íntima dos carneiros” (Editora Reformatório)
Robertson Frizero – “Longe das aldeias” (Editora Dublinense)

Melhor Livro do Ano de Romance – Autor Estreante com menos de 40 anos (R$ 100 mil)
Alex Sens – “O frágil toque dos mutilados” (Autêntica)
Isabela Noronha – “Resta um” (Companhia das Letras)
Julia Dantas – “Ruína y leveza “(Não Editora)
Rafael Gallo – “Rebentar” (Record)
Sheyla Smanioto – “Desesterro” (Record)
Tércia Montenegro – “Turismo para cegos” (Companhia das Letras)
Tomas Rosenfeld – “Para não dizer que não falei de Flora” (7 Letras)

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