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“A maior parte das escolas formam robôs incompetentes”, afirma Shinyashiki

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Com mais de 8 milhões de livros vendidos, Roberto é um dos palestrantes mais requisitados do país

Isabela Borrelli, no Startse

Roberto Shinyashiki é empresário, palestrante, médico psiquiatra e terapeuta, com MBA e doutorado em Administração de Empresas pela FEA/USP. Ele esteve recentemente, junto com a StartSe, nos maiores centros de inovação do mundo atrás de conhecimentos transformadores que podem ser aplicados na Educação.

Com mais de 8 milhões de livros vendidos, Roberto é um dos palestrantes mais requisitados do país. Sua visão sobre a importância das pessoas no processo de transformação de empresas e mercados é única.

Em sua palestra no Edtech Conference, Shinyashiki foi direto ao ponto sobre o que ele acha de educação hoje: “Aquela criança que tem aula [no formato atual] pensa que é um robô e pensa como um robô. Mas ele não tem inteligência artificial no robô! É preciso ler Paulo Freire e Rubens Alves. A maior parte das escolas são formadoras de robôs incompetentes”.

O formato de ensino hoje é muito criticado exatamente por não ter mudado em aproximadamente um ano. E não só por isso, mas também por não respeitar a diversidade, outro ponto levantado pelo palestrante.

“O mundo é diversidade, é alimentar essa diversidade. As pessoas querem determinar o certo, querem criar uma verdade. Parece que não dá para 10, 2, 20 pessoas estarem certas ao mesmo tempo sobre um tema. Não tem uma única forma. Lidamos com grupos de seres humanos”, afirmou o empresário.

ONG de cantora country nos EUA celebra 100 milhões de livros infantis doados

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Dolly Parton (direita) revela o título do livro de número 100 milhões doado por sua ONG Biblioteca da Imaginação, em evento na Biblioteca do Congresso dos EUA (Foto: Divulgação/Shawn Miller/Library of Congress)

Dolly Parton, cantora e atriz norte-americana, criou ONG para doar livros todo mês a crianças de zero a cinco anos; na semana passada, campanha chegou à marca de 100 milhões de livros doados.

Publicado no G1

A cantora country e atriz norte-americana Dolly Parton comemorou, na semana passada, a doação de 100 milhões de livros infantis a crianças dos Estados Unidos. Por meio da ONG Imagination Library (Biblioteca da Imaginação, em tradução livre do inglês), Dolly celebrou a marca em um evento na maior biblioteca do mundo: a Biblioteca do Congresso dos EUA, instituição cultural mais antiga do governo americano.

A ONG de Dolly Parton existe desde 1995 e seu maior objetivo é a alfabetização na primeira infância. Os 100 milhões de livros foram doados todo mês a crianças entre zero e cinco anos de quatro países diferentes: EUA, Canadá, Reino Unido e Austrália.

“A vontade de Dolly é nutrir o amor pela leitura entre as crianças em idade pré-escolar de seu país e suas famílias, dando de graça, a cada criança, um livro por mês na idade apropriada para ela, até que ela comece a escola”, explica a página oficial da ONG no Facebook.

Dolly Parton lê livros para crianças e adultos na Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos (Foto: Divulgação/Shawn Miller/Library of Congress)

De acordo com a Biblioteca do Congresso, o livro de número 100 milhões foi doado pela ONG à própria biblioteca, que é a maior do mundo, foi criada em 1832 e em 2017 contava com 167.000.738 itens em suas coleções de livros, revistas, manuscritos, mapas, periódicos e outros materiais audiovisuais.

Carla Hayden, responsável pela biblioteca, afirmou que “não existe uma maneira de quantificar o impacto que esse programa teve no desenvolvimento de jovens leitores no país e em outras partes do mundo. Isso é um presente extraordinário para a humanidade”.

Depois de trocar a carreira na música pela de cientista, brasileiro ganha bolsa de quase R$ 2 milhões nos EUA

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O brasileiro Gabriel Victora, em seu laboratório em Nova York: ele foi um dos 24 ganhadores da bolsa da Fundação MacArthur em 2017, que dá um prêmio de R$ 1,98 milhão (Foto: Divulgação/MacArthur Foundation)

O brasileiro Gabriel Victora, em seu laboratório em Nova York: ele foi um dos 24 ganhadores da bolsa da Fundação MacArthur em 2017, que dá um prêmio de R$ 1,98 milhão (Foto: Divulgação/MacArthur Foundation)

O imunologista Gabriel Victora, que tem 40 anos e vive em Nova York, está entre os 24 ganhadores da MacArthur Fellow de 2017, que homenageia o ‘talento criativo’ de cada um com o pagamento de quase R$ 2 milhões, sem contrapartidas.

Ana Carolina Moreno, no G1

Quando a equipe da Fundação MacArthur começou a telefonar para as 24 pessoas que ela havia selecionado para receberem a edição 2017 de sua “bolsa de gênios”, precisou tentar várias vezes antes de conseguir falar com o brasileiro Gabriel Victora, um dos nomes do seleto grupo. “Recebi vários telefonemas seguidos de um número desconhecido de Chicago. Eu estava assistindo a uma palestra e não pude atender. Quando liguei de volta depois da palestra, uma pessoa me perguntou se eu podia falar sem ninguém me escutar, depois me deu os parabéns e a notícia”, contou o imunologista, em entrevista ao G1.

A notícia foi finalmente divulgada ao público na última quarta-feira (11), quando os nomes dos 24 ganhadores da prestigiada MacArthur Fellow foram divulgados. O prêmio é conhecido como “bolsa de gênios” por causa do volume de dinheiro que oferece a cada premiado – US$ 625 mil, o equivalente a R$ 1,98 milhão, pagos em um período de cinco anos e sem a exigência de contrapartidas, relatórios ou comprovação de desempenho. Também contribui para essa fama a aura de mistério que envolve o processo seletivo: ninguém pode se candidatar à bolsa.

“Ninguém sabe nada sobre as nomeações, nem quem são os ‘nomeadores’, tudo é muito discreto”, diz Victora, que é o único brasileiro do grupo. Entre os outros homenageados estão pessoas que vivem nos Estados Unidos e atuam em diversos campos, como uma ativista de justiça social do Equador, uma cientista de computação de Israel e um diretor de ópera americano.

O campo em que Victora atua é o da imunologia. Ele chefia o Laboratório de Dinâmica de Linfócitos da Universidade Rockefeller, em Nova York, onde pesquisa como os anticorpos ganham mais potência para neutralizar vírus, bactérias e outros agentes causadores de doenças (os patógenos).

Para Gabriel Victora, um dos 24 ganhadores da bolsa da Fundação MacArthur, 'é difícil um país progredir sem investimento público em ciência e tecnologia' (Foto: Divulgação/MacArthur Foundation)

Para Gabriel Victora, um dos 24 ganhadores da bolsa da Fundação MacArthur, ‘é difícil um país progredir sem investimento público em ciência e tecnologia’ (Foto: Divulgação/MacArthur Foundation)

De acordo com o pesquisador, as vacinas são uma maneira de gerar anticorpos de alta potência contra um patógeno sem ter que passar pela doença. “Isso resulta em uma espécie de memória, tal que se o patógeno verdadeiro aparecer, será eliminado antes que possa causar qualquer sintoma. Portanto, um melhor entendimento desse processo pode em princípio ajudar no desenvolvimento de melhores vacinas”, explicou.

Da música para a ciência

O profundo conhecimento de como funcionam os linfócitos B (as células que produzem os anticorpos) pode indicar que Victora dedicou sua vida ao estudo da imunologia, mas ele atua na área há pouco mais de dez anos. Quando se mudou para os Estados Unidos, no fim da década de 1990, seu plano era seguir a carreira de pianista. Ele concluiu a graduação e o mestrado em piano na Faculdade de Música Mannes, de Nova York.

“Depois de alguns anos como concertista e professor de música resolvi mudar de ares (um pouco por causa da rotina de estudos, que eu achava muito repetitiva)”, lembra o brasileiro. Por novos ares, entenda-se começar um mestrado em imunologia do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, em São Paulo. De acordo com ele, a escolha da área de imunologia foi “um pouco por acaso”.

“Meus pais são amigos do Prof. Jorge Kalil da USP, que é diretor de um laboratório de imunologia. Falei com ele sobre minha vontade de entrar na área das biológicas e ele me ofereceu um estágio no seu laboratório. Daí, nunca mais quis sair…”

Depois de concluir seu segundo mestrado, em 2006, ele voltou aos Estados Unidos, onde se formou PhD em imunologia pela Universidade de Nova York, em 2011.

Hoje, seu trabalho passa longe do piano e envolve a imunologia tradicional com a terapia genética, estudando de perto o comportamento dos anticorpos de camundongos.

Ciência ‘básica’ x ciência ‘prática’

Apesar de mencionar as vacinas para explicar seu trabalho a pessoas leigas, Gabriel Victora ressalta que sua atuação está no campo da ciência “básica”, e não “prática”. Para ele, ciência “básica” é a busca de regras que explicam como a natureza funciona.

“No nosso caso, buscamos entender as regras que regem como o sistema imune produz anticorpos contra substâncias alheias ao corpo, e como controlar a especificidade dessa resposta. Esse conhecimento pode servir de base, por exemplo, para o desenho racional de vacinas ou para o tratamento de algumas doenças autoimunes.”

É justamente pela sua abordagem original no estudo e descrição da natureza dos anticorpos que a Fundação MacArthur decidiu incluir o nome do brasileiro entre a prestigiada lista de “gênios bolsistas”. Segundo ele, a importância da notícia vai além do financiamento de pesquisas. “Acho que qualquer prêmio para a ciência, especialmente a básica, tem um efeito importante de divulgação para o público geral”, incluindo o público brasileiro. “O Brasil está sofrendo cortes drásticos no financiamento científico, e quanto mais consciente o público estiver do que está acontecendo, melhor”, disse ele.

Cinco dicas para curtir o Rio de Janeiro durante a Bienal do Livro

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Publicado no Diário do Nordeste

A Bienal do Livro acontece no Riocentro, localizado na Barra da Tijuca, com fácil acesso ao Aeroporto do Galeão e da Rodoviária Novo Rio. Há 36 anos, o evento – que este ano acontece de dias 31 de agosto a 10 de setembro – abre espaço para escritores consagrados e novos nomes da literatura. Para quem vai aterrissar no Rio de Janeiro nos próximos dias, a agência de viagens online ViajaNet preparou uma lista com dicas para os amantes da literatura.

Estátuas literárias

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Por muitos anos, o Rio foi polo intelectual do País por conta da mistura do ar boêmio com a arte. Em homenagem, estátuas de diversos artistas foram espalhadas pelos principais pontos: Carlos Drummond de Andrade em Copacabana; Manuel Bandeira, Machado de Assis, na Academia Brasileira de Letras e, mais recentemente, o bairro do Leme ganhou a figura de Clarice Lispector (foto), que atrai turistas e cariocas aficionados por suas obras.

Academia Brasileira de Letras

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Criada em 1887 por Machado de Assis, a ABL tem como intuito manter viva “a cultura da língua e da literatura nacional”, como está escrito em seu estatuto. É ali que são discutidas novas ideias, definem-se publicações, além de abrigar um verdadeiro museu das palavras e poesias que nasceram em terras tropicanas. É lá também que o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (reformado recentemente em 2009) é elaborado.

Biblioteca Nacional

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Considerada a sétima maior biblioteca do mundo e a maior da América Latina pela Unesco, a Fundação Biblioteca Nacional abriga cerca de 9 milhões de títulos. Em seu acervo estão raridades como um exemplar da Bíblia de Gutenberg de 1462 e a coleção iconográfica Teresa Cristina Maria. No estabelecimento existem laboratórios de restauração e conservação para manter as obras em bom estado ao longo dos anos.

Real Gabinete Português de Leitura

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Quando o Rio de Janeiro ainda era a capital do Brasil, um grupo de 43 portugueses se reuniu e dali saiu a ideia de criar um espaço onde os conhecimentos fossem ampliados. Aberta ao público desde 1837, a biblioteca chama atenção por sua arquitetura que carrega o neomanuelino, estilo romântico e que apresenta portas e janelas ricas em detalhes luxuosos. Na Sala de Leitura, por exemplo, podem ser vistos candelabros e claraboias, além de 350 mil de obras.

Sebos diversos

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Apesar das programações e atrações incríveis, nem sempre os preços dos livros nas bienais são muito convidativos. Por isso, vale a pena dar uma chance para os sebos, que apesar de comercializar exemplares usados, guardam vários achados em bom estado. O Baratos da Ribeiro, em Botafogo, é um dos destaques. Aproveite para visitar também o Luzes da Cidade, o Sebo da Serra e a Casa da Cultura, que ficam na mesma região. Bons garimpos!

Em sebos on-line, a oportunidade de economizar e encontrar livros raros

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Jornalista passou a comprar livros usados pelos filhos na escola em sebos virtuais (Foto: Fernanda Luz)

Jornalista passou a comprar livros usados pelos filhos na escola em sebos virtuais (Foto: Fernanda Luz)

 

Um dos sites mais antigos do País, o Estante Virtual, já vendeu mais de 16 milhões de títulos em 12 anos

Carolina Iglesias em A Tribuna

Com uma diversidade de livros cada vez maior, os sebos virtuais têm caído no gosto dos consumidores. E engana-se quem pensa que o grande atrativo destes ambientes são só os preços mais baixos. Nos sites de livros de segunda mão, é possível encontrar exemplares que já sumiram dos catálogos de grandes editoras ou livrarias, além de uma infinidade de obras que nem chegaram a ser lançadas no Brasil.

Há cerca de três anos, a jornalista Alcione Herzog trocou as livrarias convencionais pelos sebos on-line. Ela conta que a primeira compra ocorreu após uma indicação. De lá para cá, mais de 50 títulos já foram adquiridos, muitos deles para os filhos, de 12 e 15 anos. O custo de um livro, segundo ela, dependendo da procura, pode chegar a até 50% do valor de uma livraria. “Quando são livros mais raros, economiza-se um pouco menos, mas mesmo assim ainda é mais barato”.

Com o passar do tempo, ao perceber que os livros adquiridos em sebos on-line sempre eram entregues em sua residência, em bom estado, passou também a comprar algumas obras de interesse para ela e para o marido. “Nunca tive problemas. Só uma vez que encomendei, paguei, mas o sebo não tinha mais o exemplar em estoque. Mas, restituíram o dinheiro. É bem organizado”, comenta a jornalista, que afirma que a cultura do reuso também caiu no gosto de outras mães.

“Na escola onde os meus filhos estudam tem um clube de livros, onde as mães trocam. Deixam lá o que eles usaram no ano letivo que se encerra e pegam outros deixados por outras mães. Eu mesma também já me beneficiei desse clube”.

Raridades

Para o jornalista e escritor Flávio Viegas Amoreira, a vantagem da compra em sebos on-line vai muito além da economia. É possível, muitas vezes, encontrar raridades não só para consumo próprio, mas também para presentear amigos que são literários.

Flávio acredita que comprar livros em sebos on-line vai além de economia (Foto: Alberto Marques/AT)

Flávio acredita que comprar livros em sebos on-line vai além de economia (Foto: Alberto Marques/AT)

“Eu já tinha o hábito de comprar livros em sebos físicos, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Só transferi essa prática para o ambiente virtual”, conta o jornalista, que há pelo menos 10 anos compra livros de segunda mão pela internet. “Em livrarias comuns, alguns títulos são impossíveis de serem encontrados. Além das obras que adquiri para mim, alguns exemplares utilizo nas oficinas de literatura que aplico e, já encontrei, nestes sites de livros usados, muitas biografias famosas, além de livros de poetas esgotados e de autores esquecidos”.

Garimpar títulos antigos em sites de sebos on-line também passou a ser um hábito na vida da médica veterinária Kathia Brienza, que hoje já coleciona cerca de 50 livros de segunda mão. Amante da literatura, ela conta que muitos dos exemplares adquiridos nesses sites são raridade, ou nunca chegaram a ser vendidos no País.

Kathia coleciona cerca de 50 livros de segunda mão (Foto: Irandy Ribas/AT)

Kathia coleciona cerca de 50 livros de segunda mão (Foto: Irandy Ribas/AT)

“Eu sempre tive o hábito de comprar livros pela internet, mas títulos mais antigos acabam sendo difíceis de encontrar numa livraria convencional. Foi por isso que comecei a vasculhar estes sites, que reúnem muitas obras fora de catálogo. Além das opções mais em conta, encontro muitas obras que nem foram publicadas no País”, conta a veterinária, que só este ano já comprou 13 livros em sebos virtuais.

Onde encontrar:

Estante Virtual – www.estantevirtual.com.br

O site, um dos mais antigos em funcionamento no País, disponibiliza em seu acervo cerca de 16 milhões de livros, entre usados, novos e seminovos. Na página, em média, as obras são vendidas a preços até 52% mais baixos do que nas livrarias. Para comprar, é só digitar na guia de busca o nome ou autor da edição desejada e efetuar a compra.

Livronauta – www.livronauta.com.br

No ar desde 2010, reúne, em média, mais de 400 sebos e 4 milhões de livros.

Portal dos Livreiros – www.portaldoslivreiros.com.br

O site, que promete preços mais baratos, justamente por cobrar uma fatia menor das transações efetuadas, tem vendedores de todo o Brasil.

Sebos Online – www.sebosonline.com

No portal, uma das singularidades é que além da venda de livros é possível encontrar vinis, DVDs, VHS e CDs.

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