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Professora brasileira aposentada usa tempo livre para alfabetizar adultos de graça

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Publicado no Hypeness

Em Pato de Minas (MG), um cartaz no portão de uma casa chamou a atenção: “Ensino Grátis Ler e Escrever (adulto)”. Com o intuito de ajudar analfabetos e a continuar a dar aulas, a professora aposentada Eunir Alves Moreira de Faria, 77, decidiu usar o espaço de sua varanda e o tempo livre para ensinar.

“Eu tenho duas mesas e dez cadeiras na varanda e foi esse ambiente que disponibilizei para proporcionar estudo a quem não tem. Colei o papel há pouco mais de uma semana e já consegui preencher todas as vagas“, afirmou em entrevista ao G1. A aposentada, que lecionou na cidade de Itaúna por 25 anos, criou seu próprio método de alfabetização, composto por três volumes de cartilhas ilustradas que ensinam a ler e a escrever em seis meses.

“Me sinto melhor como pessoa e ao mesmo tempo volto a fazer o que me dá prazer: dar aula. Como moro sozinha também é uma forma de estar sempre acompanhada“, afirmou. Inspirador, hein?

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Foto: Eunir Alves/Arquivo Pessoal

 

[Via G1]

Estudante em MG fala sobre emoção em lançar primeiro livro aos 15 anos

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Laís Álvares conta que gosto por leitura e escrita é herança de família.
‘Meu Pedacinho de Mundo’ reúne poesias escritas pela adolescente.

Ricardo Welbert, no G1

Laís Álvares posa ao lado de exemplares do livro dela (Foto: Laís Álvares/Arquivo pessoal)

Laís Álvares posa ao lado de exemplares do livro
dela (Foto: Laís Álvares/Arquivo pessoal)

Uma adolescente de 15 anos, moradora de Conceição do Pará, no Centro-Oeste de Minas, se destaca na literatura. Laís Álvares Fonseca lançou recentemente o primeiro livro dela, chamado “Meu Pedacinho de Mundo”, da editora All Print. A obra inclui poesias escritas por ela desde os oito anos de idade.

“Procurei criar um diferencial para atrair o público jovem. Todas as poesias são ilustradas e instigam o leitor a se perguntar sobre o significado de cada desenho”, explicou a autora.

Apesar da pouca idade, Laís já acumula experiências literárias. Algumas das poesias dela foram publicadas no caderno “Guri” do jornal “Estado de Minas”. Antenada com as tecnologias, a garota também usa a internet para publicar textos e divulgar os trabalhos. “Adoro escrever poesias para demonstrar meus sentimentos, minhas expectativas e para expor minha indignação com certas ações humanas. Ler e escrever poesias é vital para mim. É como respirar e me alimentar”, definiu.

Laís Álvares nasceu em Pitangui, a 40 quilômetros de Conceição do Pará. Ela se orgulha em dizer que pertence à sétima geração de Maria Tangará (mulher rica, senhora de muitos escravos e bastante influente na política do Brasil no século XVIII). O livro “Uma Dama Esquecida e Injustiçada”, de Tasso Lacerda Machado, traz a genealogia da família da personagem histórica, de quem a menina descende.

Leitores em fila para receber autógrafo da autora em lançamento (Foto: Laís Álvares/Arquivo pessoal)

Leitores em fila para receber autógrafo da autora
em lançamento (Foto: Laís Álvares/Arquivo pessoal)

Recém-formada no 1º ano do ensino médio, pela Escola Estadual Doutor Isauro Epifânio, Laís conta que o gosto pelas letras surgiu ainda na infância. Influência da mãe, Maria Raimunda Alves da Silva, professora de Língua Portuguesa. “Ela sempre teve incentivo para ler e escrever em casa. Toda vez que cria um novo texto, me mostra. Se encontro alguma coisinha fora do lugar, oriento sobre o jeito certo e ela conserta”, revelou a mãe.

“Nossa casa tem muitos livros. Além disso, meus antecedentes foram pessoas ligadas à literatura. Minha bisavó materna era poetisa e tenho inclusive, cópia de carta em que meu tio-bisavô trocava correspondências com Carlos Drummond de Andrade. Sou de uma família de gente que escreve e trago no DNA o gosto pela literatura”, acrescentou Laís.

O primeiro livro
A ideia de lançar um livro surgiu em 2010, quando Laís e os pais visitaram o estande da editora All Print durante a Bienal do Livro em Belo Horizonte. “Peguei um cartão deles, depois fiz contato e, desde então, trocamos muitos e-mails. Quando vimos que Laís já tinha uma boa quantidade de material produzido, fechamos o negócio. Inicialmente, imprimimos 500 exemplares” contou Maria Raimunda.

Detalhe da capa de ''Meu Pedacinho de Mundo'' (Foto: All Print/Divulgação)

Detalhe da capa de ”Meu Pedacinho de Mundo”
(Foto: All Print/Divulgação)

O passo seguinte foi contratar um desenhista para ilustrar os textos. Renato Faria, um artista plástico que mora em Pitangui, foi procurado. “Elas [Laís e a mãe] queriam ilustrações um pouco surreais. Algo que acrescentasse aos poemas, mas que não fosse uma representação literal dos textos. Inspirei-me no título do livro e tive a ideia de recriar o mundo da Laís, baseado nas visões dela. O resultado final foi a perfeita junção dessas linguagens”, explicou o ilustrador.

Enquanto observa o início da carreira de escritora da filha, o pai de Laís, o fabricante de calçados Heli Luiz Júnior, faz planos bem humorados. “Ela já me prometeu uma fazenda com dois mil bois e uma Ferrari na garagem”, disse o pai. “Brincadeira à parte, sempre apoio as decisões de minha filha e também a incentivo a perseguir seus sonhos com dedicação e nunca desistir deles”, acrescentou.

Onde comprar
O exemplar de “Meu Pedacinho de Mundo” custa R$ 22. Em Pitangui, pode ser adquirido em na secretaria da paróquia de Nossa Senhora do Pilar, na Casa Lacerda e na Pimpolho Presentes. Em Conceição do Pará, no Solar dos Valério. O livro também pode ser adquirido pelo site da editora All Print, a R$ 25.

Hábito de leitura… na Europa

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A surpresa maior aconteceu quando vi um vendedor de livros, com uma pilha deles nos braços caminhando entre os banhistas

Milton Assumpção no Administradores

Durante o mês de Julho viajei com a família para a Toscana na Itália. Um região linda, cheia pequenas cidades medievais, e com histórias maravilhosas de Etruscos, Romanos e do Renascimento.

Como já conheciamos várias delas, concentramos nossa viagem em cidades menores e que não havíamos ainda visitado.

E foi por isso que resolvemos passar alguns dias na Ilha de Elba, hoje sob a responsabilidade e controle da cidade de Livorno.

A principio, de Elba, eu só sabia do exilio de 10 meses de Napoleão Bonaparte, e das praias maravilhosas no Mediterrâneo.

Mas como sempre que visito algum lugar, eu procuro saber da sua história, da formação do seu povo, da economia , de atrações turísticas especiais, a Ilha de Elba foi uma grata surpresa.

1.500 AC os etruscos já extraiam, exploravam o minério ferro, e comercializavam para todo mediterrâneo. A ilha é citada em textos gregos da época. Posteriormente dominada pelos romanos, a ilha floresceu proporcionando matéria prima para confecções de armamentos, que lhes deu uma vantagem competitiva contra povos que lutavam com armamentos de cobre.

A cidade de Capoliveri, construída 1.000AC é uma pequena cidade no interior da ilha, próximo das minas de ferro e que apesar de ter hoje uma arquitetura mais medieval, guarda a historia daqueles tempos.

As minas, hoje estão desativadas, bombardeadas que foram durante a 2ª guerra mundial, mas podem ser visitadas.

Hoje a ilha vive totalmente do turismo, principalmente alemães, austríacos, nórdicos, e claro, italianos.

O que me chamou a atenção e que me levou a escrever este texto foi encontrar nas praias um numero muito grande, mas muito grande mesmo de pessoas lendo livros, de papel.

Jovens de 16, 17 anos, sentados na areia com livros na mão. Mulheres e homens de todas as idades curtindo e apreciando uma boa leitura.

A surpresa maior aconteceu quando vi um vendedor de livros, com uma pilha deles nos braços caminhando entre os banhistas.

Não tive dúvidas, chamei-o , comprei um livro e tirei uma foto.

Fiquei encantado. Não cansava de comentar com a minha família a satisfação de tudo isto.

Ah, não vi ninguém lendo um e-book.

 

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