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Posts tagged Minha Vida

Promoção: “Confissão”

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Confissão” foi o primeiro livro lançado por Paula Pimenta, em 2001, e encontrava-se esgotado há vários anos. A obra, que apresenta poemas escritos pela autora desde a sua adolescência, agora recebe uma nova edição, pela editora Gutenberg.

Paula ampliou um pouco o livro original, acrescentando alguns novos poemas e incluindo alguns que anteriormente havia “emprestado” para os seus personagens Fani, de Fazendo meu filme, e o Rodrigo, de Minha vida fora de série.

“Ah, se você pudesse me amar, eu sei que só ia dar certo, que a gente ia esquecer todo o resto e viver só de gostar.”
(Trecho do poema “Confissão”, que deu nome ao livro)

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Vamos sortear 3 exemplares de “Confissão“. Quem quer ganhar? \o/\o/\o/

O resultado será divulgado dia 10/5 no perfil do twitter @livrosepessoas.

É muito fácil participar:

* Faça o login
* Preencha os requisitos
* Cruze os dedos…  e boa sorte! 🙂

a Rafflecopter giveaway

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Atenção

Os requisitos são:

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As maiores declarações de amor da literatura universal

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O Nascimento de Vénus, de Sandro Botticelli

O Nascimento de Vénus, de Sandro Botticelli

Car­los Wil­li­an Lei­te, no Revista Bula

Dando sequencia a série de melhores trechos de livros, pedi aos leitores, seguidores do Twitter e Facebook — escritores, jornalistas, professores —, que apontassem, entre passagens literárias memoráveis, quais eram as maiores declarações de amor da história da literatura.

Na lista, aparecem personagens dos mais díspares perfis, em comum entre eles, apenas a paixão flamejante. De Humbert Humbert, personagem de Vladimir Nabokov, descrevendo Dolores Haze, em “Lolita”— o mais citado —,  até a metáfora da pedra de Bolonha, do romance “Os Sofrimentos do Jovem Werther”, de Goethe, que imortaliza não apenas o amor de Werther por Carlota, mas todos os grandes amores da literatura universal.

Abaixo, a lista baseada no número de citações e uma pequena amostra do amor incendiário dos personagens selecionados.

Carta a D.
André Gorz
(De André Gorz para Dorine Keir)

Você está para fazer oitenta e dois anos. Encolheu seis centímetros, não pesa mais do que quarenta e cinco quilos e continua bela, graciosa e desejável. Já faz cinquenta e oito anos que vivemos juntos, e eu amo você mais do que nunca. De novo, carrego no fundo do meu peito um vazio devorador que somente o calor do seu corpo contra o meu é capaz de preencher. Eu só preciso lhe dizer de novo essas coisas simples antes de abordar questões que, não faz muito tempo, têm me atormentado. Por que você está tão pouco presente no que escrevi, se a nossa união é o que existe de mais importante na minha vida?

Primo Basílio
Eça de Queiroz
(De Basílio para Luísa)

Que outros desejem a fortuna, a glória, as honras, eu desejo-te a ti! Só a ti, minha pomba, porque tu és o único laço que me prende à vida, e se amanhã perdesse o teu amor, juro-te que punha um termo, com uma boa bala, a esta existência inútil. E Luísa tinha suspirado, tinha beijado o papel devotamente! Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades, e o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saía delas, como um corpo ressequido que se estira num banho tépido; sentia um acréscimo de estima por si mesma, e parecia-lhe que entrava enfim numa existência superiormente interessante.

Dom Quixote
Miguel de Cervantes
(De Dom Quixote para Dulcinéia)

Ó Dulcinéia del Toboso, dia da minha noite, glória da minha pena, norte dos meus caminhos, estrela da minha ventura (assim o céu te depare favorável em tudo que lhe pedires!), considera, te peço, o lugar e o estado a que a tua ausência me conduziu, e correspondas propícia ao que deves à minha fé! Ó solitárias árvores, que de hoje em diante ficareis acompanhando a minha solidão, dai mostras com o movimento das vossas ramarias de que vos não anoja a minha presença! Ó tu, escudeiro meu, agradável companheiro em meus sucessos prósperos e adversos, toma bem na memória o que vou fazer à tua vista, para que pontualmente o repitas à causadora única de tudo isto!

Romeu e Julieta
William Shakespeare
(De Julieta para Romeu)

Meu inimigo é apenas o teu nome. Continuarias sendo o que és, se acaso Montecchio tu não fosses. Que é Montecchio? Não será mão, nem pé, nem braço ou rosto, nem parte alguma que pertença ao corpo. Sê outro nome. Que há num simples nome? O que chamamos rosa, sob uma outra designação teria igual perfume. Assim Romeu, se não tivesse o nome de Romeu, conservara a tão preciosa perfeição que dele é sem esse título. Romeu, risca teu nome, e, em troca dele, que não é parte alguma de ti mesmo, fica comigo inteira.

Lolita
Vladimir Nabokov
(Humbert sobre Dolores Haze)

Lolita, luz de minha vida, labareda em minha carne. Minha alma, minha lama. Lo-li-ta: a ponta da língua descendo em três saltos pelo céu da boca para tropeçar de leve, no terceiro, contra os dentes. Lo. Li. Ta.  Pela manhã ela era Lô, não mais que Lô, com seu metro e quarenta e sete de altura e calçando uma única meia soquete. Era Lola ao vestir os jeans desbotados. Era Dolly na escola. Era Dolores sobre a linha pontilhada. Mas em meus braços sempre foi Lolita. Será que teve uma precursora? Sim, de fato teve. Na verdade, talvez jamais teria existido uma Lolita se, em certo verão, eu não houvesse amado uma menina primordial.

Os Sofrimentos do Jovem Werther 
Johann Wolfgang von Goethe
(Werther sobre Carlota)

Hoje não pude ir ver Carlota, uma visita inesperada me segurou em casa. Que havia a fazer? Mandei o meu criado ao encontro dela, só para ter junto de mim alguém que tivesse estado em sua presença. Com que impaciência o esperei, com que alegria tornei a vê-lo! Não tivesse vergonha e teria me atirado ao seu pescoço e coberto seu rosto de beijos. Falam que a pedra de Bolonha, quando exposta ao sol, absorve seus raios e reluz por algum tempo durante a noite. Dava-se o mesmo comigo e aquele rapaz. A lembrança de que os olhos de Carlota haviam pousado em seu rosto, em suas faces, nos botões de sua casaca e na gola de seu sobretudo, tornava-o tão querido, tão sagrado para mim!

A Trégua
Mario Benedetti
(Martín Santomé sobre Avella­neda)

Ah, os velhos tempos em que Avellaneda era só um sobrenome, o sobrenome da nova auxiliar (faz apenas cinco meses que anotei: A mocinha não parece ter muita vontade de trabalhar, mas pelo menos compreende o que a gente explica), a etiqueta para identificar aquela pessoinha de testa ampla e boca grande que me olhava com enorme respeito. Ali estava ela agora, diante de mim, envolta em sua manta. Não me lembro de como era ela quando me parecia insignificante, inibida, nada além de simpática. Só me lembro de como é agora: uma deliciosa mulherzinha que me atrai, que me alegra absurdamente o coração, que me conquista.

dica do Walter Mendes

Foi Clarice que disse?

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Publicado no site da Bravo!

Clarice Lispector (1920-1977) tornou-se, há alguns anos, um fenômeno da internet: suas frases, junto às do escritor Caio Fernando Abreu, estão entre as mais citadas nas redes sociais. Muitas das pensatas creditadas à romancista, no entanto não são de sua autoria.

Participe do quiz e descubra se consegue distinguir as afirmações verdadeiras das falsas.

1) “Oh, Deus, como estou sendo feliz. O que estraga a felicidade é o medo.”

Falsa
Verdadeira

2) “Encostei-me a ti, sabendo bem que eras somente onda. Sabendo bem que eras nuvem, depus a minha vida em ti. Como sabia bem tudo isso, e dei-me ao teu destino frágil, fiquei sem poder chorar, quando caí.”

Falsa
Verdadeira

3) “Afinal nessa busca de prazer está resumida a vida animal. A vida humana é mais complexa: resume-se na busca do prazer, no seu temor, e sobretudo na insatisfação dos intervalos.”

Falsa
Verdadeira

4) “Assim como ninguém lhe ensinaria um dia a morrer: na certa morreria um dia como se antes tivesse estudado de cor a representação do papel de estrela. Pois na hora da morte a pessoa se torna brilhante estrela de cinema, é o instante de glória de cada um.”

Falsa
Verdadeira

5) “Porque brotou da confusão apaixonada que despertasse em mim, que te julguei esclarecendo a vida, peça final de um quebra-cabeça, peça inicial de outro.”

Falsa
Verdadeira

6) “Há um excesso de cores e de formas pelo mundo. E tudo vibra pulsátil, fremindo.”

Falsa
Verdadeira

7) “Voltei a ter o que nunca tive: apenas duas pernas. Sei que somente com duas pernas é que posso caminhar. Mas a ausência inútil da terceira perna me faz falta e me assusta, era ela que fazia de mim uma coisa encontrável por mim mesma, e sem precisar me procurar.”

Falsa
Verdadeira

8) “Que ninguém se engane, só se consegue a simplicidade através de muito trabalho.”

Falsa
Verdadeira

9) “Não sei se brinco, não sei se estudo, se saio correndo ou se fico tranquilo.”

Falsa
Verdadeira

10) ” Até cortar os defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.”

Falsa
Verdadeira

‘Trabalhar demais’ é um dos principais lamentos de pacientes terminais

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Publicado na Livraria da Folha

Autora apresenta lições de vida em relatos de pacientes terminais

“Antes de Partir” reúne relatos de 17 pacientes terminais em suas últimas semanas de vida. Entre os arrependimentos mais comuns, “desejaria não ter trabalhado tanto” só fica atrás de “ter vivido a vida que eu desejava”.

O livro nasceu de um artigo escrito pela enfermeira australiana Bronnie Ware, “Os Cinco Principais Lamentos dos que Vão Morrer”, texto que em poucos meses ultrapassou 1 milhão de acessos. O número triplicou em um ano.

Ware alterou quase todos os nomes presentes no livro para preservar a privacidade de amigos e parentes. A escritora e compositora australiana trabalhou prestando cuidados paliativos a pacientes terminais, a maioria deles com câncer.

Ao falar da morte, a autora mostra que, no fim da vida, não há números –saldos bancários ou preço do carro novo–, mas emoções. “Um perdão não pedido, de um ‘eu te amo’ não dito”, como escreve o jornalista Jaime Pereira da Silva na edição brasileira.

Na introdução, a autora agradece as lições de vida que aprendeu nesse trabalho. “A todas as pessoas maravilhosas agora falecidas, cujas histórias não apenas construíram o livro, mas também influíram em minha vida significativamente”, escreve.

O volume é dividido em cinco lamentos: “Desejaria Ter Tido Coragem de Viver uma Vida Verdadeira para Mim Mesma, Não a que os Outros Esperavam de Mim”; “Desejaria Não Ter Trabalhado Tanto”; “Desejaria Ter Tido Coragem de Expressar Meus Sentimentos”; “Desejaria Ter Ficado Mais em Contato com Meus Amigos”; “Desejaria Ter-me Permitido Ser Mais Feliz”.

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