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Pesquisa mostra que Brasil ainda tem 112 cidades sem bibliotecas públicas

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Estudo divulgado pelo MEC mostra que 79% dos municípios brasileiros têm bibliotecas

Publicado no 180 Graus

14-714-300x250eO Ministério da Cultura lançou em dezembro o novo cadastro de bibliotecas públicas e comunitárias do país. Os números atuais indicam que 112 dos 5.570 municípios não contam com espaços públicos de leitura, embora o Brasil disponha de 6.701 bibliotecas públicas já cadastradas e em torno de 3 mil comunitárias.

De acordo com o diretor de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Ministério, Volnei Canônica, o novo cadastro, lançado no evento Território Leitor, que ocorreu no dia 1º de dezembro em Brasília, permitirá colocar os equipamentos em rede para troca de informações e experiências.

“Agora, vamos começar uma campanha para que todas [as bibliotecas] se autodeclarem e se cadastrem, de modo a iniciarmos o mapeamento e o diálogo. Faremos um mapeamento online para podermos monitorar e a própria comunidade entrar e informar que a biblioteca não está mais aberta’. Queremos, de alguma maneira, fazer uma intervenção, conversar com o gestor público, para saber o que houve, a razão dessa biblioteca não está mais aberta”.

Segundo Canônica, o país não tem bibliotecas em número suficiente para atender a população. Ele destacou que a biblioteca é o principal equipamento cultural que o município deve ter e precisa ser preservado. “É o equipamento cultural que hoje chega ao maior número de pessoas. Não temos tantos museus quanto bibliotecas. Também não temos tantas salas de cinema. Então, cortar recurso para as bibliotecas é realmente cortar o maior e, às vezes, o único equipamento cultural que aquele município dispõe.”

Mesmo com a concentração apontada pelo diretor, o bibliotecário Chico de Paula, integrante do Movimento Abre Biblioteca Rio, informou que o estado do Rio tem o menor número de bibliotecas por habitante do país. “É vergonhoso o segundo estado mais importante do ponto de vista econômico e cultural ter uma biblioteca para cada 110 mil habitantes.”

A superintendente da Leitura e do Conhecimento da Secretaria de Estado de Cultura, Vera Schroeder, explicou que “pouquíssimas” cidades do estado não têm bibliotecas, mas reconheceu que muitas não estão em condições adequadas. “A maioria das cidades tem bibliotecas, mas algumas estão em condições muito precárias, em local inadequado, com alguma infiltração ou algum tipo de problema. Através do Sistema Estadual de Bibliotecas, temos dado um apoio bastante forte.”

Vera acrescentou que a secretaria está finalizando dois convênios com o Ministério da Cultura, um para modernização de 40 bibliotecas dos municípios, com aquisição de computadores, mobiliário e livros, e outro para capacitação de agentes de leitura “que já atuaram em diversas localidades do estado do Rio de Janeiro, visitando famílias e estimulando o hábito da leitura”.

Para Canônica, é preciso investimento e políticas públicas para melhorar a rede e alcançar todas as cidades. “O Ministério da Cultura, que coordena o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, dá as diretrizes para abertura das bibliotecas, orienta como tem de ser essa abertura, a formação, dialoga com o gestor público. Mas cabe a cada município e a cada estado a estrutura física do local, os funcionários para atuar nessa biblioteca, o bibliotecário”.

Modernização
O diretor de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Minc explicou que a modernização dos equipamentos vai muito além da infraestrutura. Segundo ele, é preciso modernizar também os projetos de incentivo à leitura.

“Um projeto mais arrojado, mais moderno, misturando linguagens para levar novos leitores à biblioteca é um projeto de modernização, assim como a biblioteca ter um espaço para dialogar com a comunidade. Modernização não é só ter equipamentos mais velozes, mais modernos, um software mais dinâmico. A modernização desses equipamentos culturais se dá por um novo olhar, um olhar mais protagonista, mais inaugural para as ações de promoção de leitura.”

Para Vera Schroeder, essa discussão ocorre no mundo todo e a tendência é de não negar o avanço tecnológico, mas incorporá-lo às bibliotecas. “Você tem de lidar com essa realidade, em vez de negá-la, achando que os espaços como bibliotecas não podem ter outras janelas, outras portas e outros contatos, inclusive com o mundo digital. Se fecharmos essas janelas, aí sim vamos impedir e elas não servirão de estímulo ao acesso ao conhecimento e à literatura, que é o objetivo de uma biblioteca.”

Ela acrescentou que as bibliotecas em todo mundo, assim como os museus, têm se repensado enquanto espaço cultural para se tornar cada vez mais ‘vivos’. A vida de todos é tocada hoje por essa vastidão de informações que, muitas vezes, não leva a informação nenhuma. Se não tivermos esses espaços como tablets, computadores, jogos, teatro, cinema e artes visuais não conseguiremos chegar a esse universo da literatura.”

Primeira biblioteca do país e também a mais antiga instituição cultural brasileira, a Biblioteca Nacional foi fundada em 1810 como Real Biblioteca, com o acervo trazido pela corte de D. João VI em 1808.

Atualmente, tem acervo de 9 milhões de itens e foi considerada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como uma das principais bibliotecas nacionais do mundo.

A Biblioteca Nacional também é responsável pelo depósito legal de toda produção intelectual do país, ou seja, pelo menos uma cópia de todos os livros e periódicos publicados estão sob guarda da instituição.

Por mês, a Biblioteca Nacional recebe cerca de 1,7 mil pesquisadores presenciais, além de 300 atendidos a distância pela Divisão de Informação Documental. Já as exposições recebem 2,2 mil pessoas por mês e a visita orientada mais 2,1 mil. O acervo digital é visitado por 507,9 mil. Cerca de 200 mil seguem a instituição no Facebook e 100 mil no Twitter.

Em obras desde o começo do ano, a sede da instituição, na Cinelândia, centro do Rio, deve ter a restauração da cobertura, claraboias, vitrais e instalações elétricas concluída até o meio do ano. Já a da fachada só será concluída no fim de 2017. O local continua aberto à visitação e atendendo àqueles que desejam consultar o acervo para pesquisa. As informações são da assessoria de imprensa da biblioteca.

O prédio anexo, na zona portuária, atualmente não é aberto à visitação. Ele também será totalmente reformado, mas o projeto ainda está em análise e deve ser concluído em março. Não há previsão para o início da construção, mas a obra deve durar 36 meses.

Fonte: Com informações da Agência Brasil

Publicado Por: Daniel Silva

Governo oferecerá intercâmbio a 500 profissionais de ciências humanas

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Edital foi lançado nesta quinta-feira (31) e inscrições já estão abertas.
Cursos e estágios começam em novembro e vão até março de 2015.

Natalia Godoy, no G1
O Ministério da Cultura anunciou nesta quinta-feira (31) a abertura de dois editais públicos para oferecer bolsas de estudo no exterior e patrocinar a participação em eventos culturais organizados fora do país a cerca de 500 profissionais de diversas áreas que não são atendidas pelo programa federal Ciência Sem Fronteiras.

Ministra da Cultura, Marta Suplicy, anuncia 500 bolsas para interessados em áreas de humanas. (Foto: Reprodução/Agência Brasil)

Ministra da Cultura, Marta Suplicy, anuncia 500
bolsas para interessados em áreas de humanas.
(Foto: Reprodução/Agência Brasil)

Os editais do Conexão Cultura Brasil foram publicados nesta quinta no “Diário Oficial da União”. A iniciativa é uma parceria entre os ministérios da Cultura, das Relações Exteriores e da Educação.

O governo federal custeará passagem de ida e volta e as diárias, que somadas chegam a até R$ 30 mil por aluno (para cursos de três meses). Segundo o Ministério da Cultura, o programa custará R$ 4 milhões aos cofres públicos. Os candidatos que forem selecionados irão viajar ao exterior a partir de novembro deste ano.

As áreas contempladas pelo programa são música, teatro, circo, artes visuais, cinema, animação, games, programação de softwares, literatura, TV, rádio, moda, design, arquitetura, publicidade, gastronomia, artesanato, turismo, dentre outras.

De acordo com o Ministério da Cultura, não há um pré-requisito definido e nem uma idade-limite para concorrer a uma vaga. Para se habilitar às bolsas de estudo, o interessado deve obter uma pré-aprovação de uma das universidades credenciadas.

Serão oferecidos cursos e estágios no Instituto Europeu de Design (Itália e Espanha), Federculture da Itália, Universidade de Bolonha (Itália), British Council (Reino Unido), Royal Shakespeare Company (Reino Unido), Barbican Centre (Reino Unido), SouthBank Centre (Reino Unido), The Global Centre (Reino Unido), BBC Scottish Symponhy (Reino Unido), Science Museum (Reino Unido) e o Festival de Edimburgo (Escócia).

De acordo com a ministra da Cultura, Marta Suplicy, não é necessário ter diploma, porém, será exigida experiência prévia na área escolhida.

“O pré-requisito é experiência na área, algumas áreas exigem diploma. O critério está na mão da universidade. Tem instituição que exige que saiba a língua e tem instituição que não exige”, explicou a ministra.

Após garantir a autorização da instituição de ensino estrangeira, o estudante será submetido a uma banca, no Brasil, composta por representantes de secretarias ligadas ao Ministério da Cultura.

Os interessados em cursos que começarem em dezembro, devem se inscrever até o dia 1º de outubro. Para cursos de janeiro a março, as inscrições vão até 7 de novembro.

Quanto aos eventos, serão três os oferecidos: a feira de música WOMEX 2014, em Santiago de Compostela, na Espanha, de 22 a 26 de outubro deste ano; o festival de artes cênicas Santiago a Mil, no Chile, de 3 a 18 de janeiro de 2015; e o ARCO Madrid, na Espanha, uma feira de arte contemporânea que vai de 25 de fevereiro a 1º de março do ano que vem. Esse edital levará delegações de até 60 empreendedores para participar dos eventos.

“É dar oportunidade para o jovem brasileiro se qualificar nas artes, porque hoje, no mundo moderno, as pessoas não querem fazer só advocacia e medicina, a economia criativa é o século 21”, completou a ministra da Cultura, Marta Suplicy.

O projeto piloto do programa Cultura Brasil foi o envio de 100 empreendedores culturais para o I Mercado de Indústrias Criativas dos Países do Mercosul (MICSUL) em Mar Del Plata, Argentina, em maio deste ano, informou o Ministério da Cultura.

“Bônus por UF”
Para “minimizar desigualdades e promover a descentralização das ações culturais”, segundo o texto do edital do governo, os projetos das regiões Norte, Nordeste, de alguns estados do Centro-Oeste e o Espírito Santo vão receber uma pontuação extra, um chamado “bônus pela unidade federativa”.

Vão receber 2,5 pontos extras os estados do Norte: Acre, Amapá, Amazonas, Rondônia, Pará e Roraima; do Nordeste: Alagoas, Maranhão, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe; do Centro-Oeste, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além do Espírito Santo.

Ceará, Goiás e Pernambuco recebem 2 pontos; Distrito Federal, Paraná e Santa Catarina vão ganhar 1,5; Bahia, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, 1 ponto; e projetos dos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo 0,5.

Contrapartida
Segundo a ministra Marta Suplicy, vai haver um contrato que obrigue o bolsista a compartilhar no Brasil o que a pessoa aprendeu no exterior. Ainda não há definições sobre como vai ser isso, mas o governo é otimista de que não vai “ter problemas em direcionar” o retorno da pessoa contemplada pelo curso.

“Quando volta, vai dar uma oficina do que ele aprendeu lá, vai fazer um show, vai de alguma forma fazer essa contrapartida, porque ele recebeu do governo brasileiro uma oportunidade extraordinária […] Tem um contrato né. Ele tem um contrato de ida, de volta e de contrapartida. Ele tem um contrato que ele vai fazer essa prestação depois que ele voltar”, afirmou a ministra.

Para se inscrever nos editais, os interessados podem acessar aqui. Dúvidas podem ser esclarecidas pelos e-mails [email protected] (sobre o intercâmbio) ou [email protected] (sobre os eventos).

Usuários do Vale-Cultura gastam mais com livros, jornais e revistas, diz MinC

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Novo levantamento do Ministério da Cultura mostra que 89% dos beneficiários do Vale-Cultura usaram o dinheiro para comprar livros, revistas e jornais

Livros, jornais e revistas são favoritos dos beneficiários do Vale-Cultura (Foto: Getty Images)

Livros, jornais e revistas são favoritos dos beneficiários do Vale-Cultura (Foto: Getty Images)

Publicado no Virgula

Um novo levantamento do Ministério da Cultura mostra que 89% dos beneficiários do Vale-Cultura usaram o dinheiro para comprar livros, revistas e jornais. O benefício de 50 reais por mês, oferecido por empresas a trabalhadores de renda de até cinco salários mínimos, somou 5,3 milhões de reais de janeiro a maio de 2014.

Deste montante, 4,7 milhões foram gastos com leitura. Logo depois, com 370 mil reais, vem o cinema, segundo consumo cultural favorito entre os beneficiários. Na sequência vem instrumentos musicais, CDs e DVDs. As informações foram divulgadas pela revista Veja.

O Vale-Cultura entrou em vigor no final de 2013. O benefício no valor de R$ 50 consiste em um cartão magnético pré-pago, válido em todo território nacional, destinado aos trabalhadores com carteira assinada que ganham até cinco salários mínimos.

O objetivo do projeto, de autoria do Ministério da Cultura, é incentivar o gasto com livros, ingressos de shows, cinema e teatro em famílias de baixa renda, já que o benefício só poderá ser utilizado em eventos e produtos culturais.

MinC lança segunda parte da campanha Leia Mais, Seja Mais

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Imagem Google

Publicado originalmente no Jornal do Brasil

Em vez das melodias que tocam durante uma espera telefônica, ouça poesia. É o que o Ministério da Cultura (MinC) oferece a partir desta quinta-feira (2) para quem ligar para o órgão e não conseguir atendimento imediatamente. A medida faz parte da segunda parte da campanha Leia Mais, Seja Mais, anunciada hoje no Rio de Janeiro.

Com custo de R$ 4 milhões, esta etapa terá também a veiculação de comerciais mostrando a leitura como atividade prazerosa. As peças publicitárias serão exibidas em emissoras de televisão e rádio comerciais e públicas até o fim de agosto. Na primeira etapa, foram veiculados anúncios em 74 revistas e jornais.

A meta é estimular a leitura principalmente, entre as famílias das classes C, D e E, que concentram cerca de 40% da população e a maioria dos não leitores no país, segundo levantamento do Instituto Pró-Livro, divulgado em março. Segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, o país tem hoje tem hoje 50% de leitores(pessoas que leram pelo menos um livro nos últimos três meses, inteiro ou em partes.)

Para atingir o público da campanha, os comerciais vão passar em horário nobre (período das 18h às 24h), mas não tem a intenção de disputar o público das novelas, assegurou a ministra Ana de Hollanda. Para ela, “a ideia é chamar atenção para a delícia de ler” e fazer com que os brasileiros incluam esse hábito no seu cotidiano.

“Durante o translado entre o trabalho e local de moradia, que pode levar cerca uma, duas, até três horas, o cidadão pode puxar um livro no ônibus, no metrô. Muita gente já faz isso. Não dá para ter televisão, nesses casos, mas um livro, sim”, disse a ministra. Segundo ela, dessa forma a viagem fica mais rápida e agradável .

A campanha também chega à internet e às redes sociais. O usuário será incentivado a incluir a capa do seu livro favorito na imagem do perfil do Facebook, por exemplo.

Outra frente é a utilização nas esperas telefônicas do ministério de trechos da obra de poetas como Gonçalves Dias e de Cládio Manuel da Costa. As gravações foram feitas por atores e estão disponíveis para download no site do órgão.

“Está tudo à disposição, gratuito e sem custos”, disse o coordenador da campanha e presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Galeno Amorim. Existe a sugestão de incentivar o uso das mensagens por empresas detelemarketing.

A Leia Mais, Seja Mais integra o Plano Nacional de Livro e Leitura (PNLL), uma iniciativa de R$ 373 milhões que conta com apoio de vários órgãos de governo e inclui cerca de 40 projetos para a cadeia produtiva do livro, bibliotecas e incentivo à leitura.

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