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Posts tagged ministro da educação

Ministro da Educação comete erro crasso de português

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O ministro da Educação, Mendonça Filho (José Cruz/Agência Brasil)

O ministro da Educação, Mendonça Filho (José Cruz/Agência Brasil)

 

Mendonça Filho, afirmou durante entrevista que “haverão (sic) mudanças” ao se referir ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)

Publicado na Veja

Durante entrevista ao vivo para GloboNews na última quinta-feira, o ministro da Educação, Mendonça Filho, cometeu um crasso erro de português. Ao ser questionado sobre o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o ministro afirmou que “haverão (sic) mudanças, mas essas mudanças não ocorrerão em um curto prazo”.

Na ocasião, o ministro falava sobre as mudanças feitas por medida provisória no currículo do Ensino Médio e afirmou que modificações também acontecerão no Enem. De acordo com a gramática do português, o verbo “haver” no sentido de “existir”, “fazer”, “ocorrer”, “acontecer” sempre será impessoal, ou seja, não terá sujeito e ficará sempre no singular.

Um dia após a declaração de Mendonça Filho, a pasta comandada por ele foi alvo de uma polêmica envolvendo a reforma do Ensino do Médio e youtubers.

Em reportagem publicada na última sexta, o jornal Folha de S. Paulo revelou que o Ministério da Educação (MEC) pagou 65.000 reais para dois youtubers defenderem em um vídeo a Reforma do Ensino Médio, sancionada pelo presidente Michel Temer.

Produzido em outubro, o vídeo, com 1,7 milhão de visualizações, não deixava claro que o conteúdo era uma campanha publicitária e tratava o assunto de maneira descontraída e com linguagem jovem. “Você que quer trabalhar com História, não vai querer ficar perdendo tempo com célula”, diz no vídeo o youtuber Lukas Marques, um dos apresentadores do canal “Você Sabia?”.

Japão pede para que universidades cancelem cursos de humanas

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 As universidades de Tokyo e Kyoto, as mais prestigiadas do país, afirmaram que não irão acatar o pedido Foto: iStock

As universidades de Tokyo e Kyoto, as mais prestigiadas do país, afirmaram que não irão acatar o pedido
Foto: iStock

A área de ciências sociais também será afetada. Ministro da Educação pede para que cursos ‘contemplem as necessidades da sociedade’

Publicado no Terra

Vários cursos de ciências sociais e humanas serão cancelados no Japão após um pedido para que universidades “sirvam áreas que contemplem as necessidades da sociedade”. As informações são do site Times Higher Education .

Das 60 universidades nacionais que oferecem cursos nessas disciplinas, 26 confirmaram que irão cancelar ou reduzir essas matérias conforme o pedido do governo japonês.

A ação se deu após o ministro da Educação, Hakuban Shimomura, enviar uma carta às 86 universidades nacionais do Japão pedindo que “tomem ações para abolir organizações (de ciências sociais e humanas) ou sirvam áreas que contemplem as necessidades da sociedade”.

O decreto ministerial foi colocado pelo presidente de uma das instituições como “anti-intelectual”, enquanto as universidades de Tokyo e Kyoto, as mais prestigiadas do país, afirmaram que não irão acatar o pedido.

No entanto, 17 universidades irão parar de recrutar estudantes para cursos nas áreas de humanas e ciências sociais, incluindo direito e economia, de acordo com uma pesquisa feita pelo jornal The Yomiuri Shimbun.

Segundo o estudo, o Conselho de Ciência do Japão expressou em agosto uma “profunda preocupação com o provável impacto que a ação administrativa teria sobre o futuro das ciências sociais e da área de humanas no Japão”.

Acredita-se que o pedido seja parte dos esforços do presidente Shinzo Abe para promover o que ele chama de “vocações educacionais mais práticas que satisfaçam as necessidades da sociedade”.

Porém, a ação também pode ser conectada com a atual pressão financeira sobre as universidades japonesas, relacionada ao baixo índice de natalidade e a diminuição do número de estudantes. Esses fatores contribuem para que muitas instituições funcionem 50% abaixo de sua capacidade.

Governo não pode contar só com recursos da Petrobras para Educação, dizem especialistas

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Na posse, ontem, novo ministro Renato Janine Ribeiro disse que MEC contribuirá para ajuste fiscal, mas manterá programas essenciais

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Renata Mariz, em O Globo

Ao dar posse ontem ao novo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, a presidente Dilma Rousseff afirmou que a Petrobras, em crise desde a Operação Lava-Jato, é essencial para a educação e a saúde do país, duas áreas irrigadas pelos recursos oriundos da exploração de petróleo. Mais tarde, na cerimônia de transmissão do cargo, o próprio ministro afirmou que a pasta contribuirá para o ajuste fiscal, sem detalhar o que será adiado, mas recorreu aos dividendos do pré-sal como um reforço previsto para o caixa.

Ao se comprometer com o ajuste desejado por Dilma, Janine destacou que os programas “essenciais e estruturantes” do MEC serão preservados, repetindo o que disse mais cedo a presidente. Ele explicou que o ajuste “não é um fim em si mesmo”, mas um caminho para buscar melhorias na educação.

Apesar da garantia de que não haverá cortes em programas importantes da pasta, o novo ministro afirmou que o MEC está fazendo “um levantamento do que pode ser adiado sem maiores prejuízos”. Janine, entretanto, não deu detalhes do que será alvo da tesoura governamental. Ele destacou que “erros” no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e no Pronatec já foram corrigidos.

Questionado sobre sua declaração de que a presidente Dilma tem “concepção de governo inquietante, porque é, no limite, autoritária”, Janine disse que as críticas, feitas antes de ser convidado para o MEC, foram construtivas.

— Não considero que eu aderi ao governo. Considero que fui convidado pelo governo para desempenhar um determinado papel, para contribuir. Se você faz críticas e é convidado a tentar resolver os problemas que você criticou, que direito você tem de negar? — disse Janine.

Ele foi bem recebido por educadores, que festejaram a chegada do professor de ética e filosofia política da Universidade de São Paulo (USP) ao cargo. Mas há temores de que os cortes no orçamento do MEC atinjam investimentos importantes. Outro erro, apontado por especialistas, é colocar todas as fichas nos recursos do pré-sal.

— Com a crise, o petróleo sozinho não vai dar conta. Regulamentar o imposto sobre grandes fortunas, ampliar as alíquotas que já existem relacionadas à renda e patrimônio e ampliar os investimentos a partir dos estados e municípios são medidas que podem garantir os investimentos na área — afirma Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.

Para Thiago Biscuola, economista da RC Consultores, não seria prudente se fiar no bom desempenho da Petrobras, ao menos no curto prazo. A empresa, diz o especialista, é extremamente competitiva, mas a sua recuperação depende dos desdobramentos da Operação Lava-Jato.

— O cenário de preços é desfavorável. Não há indicação de que o barril retorne ao patamar de US$ 100 — afirmou Biscuola. — Independentemente da crise de governança, todas as empresas do setor tiveram que rever seus planos de investimento, inclusive a Petrobras. E com o preço da commodity menor, os royalties, que viriam para financiar a educação, também são menores.

Autor de vários estudos sobre gastos na educação, o professor da USP José Marcelino Rezende Pinto avalia que a visão de que recursos vindos da Petrobras poderiam financiar a educação requer cautela, pela própria natureza do negócio. Para ele, a Petrobras pode ser vista, no máximo, como uma das fontes para o setor.

— Temos uma carga tributária de 30% do PIB. Não é possível que não possam ser reservadas verbas para a educação deste montante — ilustra. — Sou otimista quanto a recursos. Acredito que, quando se quer, se consegue.

Sobre projetos tocados pelo antecessor, Cid Gomes, o secretário-executivo do MEC, Luiz Cláudio Costa, descartou uma edição on-line do Enem. Ano que vem, de acordo com ele, poderá haver um Enem digital apenas para os chamados “treineiros” — alunos que ainda não terminaram o ensino médio, mas fazem a prova para treinar.

A posse do novo ministro foi prestigiada por pessoas ligadas à educação. Targino de Araújo, presidente da Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), afirmou que tem boas expectativas em relação à gestão de Janine. Paulo Speller, secretário-geral da Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), também comemorou a chegada do acadêmico, afirmando que os cortes orçamentários são “passageiros” e não comprometerão a melhoria do ensino. Para Vírginia Barros, presidente da União dos Estudantes (UNE), o novo ministro se mostra aberto ao diálogo.

Janine anunciou ontem Jesualdo Pereira Farias, reitor da Universidade do Ceará, como o novo secretário de Educação Superior do MEC. E Paulo Gabriel Soledade, reitor da Universidade Federal do Recôncavo Baiano, assumirá a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade da pasta. (Colaboraram Eduardo Vanini, Sérgio Matsuura e Washington Luiz)

Janine Ribeiro pede união de toda a sociedade para que o Brasil possa avançar na educação

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Publicado em Portal MEC

Em suas primeiras palavras como ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro pediu a união de todos os setores da sociedade para o Brasil poder avançar no setor. “Não só aos trabalhadores na educação, no MEC e fora dele, aos dois milhões de professores, mas também aos 50 milhões de alunos, a seus pais e familiares, aos cidadãos em geral, que deem o melhor de si pela educação”, afirmou, na solenidade de transmissão de cargo, realizada no Ministério da Educação, na tarde desta segunda-feira, 6. “Eduquem-se cada vez mais, nunca parem de aprender. Eduquem os outros, eduquem a sociedade.”

Empolgado com a nova missão de liderar a educação no país, o ministro classificou o setor como instrumento decisivo para a justiça social e para uma cultura de paz. “Queremos que o Brasil seja um país de todos, sem qualquer discriminação, com absoluta igualdade de oportunidades”, destacou. “Não poderemos, evidentemente, promover mudanças sem uma constante valorização do professor, em todos os níveis de ensino.”

Para Ribeiro, a inclusão social, por meio do programa Bolsa-Família e do aumento real do salário mínimo, atendeu a uma necessidade urgente das pessoas que viviam na miséria e na pobreza. Porém, a educação possibilita que essa inclusão seja sustentável e definitiva. “A educação se torna hoje o principal instrumento para ampliar e consolidar os avanços sociais, que desde 2003 o povo brasileiro colocou no primeiro lugar de nossa agenda política”, lembrou.

No meio do discurso, o ministro apresentou um vídeo do literato Antonio Candido, professor emérito da Universidade de São Paulo (USP), como uma homenagem a todos os mestres do Brasil. “Os melhores professores são os que nos transmitem o valor da criação e da transmissão do saber e, por que não dizer, também da sabedoria”, disse.

Autonomia —
Mais tarde, já em entrevista coletiva, o ministro afirmou que o apoio da União aos estados e municípios não será apenas financeiro. “Não é só com dinheiro que se faz educação” salientou. “Temos um conhecimento extremamente vasto que a União, até pela questão da escala, tem condições de sugerir modelos de seleção. Seria uma forma de contribuir sem ferir a autonomia de cada ente federado. Podemos também colocar dinheiro junto, mas o essencial é o conhecimento.”

Momentos antes do discurso de Janine Ribeiro, o secretário-executivo do Ministério da Educação, que acumulava o cargo de ministro interino, Luiz Cláudio Costa, reiterou a importância da escolha do nome de um professor. “Seu compromisso com a educação nos dá muita segurança de que teremos tempos de deságio, mas que nos permite delinear o futuro com tranquilidade”, afirmou.

‘Sem educar não se avança’, diz novo ministro da Educação

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Renato Janine Ribeiro comentou nomeação pelo Facebook neste sábado.
Ele foi convidado a assumir o MEC na quinta, e o anúncio foi feito na sexta.

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Publicado no G1

O novo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, usou seu perfil no Facebook para comentar sua nomeação para o cargo, anunciada no fim da tarde de sexta-feira (27) pelo governo federal. Na manhã deste sábado (28), ele agradeceu às mensagens de apoio recebidas durante a noite e revelou que recebeu o convite na quinta-feira (27), em uma ligação feita pelo ministro da Casa Civil, Aloisio Mercadante.

Janine afirmou que espera que “a educação constitua um destes pontos que permitam unir o País, gente de um lado ou de outro, mas que sabe que sem educar não se avança”.
Veja abaixo a íntegra da mensagem:

“Ufa! Não tive tempo até agora de agradecer os cumprimentos nem de comentar minha nomeação para a Educação, pela presidenta Dilma. Primeiro de tudo, obrigado a todos os que postaram comentários ou mandaram mensagens inbox. Incrível como há gente torcendo pelo Brasil! Incrível como há tanta gente acreditando que a educação é O, ou um dos principais, caminho(s)!”

“Na quinta-feira recebi uma ligação do ministro Aloisio Mercadante, me convidando a ir a Brasília para vermos a possibilidade de eu ocupar este cargo. Aceitei. Cancelei alguns compromissos – um deles seria participar da performance, longa mas que deve ser fascinante, da Marina Abramovic no Sesc. Fui recebido por ele e pela presidenta, com quem tive longa conversa. Depois, fui ao MEC, onde o secretário executivo, que permanecerá, me fez um briefing inicial de um dos ministérios maiores, mais complexos e mais ricos da Esplanada. Bom lembrar que são 50 milhões de alunos e 2 milhões de professores! É o Brasil que está lá – subindo a ladeira.”

“Por enquanto, agradeço a todos! E espero que a educação constitua um destes pontos que permitam unir o País, gente de um lado ou de outro mas que sabe que sem educar não se avança.”

“Espero a compreensão de todos, especialmente dos jornalistas, para o fato de que não tenho como, neste momento, dar entrevistas sobre as questões do MEC. O ministério continua nas mãos competentes do secretário executivo. Tomarei posse no dia 6 de abril e depois disso terei o prazer, e cumprirei o dever, de dar todas as entrevistas que forem necessárias. Só peço compreensão para a necessidade de estudar os dossiês antes de entrar em detalhes sobre eles.”

“Afinal, como pode alguém ir para a Educação se não começar estudando??”

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