Contando e Cantando (Volume 2)

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Alunos são afastados por gravarem Harlem Shake no banheiro da escola

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Lourdes Souza, no UOL

Um vídeo da nova febre da internet, a dança Harlem Shake, gerou confusão para sete alunos da Escola Estadual Miriam Benchimol Ferreira, em Goiânia. A versão gravada dentro do banheiro da unidade escolar foi publicada nas redes sociais na última quinta-feira (28) e provocou o afastamento dos estudantes.

Familiares e estudantes alegam que o grupo foi expulso da escola, mas a diretoria e a Secretaria Estadual de Educação de Goiás negam.

 

A mãe de um estudante de 17 anos, que participou do vídeo, Keila Gonçalves da Silva, 41, diz que a direção da escola a chamou para uma reunião na sexta-feira (1º). “Cheguei para a reunião e havia policiais na sala, que falaram que os meninos não iam mais estudar lá. Eles pediram que a gente assinasse um pedido de transferência porque senão iriam levar os estudantes para a delegacia e depois seriam expulsos”.

Segundo Keila, o medo da expulsão fez com que as famílias assinassem o documento. “Depois seria mais difícil conseguir escola para matriculá-los. Achei um absurdo porque o vídeo era uma brincadeira”. O diretor da escola, Francisco Leite, nega que houve coação e os pedidos de transferência foram solicitados pelos pais.

Ele alega que os policiais, que estavam na escola, são do Batalhão Escolar e visitam a unidade diariamente. “Tenho ata que mostra que eles solicitaram a transferência voluntariamente. Os alunos continuam normalmente na escola e toda essa divulgação é só para denegrir o nome da escola”.

O diretor afirma que os estudantes não foram para a aula na sexta-feira porque a escola estava fechada para reunião de planejamento. Segundo ele, a questão está resolvida e os alunos continuam na unidade.

Keila diz que foi chamada novamente à escola na segunda-feira (4) para discutir o retorno dos estudantes. “O meu filho vai voltar para escola, eu queria isso. Achei que a expulsão foi fora do limite. Moro perto da escola e não teria outro lugar para matriculá-lo. Assinamos uma declaração para o retorno dos alunos e ficou combinado que não haverá perseguições, que o retorno será normal”.

‘Está todo mundo fazendo’
O estudante J, de 17 anos, diz que vai voltar tranquilo para a escola. “Eu acho que vai ser normal, eu e meus amigos vamos voltar numa boa”. Ele conta que o grupo só quis fazer uma brincadeira com a gravação. “Está todo mundo fazendo e a gente quis fazer também”.

O jovem afirma que a reação da escola deixou outros estudantes indignados. “Chamaram a polícia e disseram que iriam nos levar presos. Muitos colegas reagiram”.

Em nota, a Secretaria Estadual de Educação de Goiás confirma a versão da direção da unidade afirmando que os alunos não foram expulsos. A nota afirma que “os próprios pais, após reunião com o diretor do colégio, optaram pela transferência por entenderem, de comum acordo, que os filhos ficaram excessivamente expostos por conta do vídeo. E que também seria um meio de afastá-lo de companhias que eles mesmos julgaram como impróprias para os filhos”.

A Secretaria também esclarece que, em nenhum momento, houve algum tipo de impedimento, por parte do diretor, quanto à permanência dos estudantes.

Harlem Shake
Harlem Shake é uma dança surgida nos anos 80, nas ruas do Harlem, um bairro de Manhattan, em Nova Iorque. O ritmo virou febre na internet em agosto do ano passado quando o DJ Baauer fez um remix em casa que chamou de Harlem Shake. Após ser publicado na internet, o vídeo batizado de Harlem Shake Original se espalhou e ganhou versões inusitadas por todos os cantos do mundo.

Stella Maris Rezende e Miriam Leitão vencem Jabuti 2012

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Miriam Leitão (esq.) e Stella Maris Rezende ganham os dois prêmios mais importantes da noite

Marco Rodrigo Almeida, na Folha de S.Paulo

Stella Maris Rezende e Miriam Leitão foram as grandes vencedoras do Prêmio Jabuti 2012, em cerimônia realizada na noite desta quarta-feira (28) na Sala São Paulo.

A primeira ganhou Livro do Ano de Ficção por “A Mocinha do Mercado Central” (ed. Globo). Foi o terceiro Jabuti que Rezende recebeu na noite de ontem. Ela também venceu os dois primeiros lugares da categoria juvenil.

“Obrigada. A literatura é a arte que fala por silêncios e cala por palavras. Está difícil continuar falando, estou muito emocionada. Como diz minha protagonista: ‘Imagina, isso é mágico’, disse a autora.

A jornalista Miriam Leitão, colunista de economia do jornal “O Globo”, recebeu o Livro do Ano de Não Ficção pela obra “Saga Brasileira: A Longa Luta de um Povo por sua Moeda” (ed. Record).

“Estou transbordando de alegria, não cabe em mim. Queria agradecer à CBL, à [editora] Record, a Deus, a meus pais, que me ensinaram a amar os livros. Eu sonho em escrever um livro desde os dez anos. E só realizo agora.”

“Quis escrever um livro sobre um país buscando seu caminho. Às vezes, escrevia chorando, era um momento muito dramático. Só eu para chorar com um livro de economia. Isto aqui está além dos meus sonhos e da minha imaginação”, completou.

Ambas as obras foram selecionadas entre os primeiros colocados das 29 categorias do Jabuti. Cada autora levou R$ 35 mil pelo prêmio Livro do Ano. Os primeiros colocados de cada categoria recebem R$ 3.500.

POLÊMICA

Esta edição do Jabuti foi marcada pela polêmica envolvendo as notas de Rodrigo Gurgel, um dos três jurados da categoria romance.

Gurgel favoreceu autores estreantes ou com poucos livros publicados em detrimento de nomes consagrados, além de reduzir notas que ele mesmo havia atribuído em fases anteriores do prêmio.

foto: Avener Prado/Folhapress

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