Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged Mochila

Livro amortece bala e salva estudante de atirador nos EUA

0

Jason Derfuss, de 21 anos, só não foi atingido porque os livros que estavam dentro de sua mochila amorteceram os disparos de uma arma semiautomática

Jason Derfuss, de 21 anos, teve a vida salva após o disparo de uma arma semiautomática ser amortecido por um livro (Facebook/Reprodução)

Jason Derfuss, de 21 anos, teve a vida salva após o disparo de uma arma semiautomática ser amortecido por um livro (Facebook/Reprodução)

Publicado por Veja

Um estudante de ciências humanas teve a vida salva pelos livros que carregava na mochila. Jason Derfuss, de 21 anos, havia acabado de retirar os exemplares da biblioteca Strozier, na Universidade Estadual da Flórida, localizada na cidade americana de Tallahassee, quando entrou na mira de um atirador, na quarta-feira à noite. Segundo o jornal Daily Telegraph, Derfuss só não se feriu no incidente porque os seus livros amorteceram o impacto da bala. “Eu tirei os livros da mochila depois de tudo que aconteceu e vi que eles estavam todos rasgados. Comecei a examiná-los e meu amigo encontrou a bala”, afirmou.

As autoridades identificaram o atirador como Myron May, de 31 anos, ex-aluno da universidade. A polícia encontrou artigos e vídeos produzidos por May em que ele dizia ser perseguido por agências do governo. Dois estudantes e um funcionário da universidade foram baleados no incidente, sendo que uma pessoa se encontra em estado crítico. May, que usou uma arma semiautomática para cometer os crimes, foi morto em confronto com a polícia local.

“Eu sabia que tinha ouvido um disparo de arma e me virei devagar. Vi o atirador correndo em direção a outro estudante a atirando duas vezes contra ele. Eu corri para o meu carro, falei com meu pai e liguei para a polícia”, relatou Derfuss. As aulas foram suspensas na quinta-feira para que as autoridades pudessem inspecionar as medidas de segurança da universidade. Todas as atividades foram retomadas nesta sexta. A instituição da Flórida conta com aproximadamente 40.000 alunos.

Diário de um menino

0

“Bem que a mãe me avisou”, pensou ele, despedindo-se das ruas, dos brinquedos, do Nescau e do gibi.

Mariana Weber, na Época

“Ela vai ficar tão triste. E bem que me avisou.”Do banco traseiro do carro, dava para ver o cabelo castanho ondulado da mãe, solto atrás e enroscado na gola do casaco do lado direito. Ele sentiu um aperto. Olhou pela janela, começou a ler placas em voz alta. “Bilhar Augusta. A Arte da Boa Mesa. Retificadora Flora.”

(Foto: C_Dave / Flickr)

(Foto: C_Dave / Flickr)

“Tudo bem na escola, Antônio?”“Tudo.”

“Muita lição de casa?”

“Não.”

Tinha, mas não ia fazer. Pra quê?

Sentiria saudade também da tia Iara, nem achava tão chato quando ela passava lição. Mas não ia mais fazer.

“Só Botas. Pão Gostoso. Você com Saúde.”

“Ei, tá pensando na morte da bezerra? Chegamos, filho!”

Desceu do carro, mochila pendurada no ombro direito, e subiu direto para o quarto.

A Carminha, que dormia enrolada em cima do baú de brinquedos, começou a se espreguiçar, bunda para cima e patas dianteiras bem esticadas. Fez carinho na cabeça da gata. “O baú vai ser só seu, Carminha.” Pegou o cacto que ficava na janela e foi até a pia do banheiro regar a terra. Voltou com o vaso ainda pingando. Jogou dentro dele os cinco tatuzinhos que tinha recolhido no pátio da escola e guardado no estojo de lata.

Viu Carminha cheirar os bichos, que não se mexeram, e logo perder o interesse.

Em cima da cama, brincou um pouco com o carrinho vermelho, presente do pai. Leu a última história de um gibi. Na frente do espelho da porta do armário, engoliu saliva uma, duas, três vezes, tentando perceber algo diferente.

Desceu para a cozinha. A mãe esquentava vagem refogada no fogão. No forno, torta de sardinha.

“Mãe?”

“Diga, filho.” Ela mexia a panela. “Antônio?”

“Demora?”

“Tá quase, pode ir lavando a mão.”

Estava bom, e tinha morango de sobremesa. Depois, os dois viram novela no sofá da sala. Durante o intervalo, o coração de Antônio bateu forte. O ar faltou, a visão escureceu. Ele encostou a cabeça no ombro da mãe, fechou os olhos e, aos poucos, se acalmou.

Quando a novela acabou, foi escovar os dentes sem a mãe pedir. Deu um beijo de boa noite e foi para a cama, triste.

Acordou com a mãe chamando.
Como sempre, se arrastou para o banho, colocou o uniforme que a mãe tinha deixado em cima da cama, tomou leite com Nescau, comeu pão com requeijão, escovou os dentes, pegou a lancheira e a mochila. Saiu de casa preocupado porque não tinha feito a lição de português e ainda não tinha morrido.

Então viu o ponto branco no chão do carro. Será? Sim, era o chiclete. O chiclete que ele comprou escondido da mãe, com o dinheiro que ela deu pro lanche. Um lanche especial, da cantina. O chiclete que ela disse que ele não podia mascar. Porque chiclete faz mal pros dentes e é perigoso. O chiclete que ele comprou mesmo assim. Comprou no recreio, escondeu no bolso e, no meio da aula, tomou coragem para tirar do papel e colocar na boca.

Mascou com cuidado, devagar, saboreando o suco de cada mordida. Guardou, já sem gosto, na bochecha direita, na esquerda, debaixo da língua. Aproveitou o segredo até que, dentro do carro, na volta da escola, percebeu que não tinha mais nada na boca. “Engoli.” Ia morrer sufocado. E não podia contar para a mãe que tinha comprado o chiclete.

Agora, ao descer do carro, Antônio sorria. Não morreria mais.

A partir de hoje obedeceria a mãe em tudo – não pularia o muro para a casa do Pedro, não daria pedaços do bife para a Carminha nem leria escondido depois que a mãe fechasse a porta do quarto à noite. Só parou de sorrir quando viu a tia Iara e lembrou da lição de português.

Astros do pop ganham biografia mesmo com pouca idade

0

Artistas como Justin Bieber, McFly e Lady Gaga já são retratados em livros, que formam um filão milionário
História do grupo McFly vendeu 14 mil exemplares em 2 meses
No Brasil, as biografias não autorizadas ainda são proibidas

Artistas do mundo pop ainda não chegaram aos 30, mas já têm biografias Divulgação

Artistas do mundo pop ainda não chegaram aos 30, mas já têm biografias Divulgação

Michele Miranda, em O Globo

RIO – Justin Bieber, Katy Perry, Rihanna, Lady Gaga, Adele, McFly e The Wanted. Além de alcançar a fama bem antes dos 30 anos, serem milionários, verem suas vidas estampadas em tabloides pelo mundo, o que mais eles têm em comum? Esse elenco estelar da música pop é protagonista de autobiografias ou títulos não autorizados sobre suas histórias — apesar da pouca idade. Com expressivos números de vendas, esses jovens artistas, com incontáveis fãs do Ocidente ao Oriente, viraram alvo do filão que tem sido motivo de comemoração em editoras nacionais e internacionais.

— Se alguém fizer o leite, a tesoura ou a mochila da marca Justin Bieber, vai vender. Qualquer produto com o nome dele vai ser um sucesso. Por que não uma biografia para contar a história desse tipo de fenômeno? — indaga Chas Newkey-Burden, jornalista britânico e biógrafo especialista em celebridades instantâneas. — As pessoas adoram ler sobre seus heróis, saber de onde vieram e o segredo para chegar onde estão. Quanto mais velha a pessoa, mais fácil de escrever, porque há mais capítulos. Mas meus livros mais vendidos são sobre as pessoas mais jovens que já escrevi: Justin Bieber e Adele.

Com seus livros traduzidos para 13 idiomas, Newkey-Burden conta nunca ter tido problema com o conteúdo abordado por ele. No Brasil, foram lançadas “Adele” (Leya), “Justin Bieber” (Editora Prumo) e “Amy Winehouse – Biografia” (Globo Livros), esta última chegou às lojas em 2008, três anos antes de a cantora morrer, aos 27, por abuso de bebidas alcoólicas.

Nascida da mesma Inglaterra do escritor em 2003, a boy band McFly, com integrantes de vinte e poucos anos, lançou em outubro sua primeira biografia (publicada no Brasil em março), que contém 336 páginas de relatos sobre o amor, família, crises e até uma sessão de massagem bem apimentada durante uma das turnês. No principal argumento do grupo para lançar “McFly: unsaid things… Nossa história” (BestSeller), que vendeu 14 mil exemplares no Brasil em dois meses, está o aniversário de uma década.

— Esperamos completar dez anos para fazer este projeto. Queríamos ser honestos sobre a nossa vida, e falar de coisas que não costumamos abordar em entrevistas. Passei por uma crise de ansiedade e depressão aos 17 anos e nunca falei disso com tanta sinceridade como no livro. E essa é a idade em que muita coisa acontece, temos dilemas, conflitos e coisas legais para dividir — conta o músico Tom Fletcher, de 28 anos, que já tem ideia para uma continuação da saga. — Espero que na próxima biografia possamos contar detalhes do nosso primeiro show na Lua ou em Marte — brinca.

Na próxima semana, chega às lojas a autobiografia da boy band britânica The Wanted pela Record. Entre os títulos mais vendidos da história do grupo editorial está “One Direction — a biografia”, escrito por Danny White, que foi lançado em outubro e já vendeu cerca de 60 mil exemplares. “Adele” foi um dos mais bem-sucedidos da Leya, com 15 mil livros vendidos desde o lançamento em janeiro de 2012, ocupando por duas semanas a lista de mais vendidos no Brasil. O detalhe é que as duas são biografias não autorizadas. E nem sempre o sucesso das vendas é encarado com bons olhos pelos artistas envolvidos.

— Tento ficar longe das biografias não autorizadas — diz Danny Jones, de 27 anos, também integrante do McFly, banda protagonista de muitos produtos não oficiais. — Não me importo com o que escrevem sobre mim. Muita coisa não é verdade, e a gente sabe que vão tocar em assuntos delicados. Não quisemos mentir e não houve assuntos proibidos no nosso livro, porque, no fim das contas, nós somos humanos, e não somos perfeitos.

Ao contrário da Inglaterra, país de origem de Newkey-Burden, no Brasil as biografias não autorizadas ainda são proibidas. Mas o desfecho parece estar perto. No início de abril, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, em caráter conclusivo, a alteração do artigo 20 do Código Civil, que assegura o direito à privacidade, e tem sido usado como argumento de personalidades públicas para suspender a publicação deste tipo de gênero. Caso não haja recurso, a proposta segue para o Senado, liberando a divulgação de informações em biografias mesmo sem autorização. O caso mais conhecido pelos brasileiros é “Roberto Carlos em detalhes” (Planeta), escrita por Paulo César Araújo em 2006 e proibida depois de o cantor entrar na justiça alegando justamente a invasão de privacidade. O episódio foi lembrado pelo britânico, que revelou sua estratégia para ser aceito pelos artistas.

— Nunca escrevi sobre alguém que já tenha demonstrado falta de vontade de ter sua história contada, como aconteceu com o Roberto Carlos aí no Brasil. Só escrevo sobre pessoas de que eu gosto, com perspectiva positiva. Costumo procurar os artistas, suas famílias e amigos para darem depoimentos. Em alguns casos, como aconteceu com Simon Cowell (“Simon Cowell: The Unauthorized Biography”), eles leem e até adicionam informações. Mesmo que seja contra a vontade do artista e o que está escrito não seja justo, ainda assim, abiografia aqui (Inglaterra) é comercializada. Na biografia sobre Amy Winehouse, retratei a relação dela com as drogas, mas essas notícias estavam todos os dias nos jornais e todos sabiam detalhes dessas histórias.

Garrincha, sim. Justin Bieber, não

Ruy Castro é autor da biografia “Estrela solitária – Um brasileiro chamado Garrincha” (Companhia das Letras), que enfrentou entraves judiciais para continuar em circulação – e a editora ainda precisou pagar uma indenização à família do jogador. O escritor, que também é responsável por títulos como “O Anjo Pornográfico – A Vida de Nelson Rodrigues” (Companhia das Letras), não considera que a vertente teen seja uma vilã.

— Sempre houve livros oportunistas e sérios. Pode ser uma boa forma de introduzir os leitores muito jovens neste universo. Quem compra esses livros são as mesmas pessoas que ouvem seus discos. Um dia, crescerão. Espera-se — diz o escritor, aproveitando para opinar sobre a possível mudança nas regras sobre biografias não autorizadas. — Se a lei for mudada e acabar essa censura, todo mundo sairá ganhando: biógrafos, editores e, principalmente, os leitores.

Já que não é contrário às biografias de jovens artistas, será que Ruy Castro aceitaria um desses projetos?

— Está brincando? Ainda não estou completamente familiarizado nem com o Donga e o João da Baiana, e você quer que eu biografe o não-sei-o-quê Bieber? — arremata.

Professores são proibidos de interagir com alunos na internet

0

Alunos do Internacional participaram de palestras e oficinas sobre os perigos da rede virtual
Foto: Divulgação

Publicado originalmente no Terra.com

No meio da aula, o aluno desvia o olhar do quadro depois de ouvir um bipe de dentro da mochila. Na sala ao lado, frente aos computadores, um grupo de meninas tenta acessar a página virtual de sua banda preferida, sem sucesso. As cenas são corriqueiras nas escolas brasileiras: desde que as redes sociais revolucionaram a navegação na internet, ficou difícil para professores e pais se manter à sombra da discussão.

Em Nova York, o Departamento de Educação foi radical: publicou recentemente um guia de orientação voltado aos professores e que os proíbe de se comunicar com alunos em blog e redes sociais – vale para Facebook, Twitter, YouTube, Google+, Flickr e qualquer outro similar. Segundo o Social Media Guidelines, caso a utilização de um perfil online esteja ligada à realização de uma atividade pedagógica, é preciso criar uma conta profissional. Ainda assim, não se deve adicionar estudantes. O documento é apresentado como um guia que ajuda “funcionários e estudantes a utilizar as mídias sociais de uma maneira segura e responsável”.
Por aqui, as escolas adotam medidas diversas. Há quem se aproxime da visão americana. É o caso da Escola Internacional de Alphaville, de Barueri, em São Paulo, cujos professores também não devem manter contato com estudantes via redes sociais.

“Pedimos que eles não adicionem os alunos, até para evitar problemas caso alguém adicione um professor e o docente, por descuido, não aceite. Pode acontecer acidentalmente, e nós queremos evitar esses problemas”, explica o coordenador de tecnologia educacional da escola, Francisco Amâncio Cardoso Mendes. Os funcionários também são orientados a não responder comentários nem se envolver em discussões a respeito da escola – nesses casos, devem notificar a instituição. A escola chegou a ter uma página no Facebook, mas a experiência não deu certo. “Paramos de abastecê-la com conteúdo, porque nem todo mundo na rede age de maneira ética. Há comentários maléficos, e não queremos alimentar esse tipo de movimento. Nós preferimos ficar à margem das redes sociais”, diz Mendes. A utilização de Facebook, Twitter e similares é vetada nas salas de aula.

Mas o colégio não ficou de fora da discussão sobre redes. Desde o ano passado, tem promovido ações com o objetivo de conscientizar alunos, pais e docentes sobre eventuais perigos da internet. Depois de uma palestra sobre internet segura e capacitação dos funcionários em 2011, neste ano, professores e alunos tiveram duas semanas voltadas à discussão de questões relacionadas ao tema. “Primeiro, os temas foram trabalhados em sala de aula, em todas as disciplinas. Queríamos instigá-los a pensar sobre o que colocam na rede social, com quais objetivos e de que forma isso acontece”, explica o coordenador. Depois dos debates, foi ministrada uma oficina para que os alunos apresentassem suas dúvidas e discutissem suas inseguranças. “Trabalhamos para mostrar que a rede social é benéfica, desde que o usuário tenha cuidado, saiba se prevenir e perceba que esse é um espaço público, e não apenas dele”, destaca. Mendes explica que a iniciativa não surgiu de problemas causados pelas redes. “Acreditamos que a conscientização é melhor que a correção, o que nos leva a agir preventivamente, mostrar os perigos. Mostramos para os alunos o que aconteceria em casos de cyberbullying, invasão de perfil ou vazamento de informações em redes sociais”, conta. A Escola Internacional de Alphaville também investe no uso de tablets e aposta na utilização de aplicativos educativos para realização de atividades pedagógicas.

Escola de Porto Alegre é a primeira a criar cartilha de uso das redes
Problemas de privacidade e difamação são uma constante nas redes. Mas, para o doutor em Ciências da Educação pela Universidade de Paris V Alex Sandro Gomes, é papel da escola conscientizar crianças e jovens. “Essa geração tem muita habilidade técnica, mas pouca habilidade social. Eles se expõem demais e lidam muito mal com questões de privacidade. Se é papel da escola mostrar que o cidadão deve dirigir com responsabilidade ou respeitar os mais velhos, o mesmo vale na hora de alertar sobre a internet”, compara. O especialista diz, no entanto, que não é dever da escola punir caso o comportamento no ambiente virtual seja inadequado. “Essa é uma questão de regulamentação. A partir dos 16 anos, alunos e professores podem responder civilmente por seus atos. Não cabe à escola criar regras e normas. A legislação dá conta disso, caso o erro seja grave. O papel da instituição de ensino não é regulamentar, e sim conscientizar”, afirma Gomes.

Pioneiro na criação de uma cartilha do gênero, o Colégio Farroupilha, de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, apresentou o Guia de Postura nas Redes Sociais à comunidade escolar no início deste ano. Entre recomendações para evitar a publicação de conteúdos ofensivos e difamatórios, além de verificar a veracidade de qualquer informação antes de transmiti-la a outras pessoas, pais, professores e alunos foram convidados a refletir sobre comportamento em ambientes virtuais. “Não podemos nos isentar de orientar os alunos em relação à postura nos meios virtuais”, diz a psicóloga educacional do Farroupilha, Luciana Motta. A instituição compreende, segundo a especialista, que a maior parte da interação nas redes acontece fora do ambiente escolar, mas que ações além dos muros do colégio podem refletir positiva e negativamente na convivência entre alunos, professores e funcionários. “Entendemos que, nesse momento, precisamos nos aliar às famílias. Todos os responsáveis receberam o guia, mesmo os de alunos pequenos que ainda não conseguem ler. Esses pais também precisam estar preparados”, afirma.

A instituição tenta equilibrar o uso das redes: os acessos normalmente são bloqueados, mas há liberação para realização de tarefas de sala de aula – as ações, no entanto, são integralmente monitoradas. Em parceria com o setor de tecnologia educacional do Farroupilha, professores estimularam a criação de esquetes teatrais sobre os riscos da rede e gerenciaram a criação de perfis online. “Eles puderam ver o que é permitido colocar no Facebook, além de perceber que tipo de ação acabaria os expondo. Uma questão atual que respinga no ambiente escolar é o cyberbullyng, porque é muito mais fácil dizer coisas quando não se está frente a frente. Nossos alunos aprenderam a ter uma postura ética nas redes e respeitar os outros usuários”, diz. O Farroupilha não desestimula contatos virtuais entre professores e aluno. “A recomendação que damos é de que tenham bom senso. Nossa preocupação é garantir que os papeis fiquem bem definidos. Professor é professor, aluno é aluno, e é assim que deve ser também nas redes sociais”, afirma Luciana.

dica do Chicco Sal

Go to Top