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Mário de Andrade será o homenageado da Flip 2015

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Mário de Andrade em pintura do amigo Lasar Segall (Foto: Reprodução)

Mário de Andrade em pintura do amigo Lasar Segall (Foto: Reprodução)

Nos 70 anos de morte do escritor, a Festa Literária Internacional de Paraty prepara exposições e mesas de discussão sobre o autor de “Macunaíma”, além do lançamento de uma obra inédita

Publicado na Época

Mário de Andrade viveu pouco. Aos 52 anos, sofreu um infarto no miocárdio. Expoente do modernismo brasileiro, autor de obras importantes para a literatura nacional, parece ter vivido bem mais: “Mário é um autor para o Brasil do século XXI, com vida e obra a serem redescobertas, rediscutidas, postas em debate”, diz Paulo Werneck, curador da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Nos 70 anos de sua morte, Mário será o homenageado da Flip 2015. O festival acontece dos dias 1 a 5 de julho.

Mário nasceu em 1893 na rua Aurora, no centro de São Paulo. Filho de uma família humilde, embora culta, não contou com os mesmos privilégios que seus companheiros de geração. Não era rico como Oswald de Andrade, herdeiro de uma família tradicional. Pela vida toda, exerceu atividades paralelas a de escritor e pesquisador. Foi poeta, romancista, crítico musical, gestor público, folclorista, agitador cultural. Deu aulas no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, onde estudou. Autor de livros como Macunaíma – o herói sem nenhum caráter, discutiu questões importantes para a cultura nacional, composta por influências tão distintas e pelo embate do novo – e estrangeiro – com o tradicional.

Segundo os organizadores da Flip, Mário se ajusta bem a Paraty: isolada por anos desde a sua fundação, a cidade intensificou os contatos com o mudo de fora a partir da construção da rodovia Rio-Santos: “Sua obra reverbera de maneira ainda mais intensa numa cidade como Paraty, que ainda vive em seu dia a dia os dilemas culturais da modernização”, diz Mário Munhoz, diretor geral da Flip.

A homenagem prevê, entre outras ações, uma conferência de abertura, mesas sobre o autor na programação principal e na FlipMais – encontros que acontecem na Casa de Cultura de Paraty- e uma exposição. Durante o festival, serão lançados novos volumes de obras do autor, preparadas pela equipe do Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (IEB-USP). Entre elas, o livro inédito Café. Escrito já no fim da vida, Café é uma ópera coral. Em carta ao escritor Manuel Bandeira, Mário falou que sua ambição original era criar “romance de oitocentas páginas cheias de psicologia e intensa vida”. Os livros ganham nova edição pela editora Nova Fronteira.

Ao longo de suas 12 edições, a Flip homenageou Millôr Fernandes, Vinicius de Moraes, Guimarães Rosa, Clarice Lispector, Jorge Amado, Nelson Rodrigues, Machado de Assis, Manuel Bandeira, Gilberto Freyre, Oswald de Andrade, Carlos Drummond de Andrade e Graciliano Ramos.

 

James Franco pretende adaptar mais duas histórias de William Faulkner para o cinema

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James Franco

Foto: Getty Images

O ator confessou adorar o trabalho do escritor modernista

Publicado em O Fuxico

James Franco quer dirigir mais dois filmes baseados em romances de William Faulkner. O ator e diretor de 36 anos admitiu que gostaria de adaptar mais dois romances do autor modernista depois de estrelar em The Sound and the Fury, que é baseado no livro de 1929 do escritor americano.

“Há mais dois textos do Faulkner que queremos fazer: The Hamlet e o The Bear. O The Bear vai ser difícil, porque você precisa de um urso treinado, mas hoje em dia você poderia provavelmente fazer um CGI ou uma motion capture, como em Planeta dos Macacos”, disse James ao jornal The Guardian.

Quando perguntado o motivo dessa conexão com o autor, que morreu em 1962, o belo ator respondeu: “Ele é o avô dos escritores do sul. Ele é o nosso grande escritor modernista. Ele anda de mãos dadas com James Joyce e Virginia Woolf e Marcel Proust. Ele é como a nossa versão de tudo isso. Eu acho que os melhores livros dele são As I Lay Dying e The Sound and the Fury, os dois livros que eu adaptei. O mundo dentro do filme se passa na década de 20 ou anterior, mas sua escrita é tão complexa e incomum que me permite usar muitas técnicas cinematográficas contemporâneas e estilos de edição”.

James acrescentou que o estilo de escrita modernista de William não torna seu trabalho como diretor mais complicado, mas foi rápido em apontar que não gostou deste aspecto da adaptação dos romances. “Essa é uma das razões pelas quais eu faço isso. Ele me empurra como um cineasta a encontrar soluções e técnicas cinematográficas que eu normalmente não usaria. Eu tenho que pensar, ‘como você consegue ter essa consciência?’ ou ‘como é que vamos contar essa história não-linear ?'”, disse Franco.

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