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Posts tagged Monteiro Lobato

Companhia das Letras começa publicar os livros de Monteiro Lobato este mês

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Victor Tadeu, no Desencaixados

Na Semana das Crianças do ano passado a Companhia das Letrinhas anunciou publicar alguns clássicos de Monteiro Lobato, um projeto com o intuito de atualizar as histórias para as crianças, sendo ele chamado Biblioteca Lobato, organizada por Marisa Lajolo, a maior especialista da obra lobatiana no Brasil, e ilustrada pela premiada artista Lole.

Domingo (17) a Companhia das Letras utilizou o seu Instagram para comunicar ao público o primeiro lançamento deste projeto, inclusive informou na mesma publicação os detalhes especiais presentes na obra.

O 1° lançamento chama Reinações de Narizinho e entra em venda nas maiores livrarias a partir do dia 25 de janeiro. Ele foi publicado pela primeira vez em 1931 e nesta edição vai contar com algumas novidades, como texto integral, diálogo entre personagens com teor de explicação — vocabulário e época —, organização de Marisa Lajolo e entre outros.

Alguns títulos da Biblioteca Lobato já ganharam data de lançamento, inclusive a biografia do escritor feita para crianças, Reinações de Monteiro Lobato, vai ser lançada em março.

Sitio do Picapau Amarelo ganhará uma nova adaptação cinematográfica

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Fabio de Souza Gomes, no Omelete

A Clube Filmes anunciou a produção de uma nova adaptação de O Sítio do Picapau Amarelo, história infantil baseada nos famosos livros de Monteiro Lobato. A direção fica por conta de Fabrício Bittar, que assina o roteiro ao lado de André Catarinacho.

Narizinho, sua boneca Emília, Pedrinho, Dona Benta, Tia Nastácia e o Visconde de Sabugosa são alguns das personagens mais conhecidas do universo literário infantil. A obra do autor brasileiro Monteiro Lobato conta com 23 volumes.

“Poder contar essa história fantástica, que faz parte de toda uma geração, para novos espectadores é realmente incrível. Estamos bastante animados e ansiosos para começar a rodar logo”, explica Bittar.

A seleção para o elenco infantil começa no próximo mês e a previsão é que as filmagens tenham início ainda neste primeiro semestre. O roteiro, que está sendo trabalhado há um ano, tem o intuito de apresentar às novas gerações as personagens icônicas dos livros de Monteiro Lobato. O longa contará com distribuição da Galeria Distribuidora.

Preciosidades da Biblioteca Monteiro Lobato são digitalizadas

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Acervo é comporto por livros didáticos desde o fim do século 19 até meados da década de 1970

Rodney Eloy, no Pesquisa Mundi

A Biblioteca Monteiro Lobato (Rua General Jardim, 485, Vila Buarque, São Paulo/SP) abriga o Acervo Histórico do Livro Escolar – AHLE, constituído por títulos de uso escolar resguardado pelas antigas Bibliotecas Infantis. O espaço reúne várias fases da história e da educação no País desde o fim do século 19 até meados da década de 1970. Cartilhas, primeiras leituras e manuais de ensino, entre outros, compõem esse acervo especial, que contempla todas as disciplinas escolares dos cursos primário e secundário. Mais de 30 títulos antigos já foram digitalizados. Para mais informações, clique aqui.

via Publishnews

Tentativa de censura de livro de Monteiro Lobato para no STF

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'Caçadas de Pedrinho', de Monteiro Lobato: alegação de conteúdo racista pode impedir livro de ser distribuído nas escolas (VEJA)

‘Caçadas de Pedrinho’, de Monteiro Lobato: alegação de conteúdo racista pode impedir livro de ser distribuído nas escolas (VEJA)

Publicado na Veja

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux negou seguimento a mandado de segurança que tentava impedir que escolas adotassem o livro Caçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato, alegando que a obra teria caráter racista. Segundo o ministro, o STF não tem competência para apreciar mandado de segurança impetrado contra o ato do ministro da Educação, que liberara a obra para as escolas.

O pedido de mandado de segurança foi feito pelo Instituto de Advocacia Racial e Ambiental (Iara) e pelo professor e técnico em gestão educacional Antônio Gomes da Costa Neto. Eles pediam anulação de parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE), que teria liberado a obra de Lobato para adoção nas escolas sem a inclusão de nota explicativa sobre o alegado racismo e sem que os professores fossem treinados para tratar do assunto em sala de aula.

Em seu despacho, o ministro Fux afirma que o STF só tem competência para julgar mandados de segurança conta atos do presidente da República, das Mesas da Câmara e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União (TCU), do procurador-geral da República e do próprio Supremo. “Assim, a incompetência desta Corte para a apreciação de mandamus impetrado contra ato do Ministro da Educação que homologou parecer do CNE”, concluiu.

A dama dos livros raros no centro de São Paulo

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A LIVREIRA MARISTELA CALIL E UMA DAS OBRAS RARAS DE SEU SEBO | FOTO: SU STATHOPOULOS

A LIVREIRA MARISTELA CALIL E UMA DAS OBRAS RARAS DE SEU SEBO | FOTO: SU STATHOPOULOS

Cristina Camargo, no Roteiros Literários

Centenas de livros ainda encaixotados nos corredores da Livraria Calil Antiquaria, no centro de São Paulo, são a prova da força de uma tradição familiar. Foram comprados pela livreira Maristela Calil, 53, herdeira do bibliófilo Líbano Calil, amigo de Monteiro Lobato, Tarsila do Amaral e José Mindlin, entre outros homens e mulheres das letras e das artes.

Maristela administra um acervo valioso. São mais de 300 mil livros raros, entre primeiras edições, exemplares autografados e antigos que estão entre os únicos no Brasil. Ela herdou a livraria do pai e ampliou o acervo ao longo dos anos ao adquirir bibliotecas particulares inteiras, entre elas os 15 mil volumes que recheavam as estantes da casa de Luís Arrobas Martins, secretário da Fazenda no governo Abreu Sodré e conhecido colecionador.

Não há mais espaço na livraria localizada no nono andar de um prédio antigo na Barão de Itapetininga (nº 88), rua conhecida no passado por ser ponto de encontro de intelectuais e artistas. Mesmo assim, Maristela não resiste ao ser procurada por famílias interessadas em comercializar bibliotecas inteiras que correm o risco de ser desfeitas sem um comprador especializado.

Não desmanchar essas bibliotecas é uma das missões da grande dama dos livros em São Paulo. Além disso, ela sabe que suas raridades têm grande valor comercial e os milhares de livros acumulados são encarados como um investimento com retorno garantido.

Maristela aprendeu com o pai, filho de libanês e colecionador de livros desde a infância. Líbano Calil guardava o dinheiro do sorvete e do cinema para abastecer sua biblioteca. Ao transformar o prazer em trabalho, era meticuloso ao separar o que ficaria em sua livraria e o que iria para a coleção particular.

“Muitas vezes ele comprava em várias prestações. Adquiriu o prazer pela leitura. E foi comprando, comprando…”, conta a filha.

O resultado são 13 mil volumes mantidos na casa da família, no Ipiranga, em São Paulo. Maristela é a administradora do acervo e, por ironia do destino, vive o mesmo dilema das famílias que a procuram para vender suas bibliotecas.

DETALHE DA LIVRARIA CALIL, NO CENTRO DE SÃO PAULO. É O MAIS ANTIGO SEBO E LIVRARIA ANTIQUÁRIA DA CIDADE| FOTO: SU STATHOPOULOS

DETALHE DA LIVRARIA CALIL, NO CENTRO DE SÃO PAULO. É O MAIS ANTIGO SEBO E LIVRARIA ANTIQUÁRIA DA CIDADE| FOTO: SU STATHOPOULOS

Ela não quer vender separadamente os livros raros adquiridos pelo pai ao longo da vida. Líbano morreu em 1993, aos 60 anos. Deixou a biblioteca para a viúva, hoje com 89 anos. É uma vasta coleção brasiliana e histórica. A filha precisa dividir o tempo entre a livraria e a biblioteca. Colocou o acervo à venda e se esforça para que ele seja repassado inteiro, sem que a valiosa coleção montada pelo pai seja desmanchada.

Entre as raridades estão livros como o que reúne cartas enviadas por Dom Pedro I a Portugal, um exemplar de 1925 de “Pau Brasil”, de Oswald de Andrade, a coleção machadiana com todas as primeiras edições e milhares de livros sobre a história brasileira, paulista e também o catolicismo.

Está lá também a obra “Brasilianas”, de 1863, assinada pelo pintor, caricaturista, arquiteto, crítico, historiador e escritor Manuel de Araújo Porto Alegre, tema de exposição no Instituto Moreira Salles.

São exemplares autografados, únicos, primeiras edições e documentos originais e manuscritos. Oitenta por cento dos exemplares estão encadernados, o que ajuda na conservação.

No final da vida, Líbano autorizava apenas dois amigos muito próximos a entrarem em sua biblioteca. Temia visitantes inconvenientes, que poderiam pedir um dos exemplares emprestado.

O acervo, autenticado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), já despertou o interesse de órgãos públicos. As negociações, no entanto, não prosperaram.

Livraria – Maristela já perdeu as contas de quantas bibliotecas inteiras comprou para sua livraria. A especialidade são obras sobre o Brasil, principalmente na área de humanas. Diariamente, a livreira recebe pedidos por telefone, cartas, pessoalmente e, claro, pela internet.

Poderia manter tudo num depósito, mas prefere conservar o belo e agradável espaço na rua Barão de Itapetininga. É por causa dos clientes que fazem questão de realizar as compras pessoalmente. São aqueles que gostam de manusear e sentir o cheiro dos livros. Cheiro, aliás, perceptível nos primeiros passos dados na livraria.

A LIVREIRA MARISTELA CALIL | FOTO: SU STATHOPOULOS

A LIVREIRA MARISTELA CALIL | FOTO: SU STATHOPOULOS

Encontram, além dos livros raros, muitas gravuras sobre o Brasil e música clássica para deixar o clima ainda mais requintado. Também costumam ser apresentados a estantes que já pertenceram ao empresário Antônio Ermírio de Moraes, morto recentemente. Elas foram compradas por Maristela quando o ex-político começou a desmontar parte de seu acervo.

“É mentira dizer que o Brasil é um país que não lê”, garante Maristela com a autoridade de quem vende livros diariamente, alguns a preços altos. Tem mais. Ela recebe leitores jovens, em busca de orientação.

A livreira investe na restauração de publicações que chegam às suas mãos em condições ruins. E, com sua bagagem, costuma orientar outros livreiros em dificuldades.

“Faço tudo para as livrarias não fecharem. Um país se faz com leitores”.

O centro de São Paulo mantém a beleza arquitetônica, mas não vive seus melhores dias. Tem muito lixo na rua, comércio ambulante desordenado e dezenas de sem-teto espalhados pelas calçadas. Mesmo assim, a dama dos livros raros resiste.

“O centro ainda é um grande ponto de encontro”, explica. Inclusive para quem não abandona a paixão pelas palavras.

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