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Aos 29 anos, morre no Rio o escritor Victor Heringer

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O escritor Victor Heringer, morto nesta quarta-feira – Mônica Imbuzeiro / Agência O Globo

De talento precoce, autor foi laureado com o Prêmio Jabuti pelo romance de estreia, ‘Glória’

Mônica Imbuzeiro, em O Globo

RIO — O escritor carioca Victor Heringer foi encontrado morto próximo ao prédio em que morava, em Copacabana, na tarde desta quarta-feira. A Companhia das Letras e o Instituto Moreira Salles confirmaram a morte, mas sem detalhes sobre a causa.

Victor Heringer, que tinha 29 anos, mostrou de cara sua vocação para a literatura. Em 2013, foi laureado com o Prêmio Jabuti por seu primeiro romance, “Glória” (7Letras), sobre um artista plástico que procura uma mulher impossível.

Três anos depois, lançou “O amor dos homens avulsos” pela Companhia das Letras, com o objetivo de “vencer a indiferença do mundo” com uma história de afeto entre dois meninos. O livro tem como pano de fundo a evolução, em dois tempos, de um bairro suburbano fictício do Rio, o Queím. Nos anos 1970, a vida de um garoto que precisa de muletas para andar se transforma quando seu primeiro amor é morto num caso brutal de preconceito. Nos dias de hoje, já adulto, ele tenta exorcizar o trauma depois de um encontro inesperado.

 

— Eu, que antes buscava a saída pela ironia distanciada, pela teoria seca ou pela indignação paralisante, resolvi que a ternura pode ter uma potência também — explicou Heringer em entrevista ao GLOBO, na época do lançamento do romance.

Criado em Friburgo, região serrana do Rio, Heringer começou a frequentar Del Castilho ainda criança, para visitar a avó. Aquele cenário suburbano foi fundamental para a concepção do bairro fictício onde se passava a história de seu último livro. Coincidentemente, ele havia deixado o Rio para trás em 2013 para viver em São Paulo.

— O Rio é como o carnaval, se prepara o ano inteiro para ver o que acontece. Depois, as alegorias mudam e se recomeça tudo de novo — disse ele em 2016 ao GLOBO.

Recentemente, Heringer havia voltado a viver no Rio, onde trabalhava no Instituto Moreira Salles.

Estes passos podem ajudar quem morre de medo de apresentar trabalho em aula

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Reinaldo Polito, no UOL

Se você fica desesperado quando precisa falar diante dos colegas em sala de aula, pode se animar porque essa insegurança tem cura. E o melhor da história é que o remédio é você mesmo. Sim, tudo depende de você. As suas melhores armas para combater o receio de fazer apresentações são sua boa vontade, disciplina e iniciativa.

Pratique bastante

Em primeiro lugar – não fuja das oportunidades para fazer apresentações de trabalhos em sala de aula. Por mais difícil que seja, não caia na tentação de “terceirizar” as apresentações que você poderia fazer. Praticar para ter experiência no uso da palavra em público é uma das atitudes mais importantes para combater o medo.

Quanto mais praticar, exercitar e se familiarizar com a condição de falar para um grupo de pessoas, mais experiência irá adquirir, e esse é um requisito fundamental para que comece a se sentir à vontade para falar em público. Por isso, mesmo que esteja bastante nervoso, enfrente a situação. No futuro você agradecerá a “você mesmo” por essa iniciativa.

Conheça o assunto

Reflita – como você poderá se sentir tranquilo diante dos colegas e do professor se não souber o que vai falar. Estude muito. Saiba muito mais do que for preciso para a exposição que deverá fazer. Se for uma apresentação de meia hora, tenha conteúdo para pelo menos uma hora. Quanto mais dominar o tema, mais seguro irá se sentir.

Para que você tenha domínio do seu conhecimento, para fazer a apresentação é preciso que ele seja antes verbalizado. Pensar é uma coisa. Escrever é outra. Falar é outra, completamente distinta. Quando você escreve, utiliza determinados termos, determinada pontuação, determinado ritmo, determinada sequência.

Quando você fala, os termos não são necessariamente os mesmos, a pontuação obedece outra dinâmica, surge um novo ritmo, até a sequência das ideias sofre transformações. Se você apenas pensar e escrever, não terá exercitado a atividade que desenvolverá ao se apresentar diante da classe – a verbalização.

Por esse motivo, encontre uma forma de verbalizar o que sabe sobre o tema. Só assim o conhecimento será seu para a apresentação. Reúna os colegas de grupo e converse bastante sobre o assunto. Não se preocupe em fazer a apresentação para eles, apenas verbalize as informações.

Se não puder contar com a ajuda de alguém que possa ouvi-lo, fale sozinho em voz alta olhando para a parede. De vez em quando grave um pouco dessa conversa de você com você mesmo. Pegue o celular, ponha no fundo da sala e fale em voz alta. Assim saberá se aqueles que ficarão no fundo da sala durante a apresentação também irão ouvi-lo.

Atenção – nada de tentar decorar palavra por palavra. Tenha apenas a sequência das ideias e fale como se estivesse conversando de maneira animada com um grupo de amigos. As palavras surgirão normalmente, como acontece quando está batendo um papo com as pessoas conhecidas.

Durante esse ensaio fale com voz bem audível, pronunciando corretamente as palavras. Capriche na postura deixando o corpo bem distribuído sobre as duas pernas. Gesticule de forma moderada, sem ficar apertando as mãos, nem com elas nos bolsos ou nas costas. Fale com a cabeça levantada e olhe para os ouvintes hipotéticos que estão à sua frente. Precisará agir assim diante dos colegas.

Organize as ideias

Você só se sentirá seguro se souber o caminho que irá percorrer durante a exposição. Planeje bem os passos que irá dar desde o início até a conclusão. Divida a apresentação em cinco ou seis partes e memorize bem essa sequência. Se ficar com receio de se esquecer, escreva o roteiro em uma folha de papel e a leve com você.

É incrível, mas só pelo fato de saber que se a memória falhar poderá recorrer às suas anotações, você dificilmente se esquecerá. Não caia na tentação de escrever no roteiro palavra por palavra o que irá dizer, mas sim em uma ou duas linhas as ideias que serão apresentadas em cada uma das etapas.

Eleja um tema de apoio

De maneira geral, discorrer apenas sobre o tema deixa a apresentação cansativa e desinteressante. É preciso ter um assunto de apoio para tornar a fala mais atraente. Esse recurso fará com que você se sinta mais à vontade para desenvolver a mensagem. Escolha um assunto de apoio sobre o qual tenha muito domínio.

Você poderá usar a história de um livro, de um filme, da vida de um artista, enfim qualquer assunto que conheça muito bem e que esteja perfeitamente dentro do contexto da apresentação. E essa ação deve ser empreendida de tal forma que nem pareça que você está contando uma história, mas sim ilustrando e reforçando seus argumentos.

Dê uma sequência lógica

Comece cumprimentando. Atenção, você vai falar para colegas de classe e para o professor, pessoas com as quais convive no dia a dia. Portanto, nada de formalidade. Um simples “olá”, ou “pessoal” pode ser suficiente para dirigir respeitosamente a palavra aos ouvintes e chamar a atenção para sua presença na frente do grupo.

Em seguida esclareça em uma ou duas frases, três no máximo, qual o assunto que irá apresentar. Na sequência, apresente o problema que pretende solucionar, ou faça um histórico mostrando como os fatos foram se sucedendo até chegar ao momento atual. Esta é a oportunidade em que irá instruir os ouvintes para que entendam bem sua mensagem.

Chegou o momento de apresentar a mensagem principal. Tudo o que foi preparado você irá aplicar neste instante. Se levantou um problema, agora dará a solução. Se fez um histórico, agora falará do presente. É nesta fase também que lançara mão dos exemplos, fará as comparações, usará as estatísticas e pesquisas, enfim, toda a linha de argumentação de que puder dispor.

Para expor o assunto central do seu trabalho, você poderá organizar as informações no tempo, mostrando as diversas etapas de desenvolvimento do assunto em diferentes momentos. Poderá ainda fazer uma divisão no espaço, dizendo como o tema se apresenta ou se apresentou em distintas localidades.

Por exemplo, no nosso país e em outras nações, ou no nosso estado e em estados diferentes, ou na nossa cidade e em diversas localidades. Para cada uma dessas etapas faça comentários sobre questões econômicas, sociais, políticas, de acordo com a conveniência do assunto. Esses comentários complementares irão arejar a apresentação e torná-la mais interessante.

Finalmente chegou a hora de concluir. Depois de ter contado qual o assunto, apresentado o problema ou feito o histórico, dado a solução ou falado do presente com todos os argumentos é o instante de fazer o fechamento. Para isso, será simples, por exemplo, pedir que reflitam ou aceitem a mensagem que apresentou.

Antes de ficar desesperado porque tem de fazer uma apresentação em sala de aula, reflita sobre essas orientações simples e se prepare com afinco. Seu desempenho será melhor. E à medida que for se apresentando, passará a se sentir cada vez mais confiante e seguro.

Superdicas da semana

*Sua voz precisará ter volume suficiente para ser ouvida pelos ouvintes no fundo da sala
*Cuidado para não falar com voz monótona. Alterne sempre o volume da voz e a velocidade da fala
*Olhe para todos os ouvintes, girando a cabeça e o tronco de um lado para o outro da sala
*A naturalidade deve estar sempre presente nas apresentações
*Diante dos colegas de classe, entretanto, esse cuidado deve ser redobrado

Livros de minha autoria que ajudam a refletir sobre esse tema: “29 Minutos para Falar Bem em Público”, publicado pela Editora Sextante. “Assim é que se Fala”, “Conquistar e Influenciar para se Dar Bem com as Pessoas”, “As Melhores Decisões não Seguem a Maioria” e “Como Falar Corretamente e sem Inibições”, publicados pela Editora Saraiva. “Oratória para líderes religiosos”, publicado pela Editora Planeta.

Morre o escritor Terry Pratchett, aos 66 anos

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Terry Pratchett na New York Comic Con, em 2012 - © Luigi Novi / Wikimedia Commons

Terry Pratchett na New York Comic Con, em 2012 – © Luigi Novi / Wikimedia Commons

Autor de mais de 70 livros de fantasia sofria de atrofia cortical posterior, uma variação do Mal de Alzheimer

Publicado em O Globo

 

RIO — O autor de livros de fantasia Terry Pratchett morreu, nesta quinta-feira, aos 66 anos, após uma longa batalha contra a atrofia cortical posterior, uma variação do Mal de Alzheimer.

O anúncio da morte foi feito pela conta oficial do escritor no Twitter, em três publicações que simulavam a narração de uma história. A primeira foi digitada em caixa alta, uma marca registrada do autor quando o personagem da Morte tinha a fala.

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“PELO MENOS, SIR TERRY, TEREMOS QUE CAMINHAR JUNTOS. Terry pegou os braços da Morte e a seguiu através da porta em direção ao deserto negro sob a noite sem fim. Fim”, diz a sequência de mensagens, em tradução livre.

Assim que a notícia foi divulgada, na manhã desta quinta-feira, o site oficial do escritor saiu do ar, por conta do grande número de fãs tentando acessá-lo.

“Terry morreu em casa, com o gato dormindo em sua cama e cercado pela família, no dia 12 de março de 2015”, informou a editora Transworld, em nota oficial. “Diagnosticado com o Mal de Alzheimer em 2007, ele lutou contra doença com sua marcante determinação e criatividade e continuou a escrever.”

Nascido na cidade de Beaconsfield, ele publicou sua primeira história aos 13 anos e, posteriormente, trabalhou como jornalista no jornal inglês “Bucks Free Press”. Seu primeiro romance, chamado de “The carpet people”, foi publicado em 1971.

Pratchett era mais conhecido pela série “Discworld”, iniciada em 1983 com “A cor da magia” e que teve 40 volumes publicados em mais de 25 idiomas, entre eles o português. Mas, em toda a carreira, escreveu mais de 70 livros, que, somados, venderam 85 milhões de cópias.

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“O mundo perdeu uma de suas mentes mais brilhantes. Terry enriqueceu o planeta como poucos antes dele conseguiram”, disse Larry Finlay, diretor da Transworld.

Ele foi diagnosticado com Alzheimer em 2007, mas seguiu na ativa. Ainda assim, era um defensor aberto da eutanásia.

“Acredito que deveria ser permitido a uma pessoa que sofre de uma doença séria e em última instância fatal escolher partir de forma tranquila com ajuda médica ao invés de sofrer”, declarou em 2011.

No mesmo ano, ele narrou o documentário “Terry Pratchett: Choosing to die”, sobre Peter Smedley, um homem de 71 anos que sofria de uma doença neuronal e cometeu suicídio assistido numa clínica suíça.

Além disso, Pratchett fez uma generosa doação pública para um fundo de pesquisas sobre o Mal de Alzheimer e participou de um programa do canal de TV “BBC”, onde narrou suas experiências com a doença, que ele chamava de “um aborrecimento”.

No ano passado, Pratchett foi forçado a cancelar uma participação na Convenção Internacional do Discworld por conta do avanço de sua condição.

Pratchett terminou de escrever seu último livro, mais um volume da série “Discworld”, em meados do ano passado.

O autor deixa a mulher, Lyn, e uma filha, Rhianna.

 

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