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Instalação revela o poder metafórico de um único livro distorcendo um muro de tijolos

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Publicado no Razões para Acreditar

Para você, qual é o papel da arte na vida das pessoas? Para mim, a arte surge da necessidade de explicar a própria vida e isso pode ser feito através de críticas ou até mesmo de homenagens, como a gente vê nesta maravilhosa instalação do artista mexicano Jorge Mández Blake. À primeira vista, sua instalação parece um muro de tijolos, mas uma vez que você descobre que, na verdade embaixo de tudo, no chão, existe um livro, tudo muda.

Sua ideia é genial e a gente explica: o livro trata-se de um exemplar do clássico O Castelo, de Franz Kafka e o artista o colocou na base de sua instalação para mostrar o poder de um único livro de transformar toda uma parede. A metáfora está no fato de que uma pequena ideia pode ter um efeito muito maior do que imaginamos.

Este livro, que foi publicado somente após a morte do escritor, é um dos maiores clássicos da literatura moderna e o amor pelos livros de Jorge, foi o que o impulsionou a criar essa instalação, que também foi intitulada de O Castelo. O muro é grande: 75 metros de comprimento, impressionantemente transformados pela força de “apenas” um livro. Vem ver:

Acho que eu nunca vi uma homenagem tão linda à literatura e ao poder dos livros!

Com informações de My Modern Met

Fotos: Jorge Méndez Blake

“Como é que alguém se transforma em escritor, ou é transformado em escritor?”

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 Ricardo Piglia em 2000, em entrevista ao EL PAÍS DANIEL MORDZINSKI

Ricardo Piglia em 2000, em entrevista ao EL PAÍS DANIEL MORDZINSKI

‘Anos de Formação: os Diários de Emilio Renzi’, de Ricardo Piglia, sai no Brasil. Leia trecho

Ricardo Piglia, no El País

Dois anos depois da morte do escritor argentino Ricardo Piglia, a editora Todavia lança no Brasil Anos de Formação: os Diários de Emilio Renzi, que percorre a educação formal e sentimental de Renzi, espécie de alter-ego de Piglia. Logo no início do livro, o narrador se questiona: “Como é que alguém se transforma em escritor, ou é transformado em escritor? Não é uma vocação, imagine, também não é uma decisão, mais parece uma mania, um hábito”. É ao redor do ofício do escritor, tendo como cenário uma Argentina artística e política, que o livro se desenvolve.

O lançamento da edição brasileira acontece em São Paulo, nesta terça-feira, às 19h, no Instituto Cervantes, onde acontecerá uma conversa com o tradutor do livro Sérgio Molina, o especialista em literatura argentina Júlio Pimentel Pinto e o editor da revista literária Quatro cinco um, Paulo Werneck. Leia abaixo um trecho do primeiro capítulo do livro de Piglia.

Na soleira

— Desde pequeno repito o que não entendo – ria Emilio Renzi retrospectivo e radiante naquela tarde, no bar da Arenales com a Riobamba. — Achamos divertido o que não conhecemos; gostamos do que não sabemos para que serve.

Aos três anos ficava intrigado com a figura do seu avô Emilio sentado na poltrona de couro, ausente dentro de um círculo de luz, os olhos fixos num misterioso objeto retangular. Imóvel, parecia indiferente, calado. Emilio, o menino, não entendia muito bem o que estava acontecendo. Era pré-lógico, pré-sintático, era pré-narrativo, registrava os gestos, um por um, mas não os encadeava; simplesmente imitava aquilo que via os outros fazerem. Então, naquela manhã subiu numa cadeira e tirou um livro azul de uma das estantes da biblioteca. Depois foi até a porta da rua e se sentou na soleira com o volume aberto no regaço.

Meu avô, disse Renzi, abandonou o campo e foi morar conosco em Adrogué quando minha avó Rosa morreu. Deixou a folhinha sem arrancar no dia 3 de fevereiro de 1943, como se o tempo tivesse parado na tarde da morte de sua mulher. E o calendário aterrador, com o bloco dos números fixo nessa data, continuou em casa durante anos.

Morávamos num lugar tranquilo, perto da estação de trem, e a cada meia hora passavam pela nossa calçada os passageiros vindos da capital. E lá estava eu, na soleira, querendo ser visto, quando de repente uma sombra comprida se inclinou para me dizer que o livro estava de ponta-cabeça.

Acho que deve ter sido o Borges, brincava Renzi naquela tarde no bar da Arenales com a Riobamba. Naquela época ele costumava passar o verão no Hotel Las Delicias, e só mesmo o velho Borges para fazer essa advertência a uma criança de três anos, não é?

Como é que alguém se transforma em escritor, ou é transformado em escritor? Não é uma vocação, imagine, também não é uma decisão, mais parece uma mania, um hábito, um vício, você deixa de fazer isso e se sente mal, mas ter que fazê-lo é ridículo, e acaba se tornando um modo de viver (como outro qualquer).

A experiência, ele percebera, é uma multiplicação microscópica de pequenos acontecimentos que se repetem e se expandem, sem conexão, dispersos, em fuga. Sua vida, ele compreendera, era dividida em sequências lineares, séries abertas que remontavam ao passado distante: incidentes mínimos, estar sozinho num quarto de hotel, ver seu rosto num instantâneo, entrar num táxi, beijar uma mulher, levantar os olhos da página e dirigi-los à janela, quantas vezes? Esses gestos formavam uma rede fluida, desenhavam um percurso – e desenhou um mapa de círculos e cruzes num guardanapo –, digamos que o percurso da minha vida seria assim, disse. A insistência dos temas, dos lugares, das situações é o que eu quero – falando figuradamente – interpretar. Como um pianista que improvisa, sobre um frágil standard, variações, mudanças de ritmo, harmonias de uma música esquecida, disse, e se ajeitou na cadeira.

Poderia por exemplo contar minha vida a partir da repetição das conversas com meus amigos num bar. A confeitaria Tokio, o café Ambos Mundos, o bar El Rayo, La Modelo, Las Violetas, o Ramos, o café La Ópera, La Giralda, Los 36 billares…, a mesma cena, os mesmos assuntos. Todas as vezes que me encontrei com meus amigos, uma série. Se fazemos uma coisa – abrir uma porta, por exemplo – e depois pensamos naquilo que fizemos, é ridículo; mas se observarmos sua reprodução do alto de um mirante, não é preciso nada para obter uma sucessão, uma forma comum, até mesmo um sentido.

Sua vida poderia ser narrada seguindo essa sequência ou qualquer outra parecida. Os filmes a que assistiu, com quem foi ao cinema, o que fez depois; tinha tudo registrado de modo obsessivo, incompreensível e idiota, em minuciosas descrições datadas, com sua trabalhosa letra manuscrita: estava tudo anotado naquilo que agora decidira chamar de “seus arquivos”, as mulheres com que vivera ou passara uma noite (ou uma semana), as aulas que dera, os telefonemas de longa distância, notações, sinais, não era inacreditável? Seus hábitos, seus vícios, suas próprias palavras. Nada de vida interior, somente fatos, ações, lugares, circunstâncias que, repetidas, criavam a ilusão de uma vida. Uma ação – um gesto – que insiste e reaparece, e diz mais do que tudo o que eu possa dizer de mim mesmo.

No bar onde ele se instalava ao cair da tarde, El Cervatillo, na mesa do canto, pegada à janela, tinha colocado suas fichas, um caderno, um par de livros, o Proust, de Painter, e The Opposing Self, de Lionel Trilling, e ao lado um livro de capa preta, um romance, pelo jeito, com frases elogiosas de Stephen King e Richard Ford em letras vermelhas.

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Contudo, tinha percebido que devia começar pelos restos, por aquilo que não estava escrito, ir ao encontro do que não estava registrado mas persistia e cintilava na memória como uma luz mortiça. Fatos mínimos que misteriosamente haviam sobrevivido à noite do esquecimento. São visões, flashes enviados do passado, imagens que perseveram isoladas, sem moldura, sem contexto, soltas, e não podemos esquecê-las, certo? Certo, disse, e olhou para o garçom que ia atravessando por entre as mesas. Mais um branco?, perguntou. Pediu um Fendant de Sion… era o vinho que o Joyce bebia, um vinho seco que o deixou cego. Joyce o chamava de Arquiduquesa, por causa da cor ambarina e porque o bebia como quem pecaminosamente – à la Leopold Bloom – suga o néctar dourado de uma púbere garota aristocrática que se agacha nua, de cócoras, sobre uma ávida cara irlandesa. Renzi frequentava esse bar – que antes se chamava La Casa Suiza – porque guardavam ali, nos frescos porões, várias caixas do vinho joyciano. E com seu pedantismo habitual citou, em voz baixa, o parágrafo do Finnegans celebrando aquela ambrosia…

Era uma radiografia do seu espírito, melhor dizendo, da construção involuntária do seu espírito, disse, e fez uma pausa; não acreditava nessas baboseiras (frisou), mas gostava de pensar que sua vida interior era feita de pequenos incidentes. Assim, poderia enfim começar a pensar numa autobiografia. Uma cena e depois outra e mais outra, não é? Seria uma autobiografia seriada, uma vida em série… Dessa multiplicidade de fragmentos insensatos, começara seguindo uma linha, reconstruindo a série dos livros, “Os livros da minha vida”, disse. Não os que escrevera, mas os que lera… Como li alguns dos meus livros poderia ser o título da minha autobiografia (caso a escrevesse).

Primeiro ponto, portanto, os livros da minha vida, mas nem todos os que li, e sim aqueles dos quais lembro com nitidez a situação e o momento em que os lia. Se eu me lembro das circunstâncias em que estava com um livro, isso para mim é a prova de que ele foi decisivo. Não são necessariamente os melhores, nem os que me influenciaram: são os que deixaram uma marca. Vou seguir esse critério mnemônico, como se eu contasse somente com essas imagens para reconstruir minha experiência. Um livro na lembrança tem uma qualidade íntima somente se vejo a mim mesmo lendo. Estou do lado de fora, distanciado, e me vejo como se eu fosse outra pessoa (sempre mais jovem). Por isso, talvez, penso agora, aquela imagem – fazer de conta que estou lendo um livro na soleira da casa da minha infância – é a primeira de uma série, e é por aí que vou começar minha autobiografia.

Claro que recordo dessas cenas depois de ter escrito meus livros, por isso poderíamos chamá-las de pré-história de uma imaginação pessoal. Por que nos dedicamos a escrever, afinal? Seguimos nessa trilha, por qual motivo? Bom, porque antes lemos… Não importa a causa, claro, importam as consequências. Muita gente deve se arrepender disso, a começar por mim, mas em qualquer bar da cidade, em qualquer McDonald’s tem um trouxa que, apesar de tudo, quer escrever… Na realidade, não é que ele queira escrever, quer é ser escritor e quer ser lido. Um escritor se autonomeia e se autopropõe no mercado persa, mas por que ele resolve assumir essa postura?

A ilusão é uma forma perfeita. Não é um erro, não deve ser confundida com um equívoco involuntário. Trata-se de uma construção deliberada, pensada para enganar a própria pessoa que a constrói. É uma forma pura, talvez a mais pura das formas existentes. A ilusão como romance privado, como autobiografia futura.

No início, afirmou depois de uma pausa, somos como o Monsieur Teste de Valéry: cultivamos a literatura não empírica. É uma arte secreta cuja forma exige não ser descoberta. Imaginamos o que pretendemos fazer e vivemos nessa ilusão… Em suma, são as histórias que cada um conta a si mesmo para sobreviver. Impressões que não estão em condições de ser entendidas por estranhos. Mas é possível uma ficção privada? Ou é preciso que haja mais de uma pessoa? Às vezes, os momentos perfeitos só têm por testemunha a própria pessoa que os vive. Podemos chamar esse murmúrio – ilusório, ideal, incerto – de história pessoal.

Último livro de Saramago, inacabado com a morte do escritor, chega às lojas

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‘Alabardas, alabardas, espingardas, espingardas’ conta com textos de Luiz Eduardo Soares e Roberto Saviano

Despedida: Pilar del Rio e Saramago - PIERRE-PHILIPPE MARCOU/AFP/2-11-2009

Despedida: Pilar del Rio e Saramago – PIERRE-PHILIPPE MARCOU/AFP/2-11-2009

Bolívar Torres em O Globo

RIO — Antes mesmo de iniciar a escrita de “Alabardas, alabardas, espingardas, espingardas”, uma reflexão sobre a indústria das armas, José Saramago já tinha decidido que esse seria seu último romance. Convicto de que sua obra literária estaria completa ao fim do processo, escolhera inclusive a frase com a qual desejava encerrar a sua trajetória de escritor.

“O primeiro capítulo, refundido, não reescrito, saiu bem, apontando já algumas vias para a tal história ‘humana’. Os caracteres de Felícia e do marido aparecem bastante definidos. O livro terminará com um sonoro ‘Vai à merda’, proferido por ela. Um remate exemplar”, anotou Saramago em seu computador, em setembro de 2009.

O “sonoro” xingamento, no entanto, nunca chegou a sair dos arquivos de anotações. Apesar da empolgação pelo projeto, Saramago empacou no terceiro capítulo do romance; debilitado pela doença, nunca mais o retomou, morrendo em junho de 2010. Um vislumbre do que poderia ser essa espécie de testamento literário do autor português, Prêmio Nobel de 1998, chega no fim desta semana às livrarias brasileiras (em Portugal, o livro será lançado num grande evento, nesta quinta-feira, no Teatro Nacional D. Maria, em Lisboa).

“Sou um escritor um tanto atípico”

A edição póstuma de “Alabardas, alabardas, espingardas, espingardas” (Companhia das Letras) traz as 22 folhas dos três capítulos iniciais deixados por Saramago, além de textos do ensaísta espanhol Fernando Gómez Aguilera, do escritor italiano Roberto Saviano e do antropólogo brasileiro Luiz Eduardo Soares, e ilustrações do romancista alemão Günter Grass. Outro acréscimo são as anotações feitas ao longo do processo de escrita, que apontam possíveis caminhos para a trama e dão uma ideia do método de trabalho do autor no fim de sua vida.

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— Saramago tinha uma relação com a escrita que poderíamos chamar de profissional: nem dramas românticos nem sofrimentos mais ou menos literários — conta, em entrevista ao GLOBO, por e-mail, Pilar del Río, viúva do autor, tradutora do espanhol de vários de seus romances e presidente da fundação que leva seu nome. — Ele escreveu o livro como todos os outros, sem anseios e tensões, e com a mesma exigência de sempre. Saramago só começava a trabalhar se tivesse uma ideia clara do que queria contar e de como queria contar. Parte do livro já estava acabada, havia as anotações… Mas ele fez uma pausa para pesquisar e não pôde retomar a escrita.

“Sou um escritor um tanto atípico. Só escrevo porque tenho ideias”, costumava dizer Saramago. A ideia de seu último romance estava definida: explorar os conflitos da indústria e do comércio de armas. Os personagens também foram esboçados. Artur Semedo, um burocrata dedicado e eficaz de uma fábrica de armamento, e sua antagonista, Felícia, uma pacifista.

De acordo com as anotações do próprio Saramago, o projeto foi desencadeado por uma velha preocupação: o porquê de não se conhecer nenhum caso de greve numa fábrica de armamento. Outra inspiração veio de uma história que achava ter lido no romance “L’espoir”, de André Malraux — e que depois recordou ter lido em outro lugar, embora não se lembrasse onde: uma bomba lançada contra as tropas da Frente Popular de Extremadura durante a Guerra Civil Espanhola, que além de nunca ter funcionado ainda veio com um bilhete amigável. “Esta bomba não explodirá”, estava escrito.

Provocação ao leitor

Saramago admitiu, em uma anotação de 2 de setembro de 2009, que seu maior desafio no romance era criar uma “história humana que encaixe”. É justamente através dos conflitos e paradoxos de seus personagens que ele apresenta sua reflexão particular sobre a “banalidade do mal”, a expressão de Hannah Arendt. Com a figura de Artur Semedo, um funcionário exemplar que aparentemente deseja apenas o sucesso em seu trabalho, ele nos mostra que o horror pode ser oficializado pelas pequenas ações, pelos poderes e pela responsabilidades do cotidiano. Como é de costume em seus livros, provoca o leitor a pensar na ética, na sua própria atitude diante dos problemas do mundo — e a conveniência em fechar os olhos para eles.

— Creio que a banalidade do mal sempre aparece nos relatos de José Saramago, embora suas obsessões literárias poderiam ser descritas como meditações em torno do erro, da responsabilidade, do poder — opina Pilar. — Não podemos saber o que ele pretendia, mas podemos dizer o que vemos ao ler o romance: a indiferença, a cegueira, acabam sendo cúmplices do abjeto, sejam as guerras entre culturas, países, ou a violência entre pessoas. Para mim, é um incentivo a nunca ficar indiferente.

Pilar, contudo, não acredita que “Alabardas, alabardas…” poderia ser considerado um típico romance de Saramago, embora o considere “100% Saramago”. Para ela, o escritor estava no esplendor de sua maturidade, mais “maduro, compassivo e irônico”. Mas, aos que anseiam por novos títulos inéditos no baú, a presidente da Fundação José Saramago faz questão de acabar com as esperanças:

— Ele já havia anunciado que depois desse romance não voltaria a escrever, mas não pela morte e sim porque tinha dado como encerrado seu trabalho literário. Seu sonho era poder dedicar um tempo para ler tranquilamente na biblioteca de sua casa, passar horas com os autores que o fizeram ser a pessoa e o escritor que era. Não há mais inéditos. A obra de José Saramago, para a dor de seus leitores, está completa. Infelizmente.

ANOTAÇÕES DO AUTOR

“15 de agosto de 2009: Afinal, talvez ainda vá escrever outro livro. Uma velha preocupação minha (porquê nunca houve uma greve numa fábrica de armamento) deu pé a uma ideia complementar que, precisamente, permitirá o tratamento ficcional do tema. Não o esperava, mas aconteceu, aqui sentado, dando voltas à cabeça ou dando-me ela voltas a mim. O livro, se chegar a ser escrito, chamar-se-á “Belona”, que é o nome da deusa romana da guerra. O gancho para arrancar com a história já o tenho e dele falei muitas vezes: aquela bomba que não chegou a explodir na Guerra Civil de Espanha, como André Malraux conta em “L’Espoir”.

2 de setembro de 2009: A dificuldade maior está em construir uma história “humana” que encaixe. Uma ideia será fazer voltar Felícia a casa quando se apercebe de que o marido começa a deixar-se levar pela curiosidade e certa inquietação de espírito. Tornará a sair quando a administração “compre” o marido pondo-o à frente da contabilidade de uma secção que trata de armas pesadas.

26 de dezembro de 2009: Dois meses sem escrever. Por este andar talvez haja livro em 2020… Entretanto a epígrafe será: “Alabardas, alabardas, espingardas, espingardas”.

É de Gil Vicente, da tragicomédia “Exortação da guerra”.

22 de fevereiro de 2010: As ideias aparecem quando são necessárias. Que o administrador-delegado, que passará a ser mencionado apenas como engenheiro, tenha pensado em escrever a história da empresa, talvez faça sair a narrativa do marasmo que a ameaçava e é o melhor que poderia ter-me acontecido. Veremos se se confirma.”

Alabardas, alabardas, espingardas, espingardas

Autor: José Saramago (com artigos de Fernando Gómez Aguilera, Luiz Eduardo Soares e Roberto Saviano)

Editora: Companhia das Letras

Quanto: R$ 27,50

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