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Margaret Atwood: 5 livros da autora para além de ‘O Conto da Aia’

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Margaret Atwood em ponta na série ‘The Handmaid’s Tale’, ao lado da atriz Elisabeth Moss (//Reprodução)

Famosa pela obra que deu origem à série ‘The Handmaid’s Tale’, escritora é dona de uma prolífica carreira literária

Raquel Carneiro, na Veja

Margaret Atwood decidiu aos 16 anos que seria escritora. De lá para cá, a canadense que completa 80 anos no próximo dia 18 escreveu, como ela diz, “compulsiva e esperançosamente”. Do poema à prosa, a autora mergulhou em diferentes estilos e formatos, do romance à ficção científica, além de livros infantis, de contos e até uma história em quadrinhos. O resultado é uma carreira prolífica que soma pouco mais de 60 títulos. VEJA indica abaixo cinco livros de ficção essenciais de Margaret, para além de O Conto da Aia, sua obra mais famosa.

Oryx e Crake

O mundo desolador de O Conto da Aia perde feio para a distopia ecológica de Oryx e Crake (lançado em 2003), que abre a trilogia Maddadão – formada ainda pelos títulos O Ano do Dilúvio (2009) e Maddadão (2013). Logo no começo, o leitor conhece o narrador, Jimmy – chamado de Homem das Neves, ele é o último sobrevivente da espécie humana que conseguiu escapar de uma misteriosa catástrofe. Esse evento, que será explicado próximo ao fim do livro, dizimou a humanidade. Jimmy agora tem como companhia seres transhumanos geneticamente modificados, que ele batiza de Filhos de Crake. Ao longo da trama, ele relembra sua história pessoal e a sociedade pré-apocalíptica em que vivia antes, na qual a segurança foi terceirizada – e agentes violentos impõem as ordens da empresa que os patrocina. Os ricos e instruídos se distanciaram ainda mais das camadas mais pobres – e estas estão cada vez mais miseráveis. A trilogia teve os direitos adquiridos pela Paramount TV para ser transformada em série.

O Assassino Cego

Apesar de O Conto da Aia ter vindo antes, em 1985, foi com O Assassino Cego, em 2000, que Margaret de fato ganhou prestigio no meio literário. Vencedora do Man Booker Prize, a obra é uma prosa complexa, não-linear e arrebatadora, que acompanha a histórias de mulheres de várias gerações de uma família. Margaret faz também um exercício de metalinguagem, com um livro dentro do livro – o título O Assassino Cego é o nome da obra escrita por Laura, uma das personagens centrais. Ela é irmã de Íris, que se sente na obrigação de cuidar da caçula após a morte da mãe. Depressiva, Laura morre em um acidente de carro que pode ter sido um suicídio. Íris, então, organiza a publicação do livro póstumo da irmã, um romance picante e inadequado para a pomposa sociedade em que elas viviam. Ao mesmo tempo, Íris, aos 80 anos, escreve suas memórias e desabafa as desilusões de ter vivido uma vida de repressões, causadas especialmente pelo pai e, em seguida, pelo marido — com quem ela foi obrigada a se casar para salvar a família da falência. A obra esgotada no Brasil vai ganhar uma nova edição no ano que vem.

 

Vulgo Grace

Em 1843, um fazendeiro e sua governanta foram assassinados em Richmond Hill, Ontario, no Canadá. Ele, com um tiro à queima-roupa; ela, estrangulada e, em seguida, atingida com uma machadada na cabeça. Os suspeitos eram empregados da casa: James McDermott, 20, e Grace Marks, 16, que tentaram fugir depois do assassinato. McDermott foi condenado à morte. Já Grace manipulou o júri a seu favor, conseguindo uma sentença de prisão em vez da forca. A história real é explorada de forma astuciosa por Margaret, que joga os holofotes no modo de agir de Grace, amparada por sua beleza e fragilidade, e em sua difícil história de vida antes do caso — passado contado por ela a um alienista que tenta descobrir se ela é culpada ou inocente. O livro se tornou uma minissérie, Alias Grace, disponível na Netflix. A produção da TV é bem fiel à obra escrita – que, por sua vez, oferece mais nuances que a versão enxuta em seis episódios.

 

A Odisseia de Penélope

Com um tom ácido e por vezes cômico, Margaret revê a Odisseia de Homero a partir do ponto de vista de Penélope, esposa de Odisseu. No livro curto e direto, Penélope já está morta há 3 000 anos nos Campos Elísios, local onde vivem os virtuosos no Hades. Ela então relembra as intrigas com a prima Helena e a culpa (com razão) pela Guerra de Troia, que levou seu marido ao combate e o manteve quase 30 anos longe do palácio de Ítaca. Penélope, então, começa a ser rondada por nobres pretendentes que querem o trono de Odisseu, dado como morto. Margaret observa e amplia as ações de Penélope, detalhando sua personalidade melancólica e sua astúcia para manter de pé o palácio, mesmo não tendo sido treinada para um papel de liderança.

 

Dicas da Imensidão

A autora é uma exímia contista que, para os brasileiros, às vezes faz lembrar os textos de Clarice Lispector – recortes demasiadamente humanos, com viradas surpreendentes, conduzem as tramas curtas em realidades mais próximas do cotidiano do que as famosas distopias da autora. O livro Dicas da Imensidão (Rocco) é um bom exemplo. Nele, dez contos de Margaret perscrutam fases da vida, da adolescência à velhice, com personagens que lidam com dramas como romances inadequados, desejos reprimidos, doenças que tiram o sono, os receios da maternidade, e a morte que se aproxima.

Good Omens: Neil Gaiman revela qual o ator que vai interpretar a Morte

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Cristina Danuta

A adaptação para televisão do livro de Neil Gaiman e Terry Pratchett deve estrear em 31 de maio, com exclusividade da Prime Video da Amazon. E agora já sabemos quem vai interpretar a Morte.

Foi o próprio Gaiman que anunciou em seu Twitter o escolhido para dar vida ao ceifeiro de almas. Seré o ator  Brian Cox, que trabalhou em X-Men 2, The Bourne Supremacy e Tróia, entre outras produções.

Brian Cox

A dupla protagonista de Good Omens será composta por David Tennant e Michael Sheen, aos quais se juntarão Jon Hamm, Jack Whitehall, Michael McKean, Miranda Richardson, Benedict Cumberbatch, Brian Cox e Frances McDormand.

Com informações do IGN

Começam as filmagens do drama da vida real Just Mercy

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Fábio Hurtado, no NerdBreak

Just Mercy chega aos cinemas em 2020!

Começaram as filmagens do drama Just Mercy, da Warner Bros. Pictures, que é inspirado no premiado best-seller de não-ficção de Bryan Stevenson.

Sobre o filme

Uma poderosa e instigante história verídica, Just Mercy narra a trajetória do jovem advogado Bryan Stevenson (Jordan) e sua histórica batalha por justiça. Depois de se graduar em Harvard, Bryan poderia ter tido uma série de empregos lucrativos. Em vez disso, ele vai para o Alabama para defender aqueles injustamente condenados, contando com o apoio da advogada local Eva Ansley (Larson). Um de seus primeiros e mais incendiários caso, é o de Walter McMillian (Foxx), que em 1987 foi condenado à morte pelo assassinato de uma garota de 18 anos, apesar de uma série de evidências mostrarem a sua inocência e o fato notório que o único testemunho contra ele veio de um criminoso com motivo para mentir. Nos anos que se seguem, Bryan se envolve em um labirinto de manobras jurídicas e políticas, além do racismo evidente, enquanto luta por Walter e outros casos semelhantes, com as probabilidades — e o sistema — empilhadas contra eles.

Sobre o livro

Publicado em 2014 por Spiegel & Grau, o livro está há 118 semanas na lista de best-sellers do The New York Times, e foi nomeado um dos livros do ano por grandes publicações, como a revista Time. Com o livro, Bryan Stevenson ganhou a Medalha de Excelência Andrew Carnegie, um NAACP Image Award, o prêmio literário para não-ficção Dayton Literary.

Ficha Técnica

O premiado cineasta Destin Daniel Cretton (O Castelo de Vidro) é quem dirige a partir de um roteiro que co-escreveu com Andrew Lanham (O Castelo de Vidro), baseado no litro de Stevenson: Just Mercy: A Story of Justice and Redemption.

O filme é estrelado por Michael B. Jordan (Pantera Negra), vencedor do Oscar Jamie Foxx (Baby Driver) e Brie Larson (Capitã Marvel).

O elenco principal inclui também O’Shea Jackson Jr. (Straight Outta Compton: A História do N.W.A) como Anthony Ray Hinton, outro condenado à morte injustamente cujo a causa é retomada por Bryan; Rob Morgan (Mudbound – Lágrimas Sobre o Mississippi) como Herbert Richardson, que também está no corredor da morte aguardando seu destino; e Tim Blake Nelson (Wormwood) como Ralph Myers, cujo testemunho crucial contra Walter McMillian é colocado em questão.

Grande parte de Just Mercy está sendo filmado nos arredores de Atlanta, Georgia, com algumas cenas sendo gravadas em Montgomery, Alabama.

Just Mercy tem estreia prevista para 27 de fevereiro de 2020.

Daniel Filho vai adaptar livros de Garcia-Roza e Drauzio Varella para os cinemas

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daniel

Graziele Fontes, no Cabana do leitor

Todo mundo conhece o trabalho de Daniel Filho e sabe que ele é um mágico do cinema nacional e saber que ele topou transformar duas obras de sucesso literário nacional em filme mostra que não é só em Hollywood que se inspiram em livros para fazer filmes, mas nós também temos um ótimo acervo para fazer adaptações. Eu não vejo a hora de assistir esses filmes!

O novo filme de Daniel começa a rodar em setembro a adaptação de “Silêncio da chuva”, livro de Luiz Alfredo Garcia-Roza.

SINOPSE

downloadPrimeiro romance policial de Luiz Alfredo Garcia-Roza, ‘O Silêncio da Chuva’ recebeu os prêmios Nestlé e Jabuti e foi publicado em nove países. É também a estréia de Espinosa – personagem de outros quatro livros do autor – um detetive que costuma refletir sobre a vida (e a morte) olhando o mar, sentado num banco da praça Mauá.
Neste seu caso inicial, um executivo é encontrado morto ao volante do próprio carro, num edifício-garagem no centro do Rio. Levou um tiro, único de definitivo, mas não há outros sinais de violência: é um morto de indiscutível compostura. O que sé atrapalha as coisas, nesse crime sem testemunhas e aparentemente sem pistas.

E ele também topou um convite da Imagem Filmes e dirigirá “Por um fio”, baseado no livro em que Drauzio Varella fala da morte do irmão caçula por câncer de pulmão.

SINOPSE:

porumfioNas histórias reais de ‘Por Um Fio’, o médico e escritor Drauzio Varella mostra como a perspectiva da morte pode revelar um inesperado sentido para a vida.

Inéditos de Dostoiévski chegam ao país em abril

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O escritor russo Fiódor Dostoiévski (Foto: Reprodução/Arte Revista CULT)

O escritor russo Fiódor Dostoiévski (Foto: Reprodução/Arte Revista CULT)

 

Entre eles está ‘Domovoi’, conto inacabado jamais publicado no Brasil; escritos foram encontrados em meio aos papéis do autor após a sua morte

Publicado na Revista Cult

Na segunda quinzena de abril, a Editora 34 lança uma reunião de contos de Fiódor Dostoiévski, cinco deles totalmente inéditos no Brasil: Como é perigoso entregar-se a sonhos de vaidade (1846), Pequenos quadros (durante uma viagem) (1874), Plano para uma novela de acusação da vida contemporânea (1877), O tritão (1878) e Domovoi.

São 28 contos escritos entre 1846 a 1880, muitos dos quais serão publicados com tradução direta do russo pela primeira vez no país. Entre eles estão títulos como Romance em nove cartas (1847), Um menino na festa de Natal de Cristo (1876), Dois suicídios (1876) e Uma história da vida infantil (1876).

Entram como “anexo” o inacabado Domovoi, encontrado em meio aos papéis do autor após a sua morte, em 1881, e jamais publicado no Brasil; além de outros três contos inéditos no país enquanto narrativas separadas: A mulher do outro (1848) e O marido ciumento (1848) – originalmente publicados como A mulher do outro e o marido debaixo da cama (1860) –, e Histórias de um homem vivido, que veio a público também em 1848 como um conto em duas partes.

Um dos autores russos mais lidos e estudados no mundo, o autor de Crime e castigo (1866) e Os irmãos Karamazov (1880) iniciou sua carreira literária em meados dos anos 1840 e viveu em uma época de grandes transformações sociais. Teve grande influência no processo de evolução da literatura russa e mundial no século 20.

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