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Motorista de ônibus muda trajeto e 15 estudantes chegam a tempo para o Enem

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Estudante posta agradecimento a motorista que 'salvou' candidatos do Enem em grupo do Facebook em São Carlos (Foto: Arquivo/ EPTV e Reprodução/ Facebook)

Estudante posta agradecimento a motorista que ‘salvou’ candidatos do Enem em grupo do Facebook em São Carlos (Foto: Arquivo/ EPTV e Reprodução/ Facebook)

Candidata de São Carlos (SP) postou agradecimento, e empresa considerou atitude ‘louvável’. ‘Pularam dentro do ônibus, ficaram contentes para caramba’, disse Geraldo.

Publicado no G1

A atitude de um motorista de ônibus ajudou pelo menos 15 estudantes a chegarem a tempo para fazer a prova do Enem no Unicep, em São Carlos (SP), no domingo (5). Ele mudou o trajeto habitual para deixar os candidatos na porta do local. Uma estudante postou um agradecimento no Facebook.

Na postagem, Ângela Silva disse que ela e outros candidatos esperavam o ônibus para ir ao local de prova. “Então passou um Arnon de Mello linha 41, o ônibus não iria até a Unicep, só até a Associação Desportiva da Polícia Militar (ADPM). Só que, para não chegarmos atrasados, o motorista esticou até lá. Eu queria muito agradecer esse motorista. O nome dele é Geraldo! Queria dizer que nesse mundo tão desumano, encontrar pessoas como ele, que fazem o bem pelo ser humano sem obrigação nenhuma, enche a gente de esperança. Muito obrigada de verdade!”, escreveu.

Estudantes chegaram a tempo para o primeiro dia do Enem em São Carlos (Foto: Raquel Baes/ G1)

Estudantes chegaram a tempo para o primeiro dia do Enem em São Carlos (Foto: Raquel Baes/ G1)

 

O motorista Geraldo Casalli, de 53 anos, conversou com o G1 e disse que ficou contente com o reconhecimento, mesmo sabendo que não poderia ter mudado o trajeto habitual.

Eu pensei: ‘vou levar eles lá’, porque eles já estavam atrasados. Eles pegaram comigo era 12h20, aqui na Carlos Botelho, perto da Santa Casa. Fui subindo a Miguel Petroni, foi entrando mais gente, aí chegamos lá em cima [ADPM] era 12h30, aí eu dei uma esticadinha até lá [Unicep]“, afirmou.

Geraldo disse que os estudantes comemoraram a chegada a tempo no local de prova. “Pularam dentro do ônibus, ficaram contentes para caramba, mas eu fiz isso escondido da empresa. Se eu não ganhar advertência por isso, está bom”, disse.

Suzantur

Em nota, a empresa Suzantur informou que considerou a atitude do motorista “louvável” e que a mudança não prejudicou o serviço. Ele está na empresa há 9 meses e é considerado um bom funcionário.

“Como no ônibus havia cerca de 15 pessoas que iriam fazer a prova do Enem na Unicep e sendo que os portões se fechariam às 13h, o motorista, em uma atitude altruísta, resolveu seguir por mais três quarteirões, deixando os estudante na rotatória do Unicep, sem prejudicar, de forma alguma, a rota de retorno”, afirmou a empresa.

País lembra 40 anos da morte de Neruda e investiga possível assassinato

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Publicado no Cruzeiro do Sul

O Chile lembra na próxima segunda-feira os 40 anos da estranha morte do Nobel de Literatura Pablo Neruda, com a exumação dos restos mortais e um processo judicial para descobrir se ele foi assassinato pela ditadura de Augusto Pinochet.

Neruda, que além de poeta foi diplomata e senador pelo Partido Comunista, morreu em 1973, 12 dias depois do golpe que derrubou seu amigo, o presidente socialista Salvador Allende.

O atestado de óbito indica um agravamento do câncer de próstata que Neruda sofria como a causa de sua morte.

Mas, em abril passado, os restos mortais foram exumados para verificar se ele foi assassinado com uma injeção misteriosa inoculada na mesma clínica onde morreu anos depois o ex-presidente Eduardo Frei, como denuncia o seu ex-motorista Manuel Araya.

Um dia após a morte, Neruda deveria viajar ao México, onde pretendia se exilar e mobilizar a oposição de Augusto Pinochet.

De acordo com Araya, na tarde de 23 de setembro de 1973, Neruda, que até aquele momento estava lúcido e estável, disse a ele e a sua esposa, Matilde Urrutia, que um médico havia inoculado uma injeção agravou sua condição.

O motorista foi enviado por outro médico para buscar outro medicamento e no caminho foi preso e torturado por agentes da ditadura, que o interrogaram por suas ligações com o Partido Comunista e o deixaram preso no Estádio Nacional, junto com milhares de outros detentos.

Quase seis horas depois, o poeta morreu na Clínica Santa Maria, para onde foi transferido por razões de segurança, de acordo com Araya.

“Este aniversário vivemos com muita tensão. Estamos muito atentos aos resultados dos testes de toxicologia”, disse à AFP Rodolfo Reyes, sobrinho de Neruda e advogado no caso.

Os restos mortais do poeta foram enviados para análise do Serviço Médico Legal do Chile, da Universidade de Murcia (Espanha) e da Universidade da Carolina do Norte (EUA).

Até o momento confirmaram que Neruda sofria de câncer de próstata no momento da sua morte, mas ainda aguardam os resultados dos exames toxicológicos .

“Queremos saber como ele morreu”, afirmou Reyes.

O fantasma das armas químicas 

Outros casos reforçaram as suspeitas de envenenamento. Na mesma clínica onde Neruda morreu, mas nove anos depois, o ex-presidente Eduardo Frei Montalva (1964-1970) morreu devido a uma “introdução gradual de substâncias tóxicas”, segundo determinou a justiça em um caso que permanece em aberto.

Frei, que na época surgia como um dos maiores adversários de Pinochet, deu entrada na clínica Santa Maria para o tratamento de uma hérnia por uma pequena cirurgia e morreu subitamente pouco depois devido a septicemia.

O juiz que investiga o caso de Neruda, Mario Chariot, decidiu interrogar os médicos acusados da morte de Frei, e ainda busca o médico que teria ministrado a injeção no poeta, um médico chamado Price, cujo registro não corresponde a qualquer indivíduo registrado no Chile, segundo a investigação.

“Tivemos pouca cooperação da Clínica Santa Maria. Há pessoas que sabem e não dizem”, contou o sobrinho de Neruda à AFP, criticando a “falta de colaboração e interesse” no caso por parte da Fundação Pablo Neruda – que administra o seu legado- e do governo.

Os serviços secretos da ditadura de Pinochet (1973-1990) desenvolveram armas químicas como sarin, soman e tabun, para usar contra países inimigos e opositores.

A ditadura brasileira forneceu ao Chile entre os anos 70 e 80 neurotoxina botulínica, uma poderosa arma química que provoca a morte por asfixia. Vestígios desta substância foram encontrados no Instituto de Saúde Pública do Chile há cinco anos pelo então diretora Ingrid Heitmann .

O Chile ainda investiga a extensão do uso de tais armas na ditadura que deixou 3.200 mortos. (AFP)

imagem: internet
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