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Com sonho de ser médico, garoto de MS vende doces para estudar

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Desejo de fazer medicina despertou após irmã falar do curso de Enfermagem (Foto: Nathália Rabelo/G1 MS)

Desejo de fazer medicina despertou após irmã falar do curso de Enfermagem (Foto: Nathália Rabelo/G1 MS)

Ele estuda no 2° ano do ensino médio e sonha cursar medicina na USP.
Bolos, bombons, tortas, ovos de Páscoa e panetones estão à venda.

Publicado no G1

João Vitor Macedo Neves, de 15 anos, é um adolescente de Campo Grande que assim como tantos outros estudantes, sonha cursar medicina. Para conquistar o objetivo, além de estudar muito, o garoto uniu a força de vontade com a paixão por confeitaria: faz doces e os vende pela internet para conseguir bancar os materiais de estudo, cursinhos online e outras ferramentas.

O objetivo de João é estudar medicina na Universidade de São Paulo (USP), faculdade mais concorrida do Brasil, segundo o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) de 2016. E para conquistar o sonho, o ‘trabalho’ do menino é diário.

Sobre o sonho de ser médico, ele resume: “médico é uma profissão que contribui muito para a sociedade. Salvar a vida de alguém é muito prazeroso”, afirmou.

Culinária
Apaixonado por cozinhar, ele iniciou o negócio para comprar objetos pessoais, tanto que a família sempre pensou que ele cursaria gastronomia. Com a venda de chocotones, bolos, cestas, bombons, tortas e ovos de Páscoa, o menino já conseguiu comprar um notebook, contratar cursinhos virtuais, mantém os materiais e compra livros.

Estudante aproveita Páscoa para vender doces (Foto: João Vitor Macedo Neves/Divulgação)

Estudante aproveita Páscoa para vender doces (Foto: João Vitor Macedo Neves/Divulgação)

 

E como a Páscoa já está chegando, João Vitor não perdeu tempo e já se preparou para a época festiva. Ele já fez panfletos para distruibuir e recebeu várias encomendas. “Estou recebendo até o dia 31, mas já recebi bastante encomendas”.

Estudante aproveita Páscoa para vender doces (Foto: João Vitor Macedo Neves/Divulgação)

Estudante aproveita Páscoa para vender doces (Foto: João Vitor Macedo Neves/Divulgação)

 

Ele também explica que toda a confecção do doce é feita por ele na cozinha da própria casa. As pessoas olham os produtos no facebook, instagram e whatsapp, fazem o pedido e no final ele entrega para elas. Há também aqueles clientes que preferem buscar.

Estudante aproveita Páscoa para vender doces (Foto: João Vitor Macedo Neves/Divulgação)

Estudante aproveita Páscoa para vender doces (Foto: João Vitor Macedo Neves/Divulgação)

 

A família também ajuda nos negócios de João Vitor. A avó, por exemplo, faz a limpeza da cozinha após a realização do produto e o pai a entregar os doces.

Estudos
Com o tempo, João percebeu que a paixão pela cozinha era mais um hobbie do que profissão e então passou a se dedicar para cursar medicina, cujo interesse surgiu após conversar com a irmã mais velha que estudava enfermagem.

De segunda a sexta-feira ele estuda na Escola Estadual Joaquim Murtinho no período da manhã. A maratona de estudos fora do colégio é sempre a partir das 13h com os cursinhos online. A rotina só termina em torno de 22h e 23h. A produção de doces fica no intervalo dos livros.

Já no final de semana, o esforço é redobrado, segundo João Vitor. Por não ter aula regular, ele dedica o tempo para estudar em casa de manhã e à tarde. No domingo ele vai à reuniões de redação com outros alunos.

Os doces podem ser pedidos na página do facebook “João Chocolate”, no Instagram como “@chocolatesjoao” e whatsapp (67) 99207-8780. O email [email protected] Os preços variam de acordo com a quantidade.

Entre conversas sobre metas e sonhos, João Vitor se orgulha do esforço que realiza para conquistar os objetivos. Servindo de incentivo para outros vestibulandos, ele finaliza dizendo que acredita em uma frase e que a leva para a vida inteira “Tudo o que o ser humano consegue, eu também consigo”.

*Nathália Rabelo, sob supervisão das jornalistas Nadyenka Castro e Juliene Katayama.

Familiares apoiaram a decisão do menino (Foto: Nathália Rabelo/G1 MS)

Familiares apoiaram a decisão do menino (Foto: Nathália Rabelo/G1 MS)

Grades viram estante improvisada para livros em presídio de MS

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Preso coloca livros na grade e anota sem livro da biblioteca (Foto: Gabriela Pavão/ G1 MS)

Preso coloca livros na grade e anota sem livro da biblioteca (Foto: Gabriela Pavão/ G1 MS)

Estratégia de leitura é para despertar interesse nos presos, diz Agepen.
Cerca de 50 detentos usam livros por mês no Presídio de Trânsito.

Gabriela Pavão, no G1

Se os presos não vão até os livros, os livros vão até eles durante o banho de sol no Presídio de Trânsito de Campo Grande (PTran). No local, as grades que separam a quadra de esportes do corredor de acesso também servem de estante improvisada.

A estratégia de leitura é usada para despertar curiosidade dos internos, segundo a chefe da Divisão de Assistência Educacional da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), Elaine Arima Xavier Castro.

“É uma forma de estimular realmente a leitura, onde os presos começam vendo a capa e, posteriormente, se sentem curiosos em lê-los”, disse ao G1.

O preso Jackson Pereira Cavalcante foi um dos alcançados pela iniciativa. Ele diz que aproveita para ler enquanto cumpre pena por roubo. “Uns quatro livros eu já peguei […] mas agora meu livro de preferência é a Bíblia. Gosto muito de geografia, história do Brasil, essas coisas, gosto de ler sobre a nossa América aqui”, contou.

Quem faz o trabalho colocar o material nas grades também está preso do local, Amaral Basana de Oliveira, 37 anos.

Ele usa um carrinho para levar parte dos livros da biblioteca até o corredor e arruma um por um nos espaços entre as grades do pátio. Além dos livros em exposição, os presos também têm acesso à relação de livros da biblioteca.

Oliveira estudou até o 1º ano do ensino fundamental e também é responsável pelo aluguel dos materiais e controle de cada empréstimo. Ele diz que trabalha principalmente por ter o benefício da remissão da pena.

“Faço anotação da cela, nome do interno e nome do livro. O interno tem uma semana para me devolver o livro, aí se ele não devolve, eu entro até a galeria, até a cela onde o interno se encontra aí eu cobro e peço de volta, pergunto porquê não entregou no dia certo. Se foi pelo motivo de não ter terminado a leitura daquele livro eu amplio o prazo para o interno estar me devolvendo”, relatou.

Quando acaba o banho de sol, ele recolhe o material e leva de volta para a biblioteca. O Presídio de Trânsito atualmente tem cerca de 500 livros e média de 50 internos por mês que usam os materiais da biblioteca, segundo a Agepen. A biblioteca da unidade tem enciclopédias, livros didáticos, paradidáticos e de leitura diversa, mas os preferidos dos presos, segundo Elaine, são os de romances e autoajuda.

Ela conta que o estímulo à leitura também influencia alguns presos a estudar e ajudar outros internos. “Temos um preso formado em educação física que empresta os livros didáticos da biblioteca e ensina os não alfabetizados a ler, escrever e na iniciação da matemática”, ressaltou.

Acervo
A iniciativa faz parte do projeto de leitura desenvolvido em todas as unidades prisionais do estado. Atualmente são 28 acervos bibliográficos, divididos em espaços próprios ou locais adaptados, como no PTran. Cerca de 15 mil livros estão catalogados nos acervos dos estabelecimentos penais do estado.

Entre as unidades, o Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho e o Instituto Penal de Campo Grande (IPCG) se destacam pela grande quantidade de livros, sendo este último o que tem maior procura de leitores. Na Penitenciária Estadual de Dourados a oferta de livros também é grande.

Parte do acervo é composta por materiais doados por terceiros. Interessados em fazer doações de livros devem entrar em contato com a Divisão de Educação da Agepen pelos telefones (67) 3901-1438/1439 ou entregar o material diretamente nos estabelecimentos penais.

A Agepen ressalta que as bibliotecas do estado já têm grande quantidade de livros de direito desatualizados e enciclopédias antigas, por isso, o ideal seriam doações de livros de assuntos religiosos, autoajuda, romances e outros tipos.

Grupo é preso após tentar fraudar vestibular de Medicina em MS

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Guilherme Soares Dias, no Estadão

Um grupo de 23 pessoas foi flagrado ontem tentando fraudar o vestibular de Medicina da Universidade Anhanguera-Uniderp em Campo Grande (MS). A Polícia Militar recebeu denúncia de que um candidato receberia o gabarito por meio de ponto eletrônico durante a prova. A PM foi chamada pelos fiscais da universidade que flagraram um estudante usando o aparelho no ouvido.

Após a denúncia, a polícia realizou exames para identificar a utilização de aparelhos eletrônicos em outros candidatos. Ao todo, 22 foram presos em flagrante e um adolescente foi apreendido. “É crime de fraude em certame público, que tem pena de um a quatro anos”, explica a titular da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Defraudações, Falsificações Falimentares e Fazendárias (Dedfaz) de Campo Grande, Ariene Murad Cury.

O grupo que foi preso informou que pagaria de R$ 1,5 mil até R$ 30 mil para receber o gabarito. De acordo com a Anhanguera-Uniderp, para tentar conter fraudes durante o processo seletivo foram utilizados detectores de metais; registro fotográfico de cada candidato com o documento de identificação; e fiscais treinados para monitoramento (incluindo médicos professores e acadêmicos do curso de Medicina). “Também realizamos exame de otoscopia (exame do canal auditivo externo e do tímpano efetuado com a ajuda de instrumentos específicos), para identificar pontos eletrônicos”, informa, em nota, a universidade.

O vestibular realizado ontem pela instituição não foi cancelado. “Não houve comprometimento. As pessoas flagradas pela universidade foram automaticamente eliminadas do processo seletivo”, garante a Anhanguera-Uniderp. O curso de Medicina da instituição tinha 30 candidatos por vaga (2,5 mil inscritos para 80 vagas). A mensalidade do curso é de R$ 4,7 mil.

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