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Posts tagged MúSica Brasileira

Livro tem o poder de fazer a gente cantar junto!

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‘Teletema – Volume 1’ traz uma rica pesquisa sobre as trilhas da nossa teledramaturgia e conta a história da Música Brasileira

Bruno Levinson, no Gshow

Livro fala sobre a importância das trilhas sonoras (Foto: Reprodução)

Livro fala sobre a importância das trilhas sonoras
(Foto: Reprodução)

É óbvio que as trilhas das novelas ajudam a contar a história dos personagens e das tramas em que estão inseridas. Mas isto é pouco! Não tem para os festivais das canções, não tem para os programas musicais em seus mais variados formatos e nem, tão pouco, para os atuais The Voice e Superstar. Foram, e ainda são, as novelas que contam a história da música brasileira. A história das trilhas sonoras das nossas novelas são o que há de mais relevante para a o crescimento do mercado da música no Brasil. Afirmo com total convicção que se não fossem as trilhas das novelas o mercado da música não seria o que é. Artisticamente também é de enorme relevância. Não acredita!? Quer discutir a questão? Vambora!! Mas antes leia o maravilhoso livro “Teletema – A História da Música Popular Através da Teledramaturgia Brasileira (Volume 1)”, escrito por Guilherme Bryan e Vincent Villari.

A pesquisa do livro é impressionante e o formato facilita o mergulho. Os caras abrem os capítulos com textos que contextualizam a forma de produção das trilhas em seus vários períodos. Desde o pioneiro Salathiel Coelho, ainda na TV Tupi, chegando até os milhões e milhões de discos vendidos nos anos 80 de “Roque Santeiro”, “O Salvador da Pátria” e “Vale Tudo”. Aí, depois deste texto inicial, entram todas as trilhas de novelas e seriados como fossem verbetes. Delícia! Nem precisa ler cronologicamente. Maior barato buscar as novelas das nossas memórias e, lendo, relembrar as músicas e saber mais sobre como e por quem foram pensadas para estarem ali. Com certeza, um livro de referência máxima quando a pesquisa for sobre a música popular no Brasil.

Ouça a música “Isso Aqui Tá Bom Demais”, de Dominguinhos com participação especial de Chico Buarque, que era tema do personagem Sinhozinho Malta, em Roque Santeiro.

São inúmeros os grandes sucessos, as músicas mais tocadas nos seus anos, as canções que foram fundamentais para marcar a vida de personagens, as aberturas inesquecíveis, músicas que deram nomes para tramas, tramas que deram origem para músicas. Tá tudo lá no livro!! Mas o que quero aqui ressaltar é a importância que as trilhas das novelas tiveram para o surgimento e manutenção de carreiras. Muito legal saber de tantos cantores brasileiros que começaram cantando com nomes em inglês e assim entrando na parte internacional das trilhas. Este recurso, este drible, sustentou esses artistas em seus começos. O verdadeiro, e louvável, jeitinho brasileiro! Por exemplo: Você sabia que o Fábio Jr. era o Mark Davies? Que Tony Stevens era ninguém mais, ninguém menos, que o Jessé e que Morris Albert do ultramegahit “Feelings” era, na verdade, Maurício Alberto?

Confira no vídeo, a abertura de “Vale Tudo” com Gal Costa interpretando “Brasil”.

É muito bacana também ler que o formato de produção das trilhas das novelas passou por vários modelos executados por profissionais que, parafraseando Marcelo D2, são “os verdadeiros arquitetos do mercado da cultura pop no Brasil”. Estamos falando de nomes como os de Andre Midani, Boni, Daniel Filho, Nelson Motta e mais um caminhão de profissionais e artistas que compuseram diversas canções especialmente para fazer parte de trilhas. Por exemplo: Você sabia que na primeira versão de “O Rebu” Raul Seixas e Paulo Coelho fizeram três canções temas? Você sabia que o Roupa Nova não queria gravar “Dona”, a convite da Globo, um de seus maiores sucessos que fez parte de “Roque Santeiro”? E que “Frete” que tanto marcou as histórias de Pedro e Bino em “Carga Pesada” foi composta e gravada também por encomenda por Renato Teixeira? E isto sem falar que, pode pensar, todos os grandes artistas da nossa música popular, para ser popular mesmo, já tiveram que estar em trilhas das nossas novelas. Estar numa trilha é alcançar um degrau bem alto no mercado musical brasileiro. Algo desejado e necessário para nove e meio entre dez artistas brasileiros. As trilhas das nossas novelas são as trilhas das nossas vidas. O mais importante produto cultural que temos no mercado da nossa música! Quer discutir? Mas antes leia o livro.

Universitários usam a criatividade para garantir os estudos, em Vilhena, RO

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Publicado por G1 Rondônia

Com opções variadas, eles atuam como manicure, garçom e até cantor.
Com a renda, estudantes compram livros e materiais para os estudos.

Sandro Vieira se apresenta em bares e casamentos para conseguir complementar a renda (Foto: Sandro Vieira/Divulgação)

Sandro Vieira se apresenta em bares e casamentos para conseguir complementar a renda (Foto: Sandro Vieira/Divulgação)

Para conseguir arcar com os gastos no período do curso universitário e complementar a renda mensal, vários estudantes da Universidade Federal de Rondônia (Unir), em Vilhena (RO), trabalham em áreas distintas ao curso de formação. Com opções variadas, os universitários atuam como manicure, garçom e até mesmo como cantor em bares e restaurantes da cidade. Com a renda, que chega a R$ 700 por mês, os jovens garantem a compra dos livros e materiais para os estudos.

O estudante de comunicação social Sandro Vieira conta que desde o início do curso universitário se apresenta em bares, festas de casamento e aniversários com seu violão, interpretando sucessos da música brasileira. “Sempre gostei de música, desde os 16 anos. Toco violão, então quando comecei a fazer faculdade tinha que encontrar uma forma de ganhar dinheiro para complementar a renda, pois eu já trabalhava em um cartório, mas precisava de dinheiro para comprar os livros, apostilas e pagar as contas no fim do mês”, explicou o estudante, que com as apresentações garante uma renda de R$ 500 a mais.

“Se a gente quer alguma coisa, tem que se esforçar. Sei que no futuro vou ter a minha recompensa”
Valdete Coelho do Nascimento, universitária

Luciano Silva cursa ciências contábeis e complementa a renda mensal vendendo bombons e atuando como garçom. “Sempre trabalhei, pois minha família não tem condições de comprar meus livros e apostilas do curso. Além do trabalho vendo os doces feitos pela minha mãe”, diz. Com os ‘bicos’, Luciano tem uma renda de R$700 e já comprou um computador para os estudos.

Já a estudante de pedagogia Valdete Coelho do Nascimento conta que faz diversos bicos, para arcar com as despesas do curso. A universitária recebe uma bolsa no valor de R$400, mas o dinheiro não cobre as despesas. Entre as atividades, Valdete trabalha como manicure, vendedora de cupcakes e recepcionista em festas.

“Tem mês que consigo fazer mais unhas, aí o dinheiro aumenta. Mas eu já tenho uma clientela fixa, isso me ajuda. Acredito que as pessoas devem aproveitar as oportunidades que vão aparecendo na vida. Se a gente quer alguma coisa, tem que se esforçar. Sei que no futuro vou ter a minha recompensa”, conta Valdete.

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