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Filho de David Bowie cria “clube do livro” inspirado em seu pai

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O clube será inspirado nas obras favoritas de Bowie

Matheus Anderle, no Tenho Mais Discos Que Amigos

Duncan Jones, o filho de David Bowie, acaba de criar um clube do livro através de seu Twitter.

Intitulado David Bowie Book Club, o projeto terá como objetivo discutir as obras favoritas do lendário cantor. O clube começará por Hawksmoor, premiado livro de 1985 escrito por Peter Aykroyd. Hawksmoor esteve presente na lista dos 100 livros favoritos de Bowie, lançada oficialmente em 2013.

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A obra se passa em Londres e segue as histórias paralelas de Nicholas Dyer, que constrói igrejas nas quais realiza sacrifícios humanos durante o século 18, e Nicholas Hawksmoor, um detetive dos anos 1980 que investiga assassinatos cometidos nas mesmas igrejas.

De acordo com Jones, os fãs que quiserem se juntar ao clube e discutir o livro com ele tem até o dia 1 de Fevereiro para lê-lo. Você pode conferir mais informações sobre a concepção da ideia logo abaixo.

Biografia traz pistas sobre o enigma Belchior

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O cantor e compositor Belchior, nos anos 70 (Paulo Salomão/Dedoc)

O cantor e compositor Belchior, nos anos 70 (Paulo Salomão/Dedoc)

Livro conta a história do músico a partir de sua passagem por um seminário onde estudava para ser frade

Publicado na Veja

“Belchior nem existia. Morreu como? Como se pode saber que alguém que está desaparecido morreu?”. Esses foram os primeiros pensamentos de Jotabê Medeiros, biógrafo do cantor e compositor cearense Antônio Carlos Belchior, ao receber a notícia da sua morte, em 30 de abril deste ano. À época, o jornalista já havia terminado o livro sobre a vida do músico e se preparava para o xeque-mate: voar até o Rio Grande do Sul e seguir um endereço que conseguira para encontrar e ouvir seu personagem, até então com paradeiro desconhecido pelo público.

O tempo foi curto. Jotabê perdeu um dos irmãos e passou alguns dias recluso. Ao voltar à ativa, teve que mudar seu destino e desembarcar em Fortaleza. Engolir a expectativa de falar com o autor de Anunciação e enfrentar a dura atmosfera de mais um funeral. Belchior: Apenas um Rapaz Latino-Americano (Todavia, 240 páginas, R$ 49,90), ganhou, por isso, um último capítulo: Inmemorial.

A obra traz para os fãs órfãos um resgate biográfico que não chega a explicar o motivo pelo qual Belchior deixou tudo para trás, mas pode dar pequenas pistas. O livro começa com os primeiros anos da sua formação intelectual, no Seminário de Guaramiranga. Belchior estudava para ser frade. “Ficou claro, para mim, que tudo que ele se tornou – um cara que sabia latim, italiano, filosofia, que lia muitos autores clássicos como Dante Alighieri – veio do seminário”, relata Jotabê.

Para o jornalista, Belchior parecia ter criado o próprio verbete da Wikipedia em uma entrevista para O Pasquim, em 1978. “A partir dali, ele passou a reproduzir histórias suas e os jornais, também”, conta Medeiros. A reconstituição dos passos e rupturas do músico cearense ao longo da carreira pinta um artista generoso, um compositor invariavelmente aplaudido e outras facetas menos conhecidas, como o gosto pela pintura e a vida amorosa “muito prolixa”, como define o biógrafo.

Para explicar o sumiço do cantor, que esvaneceu em 2007, existem várias especulações, mas nenhuma delas aparece no livro. Fato é que não há exatamente como saber por que Belchior deixou para trás a família com os filhos, os amigos e os fãs. Alguns apontam Edna Prometheu, sua última mulher, como o principal motivo do afastamento. Enquanto outros apostam que o cearense mostrou um descontentamento e uma sabedoria muito lúcida em suas obras, já deixando claro uma sensibilidade incomum que poderia impor a ele, como destino, o exílio.

Mesmo sem decifrar o mistério Belchior, o livro passa por toda a carreira do músico que chegou a dormir em uma construção por falta de dinheiro e a pedir um prato de comida para Elis Regina, que gravaria em seguida algumas de suas canções mais famosas, jogando luz sobre um dos grandes compositores da música brasileira. Além de contar alguns saborosos encontros na vida do cantor, como com seu ídolo, Bob Dylan, em 1990, e também com Zeca Baleiro, que aconteceu já longe dos holofotes, em março de 2014.

Bob Dylan, finalmente, recebe o Nobel de Literatura na Suécia

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O Nobel de Literatura para Bob Dylan foi anunciado em outubro de 2016 (foto: PHILIPPE LOPEZ/AFP)

O Nobel de Literatura para Bob Dylan foi anunciado em outubro de 2016 (foto: PHILIPPE LOPEZ/AFP)

 

Academia confirmou que prêmio foi entregue ao músico, que fez apresentações em Estocolmo, agendadas previamente ao anúncio de sua vitória, em outubro passado

Publicado no UAI

Após meses de suspense, Bob Dylan finalmente recebeu, neste sábado, seu Nobel de Literatura em uma reunião com a Academia Sueca, que lhe concedeu o prêmio por sua poesia.

Como Thomas Mann, Albert Camus, Samuel Beckett, Gabriel García Márquez e Doris Lessing, o cantor e compositor americano, de 75 anos, entrará no panteão dos homens e mulheres de letras que foram recompensados pela Academia Sueca desde 1901.

Mantida em segredo até o final, a entrega do prêmio foi confirmada na noite de sábado, 1, por um dos membros da Academia, Horace Engadahl, que não deu detalhes. “Sim”, respondeu Engdahl à rede de televisão pública SVT, que lhe perguntou se Dylan tinha recebido o prestigioso prêmio, que foi anunciado em outubro passado.

No entanto, não foram explicadas as circunstâncias exatas da entrega da medalha e do diploma do prêmio, nem se esta ocorreu antes ou depois do show de Dylan no sábado na capital sueca.

O mistério permanece em torno ao discurso de aceitação, que poderia ser uma canção, e que tem que ser pronunciado por todos os premiados no período de seis meses após a cerimônia de entrega, neste caso antes de 10 de junho.

“A Academia Sueca e Bob Dylan concordaram em se reunir neste fim de semana. A reunião será pequena e íntima e nenhum meio estará presente, só comparecerão Bob Dylan e os membros da Academia, conforme o desejo de Dylan”, escreveu a secretária permanente da Academia, Sara Danius, em seu blog.

“Não se pronunciará nenhum discurso Nobel. A Academia tem razões para pensar que posteriormente será enviada uma versão gravada”, acrescentou Danius. Este discurso é o único requisito para receber as oito milhões de coroas (839.000 euros, 870.000 dólares) que acompanham o prêmio.

Bob Dylan tinha previsto realizar dois shows em Estocolmo, no sábado e no domingo, para iniciar uma turnê europeia com ocasião do lançamento do seu novo trabalho, “Triplicate”, um disco triplo de versões de canções de Frank Sinatra.

Pouco antes do show de sábado, às 19H30 (14H30 de Brasília), seus fãs começavam a encher as imediações do Stockholm Waterfront, onde a apresentação seria realizada.
Ylva Berglof, redatora de 62 anos, ia ver o cantor nos palcos pela 18ª vez. “Merece [o Nobel], apesar de eu achar que ele não administrou bem isso. Poderia ter mostrado mais gratidão”, disse.

“Arrogância”

Em uma escolha inesperada, que gerou indignação em algumas pessoas, Bob Dylan, cujo nome verdadeiro é Robert Allen Zimmerman, foi premiado em outubro por criar “novos modos de expressão poética dentro da grande tradição da música americana”, segundo o anúncio da Academia.

O compositor de “Blowing in the Wind” e “Mr. Tambourine Man” é o primeiro músico a receber o prestigioso prêmio. Seu nome, como o do canadense Leonard Cohen, falecido em novembro, figuravam com frequência entre os possíveis candidatos.

Enquanto os críticos mais puristas esperavam que o prêmio fosse para seus compatriotas Philip Roth ou Don DeLillo, a secretária permanente Sara Danius sempre defendeu a escolha da Academia, inscrevendo a poesia cantada de Dylan na tradição de Homero.

Após o anúncio, Bob Dylan ficou em silêncio, o que aumentou a polêmica. Um dos notáveis da Academia, Per Wästberg, chegou a criticar sua “arrogância”. Durante o banquete de entrega dos prêmios, em 10 de dezembro, foi a embaixadora dos Estados Unidos na Suécia que leu seu discurso de agradecimento, no qual afirmava que não podia acreditar que seu nome figurava ao lado de autores como Rudyard Kipling (1907) e Ernest Hemingway (1954).

“Esses gigantes da literatura cujas obras são ensinadas na sala de aula, abrigadas em bibliotecas ao redor do mundo e das quais se fala em tons reverentes, sempre me impressionaram profundamente”, disse então.

Para Martin Nyström, crítico musical do jornal Dagens Nyheter, o músico “tem uma agenda incrível. É um artista, escreve livros, textos, música e está em turnê com a sua banda sem parar”.

Nesta sexta-feira, o cantor, natural de Minnesota (norte dos Estados Unidos), publicou um álbum triplo, “Triplicate”, onde presta uma homenagem à idade de ouro da composição americana, com versões de clássicos dos anos 1940 e 1950.

Para Andrea Bocelli, Nobel de Literatura para Bob Dylan é “pecado”

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Andrea Bocelli will perform for the Pope in September (Greg Allen/Invision/AP

Andrea Bocelli will perform for the Pope in September (Greg Allen/Invision/AP

 

Publicado no UOL

O tenor italiano Andrea Bocelli lamentou que o prêmio Nobel de Literatura tenha sido dado para o músico Bob Dylan neste ano. Em uma cerimônia na Universidade de Macerata, onde recebeu a “laurea ad honorem” em filologia moderna, o artista destacou a importância da leitura na vida das pessoas.

“Foi um pecado porque a literatura é algo importante na vida de qualquer um de nós. É um problema filho dos nossos tempos.Premia-se aquilo que recebe mais atenção de todos e, como a mídia premia sobretudo artistas do gênero, e os cantores em primeiro plano, acontece que a atenção das pessoas leva a essas escolhas”, disse o tenor aos jornalistas que estavam no local neste sábado (29).

Ao falar sobre o que pensa da literatura, Bocelli ainda deu um conselho para os mais jovens.

“Não abusem da música porque senão ela perde o grande poder terapêutico que ela pode ter sobre nós. Voltem a pegar os livros em suas mãos. Serão os seus companheiros de viagem, importantes para entender e julgar e analisar a realidade uma maneira mais crítica”, disse o tenor.

Bob Dylan fala de cerimônia de Nobel pela primeira vez: ‘Vou se for possível’

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O cantor e compositor Bob Dylan, durante show no festival Vieilles Charrues em Carhaix-Plouguer, no oeste da França, em julho de 2012 (Foto: Fred Tanneau/AFP/Arquivo)

O cantor e compositor Bob Dylan, durante show no festival Vieilles Charrues em Carhaix-Plouguer, no oeste da França, em julho de 2012 (Foto: Fred Tanneau/AFP/Arquivo)

 

Ele pretende ir à premiação e diz a jornal ‘Telegraph’ que é ‘difícil de acreditar.
Academia Sueca diz que ele ligou e disse: ‘Se eu aceito prêmio? É claro’.

Publicado no G1

Após duas semanas de silêncio, Bob Dylan falou sobre ter ganhado o Nobel de Literatura, em entrevista ao jornal britânico “The Telegraph” e em comunicado divugado pela Academia Sueca, ambos publicados nesta sexta-feira (28). Ao ser questionado se pretende ir à cerimônia de premiação, ele disse ao jornal: “Absolutamente. Se for possível”.

A Academia Sueca, que concede o Nobel, divulgou um comunicado dizendo que o cantor ligou para eles nesta semana e disse: “Se eu aceito o prêmio? É claro”. “A notícia sobre o Prêmio Nobel me deixou sem palavras. Eu agradeço muito por essa homenagem”, disse o compositor.

O comunicado diz que ainda não está decidido se Dylan vai participar presencialmente da cerimônia do Nobel em dezembro, em Estocolmo.

O prêmio foi anunciado há duas semanas, e o cantor chegou a ser criticado por não atender às ligações da Academia nem se pronunciar sobre o prêmio

O compositor disse ao “The Telegraph” que, ao saber que tinha ganhado, achou “supreendente, incrível. Quem sonharia com uma coisa dessas?”. “É difícil de acreditar”, afirmou Bob Dylan.

O “Telegraph” questiona o artista por ele não ter respondido antes às ligações de congratulação da academia. Ele não explica a falta de resposta e afirma apenas: “Bem, eu estou aqui”.

Ao ser questionado se concorda com a afirmação da Academia Sueca de que suas canções estão no patamar da alta literatura, ele diz com “hesitação”, segundo a reportagem: “Acho que sim, de certa maneira. Algumas de minhas músicas – ‘Blind Willie’, ‘The Ballad of Hollis Brown’, ‘Joey’, ‘A Hard Rain’, ‘Hurricane’ e outras – têm um valor homérico [em referência ao poeta grego Homero, citado pela Academia ao justificar a premiação].”

Nobel
Bob Dylan, de 75 anos, foi anunciado no dia 13 de outubro como o ganhador do Prêmio Nobel de Literatura 2016. A escolha foi divulgada em um evento em Estocolmo, na Suécia. Além do título, Dylan, que é considerado um dos maiores nomes da música do século XX, poderá receber 8 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 2,9 milhões).

A opção por um músico – e não por um escritor de ofício – soa incomum, mas o nome do Dylan vinha sendo cotado havia muitos anos. Também poeta e com diversos livros lançados (veja lista abaixo), o artista é aclamado sobretudo pelo lirismo de suas letras. Desta vez, no entanto, ele não estava entre os favoritos nas casas de apostas.

Reconhecendo que o Nobel de literatura de 2016 pode parecer surpreendente, a secretária-geral da Academia Sueca, Sara Danius, declarou que Dylan foi escolhido “por criar novas expressões poéticas dentro da grande tradição da música americana”.

A academia citou ainda que “Dylan tem o status de um ícone” e que “sua influência na música contemporânea é profunda”. “Ele é provavelmente o maior poeta vivo”, declarou Per Wastberg, membro da instituição.

A nota biográfica do prêmio afirma que “Dylan gravou um grande número de álbuns que giram em torno de temas como a condição humana, religião, política e amor”. Dentre os clássicos compostos por ele, estão “Blowin’ in the wind”, “Subterranean homesick blues”, “Mr. tambourine man” e “Like a rolling stone”.

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