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Romance policial nacional que virará filme pode se tornar série da Globo

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Guilherme Rodrigues, no Observatório da Televisão

Autor nacional de livros de romance policial, Raphael Montes adaptará Uma Mulher No Escuro, uma das suas últimas obras, para o cinema. Além disso, existe a possibilidade do longa-metragem originar outra produção.

De acordo com a colunista Patrícia Kogut, o filme pode virar uma série de quatro episódios para serem exibidos pela TV Globo. Além disso, Montes é o responsável pela co-direção da produção, que será lançada nos cinemas em 2020.

Vale lembrar que Bom Dia, Verônica, romance escrito por Raphael e Ilana Casoy, vai virar série da Netflix. O formato está em fase de gravações e terá Tainá Müllher, Camila Morgado e Eduardo Moscovis como protagonistas.

Além das obras criadas pelo escritor, ele também trabalhou como colaborador das séries Espinosa (2015), do GNT, e Supermax (2016), da platinada. Também ajudou em A Regra do Jogo (2016), trama das 21h de João Emanuel Carneiro.

Dois grandes discos da música brasileira ganharão livros contando sua história

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“Clube da esquina” (1972) e “Tropicália ou Panis et Circencis” (1968) | Reproduções

Publicano no Blog do Alcelmo Gois

O Clube e o Tropicalismo

Dois grandes discos da música brasileira ganharão livros contando sua história, em junho, pela Cobogó: “Clube da esquina” (1972) e “Tropicália ou Panis et Circencis” (1968). O primeiro será do coleguinha Paulo Thiago de Mello; o segundo, do filósofo Pedro Duarte.

Segue…

No livro sobre o movimento mineiro de Milton Nascimento, Lô Borges e cia., Mello afirma que “o ‘Clube da Esquina’ não foi um manifesto como ‘Panis et Circencis’ o foi para a Tropicália”:

— O Clube revolucionou o cancioneiro nacional sem ter essa proposta definida. O tropicalismo influenciou tudo o que veio depois, inclusive o próprio Clube.

Uma Dobra do Tempo ganhará uma nova edição nacional

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Publicação chega ao país este mês

Fabio de Souza Gomes, no Omelete

A HarperCollins Brasil vai lançar uma nova edição do clássico da ficção científica Uma dobra no tempo. A obra da autora Madeleine L’Engle foi lançada em 1962 e é composta por cinco livros, que acompanham a família Murray e suas aventuras através do espaço e do tempo. O primeiro volume chega às livrarias em novembro. Confira:

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A publicação conta a história dos irmãos Meg e Charles Wallace, que fazem parte de uma família excêntrica. O pai vivia recluso em suas pesquisas e desapareceu misteriosamente depois de um de seus experimentos com a quinta dimensão. Ele disse que faria uma viagem a trabalho para o governo americano e nunca retornou.

Até que em uma noite chuvosa, os irmãos Murry recebem a visita de uma criatura estranha, que sabe dos segredos da pesquisa da família e diz conhecer uma maneira de resgatar seu pai. Ao lado do visitante e do amigo Calvin O’Keefe, eles decidem embarcar em uma viagem extraordinária através do tempo, entre criaturas fantásticas e novos mundos jamais imaginados.

Juntos, eles devem enfrentar suas inseguranças e descobrir como impedir a expansão da Escuridão, uma força maligna que irá tomar conta de todo o universo. Uma dobra no tempo é uma aventura clássica, que serviu de inspiração para grandes autores da ficção científica e da fantasia contemporânea.

O livro será adaptado para o cinema pela Disney. O longa estreia em março de 2018 e será estrelado por grandes nomes como Reese Witherspoon, Oprah Winfrey e Chris Pine.

Escritores resgatam folclore brasileiro e renovam romances de época

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Os personagens Gerard van Oost e Oludara na ilustração de Jonathan ‘Jay’ Beard; ao lado, a partir da esquerda, Samir Machado de Machado, Enéias Tavares e Christopher Kastensmidt - Jonathan ‘Jay’ Beard / Divulgação

Os personagens Gerard van Oost e Oludara na ilustração de Jonathan ‘Jay’ Beard; ao lado, a partir da esquerda, Samir Machado de Machado, Enéias Tavares e Christopher Kastensmidt – Jonathan ‘Jay’ Beard / Divulgação

 

Obras misturam narrativas históricas com ficção científica, fantasia e aventura

Bolívar Torres, em O Globo

RIO — Saci-Pererê, Boitatá, Capelobo e outros seres míticos cruzam com nativos e colonizadores numa aventura pelo Brasil Colônia. Soldados do século XVIII enfrentam labirintos e assombrações em meio às Guerras Guaraníticas. Isaías Caminha, Simão Bacamarte, Vitória Acauã e outros personagens da literatura brasileira clássica se reúnem em um cenário urbano pós-abolição para desvendar o desaparecimento de um cientista acusado de assassinatos. As tramas dos escritores Christopher Kastensmidt, Samir Machado de Machado e Enéias Tavares seguem uma vertente cada vez mais em voga do romance de época nacional: misturar História e ficção fantástica, dando destaque a elementos do folclore nacional.

Os três têm presença confirmada na programação da 18ª Bienal do Livro do Rio. Tavares e Kastensmidt falam sobre suas experiências com a cultura brasileira na mesa “Sacis, lobisomens e os monstros da ficção brasileira!”, que acontece nesta terça, às 15h30m, no espaço Geek & Quadrinhos (Pavilhão 4). Já Machado participa da mesa “Literatura e História”, com Mary Del Priore, Alberto Mussa e Fabiano Costa Coelho, na quarta, às 19h30m, dentro da programação do Café Literário (Pavilhão 3). Ele também relança no Rio o seu “Quatro soldados”, um dos romances históricos mais elogiados dos últimos anos, na terça, a partir das 19h, na Livraria da Travessa (Rua Voluntários da Pátria, 97, Botafogo). Originalmente publicado pela Não Editora em 2013, o livro acaba de ganhar uma nova edição da Rocco.

— Há uma tendência pós-Monteiro Lobato de retrabalhar o folclore brasileiro — opina Machado, também autor de “Homens elegantes” (Rocco), uma aventura de capa e espada LGBT. — Eu diria que é um potencial pop a ser renovado, resgatado dos limites da cultura infantil a que ficou confinado, e ressignificado como materialização de medos coletivos.

POTENCIAL POP

Desde 2007, Machado é editor da coleção “Ficção de polpa”, que publica contos de gêneros como terror, fantasia e ficção científica. Em “Quatro soldados”, porém, ele faz um mergulho no instável Brasil do século XVIII, com personagens tão perdidos quanto o projeto de nação do período. O território em que se movem os soldados do título é assombrado por forças estranhas, que os fazem passar pelas mais duras provas.

O autor levou oito anos para terminar o romance, pesquisando em dicionários do século XVIII para criar uma estética que se aproximasse do português falado na época. Unindo rigor histórico e narrativa aventuresca, volta-se tanto para estudiosos do passado quanto para jogadores de RPG.

— Escrevi o livro com a ideia de rever o folclore dentro de um contexto mais realista, de romance histórico — diz Machado. — O que me fez partir para uma abordagem mais próxima de criptozoologia. Foi um jeito de encontrar uma forma nova de olhar para isso.

Nascido nos Estados Unidos, mas radicado em Porto Alegre, Kastensmidt foi finalista do Prêmio Nebula (espécie de Oscar da literatura fantástica) com “O encontro fortuito de Gerard van Oost e Oludara”, primeira história de uma série ambientada no século XVI. Por meio da improvável amizade entre um explorador holandês e um guerreiro iorubá trazido ao Brasil contra a sua vontade, ele revisita a magia e os mistérios do nosso folclore, povoado por criaturas como Saci-Pererê, Boitatá, Pai do Mato, Capelobo, Mapinguari etc.

A saga de Oost e Oludara já virou um romance, uma HQ (com arte de Carolina Mylius e Ursula Dorada), e agora deverá ser transformada pelo autor em um jogo de tabuleiro e um RPG de mesa, no estilo “Dungeons & Dragons”. Samir Machado de Machado, que já trabalhou com Kastensmidt em um dos volumes da “Ficção de polpa”, define o projeto do colega como “um dos bestiários de folclore nacional mais completos desde Câmara Cascudo”. Rigoroso em sua pesquisa histórica, Kastensmidt calcula ter consultado mais de 200 livros.

— Trabalho com Brasil Colônia, que não é a época mais comum para fantasia histórica, mas que tem seus adeptos, como Walter Tierno e Marcus Achiles — explica o autor. — O gênero me deu retorno: resultou no meu conto mais premiado até aqui, e as histórias estão sendo adotadas em muitas escolas.

Saindo do cenário rural e selvagem para o urbano, com autômatos robóticos, zepelins e monóculos com lentes para outras dimensões, Enéias Tavares transformou os personagens de algumas das principais obras da literatura brasileira em detetives do início do século XX.


IDENTIDADE ASSUMIDA

Na série de fantasia “Brasiliana Steampunk”, ele criou uma espécie de “Liga Extraordinária” nacional com o jornalista Isaías de Lima Barreto, a feiticeira Vitória Acauã, de Inglês de Sousa, e o trio do “Cortiço” de Aluísio Azevedo: Rita Baiana, Leónie e Pombinha, entre outros.

Professor de Letras da Universidade de Santa Maria (RS), Tavares quis exorcizar sua experiência frustrante de aluno de ensino médio tornando o estudo da literatura brasileira “mais instigante”. Em 2014, aproveitando o interesse editorial para as audiências jovens e a boa receptividade dos professores, lançou o primeiro livro da série, “A lição de anatomia do temível Doutor Louison”, uma trama de mistério com pitadas de fantasia, aventura e ficção cientifica.

— No Brasil, ainda há uma certo receio de assumir quem nós somos — avalia Tavares. — O Christopher, o Samir e eu fazemos parte de um grupo que resolveu assumir a ambientação nacional com peito estufado. Queremos interpretar o Brasil, divulgar nossas coisas. Muitos escritores do Brasil estão falando sobre Paris e Londres, o que é legal, mas também é importante valorizar a identidade nacional.

Currículo brasileiro de história é ‘insuficiente’, diz ministro da Educação

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Publicado em Folha de S.Paulo

O ministro Aloizio Mercadante (Educação) afirmou nesta segunda-feira (11) que o conteúdo do currículo de história proposto na base nacional comum é “insuficiente” e, portanto, deve sofrer alterações, como defendem especialistas.

“Não podemos ter um currículo que não valorize a história ocidental, a democracia, a separação de poderes, os direito e garantias individuais (…). São todos valores da cultura ocidental, que é a cultura predominante na nossa matriz”, afirmou após coletiva de imprensa.

A disciplina foi alvo de fortes críticas, diante da maior ênfase na história das Américas e África em detrimento da “visão europeia”, por exemplo. Mercadante ponderou, entretanto, que essa ressalva não deve “servir de pretexto” para deixar de fora um conteúdo que é “excluído historicamente”.

Em setembro, uma primeira proposta de um currículo nacional foi divulgada pelo MEC e desde então está em consulta pública. Na semana passada, a Anpuh (Associação Nacional de História) foi convidada a participar do debate.

Até aqui, a proposta de um currículo para toda a educação básica recebeu 9,4 milhões de sugestões. “A UnB [Universidade de Brasília] vai fazer uma triagem para ver a qualidade e a natureza das contribuições”, disse o ministro.

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