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Promoção: “Vamos fazer de conta que isso nunca aconteceu… Histórias (quase) reais de uma vida surreal”

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Ria das suas desgraças

Não existe vida perfeita e não há quem não passe por momentos difíceis. Mas existe uma boa maneira de enfrentar complicações: não se leve tão a sério. Essa, pelo menos, é a fórmula de Jenny Lawson.

Neste livro absolutamente engraçado e divertido, a autora – famosa blogueira norte-americana, com milhares de seguidores na internet – narra sua hilariante e pouco provável vida.

Com ela, vamos ao Texas, sua terra natal, para conhecer como cresceu a filha de um taxidermista obsessivo que a fez viver experiências bizarras, sua adolescência conturbada e o casamento tortuoso de 15 anos com Victor, que lhe deu uma linda filha, com a qual vários gatos disputam a atenção.

Tudo em seu cotidiano parece muito estranho e, como ela diz, “difícil de acreditar” (e por isso ela coloca fotos, para provar que é tudo, bem, verdade…), mas também superengraçado.

Sua escrita é ligeira, descontraída e “blogueira” (no bom sentido), com alto teor de sarcasmo e ironia, muito bem dosados ao longo da narrativa.

Diversão à parte, fica a ideia do título: os momentos mais vergonhosos de nossa vida, aqueles que a gente quer fazer de conta que nunca aconteceram, são os que nos definem de verdade. Tudo o que precisamos, portanto, é aprender a rir da desgraça.

Quer concorrer a 3 exemplares de “Vamos fazer de conta que isso nunca aconteceu…“?, superlançamento da Gutenberg?

É muito fácil:

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O resultado será divulgado no dia 24/6 e os nomes dos ganhadores serão conhecidos aqui no post e no perfil @livrosepessoas.

Boa sorte! 🙂

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Promoção: “Quebrada em grande estilo – Confissões de uma ex-arrogante e compulsiva por compras”

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Jen Lancaster era uma alta executiva do ramo da tecnologia de Chicago que tinha a vida com que todas sonham: o homem ideal, o emprego perfeito, glamour, estilo, grifes, viagens e dinheiro para gastar. Mas, sem que ela percebesse o que inevitavelmente ia acontecer – já que estava ocupada demais fazendo as unhas, comprando sapatos e sendo paparicada –, seu mundo vira de cabeça para baixo quando ela perde seu emprego, o que faz seu padrão de vida despencar.

 

Neste delicioso livro inspirado na vida real da autora, ela narra tudo o que precisou fazer para se reinventar a partir do instante em que teve de trocar seu polpudo contracheque pelo seguro-desemprego e amargar várias portas se fechando diante dela.

 

Rindo das próprias desgraças e mantendo seu humor despachado e sarcástico, ela conta percalços que poderiam acontecer com qualquer um, mas de um modo infinitamente mais interessante e divertido do que em geral faríamos.

Quer ser 1 dos 3 ganhadores de “Quebrada em grande estilo – Confissões de uma ex-arrogante e compulsiva por compras“, um livro cheio de histórias interessantes e divertidas?

É muuuuito fácil!

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Ônibus-biblioteca amplia acesso à literatura em escolas públicas do Rio de Janeiro

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Monitora Lúcia Morais narra uma lenda indígena para crianças da comunidade Águia de Ouro, em Del Castilho Mariana Moreira

Monitora Lúcia Morais narra uma lenda indígena para crianças da comunidade Águia de Ouro, em Del Castilho Mariana Moreira

Mariana Moreira, no O Globo

RIO – Para quem olha de relance, o ônibus do projeto “Livros nas praças” pode ser facilmente confundido com um veículo comum, estacionado entre a Linha Amarela e um campo de futebol na favela Águia de Ouro, em Del Castilho, na zona norte da cidade. No entanto, basta se aproximar para perceber que ali dentro tudo é diferente. O motorista ainda tem o seu espaço, mas os bancos deram lugar a prateleiras cheias de livros, e o corredor é tomado pelo vai e vem de leitores. Do lado de fora, coladinho ao ônibus-biblioteca, um pedaço da calçada forrado com tapete colorido de borracha se transforma em um lúdico espaço de contação de histórias.

Desde novembro, a biblioteca itinerante estaciona próximo à escolas públicas de 10 praças do Rio com a missão de levar livros para quem não têm acesso à leitura. Além disso, como afirma Camila Castanho, subcoordenadora do “Livros nas praças”, o projeto busca desconstruir preconceitos e desmistificar a relação entre monotonia e literatura, principalmente para os jovens leitores.

– Não importa a região que visitemos, sempre percebemos que as crianças querem estar com os livros, querem ouvir as histórias. Existe um preconceito contra os moradores destas regiões, e nós queremos mudar isso porque vemos, diariamente, que não corresponde à realidade. Eles adoram ler, só falta o acesso – explica Camila, ao afirmar que, apesar da timidez inicial, os adultos são frequentadores do ônibus:

– Sempre tem algum pai ou mãe que pergunta “adulto pode?” – conta ela, informando que cerca de 60 pessoas passam pelos ônibus de quarta a domingo.

Pais têm que dar o exemplo

O projeto é uma iniciativa da produtora cultural Korporativa, financiado por meio da lei do ISS, com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura. Além da Águia de Ouro, de 15 em 15 dias o ônibus faz parada em Madureira, em Cascadura, na Pavuna, em Água Santa, nas favelas da Vila Cruzeiro, na Cidade de Deus, na Maré e no Complexo do Alemão, onde estará nesta sexta-feira.

O espaço sobre rodas é bem semelhante a uma sala de leitura. Há cadeiras, bancadas e, nas prateleiras, que abrigam cerca de 1500 livros escolhidos pela curadora e coordenadora Luísa Côrtes, há títulos para todos os gostos e idades. Além das edições infantojuvenis, há ficções clássicas como as de Jorge Amado, Julio Verne, Rubem Fonseca, biografias e livros de poesia. A média de idade dos leitores vai de 7 a 14 anos. E para pegar um livro emprestado é muito fácil: basta levar a identidade e um comprovante de residência. Já a devolução é feita quando o ônibus volta para o ponto de encontro com os leitores.

Na última quinta-feira (21), após alguns segundos percorrendo as prateleiras, a pequena Raniely de Oliveira, de 8 anos, aluna do Ciep Patrice Lumumba, sabia muito bem o que ia levar para casa. Escolheu a narrativa de “De pata, penas e escamas”, de Malô Carvalho (Ilustrações de Suzete Armani, editora Autêntica), mas revelou que gosta mais de outro gênero literário:

– Eu adoro poesia! – disse ela, segurando livro.

Embora seja um projeto de formação de jovens, que busca, junto com as escolas, complementar a experiência que os alunos e os moradores do entorno têm na escola, o veículo também recebe a visita de adultos. Muitos pais que acompanham os filhos acabam levando uma edição para casa. A dona de casa Cristiane Soares da Silva, de 36 anos, foi sozinha ao ônibus buscar uma edição infantil de “Os três Mosqueteiros”, de Alexandre Dumas, para o filho Nicolas, de 10 anos, e aproveitou para pegar “Quando ela se foi”, de Harlan Coben (Arqueiro).

– Essa é a terceira vez que eu pego livros emprestados. Ler faz bem. Muitos pais só reclamam do ensino e das que crianças não leem, mas temos que dar o exemplo e ler com eles – observou Cristiane.

Ratos e homens (Of mice and men) – Livros de macho

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Filipe Laredo, no Papo de Homem

Para dar início à interessante empreitada que é indicar e analisar “livros de macho”, comecemos falando de um que não necessariamente foi escrito para homens, mas que deve ser lido por homens. Isso porque existem características nas amizades masculinas que apenas os homens entendem. E é com isso que começo falando de um dos maiores romances do século XX:  Ratos e homens, de John Steinbeck*.

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Contada durante a recessão estadunidense da década de 1930, a história narra um breve trecho da vida de dois homens, George e Lennie. Os dois são completamente diferentes um do outro: o primeiro é franzino, mas esperto e inteligente, e o outro é muito grande e forte, mas meio retardado. O elo entre eles se resume apenas na amizade e na posição marginal que se encontram, já que não têm dinheiro, família ou propriedades.

Os dois viajam e trabalham juntos em fazendas no interior da Califórnia, fazendo bico. Levam uma vida dura e difícil, mas sonham em vencer na vida, utilizando os recursos acumulados em tantos anos de sofrimento. Porém, o que conseguem guardar não é suficiente, e provavelmente nunca será, pois não recebem muito mais do que um teto coletivo para morar e comida. Mesmo assim, seguem com o objetivo de um dia possuir suas próprias terras para cultivar e trabalhar.

Em uma das fazendas que trabalham, os personagens conhecem Curley, o mimado filho do patrão que costuma maltratar os funcionários e sua esposa, que os personagens se referem apenas como a “esposa do patrão” e cujo nome Steinbeck negligenciou por considerá-la apenas um símbolo de frustração e perigo para Lennie.

Ela é uma personagem chave dentro da narrativa, pois é ela – ou melhor, sua preocupação com própria beleza – quem vai definir o futuro dessa honrosa ligação.

Steinbeck é bastante habilidoso ao retratar uma época de “vacas magras” na sociedade estadunidense, personificada na figura de trabalhadores pobres e solitários, pouco estimulados a manter laços de afeto mais profundos. Nesse cenário, os homens são forçados a pensar, cada vez mais, apenas em seu próprio sucesso. Mesmo assim, o que se capta em Ratos e homens é a fidelidade entre dois homens, que obriga o leitor a passar, nas dez últimas páginas do livro, por uma das mais fortes e impressionantes experiências da história da literatura.

Homens tem seus laços definidos por parâmetros bem característicos, sendo um deles a proteção. O macho, desde pequeno, tem um instinto de querer ser reconhecido como forte, protetor, poderoso. Mas esse ponto não se resume apenas na postura física. Há também traços dele nos conselhos que damos ou quando tentamos encorajar o próximo. Fato: homens fracos necessitam de homens fortes. Isso se chama cumplicidade. E a recíproca é verdadeira nesse caso, já que homens fortes também precisam dos fracos para conseguir manifestar sua autoconfiança.

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Outro ponto importante nas relações masculinas é a fidelidade, elemento importante para a manutenção do poder no coletivo. Quando era mais novo, jogava basquete em alguns clubes e certa vez um dos meus técnicos afirmou que nunca treinaria uma equipe feminina. Nós, jogadores, questionamos o porquê. A resposta foi simples: as mulheres do mesmo time, quando brigam ou discutem entre si, não passam mais a bola umas para as outras. Os homens podem até sair na porrada, mas se o companheiro estiver bem posicionado, a bola vai pra ele.

Não estou dizendo com isso que as mulheres não são fiéis entre elas. Mas todos sabemos que, na maioria dos casos, quando uma mulher se arruma para sair, faz as unhas e vai ao cabelereiro, o faz muito mais para competir com as outras mulheres do que para conquistar a nossa aprovação.

E é nessa relação genuinamente masculina que Steinbeck concentra a história de Ratos e homens. Ele também passa por outros assuntos, tais como as dificuldades econômicas e a crueldade dos donos de terras na época, contudo, é na relação entre George e Lennie que o autor concentra toda a sua força narrativa. Dois homens que se complementavam, e que estiveram juntos até o fim trágico de uma verdadeira e pura amizade.

O livro é uma importante referência literária norte-americana e seu nome vem de uma reflexão sobre a subordinação, tanto de ratos como de homens, às intempéries da vida. Entretanto, os humanos conseguem refletir sobre isso e eleger um caminho a seguir. E, mesmo assim, escolhem as mais cruéis maldades, ao invés dos mais belos atos de honra.

A história já foi adaptada quatro vezes para o cinema e televisão, sendo a última produção estrelada por John Malkovich e Gary Sinise, em 1992.

Link YouTube

Por isso, caríssimos leitores, fica aqui a minha primeira recomendação de “livros de macho”. Nessa obra vocês lembrarão de diversas experiências que passaram, e ainda passam, com os amigos que acumularam durante a vida. Lembrarão das inúmeras ajudas que receberam ou deram. Da proteção que reservaram ou da qual foram alvos. Afinal de contas, amizades masculinas são diferentes das femininas. Ou estou errado?

* John Steinbeck (1902 – 1968) foi um escritor norte-americano, nascido na Califórnia. Recebeu o Prêmio Nobel em 1962 e seus livros de maior destaque são Ratos e homens (1937), As vinhas da ira (1939) e A pérola (1947).

dica do Tom Fernandes

Os 6 livros que descomplicaram a história do Brasil em 2012

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Desvendar a história do Brasil não precisa ser algo enfadonho nem acadêmico, como demonstram os livros a seguir, que deram ar de novo a velhos momentos da sociedade brasileira e podem ser a leitura das férias

Marco Prates na revista Exame

São Paulo – Já faz alguns anos os leitores brasileiros descobriram que História não se aprende apenas na escola ou com emburradas obras acadêmicas.

Já é moda por aqui – com razoável participação entre os livros mais vendidos – o lançamento de obras cuja função é desvendar um episódio ou um personagem de relevo para a história do Brasil, mas que não esquecem que uma das razões de um livro, não se pode negar, é ser também uma boa leitura.

É uma boa oportunidade de usar as férias para conhecer mais sobre o próprio país.

 Livro "Getúlio"

Getúlio

Não é que falte material sobre o “pai dos pobres” no Brasil. O que falta são páginas preenchidas sem a indeliberada paixão que seu nome ainda causa, quando se misturam a figura do estadista, do modernizador e do ditador. Com vasta pesquisa, o cearense Lira Neto, autor de várias outras biografias, mescla na obra o cenário político e o personagem, sempre com inúmeras fontes de informação. Este volume vai do nascimento de Getúlio até a chegada ao poder, em 1930. Mais dois volumes estão a caminho.

Getúlio – Dos anos de formação à conquista do poder
Autor:
 Lira Neto
Companhia das Letras

 

 Livro "A Carne e o Sangue"

A Carne e o Sangue

Não há melhor maneira de conhecer a história do primeiro reinado do Brasil do que inserindo nele um complicado triângulo amoroso. É exatamente isso que faz a historiadora Mary del Priore, hoje dedicada a fazer obras históricas mais palatáveis sobre diferentes momentos da história do país. “A carne e o sangue” narra a saga da relação entre o primeiro imperador brasileiro, Dom Pedro I, sua amante, Domitila de Castro Canto e Melo, conhecida como marquesa de Santos, e a Imperatriz Leopoldina. O livro mostra como a mais famosa das amantes da história do país balançou a monarquia brasileira.

A Carne e o Sangue – A imperatriz D. Leopoldina, D. Pedro I e Domitila, a Marquesa de Santos
Autora: 
Mary del Priore
Rocco

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