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“Game of Thrones” foi a série mais pirateada em 2012

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Publicado por Correio de Uberlândia

“Game of Thrones” foi a série

“Game of Thrones” foi a série

Segundo o relatório anual do site “Torrentfreak” com 4.280.000 downloads ilegais de um episódio, “Game of Thrones” foi a série de TV mais pirateada pela internet neste ano. O número representa mais do que audiência média da série, que é exibida pela HBO, nos Estados Unidos.

O “Torrentfreak” divulgou ainda que houve um pequeno aumento do download ilegal na rede mesmo após esforços para bloquear sites que fornecem infringem direitos autorais.

Investigações conduzidas nos Estados Unidos, México e Ucrânia levaram ao fechamento de dois dos mais populares sites de compartilhamento ilegal de arquivos em todo o mundo, o “Megaupload” e o “Demonoid”. O “Megauploud” promete voltar em janeiro.

“Game of Thrones” é uma adaptação da série de livros fantásticos “A Song of Ice and Fire”, de George R. R. Martin. O seriado, farto em intriga política, violência e sexo, narra as aventuras vividas nos sete reinos imaginários de Westeros, onde verões e invernos duram décadas.

O “Torrentfreak” é um blog que desde 2005 dedica-se a assuntos relacionados a bit torrents e troca de arquivos.

Os 10 livros literários mais vendidos da história

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Car­los Wil­li­an Lei­te, no Jornal Opção

Para se chegar ao resultado consultei reportagens, entidades editoriais, empresas de pesquisas de mercado e  publicações especializadas em livros. O objetivo era identificar, baseado nessas informações,  quais são os 10 livros literários mais vendidos  no mundo em todos os tempos.

Participaram do levantamento as publicações: “Global Times”, “Telegraph”, “New York Times”,  “HowStuffWorks”, “Financial Times”; as entidades editoriais International Publishers Association (IPA), International Booksellers Federation  (IBF) e  International Federation of Library Associations and Institutions (IFLA); e as empresas de auditagem e pesquisas de mercado Nielsen e a GfK.

Embora não exista concordância sobre os números exatos do mercado de livros ao longo dos séculos, os levantamentos das publicações, instituições e empresas mencionadas, parecem ser o que mais se aproximam do consenso editorial.

1 — Dom Quixote
(Miguel de Cervantes)

Publicado em Madrid em 1605, “Dom Quixote”, de Miguel de Cervantes, é composto de 126 capítulos, divididos em duas partes. O livro narra a história de Dom Quixote de La Mancha, um cavaleiro errante  que perdeu a razão e, junto com seu fiel escudeiro Sancho Pança, vive lutas imaginárias. Estima-se que tenha vendido entre 500 e 600 milhões de cópias.

 

2 — O Conde de Monte Cristo
(Alexandre Dumas)

Publicado em 1844, “O Conde de Monte Cristo é, juntamente com “Os Três Mosqueteiros”, a obra mais conhecida de Alexandre Dumas e uma das mais celebradas da literatura universal. O livro narra a história de um marinheiro que foi preso injustamente. Quando escapa da prisão, e toma posse de uma misteriosa fortuna e arma uma plano para vingar-se daqueles que o prenderam.  Estima-se que tenha vendido entre 200 e 250 milhões de cópias.

3 — Um Conto de Duas Cidades
(Charles Dickens)

Publicado em 1859, “Um Conto de Duas Cidades”, de Charles Dickens, é um romance histórico que trata de temas como culpa, vergonha e retribuição. O livro cobre o período entre 1775 e 1793, da independência americana até a Revolução Francesa. Dickens evita o posicionamento político, centrando a narrativa nas observações de cunho social. Estima-se que tenha vendido entre 180 e 250 milhões de cópias.

 

4 — O Pequeno Príncipe
(Antoine de Saint-Exupéry)

Publicado em 1943, “O Pequeno Príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry, é uma das obras mais traduzidas da história. Por meio de uma narrativa poética, o livro busca apresentar uma visão diferente de mundo, levando o leitor a mergulhar no próprio inconsciente. Estima-se que tenha vendido entre 150 e 180 milhões de cópias.

 

 

5 — O Senhor dos Anéis
(J.R.R. Tolkien)

Publicado em três volumes entre 1954 e 1955, “O Senhor dos Anéis”, de J.R.R. Tolkien, é um romance de fantasia que ocorre em um tempo e espaço imaginários. A história narra o conflito entre raças para evitar que um anel  poderoso volte às mãos de seu criador, o senhor do escuro. Estima-se que tenha vendido entre 150 e 170 milhões de cópias.

 

6 — Harry Potter e a Pedra Filosofal
(J.K. Rowling)

Publicado em 1997, “Harry Potter e a Pedra Filosofal” é o primeiro volume da série Harry Potter, da britânica J. K. Rowling. O livro narra a história de um garoto órfão  que vive infeliz com seus tios. Até que, repentinamente, ele recebe uma carta contendo um convite para ingressar em uma famosa escola especializada em formar jovens bruxos. Estima-se que tenha vendido entre 110 e 130 milhões de cópias.

 

7 — O Caso dos Dez Negrinhos
(Agatha Christie)

Publicado em 1939, “O Caso dos Dez Negrinhos”, de Agatha Christie, é o maior clássico moderno das histórias de mistério. Dez pessoas diferentes recebem um mesmo convite para passar um fim de semana numa ilha. Na primeira noite, após o jantar, elas ouvem uma voz acusando cada uma de um crime oculto cometido no passado. Mortes inexplicáveis se sucedem. Estima-se que tenha vendido entre 90 e 120 milhões de cópias.

8 — O Sonho da Câmara Vermelha
(Cao Xueqin)

Publicado em meados do século 18, “O Sonho da Câmara Vermelha”, de Cao Xueqin,  é uma das obras-primas da literatura chinesa. O livro faz um relato detalhado da aristocracia chinesa da época. Acredita-se que o conteúdo da história seja autobiográfico descrevendo o destino da própria família do escritor. Estima-se que tenha vendido entre 80 e 100 milhões de cópias.

 

9 — O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa
(C.S. Lewis)

Publicado em 1950, “O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa” é um romance infantil do escritor britânico C.S. Lewis. O livro narra a história de quatro irmãos que vivem na Inglaterra durante a 2ª Guerra Mundial. Em uma de suas brincadeiras descobrem um guarda-roupa que leva quem o atravessa ao mundo mágico habitado por seres estranhos, como centauros e gigantes. Estima-se que tenha vendido entre 75 e 90 milhões de cópias.

10 — Ela, a Feiticeira
(Henry Rider Haggard)

Publicado em 1887, “Ela, a Feiticeira” é um livro de aventura e fantasia  do escritor britânico Henry Rider Haggard. O livro narra as aventuras de dois amigos numa região inexplorada da África, onde encontram uma civilização perdida, na qual reina uma misteriosa feiticeira chamada Ela. Estima-se que tenha vendido entre 70 e 80 milhões de cópias.

Escritor Salman Rushdie narra tensão dos anos de condenação e perseguições

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Roberto Midlej, no Correio

Era 14 de fevereiro de 1989, Dia dos Namorados na Inglaterra. O escritor anglo-indiano Salman Rushdie, que vivia em Londres, não chegou a festejar a data com a mulher, a romancista americana Marianne Wiggins. O casamento deles, que tinha pouco mais de um ano, já estava em crise e o clima não permitia comemorações.

A vida de Rushdie, 65 anos, ficaria muito pior naquele mesmo dia, quando ele recebeu uma ligação de uma jornalista, lhe dando uma notícia que transformaria sua vida num imenso “túnel escuro”, como ele mesmo classifica. A repórter perguntou: “Como você se sente sabendo que foi condenado à morte pelo aiatolá Khomeini, líder supremo do Irã?”. Rushdie respondeu parecendo menos preocupado do que realmente estava: “Não me sinto bem”.

Começava naquele dia um período de trevas na vida do escritor, que duraria quase dez anos. A condenação acontecera porque, segundo o aiatolá Khomeini (1900-1989), Rushdie, no romance Os Versos Satânicos, havia blasfemado contra o líder dos muçulmanos, Maomé.

O livro Joseph Anton – Memórias (Companhia das Letras/R$ 54,50/616 págs), com lançamento mundial, trata desse período após a condenação, chamada de fatwa. A autobiografia ganhou esse título porque, durante o período em que viveu sob a condenação, Rushdie usou o pseudônimo Joseph Anton.

O nome, além de contribuir para a sua proteção, servia para homenagear dois autores: o inglês Joseph Conrad (1857- 1924) e o russo Anton Tchecov (1860-1904).

Nômade
Enquanto a fatwa permaneceu em vigor, Rushdie viveu um período de extrema privação. Os contatos eram raros até com o filho, Zafar, que tinha nove anos quando o escritor soube que sua cabeça estava a prêmio. Ele passou a viver como nômade, mudando-se de cidade com frequência e sob proteção da Scotland Yard, a poderosa polícia londrina.

Com o apoio do governo britânico, Rushdie se tornou a terceira pessoa mais protegida da Inglaterra, atrás somente da Rainha Elizabeth e do primeiro-ministro britânico. Ele passou a ter à disposição dois carros, dois motoristas e dois agentes de proteção que permaneceriam ao seu lado durante anos.

O livro, como uma biografia tradicional, segue a ordem cronológica e conta a vida de Rushdie desde o período em que viveu na Índia, passando pela vida de estudante na Inglaterra e início da carreira profissional como publicitário após formar-se em história. Apaixonado por literatura, Rushdie decidiu deixar a carreira de redator numa agência publicitária, que lhe pagava muito bem, para se dedicar exclusivamente à escrita.

Projeção
Mais tarde, ele provou que tinha razão na troca. Já em seu segundo livro, Filhos da Meia- Noite, o autor venceu o Booker Prize em 1981, o mais importante prêmio da literatura de língua inglesa. Rushdie só ganhou grande projeção internacional com Os Versos Satânicos, não exatamente pela qualidade literária, mas pelas consequências que o livro lhe traria.

O período posterior à condenação de Rushdie toma mais de 80% da biografia e é aí que o autor acerta, já que isso é o que mais interessa ao leitor. Narrado como um romance, como ele mesmo reconhece, o livro, escrito em terceira pessoa, ganha toques de suspense e, embora saibamos desde o começo que Rushdie terminará vivo, em alguns momentos chegamos a duvidar disso, tamanha a tensão que ele cria.

E acabamos nos perguntando como ele sobreviveu, já que até um tradutor japonês de Os Versos Satânicos acabou assassinado. Sua sobrevivência, além de ter contado com a competência da polícia inglesa, teve, sem dúvida, uma boa dose de sorte.

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