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O homem que criou um negócio milionário ajudando os amigos nas tarefas da faculdade

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Poliglota, sul-coreano Simon Lee costumava fazer traduções de trabalhos para colegas na universidade; até que viu nisso uma grande oportunidade de negócio.

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Publicado no G1

Desde pequeno, o sul-coreano Simon Lee era viciado em novos idiomas.

Hoje, ele é um empreendedor muito bem-sucedido aos 32 anos de idade. Lee fala seis línguas – coreano, inglês, francês, árabe, mandarim e japonês – e diz que ainda tem planos de estudar outros idiomas no futuro.

Com tal habilidade linguística, o empresário sul-coreano nunca precisou usar nenhum serviço de tradução. Mas depois que seus colegas de sala na Universidade de Seul começaram a lhe pedir ajuda com os trabalhos de inglês na faculdade, viu que ali existia uma grande oportunidade de negócio.

Assim, lançou sua primeira empresa: a Flitto, nascida em setembro de 2012 e hoje com mais de 5 milhões de usuários ao redor do mundo. De lucro, a companhia registra cerca de US$ 2,1 milhões por ano.

Diferente da maioria das empresas do ramo, Lee não emprega tradutores de maneira direta.

Ele convida as pessoas que sabem mais de um idioma a oferecerem seus serviços no site e no aplicativo para celulares da Flitto. São mais de um milhão de tradutores cadastrados em 170 países que podem traduzir até 17 idiomas distintos. Cada um cobra pelo trabalho que faz – e a Flitto fica com uma porcentagem do valor.

Uma vida nômade
Mas vale a pena olhar a história de Lee para entender sua paixão pelas línguas estrangeiras. Por conta do trabalho de seu pai em uma empresa multinacional, Lee passou a maior parte da vida fora da Coreia do Sul.

Ele nasceu no Kuwait, onde passou seus quatro primeiros anos de vida, antes que seus pais decidissem se mudar para o Reino Unido.

Três anos mais tarde, outra mudança, desta vez para os Estados Unidos. E outra, para a Arábia Saudita, um ano depois.

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Sua educação em escolas internacionais fez com que aprendesse muito rápido inglês, francês e árabe, que se somaram ao coreano, a língua materna.

“Conheci pessoas de todos esses países diferentes”, conta.

“Me dei conta que todos nós seres humanos somos iguais, mas a diferença nos idiomas que falamos geram mal-entendidos.”

Depois de sete anos na Arábia Saudita, Lee e sua família voltaram à Coreia do Sul, onde ele terminou a escola e foi estudar na prestigiada universidade coreana.

Mal sabia ele que dali sairia a ideia de seu negócio milionário.

Fonte de inspiração
Nos primeiros meses da faculdade, seus amigos já começaram a pedir ajuda para traduzir trabalhos e tarefas para o inglês, que era parte dos requisitos acadêmicos dos cursos que faziam na universidade. “Meus colegas me diziam: ‘Simon, se você traduzir isso para mim, te pago o jantar.”

“E cada vez mais e mais amigos me pediam ajuda com isso. Aí comecei a ficar sem tempo para ajudar a todos”, disse.

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Foi aí que ele descobriu o potencial dos serviços de tradução e começou a pedir ajuda a outros poliglotas do seu círculo de amizadas.

Seu negócio estava só começando – e ele decidiu mudar da Coreia do Sul para investir nele.

“Queria ir para um lugar diferente, não tinha dinheiro e se ficasse em Seul e me comparasse com meus amigos, iria ficar deprimido por não poder ter acesso ao que eles tinham.”

Foi assim que decidiu se mudar para Londres, um destino muito popular por ser uma cidade multicultural e por apresentar uma pluralidade de idiomas falados nas ruas todos os dias.

Lá, em um escritório compartilhado com várias outras start-ups que precisavam de suporte financeiro, Lee pensou em uma maneira inovadora de atrair atenção para o seu site e aplicativo. Ele precisava conquistar o interesse tanto de potenciais clientes, como de tradutores voluntários.

Famosos
A resposta que achou para divulgar a Flitto foi copiar tuítes de pessoas famosas, como a Lady Gaga, e motivar as pessoas a traduzi-los em diferentes idiomas, oferecendo em troca prêmios de merchandising relacionados com a celebridade em questão.

Funcionou. A ideia de usar nomes de famosos garantiu a ele uma divulgação global.

A Flitto logo começou a crescer, e a marca foi reconhecida com um número crescente de tradutores que mostravam interesse pelo projeto.

Hoje, a empresa de Lee tem sua sede em Seul, com 34 empregados e uma média de 70 mil pedidos de tradução por dia: desde pessoas que precisam de ajuda com alguns parágrafos até empresas que contratam traduções de grandes volumes de texto.

Cada tradutor – mais de um milhão deles – é classificado em um sistema de estrelas, de acordo com o grau de satisfação do cliente com cada trabalho entregue.

Além disso, a Flitto tem sua própria loja com mercadorias da marca, que vão desde uma linha de roupas até capinhas de celulares.

Lee conta que, por não ter tradutores como empregados diretos, sua empresa tem custos reduzidos com relação a outras companhias do mesmo ramo.

Ele diz que não se sente ameaçado pelo crescimento exponencial dos serviços de tradução automática oferecidos na internet porque “eles nunca serão tão precisos como o de uma pessoa.”

Sem descanso
Mas a vida de Lee não teve só ideias bem-sucedidas. Uma tentativa parecida de criar uma empresa de tradução em 2007 fracassou completamente.

“O problema é que não havia smartphone na época”, afirmou, e a tarefa se fazia mais lenta, porque não havia tantas opções na hora de trabalhar.

Lee se define como um “viciado em trabalho” – e foi capaz de ficar sem férias por seis anos.

Foram seus colegas de trabalho que lhe obrigaram a tirar alguns dias.

“Eles me forçaram a tirar férias, eu nunca quis. Me disseram: ‘Simon, você não está bem. Não está saudável. Achamos que você precisa de um tempo para relaxar’.”

“Quando meus empregados me perguntam ‘Simon, você aconselha que eu tenha meu próprio negócio?’. Eu digo: ‘olha, é muito estresse!'”

Ainda assim, Lee reconhece que vale a pena tentar.

“Siga seu sonho e acredite em você mesmo, esse é o meu conselho”, aponta o empreendedor sul-coreano.

Bill Gates: Os 6 livros que você deve ler em 2015

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Bill Gates, fundador da Microsoft (Foto: Getty Images)

Bill Gates, fundador da Microsoft (Foto: Getty Images)

Obras abordam negócios, política internacional, mídia e uso de dados

Publicado na Época Negócios

É comum o empresário Bill Gates, bilionário fundador da Microsoft, recomendar os livros de que gosta. Em seu canal no YouTube, já publicou até uma animação para dar as dicas. Desta vez, a lista de sugestões foi feita a pedido dos organizadores do TED. Entre as obras, estão títulos que Gates nunca dispensa de suas recomendações, como “Business Adventures”, de John Brooks, apresentado a ele por Warren Buffet. As obras não têm versão em português. Confira e prepare-se para abastecer a estante:

1. “Business Adventures”, de John Brooks
“Warren Buffett recomendou esse livro para mim em 1991, e ainda é o melhor livro de negócios que já li. Mesmo que Brooks tenha escrito há mais de quatro décadas, oferece insights contundentes sobre fundamentos atemporais do mundo dos negócios, como o desafio de construir uma grande organização, a contratação de pessoas com as habilidades certas e ouvir feedback dos clientes”, escreveu o empresário.

2. “The Bully Pulpit”, de Doris Kearns Goodwin
No livro, a historiadora analisa as presidências de Theodore Roosevelt e William Taft. Se você está se perguntando por que um empreendedor que não esteja particularmente interessado em presidentes dos EUA do século 20 se interessaria pela leitura, a resposta está na capacidade de liderança deles. “Estou especialmente interessado na questão central que Goodwin levanta: como a mudança social acontece? Pode ser conduzida apenas por um líder inspirador ou outros fatores têm de estabelecer as bases primeiro?”

3. “On Immunity”, de Eula Biss
Com o recente surto de sarampo nas manchetes americanas, a sugestão de Gates é oportuna. “A ensaísta eloquente Eula Biss usa ferramentas de análise literária, filosofia e ciência para examinar os rumores rápidos e imprecisos sobre vacinas infantis que se proliferaram entre os pais americanos”. O livro é recomendado especialmente para pais mais jovens.

4. “Making the Modern World”, de Vaclav Smil
Segundo o empresário, Smil é “provavelmente seu autor vivo favorito” — para Gates, todos os trabalhos do historiador são uma leitura obrigatória, graças à clareza na visão do escritor. Neste livro, “Smil examina os materiais que usamos para atender às exigências da vida moderna, como cimento, ferro, alumínio, plástico e papel. O livro é cheio de estatísticas assustadoras”.

5. “How Asia Works”, de Joe Studwell
“O jornalista de negócios Joe Studwell dá respostas convincentes para duas das maiores questões do desenvolvimento econômico: como países como Japão, Taiwan, Coreia do Sul e China conseguem manter crescimento elevado e por que tão poucas nações conseguem seguir o mesmo caminho”, diz Gates.

6. “How to Lie With Statistics”, de Darrell Huff
O livro de 1954 coloca em debate o uso de dados, ensinando a adotá-los de forma perspicaz. Segundo Gates, o tema é “mais relevante do que nunca. Um capítulo mostra como recursos visuais podem ser usados ​​para exagerar tendências e dar comparações distorcidas. É um lembrete oportuno, dada a frequência com que infográficos aparecem no seu Facebook e Twitter atualmente”.

Os livros imperdíveis de economia e negócios de 2014

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Da inovação à distribuição de riqueza, passando pela criatividade e bastidores de grandes empresas. Selecionamos 15 obras que trazem novos olhares, estratégias e inspiração

Publicado na Época Negócios

O Capital do Século XXI (Thomas Piketty)

* O Capital do Século XXI (Thomas Piketty)
Eleito o livro do ano pelo jornal britânico Financial Times e best-seller mundial – inclusive no Brasil, onde foi lançado em novembro, e rapidamente teve sua primeira edição esgotada. Thomas Piketty promoveu intensos debates sobre a estrutura e os mecanismos pelos quais o capitalismo atua, concentrando-se na desigualdade da distribuição de renda. Piketty passou mais de 10 anos analisando dados sobre o acúmulo de renda e patrimônio nos Estados Unidos e Europa. Sua obra abrange não só estatísticas, mas também questões comportamentais e históricas. Com uma escrita mais livre e menos presa a números, a tese de Piketty afirma que “nunca a desigualdade foi tão grande” e aponta caminhos para mudar esse cenário.

 

* Hack Attack (Nick Davies)* Hack Attack (Nick Davies)
O livro conta a história do “escândalo de grampos” envolvendo os veículos de mídia do magnata Rupert Murdoch. Os métodos que Murdoch liberava em seus jornais tornaram-se notícia e causaram supresa na Inglaterra por não serem nada ‘éticos’: de grampos para derrubar políticos a detetives contratados por cachês milionários. O livro traz novos dados sobre a rede montada ao redor desse esquema que visava, principalmente, atacar os “inimigos do império Murdoch”. “A Grã-Bretanha que emerge em Hack Attack é suja: como Davies diz: tudo está à venda e ninguém está isento”, analisa o New York Times.

 

 

The Second Machine Age (Erik Brynjolfsson e Andrew McAfee)* The Second Machine Age (Erik Brynjolfsson e Andrew McAfee)
Os autores, que trabalham no MIT – Brynjolfsson como economista e McAfee como cientista – discorrem sobre a força e os rumos da revolução digital e como ela se reflete em nível macro e microeconômico na vida das pessoas. A crítica americana afirmou que eles praticam o “antigo estilo econômico”, baseado em lógica, história e observação, para explicar o “big data” do mundo atual. Os dois mostram que os novos fundamentos da economia são baseados em uma realidade de “abundância” de informações – e isso tudo só está começando a ser compreendido agora.”The Second Machine Age é um trabalho ambicioso, envolvente e que traz, em alguns trechos, uma visão aterradora sobre como a tecnologia moderna está transformando a raça humana”, afirma a The Economist.

 

* This Changes Everything: Capitalism vs. the Climate (Naomi Klein)* This Changes Everything: Capitalism vs. the Climate (Naomi Klein)
“Ainda dá tempo de evitar um catástrofe climática”, escreve a escritora e ativista canadense, Naomi Klein. Ela alerta, no entanto: “Mas não com as regras atuais em que o capitalismo foi construído”. A autora já é conhecida por livros anteriores que abordam as mudanças climáticas. “Sua estratégia é mostrar como o hiperconsumo, a exploração empresarial das comunidades ou a fixação pelo crescimento perpétuo tem destruído o planeta”, afirma o New York Times. O novo livro não defende o “fim do capitalismo mundial” de um modo direto, mas reflete sobre como seus pricípios, monopólios e interesses poderiam caminhar em outras direções. Ela utiliza ciência, psicologia, geopolítica, economia e ética para moldar a questão climática. “O resultado é o livro ambiental mais importante e controverso dos últimos tempos”, avalia o jornal americano.

 

* The Innovators (Os Inovadores, Walter Isaacson)* The Innovators (Os Inovadores, Walter Isaacson)
Best-seller com versão em português, Os Inovadores é o mais recente livro de Walter Isaacson, o escritor americano que escreveu uma das biografias mais comentadas de Steve Jobs. Agora, ele destrincha outros inovadores, de séculos passados, e que criaram tudo que foi necessário para chegarmos aos anos dos computadores, da internet e dos tablets. Quem foram os gênios que montam esse imenso quebra-cabeça coletivo dos dias atuais? É isso que Isaacson busca responder. Há espaço para pessoas como Claude Shannon, o brilhante matemático que criou o conceito de bit, Alan Turing, que ampliou e expandiu as ideias de Babbage, ajudou os aliados a vencer a Segunda Guerra e foi preso, até Grace Hopper, provavelmente a primeira programadora do mundo.

 

 

* Creativity (Criatividade, Ed Catmull e Amy Wallace)* Creativity (Criatividade, Ed Catmull e Amy Wallace)
Considerado um dos melhores livros sobre “liderança criativa”, mostra como o cofundador da Pixar, Catmull, conseguiu administrar um estúdio e criar “tantas mentes criativas”. Há reflexões específicas sobre a gestão, como o fracasso da organização em proteger novas ideias e impor limites produtivos. “O que é impressionante é como Catmull insiste em ligar ideias criativas a trabalho e comportamentos”, analisa a Forbes. Há ainda histórias, avaliadas como imperdíveis, sobre bastidores de clássicos da animação, como Toy Story.

 

 

*House of Debt (Atif Mian e Amir Sufi’s)*House of Debt (Atif Mian e Amir Sufi’s)
O livro analisa como podemos “prevenir futuras recessões na economia”, trazendo, segundo a Economist avalia, uma “perpectiva mais atual sobre estagnação, inflação e omissões”. Os autores analisam especificamente as últimas crises dos Estados Unidos, além de recessões em outros países. Mian é um economista de Princeton, já Sufi um professor de finanças da Universidade de Chicago. Para eles, a “polarização política” e “legislaturas fragmentadas” têm sido os fatores fundamentais e provocativo de todas as últimas recessões.

 

 

 

* Think Like a Freak (Como Pensar como Um Freak, Stephen D Levitt e o jornalista Steven J. Dubner)* Think Like a Freak (Como Pensar como Um Freak, Stephen D Levitt e o jornalista Steven J. Dubner)
Após escreverem o best-seller Freakoconomics e o SuperFreakonomics – que no Brasil tem uma versão só para os dois títulos – o economista Stephen D. Levitt e o jornalista Steven J. Dubner começaram a ouvir perguntas de todos os tipos. Os dois livros buscam responder a questões que aparentemente não possuem relação e muito menos seriam analisadas e respondidas por economistas tradicionais. Exemplo: o que os lutadores de sumô tem a ver com professores? Apesar do estímulo que eles oferecem para quem quer buscar pensamentos nessa linha, pensar como os dois não é uma tarefa tão fácil. Pense como Um Freak foi a maneira que eles encontraram de tentar esmiuçar mais claramente o raciocínio para olhar o mundo de outra forma.

 

* The Everything Store (A Loja de Tudo, Jeff Bezos)* The Everything Store (A Loja de Tudo, Jeff Bezos)
Lançado no Brasil neste ano, o livro escrito pelo jornalista Brad Stone quer mostrar como a Amazon transformou-se de um site – pioneiro – de comércio de livros a uma gigante varejista mundial. A história de Stone parte de análises com funcionários, executivos e até pessoas próximas do fundador, Jeff Bezos, para mostrar a competição extrema e forma de “atuação impiedosa” da empresa.

 

 

 

 

* Por Que o Brasil Cresce Pouco? (Marcos Mendes)* Por Que o Brasil Cresce Pouco? (Marcos Mendes)
O economista Marcos Mendes faz um amplo levantamento sobre as agências reguladoras brasileiras buscando relacionar seu funcionamento a empresas. Neste caso, o desemprenho seria ruim, afirma, afetado por orçamentos reduzidos, crescimento pífio e indicações políticas no quadro de funcionários. Para ele, não há um interesse político na consolidação do Brasil que poderia ajudar o país a crescer muito mais.

 

 

 

 

* Flash Boys (Flash Boys: Revolta em Wall Street, Michael Lewis)

 

*David and Goliath (David e Golias, Malcom Gladwell)
Rever premissas, fazer novas perguntas e instigar o debate sobre aquilo que parece já ser status quo. É o que Malcom Gladwell, autor do famoso “O Ponto de Virada” faz na nova obra. O livro reflete sobre como algo que, a princípio parece ser uma desvantagem – como pobreza a debilidades – pode ser mais útil no final. O contrário também pode ocorrer: será que riqueza e fortuna realmente são vantagens? É um novo olhar sobre a forma como que, normalmente, encaramos limitações profissionais ou pessoais.

 

 

*David and Goliath (David e Golias, Malcom Gladwell)*David and Goliath (David e Golias, Malcom Gladwell)
Rever premissas, fazer novas perguntas e instigar o debate sobre aquilo que parece já ser status quo. É o que Malcom Gladwell, autor do famoso “O Ponto de Virada” faz na nova obra. O livro reflete sobre como algo que, a princípio parece ser uma desvantagem – como pobreza a debilidades – pode ser mais útil no final. O contrário também pode ocorrer: será que riqueza e fortuna realmente são vantagens? É um novo olhar sobre a forma como que, normalmente, encaramos limitações profissionais ou pessoais.

 

* Zero to One (De Zero a Um, Peter Thiel)* Zero to One (De Zero a Um, Peter Thiel)
Como confudador do PayPal e investidor inicial do Facebook e LinkedIn, Thiel traz no livro um pouco da experiência e novas ideias que adquiriu nos últimos anos. Quer, sobretudo, mostrar como é possível “deixar de copiar algo velho” e pensar em algo novo – em, monópolio, no sentido de criar algo que ganhe espaço e abra espaço para uma série de outras coisas. Para ele, o segredo não é competir, mas monopolizar. “Cada negócio é bem sucedido exatamente na medida em que faz algo que os outros não podem”.

 

 

 

* How Google Works (Jonathan Rosenberg e Eric Schmidt)* How Google Works (Jonathan Rosenberg e Eric Schmidt)
O New York Times avalia que o livro traz não é examente o que promete no título: há pouca informação sobre como realmente o Google funciona (seus bastidores, processos e conversas de executivos). Mas há muito sobre estratégia, inovação e cultura – em uma perspectiva que parte do Google para o setor no geral. A dupla que possui um boa trajetória na empresa – e ocupa cargos altíssimos hoje – é considerada referência no setor de tecnologia.

 

 

 

Adeus, Aposentadoria (Gustavo Cerbasi)* Adeus, Aposentadoria (Gustavo Cerbasi)
Em seu novo livro que rapidamente chegou à lista dos mais vendidos, o guru de finanças Gustavo Cerbasi apresenta estratégias e planos para as pessoas planejaram bem a sua vida quando pararem de trabalhar. O autor quer propor um novo caminho que vai além da poupança, fundos de pensão ou previdência. Para ele, esta “velha fórmula” já deixou de funcionar à medida em que vivemos em um país com custo de vida mais alto e maior expectativa de vida. Para Cerbasi é preciso investir em estratégias durante a carreira e ter uma nova visão e jeito de lidar com o dinheiro. No livro, ele apresenta esses planos e dicas de acordo com as faixas etárias.

Livros na mira do crowdfunding

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noticiaEber Freitas, no Administradores

O financiamento coletivo de projetos criativos e inovadores já é um sucesso inconteste no mundo e no Brasil. O Kickstarter, plataforma mais conhecida, já financiou 75 mil projetos desde a sua criação, em 2009, movimentando aproximadamente US$ 1 bilhão. No Brasil, a pegada é mais cultural — o financiamento coletivo do sétimo álbum de estúdio da banda Dead Fish se tornou, em julho deste ano, a maior campanha do Brasil em valores: R$ 260 mil de 3,2 mil apoiadores.

A próxima fronteira desse modelo de negócios no país é o engessado mercado editorial, que já enfrenta a concorrência da autopublicação. A Bookstorming e a Bookstart, plataformas que foram lançadas neste ano, já colhem frutos: livros publicados em diversas plataformas, novos autores que se tornam conhecidos e a validação do modelo de negócios concluída. O próximo passo é expandir e lucrar.

“Durante estes sete meses já foram publicadas oito obras. Nossa previsão para 2015 é que a média de uma obra por mês suba para, pelo menos dez”, afirma Bernardo Obadia, economista e sócio-diretor da Bookstart. “Aqueles livros que não seriam publicados por uma questão orçamentária ou de mercado, agora podem ser testados e publicados através do Bookstart”.

O funcionamento é semelhante: o interessado inicia a campanha de arrecadação, estabelece a meta e os benefícios para determinadas faixas de contribuições e corre atrás dos mecenas. Se o projeto for bem-sucedido, um percentual do valor arrecadado fica com a plataforma. Porém os benefícios vão além.

“Quando o projeto chega através de uma editora, atuamos como agente intermediário. As empresas ficam com a obrigação de entregar tudo o que foi prometido durante a campanha. No caso dos autores independentes, temos parceiros que prestam os serviços editoriais. O autor chega com o manuscrito e, em caso de sucesso do projeto, sai com o livro publicado”, explica. A Bookstart também oferece serviços agregados, como coaching literário e dicas de comunicação e promoção. Com o original pronto, todo o processo pode ser concluído em até vinte dias.

Tradicionalmente, as obras chegam às editoras através dos próprios autores — com uma chance baixíssima de serem publicados — ou de agentes literários — que dão mais um pouquinho a mais de chances ao ‘vender’ a obra. A internet já bagunçou esse mercado tanto através da pirataria quanto dos novos modelos de negócios e formatos, incluindo o eBook. Com o financiamento coletivo, livros que não teriam chance em um mercado inundado vão para as prateleiras das livrarias.

Baixo risco

A sacada é inverter a lógica da publicação ao colocar o leitor como o responsável financeiro pela sua publicação — uma contribuição de R$ 40 é equivalente ao preço de capa de um livro comum. As pequenas casas editoriais também ganham uma ferramenta de marketing e financiamento sem comprometer o sofrido caixa. A curadoria é outra característica desse tipo de serviço. “O objetivo é oferecer um serviço que fique entre a autopublicação e o trabalho de uma editora profissional. Vamos publicar com alguma qualidade e ao mesmo tempo dar capilaridade para autores independentes”, afirma Obadia.

5 livros para quem gosta de pensar “fora da caixa”

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Josie Conti, no Conti Outra

As convenções sociais e obrigações diárias te deixam entediado (a)? Nem todas as pessoas são capazes de entender as suas piadas? Você é aquele tipo de pessoa que sempre enxerga a realidade por um terceiro e quarto ângulo?

Os livros e escritores mencionados abaixo oferecem diferentes olhares sobre as realidades com as quais estamos acostumados. Confesso que eles fizeram parte de horas muito interessantes dentre as minhas leituras dos últimos anos. Tente acompanhá-los!

1Fora de Série – Outliers

Malcom Gladwell

O que torna algumas pessoas capazes de atingir um sucesso tão extraordinário e peculiar a ponto de serem chamadas de ‘fora de série’? Costumamos acreditar que trajetórias excepcionais, como a dos gênios que revolucionam o mundo dos negócios, das artes, das ciências e dos esportes, devem-se unicamente ao talento. Mas neste livro você verá que o universo das personalidades brilhantes esconde uma lógica muito mais fascinante e complexa do que aparenta.

Baseando-se na história de celebridades como Bill Gates, os Beatles e Mozart, Malcolm Gladwell mostra que ninguém ‘se faz sozinho’. Todos os que se destacam por uma atuação fenomenal são, invariavelmente, pessoas que se beneficiaram de oportunidades incríveis, vantagens ocultas e heranças culturais. Tiveram a chance de aprender, trabalhar duro e interagir com o mundo de uma forma singular. Esses são os indivíduos fora de série – os outliers.

Para Gladwell, mais importante do que entender como são essas pessoas é saber qual é sua cultura, a época em que nasceram, quem são seus amigos, sua família e o local de origem de seus antepassados, pois tudo isso exerce um impacto fundamental no padrão de qualidade das realizações humanas. E ele menciona a história de sua própria família como exemplo disso. Outro dado surpreendente apontado pelo autor é o fato de que, para se alcançar o nível de excelência em qualquer atividade e se tornar alguém altamente bem-sucedido, são necessárias nada menos do que 10 mil horas de prática – o equivalente a três horas por dia (ou 20 horas por semana) de treinamento durante 10 anos. Aqui você saberá também de que maneira os legados culturais explicam questões interessantes, como o espantoso domínio que os asiáticos têm da matemática e o fato de o número de acidentes aéreos ser significativamente mais alto nos países onde as pessoas se encontram a uma distância muito grande do poder.

1Freakonomics – O Lado Oculto e Inesperado de Tudo que nos Afeta

Stephen J. Dubner; Steven D. Levitt

O livro-destaque do ano, segundo o New York Times.

Considerado o melhor livro do ano pelo The Economist, pela New York Magazine, pela Amazon.com e pela Barnesandnoble.com
Vencedor – Prêmio Quill 2005 para o melhor livro do ano sobre negócios
Finalista ? Prêmio Financial Times/Goldman Sachs para o melhor livro do ano sobre negócios

“Se fosse economista, Indiana Jones seria Steven Levitt… Um caçador de tesouros ímpar, cujo sucesso se deve à sua verve, coragem e ao seu menosprezo pela sabedoria convencional… Freakonomics se parece com uma história de detetive… Fiz força para descobrir nele algo do que reclamar, mas desisti. Criticar Freakonomics seria como falar mal de um sundae de chocolate. A cereja do arremate, Stephen Dubner… nos faz rir num momento e levar um susto em seguida. O senhor Dubner é uma pérola das mais raras”.
(Wall Street Journal)

“Freakonomics é um livro esplêndido, cheio de detalhes históricos improváveis, porém impressionantes, que diferencia o autor da massa de cientistas sociais em voga”.
(New York Times)

“O cara é interessante! Freakonomics cativa e é um livro sempre interessante, rico em sacadas, cheio de surpresas… [e] abarrotado de idéias fascinantes”. Washington Post Book World “Levitt utiliza ferramentas estatísticas simples, mas elegantes. Chega ao âmago da questão e escolhe tópicos fascinantes. Todos os cientistas sociais deveriam indagar de si mesmos se os problemas em que estão trabalhando são tão interessantes ou importantes quanto os abordados neste livro fantástico”.
(Los Angeles Times Book Review)

1A arquitetura da felicidade

Alain de Botton

De Botton acredita que o ambiente afeta as pessoas de tal modo que não seria exagero dizer que a arquitetura é capaz de estragar ou melhorar a vida afetiva ou profissional de alguém. Uma de suas teses é a de que o que buscamos numa obra de arquitetura não está tão longe do que procuramos num amigo.

Ao construir uma casa ou decorar um cômodo, as pessoas querem mostrar quem são, lembrar de si próprias e ter sempre em mente como elas poderiam idealmente ser.

O lar, portanto, não é um refúgio apenas físico, mas também psicológico, o guardião da identidade de seus habitantes. Seguindo esse raciocínio, o autor conclui nesta obra que quando alguém acha bonita determinada construção, é porque a arquitetura reflete os valores de quem a elogia. Pode até mesmo expor as idéias de um governo. Cada obra de arquitetura expõe uma visão de felicidade.

Nota da página: Infelizmente esse livro está esgotado. Esperamos que haja uma nova edição em breve.

1Rápido e devagar: duas formas de pensar

Daniel Kahneman

Eleito um dos melhores livros de 2011 pelo New York Times Book Review.

O vencedor do Nobel de Economia Daniel Kahneman nos mostra as formas que controlam a nossa mente em Rápido e devagar, as duas formas de pensar: o pensamento rápido, intuitivo e emocional e o devagar, lógico e ponderado.

Comportamentos tais como a aversão á perda, o excesso de confiança no momento de escolhas estratégicas, a dificuldade de prever o que vai nos fazer felizes no futuro e os desafios de identificar corretamente os riscos no trabalho e em casa só podem ser compreendidos se soubermos como as duas formas de pensar moldam nossos julgamentos.

Daniel nos mostra a capacidade do pensamento rápido, sua influência persuasiva em nossas decisões e até onde podemos ou não confiar nele. O entendimento do funcionamento dessas duas formas de pensar pode ajudar em nossas decisões pessoais e profissionais.

1Contestadores

Edney Silvestre

A obra reúne entrevistas de grande profundidade com pensadores e celebridades, divididas nas categorias – boxeadores, tempestuosos, cordiais, militantes e visionários. Entre eles Norman Mailer, Camille Paglia, Paulo Francis, Noam Chomsky, Salman Rushdie, Edward Albee, Nan Goldin, Gloria Steinen e Paulo Freire

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