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Uma espiada nos livros do ‘Big Brother Brasil 13’

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Fani encara o “Grande mentecapto”, de Fernando Sabino Terceiro / Reprodução/TV Globo

Fani encara o “Grande mentecapto”, de Fernando Sabino Terceiro / Reprodução/TV Globo

Entre a autoajuda e a religião, leitura funciona como indicador dos perfis dos participantes reality

Leonardo Cazes, em O Globo

RIO – Se alguém o convidasse para passar até três meses confinado numa casa e fosse possível levar apenas um livro, qual você escolheria? “Ulisses”, de James Joyce, com suas 912 páginas? Ou algum dos tijolaços da série “Crônicas de Gelo e Fogo” (Leya), de R.R. Martin, em que é baseada a série de TV “Game of Thrones”?

Os participantes do “Big Brother Brasil” precisam responder a esta (angustiante) questão, já que a produção só permite que eles levem um livro para o confinamento. E, normalmente, as escolhidas são publicações de autoajuda, com mensagens motivacionais e estratégias para vencer no jogo, ou então religiosos.

Nesta edição, a veterana Fani foi flagrada cochilando com um exemplar de “As 48 leis do poder” (Rocco), de Robert Greene, nas mãos. A obra conta como mestres no jogo do poder se deram bem, seja no Japão feudal ou na Chicago de Al Capone. Pela aplicação da aluna, ainda não dá para saber se as lições serão úteis para mantê-la na casa por mais tempo. Fani também deu uma olhada em “O grande mentecapto”, de Fernando Sabino, levado pelo nerd da casa, Ivan.

Eliéser, outro veterano, optou por apelar para as forças divinas e está lendo “Amor acima de tudo” (Thomas Nelson Brasil), de Max Lucado. O livro fala sobre o amor de Deus pelos homens na Terra e como é possível amar uns aos outros do mesmo modo como Ele nos ama. Uma leitura um tanto controversa para um programa em que apenas um será o vencedor. Seria uma estratégia de sobrevivência do paranaense aparecer como bom cristão?

No entanto, nenhum livro causou tanta surpresa como o escolhido pela eliminada Aline. A moça levou consigo “O pequeno príncipe”, clássico de Antoine de Saint-Exupéry, publicado originalmente em 1943 e que atravessa gerações. Não se sabe ao certo quais pílulas de sabedoria a moça buscava, mas, pelo visto, não deu certo. Curiosa foi a declaração de seu noivo Jeferson, ao ser indagado sobre o livro: “Ela gosta de ler revista de fofoca de celebridade. Eu nunca a vi lendo um livro”. Ficamos combinados.

Outro eliminado, Dhomini, preferiu um livro de não-ficção, “Harpas Eternas — Volume I” (Pensamento/Cultrix), de Josefa R.L. Alvarez, que conta a história de Jesus Cristo desde o seu nascimento até os 12 anos, baseada em uma pesquisa histórica em vários países do Oriente Médio. Ao menos é o que garante a autora.

No “Big Brother Brasil” também há espaço para leituras “cabeça”. O artista plástico Aslan saiu na frente na disputa pelo papel de intelectual da casa ao encarar “Insurgências poéticas — Arte ativista e ação coletiva” (Annablume Editora), de André Mesquita. A obra é uma dissertação de mestrado apresentada pelo autor na Universidade de São Paulo (USP), em 2008, e que levanta os pontos de contato entre movimentos sociais e práticas artísticas. Livro que deve demorar os três meses para ser digerido.

Vale lembrar que, no último “BBB”, o bicho do mato Fael era um leitor voraz. Na sua passagem pela casa, quatro livros passaram pelas suas mãos: “O poder da Cabala” (Imago), de Yehuda Berg, “Quem mexeu no meu queijo” (Record), de Spencer Johnson, “Conversando com os espíritos” (Sextante), de James van Praagh, e “Sobre homens e lagostas” (Objetiva), de Elizabeth Gilbert, até que a produção decidiu recolher todos os exemplares da casa, no 52º dia. Vencedora do programa na 11ª edição, Maria alavancou as vendas de “Deixe os homens aos seus pés” (Universo dos Livros), de Marie Forleo. Gostos literários à parte, as escolhas dos brothers servem de sinais dos seus perfis.

Sites e livros infantis ensinam de biologia molecular a código de HTML

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Editora Globo
Giovanna Montemurro, na Revista Galileu

Nada de conto de fadas ou álbum de figurinhas. O mercado editorial para bebês e crianças pequenas está recheado de volumes de ciência e tecnologia. Um dos mais recentes é o Coloring Book for Very Young Scientists (Livro de Colorir Para Cientistas Muito Jovens, ainda não publicado no Brasil). Nele, a artista americana Tiffany Ard, mãe de um menino de 6 e outro de 8 anos, ensina às crianças o básico da biologia molecular por meio de figuras que vão de mitocôndrias a indicadores de pH para colorir. A publicação também vem com um jogo em que se deve ajudar a personagem Lucy a conseguir seu Ph.D. “O livro é feito mais para entreter pais nerds. Se as crianças aprenderem algo, será um excelente bônus.”

Com seu Ensine Ciência a Seu Filho, lançado no ano passado no Brasil, o escritor e historiador de ciência americano Michael Shemer já havia falado na ideia de tornar temas como química, física e astronomia divertidos para os pequenos, e também para os pais. São eles, em geral geeks, que querem estimular os filhos dentro dessa cultura, que também inclui gadgets e tecnologia. “Muitos dos novos pais querem incorporar na vida do bebê ícones de sua época. E a geração dos anos 80, que cresceu com os símbolos geeks, está tendo filhos agora”, afirma a jornalista Gisela Blanco, 28 anos, autora do blog maegeek.com.

Incluir programação de web e mitocôndrias na vida das crianças seria uma forma de tornar esses temas parte de sua educação fundamental. Válido ou não, há muita gente apostando nisso. Conheça ao lado outros sites e livros para geeks mirins.

FILHO DE NERD, NERD É | Confira as melhores páginas de internet e publicações de ciência e tecnologia para pequenos
ThinkGeek.com
O site, que existe desde 1999 e se consolida como o maior na venda de produtos nerds, criou uma seção apenas para crianças. Lápodem ser encontrados livros e brinquedos recém-lançados para os pequenos geeks.

GeekDad.com
Ken Denmead, autor de O Curioso Livro dos Geeks, dá dicas para pais interessados em ensinar ciência e tecnologia a seus filhos. “As crianças não sabem o que existe no mundo. Então, esses tópicos são tão atraentes como qualquer outro”, diz. Para os bebês, é tudo novidade.

Mylittlegeek.com
O livro homônimo (vendido no endereço acima) ajuda pais nerds a alfabetizar seus filhos. No ABC, o “A” não é de amor, mas de Android. O “Z” não é de zebra, mas de zumbi. Além aprender o abecedário as crianças podem treinar suas habilidades para o Guitar Hero jogando uma versão baby do game.

HTML e CSS for babies
No codebabies.com, é possível adquirir dois livros que ensinam linguagem de programação para quem não sabe nem falar ainda. O HTML For Babies (HTML Para Bebês) e CSS for Babies (CSS Para Bebês), ainda não publicados no Brasil, são uma introdução ao web design e contêm mensagens positivas, como “lar, doce lar”, escritas em fontes coloridas.

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