Contando e Cantando (Volume 2)

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Tomb Raider: Editora Nemo lançará em julho aventura inédita de Lara Croft

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Rodrigo F. S. Souza, no Nerd Geek Feelings

Uma das heroínas mais populares dos video games teve uma aventura inédita narrada em forma de livro pela dupla Dan Abnett e Nik Vincent, que será publicada em julho pela Editora Nemo. Mais informações sobre Tomb Raider – Os Dez Mil Imortais, que já está em pré-venda, você encontra logo abaixo:

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Tomb Raider – Os Dez Mil Imortais apresenta uma aventura inédita de Lara Croft, situada nos anos iniciais da trajetória da famosa arqueóloga aventureira. Assombrada pelas lembranças de sua provação na ilha de Yamatai, tudo o que Lara deseja é esquecer o pesadelo que se tornou sua primeira expedição. Porém ela logo se vê mergulhada numa busca frenética para salvar sua melhor amiga, Sam, dos efeitos de uma overdose suspeita que a deixa entre a vida e a morte. A solução está em um antigo e misterioso artefato capaz de curar Sam e solucionar os eventos sobrenaturais testemunhados em Yamatai. Mas Lara não está sozinha na busca por esse tesouro: um magnata nefasto, uma sociedade secreta e assassinos profissionais também desejam a poderosa relíquia. A caçada leva Lara ao redor do mundo, em meio a uma rede de conspiração, contatos suspeitos e combates mortais, enquanto ela busca a cura para sua amiga e a verdade por trás do lendário talismã.

Literatura: a força está com os nerds

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Adriano Fromer, diretor da editora Aleph, que desde 2003 se especializou na literatura de ficção científica e publica no Brasil o universo expandido de 'Star Wars'(Divulgação/VEJA)

Adriano Fromer, diretor da editora Aleph, que desde 2003 se especializou na literatura de ficção científica e publica no Brasil o universo expandido de ‘Star Wars'(Divulgação/VEJA)

Popularidade de títulos de ficção científica, fantasia e quadrinhos entre leitores adultos leva o mercado editorial e até o meio acadêmico a se render à cultura geek — e correr atrás do prejuízo

Raquel Carneiro, na Veja

Foi-se o tempo em que ser chamado de nerd era um insulto. E com a ascensão dos que são assim definidos – e que hoje comandam negócios bilionários como o Facebook – cresceu também um ambicioso mercado. Que o digam editores especializados em fantasia, quadrinhos e ficção científica, alguns dos gêneros que os discípulos de Sheldon, o carismático nerd da série The Big Bang Theory, mais consomem. Em poucos meses, editoras consolidadas como Rocco e Sextante lançaram selos específicos, e a Novo Século pôs no mercado uma série de livros da Marvel, que já representa 8% de sua receita total. E a Aleph, que há dez anos apostou tudo na ficção científica, vê agora o seu pioneirismo dar resultado. A empresa dobrou o faturamento de 2013 para 2014, cresceu 120% no primeiro trimestre deste ano e ainda projeta mais, com a volta da franquia Star Wars, que impulsiona uma série de lançamentos, a explosão de feiras de fãs como a Comic Con e a expansão sem fim dos super-heróis no mundo do entretenimento. A força, sem dúvida, está com a literatura nerd.

Mas por muito tempo se duvidou disso no país. “Ficção científica não vende no Brasil” foi a dura sentença dada pelo mercado editorial a Adriano Fromer, diretor da Aleph, em 2003, quando ele decidiu voltar a apostar no gênero que havia deixado de lado nos anos 1990. “Existia esse mantra de que ficção científica não era um bom negócio, que era um estilo limitado. O nosso trabalho foi o de mudar esse paradigma”, conta Fromer, à frente daquela que é hoje a principal editora do nicho no Brasil, responsável por tirar a poeira de autores consagrados como Isaac Asimov, Philip K. Dick e Arthur C. Clarke, e de ressuscitar clássicos esquecidos, caso de Laranja Mecânica, de Anthony Burgess; Neuromancer, de William Gibson; e, um dos seus lançamentos mais recentes, O Planeta dos Macacos, do francês Pierre Boulle.

O bom catálogo, aliado a um trabalho apurado de design gráfico, pode ser apontado como a principal razão do crescimento da Aleph. “A Aleph não acertou, a Aleph trabalhou. A gente insistiu no mercado, superamos estereótipos e mostramos que a ficção científica tem profundidade. É uma literatura séria, e ao mesmo tempo divertida”, diz Fromer.

O novo trunfo da editora é o contrato assinado com a Disney para o lançamento dos títulos do universo expandido de Star Wars. A parceria começou no final do ano passado com o clássico O Herdeiro do Império, livro que abre a trilogia Thrawn, de Timothy Zahn, o primeiro autor convidado pelo criador da saga, George Lucas, a escrever sobre ela. O romance estava esgotado no Brasil desde os anos 1980, década em que surgiu. Em março, foi a vez de Kenobi, de John Jackson Miller, lançado no ano passado nos Estados Unidos. Ao todo, a Aleph planeja vinte títulos de Star Wars até 2017, com os quais espera vender 1 milhão de cópias. A quantia é plausível, em especial pelo empurrão que a volta da franquia ao cinema no fim deste ano, com Star Wars – Episódio VII: O Despertar da Força, deve receber. Plausível também pelo bom desempenho de O Herdeiro do Império: o livro teve 50.000 cópias vendidas desde novembro.

Outro reforço da editora para o ano é disponibilizar todo o seu catálogo em e-books, boa parte em julho e o restante até o fim do ano. “A expectativa para 2015 é voltar a dobrar o faturamento. Eu não estou preocupado com a economia do Brasil. A crise é vantagem para a editora, porque as pessoas vão ficar mais em casa, lendo livros”, brinca Fromer, otimista.

Mais adeptos – Além da ficção científica, fantasia e quadrinhos são gêneros bastante apreciados pelos nerds. É o caso de títulos como a série Sandman, de Neil Gaiman, graphic-novel que já vendeu mais de 30 milhões de cópias na mundo – no Brasil, quem publica a trama é a Panini, que não divulga dados de venda -, e da série best-seller As Crônicas de Gelo e Fogo, de George R.R. Martin, publicada pela editora Leya. Os cinco calhamaços gigantescos, que deram origem à série de TV Game of Thrones, já venderam juntos mais de 3,5 milhões de exemplares no Brasil, e cerca de 25 milhões no mundo. A meta da empresa é chegar a 4 milhões de cópias comercializadas até o fim deste ano. Parece fácil.

Criada há quinze anos, a Novo Século é outra que acertou na aposta da fantasia. Os títulos do filão nerd representaram no ano passado 8% do faturamento da editora. E o percentual tende a crescer, já que em 2014 a empresa fechou um contrato com a Marvel para lançar quinze romances sobre super-heróis dos quadrinhos – o formato agrada a autores e leitores porque permite um maior desenvolvimento da trama e dos personagens. Alguns dos títulos são baseados em histórias de gibis, outros são tramas originais. O primeiro da coleção a chegar por aqui foi Guerra Civil, adaptado da HQ de mesmo nome, que também inspira o terceiro longa do Capitão América. Lançado em novembro, o livro se esgotou, causou filas gigantescas na feira de cultura pop Comic Con Experience, em dezembro, e chegou à terceira reimpressão.

O contrato com a Marvel rendeu também à Novo Século os títulos Homem-Aranha entre Trovões, X-Men: Espelho Negro e, o mais recente, Homem de Ferro: Vírus. Em três meses, os quatro livros venderam mais de 40.000 exemplares e ajudaram a fazer da série Marvel o carro-chefe da editora, que tem um catálogo imenso, composto de cinco selos distintos. “Nossas atenções estão totalmente voltadas para a série. O público nerd é muito específico, exigente e demanda um grande cuidado”, diz Lindsay Gois, coordenadora editorial da Novo Século.

No caso do acordo com a Marvel, a editora se beneficia do esforço do estúdio americano, que tem investido cada vez mais em filmes e séries de TV, bem como na sua divulgação. O próximo título previsto é Vingadores: Todos Querem Dominar o Mundo, inédito no Brasil, que será lançado no começo de maio com gancho em Vingadores: Era de Ultron, o segundo episódio da franquia, que estreia na próxima quinta-feira. O acordo entre Novo Século e Marvel prevê lançamentos até 2017, mas pode ser estendido (box ao lado).

O crescimento do estilo também levou editoras a criar selos especiais para abrigar a literatura nerd, caso da Rocco e da Sextante, que há cerca de um ano lançaram o Fantástica Rocco e a Saída de Emergência Brasil. Ambas já tinham boas experiências com o filão: a Rocco é quem publica o pop Harry Potter, além das distopias Jogos Vorazes e Divergente. E a Sextante é a responsável pela “bíblia” dos nerds, a série O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams, com mais de 1,5 milhão de exemplares vendidos no Brasil desde 2004.

“Com a chegada ao mercado de trabalho de uma geração que cresceu consumindo quadrinhos, super-heróis e outros produtos culturais associados ao conceito do ‘nerd’, houve uma demanda maior por todo tipo de item ligado a esse universo”, diz Larissa Helena, editora do selo Fantástica Rocco. Com o aumento da demanda, os geeks passaram a ser mais valorizados pelo mercado – e também se tornaram mais populares. “O segmento geek tem crescido expressivamente mundo afora, e passou a ser parte da cultura pop atual”, diz Marcio Borges, diretor de marketing da Panini, especializada em quadrinhos.

Academia se rende – A professora nova-iorquina Mary Elizabeth Ginway veio ao país nos anos 1980 para completar seu doutorado em espanhol e português e se interessou por livros de ficção científica brasileira. O estudo foi o cerne do livro que ela lançaria em 2005, Ficção Científica Brasileira: Mitos Culturais e Nacionalidade no País do Futuro (Devir), no qual analisa o gênero antes, durante e depois do regime militar. Quando ela trouxe a pesquisa completa ao Brasil, em 2004, percebeu uma resistência da academia nacional. “Nos EUA, existem estudos sérios de ficção científica desde os anos 1970. A evolução foi lenta, mas hoje existem centenas de disciplinas universitárias sobre ficção científica como gênero, além de diversas teses”, conta Mary Elizabeth, que dá aula na Universidade da Flórida.

Agora, a passos lentos, as universidades brasileiras começam a abrir espaço para estudos que envolvem viagens do tempo, distopias, ogros e até bruxos adolescentes. “A fantasia e a ficção científica começaram a crescer nas universidades há cerca de oito anos, e de uns três anos para cá o assunto tomou força”, conta Karin Volobuef, professora especializada em literatura fantástica na Unesp em Araraquara, no interior de São Paulo. Segundo Karin, personagens clássicos como Drácula e Frankenstein e o autor J. R. R. Tolkien são os temas favoritos em dissertações de mestrado e doutorado. Porém, o bruxinho Harry Potter tem aos poucos ocupado o seu lugar na academia, como tópico de trabalhos de conclusão de curso.

“A literatura fantástica discute valores como amizade, lealdade e fé, com simbologias mais profundas, além de abarcar dimensões psicológicas, éticas e morais. Já a ficção científica explora âmbitos sociais com mais detalhes”, diz Karin. “Essa literatura foi por muito tempo, e ainda é para alguns, vista como escapista e superficial, presa a padrões, repetitiva. Mas, na verdade, ela tem um forte substrato mítico e filosófico, que passa por diferentes linhas de pensamento, geralmente com viés critico. Não existem limites geográficos e temporais para a fantasia e ficção científica. É uma manifestação cultural que se reinventa a toda hora.” Fãs e editoras concordam – e aplaudem. A força, como se vê, está mesmo com os nerds.

Como ‘O Senhor dos Anéis’ virou um ícone da contracultura

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Frodo um dia já foi ícone de uma geração que queria revoluções

Frodo um dia já foi ícone de uma geração que queria revoluções

, na BBC Brasil

Em um tempo de sexo, drogas e rock’n roll – sem falar em protestos contra a Guerra do Vietnã e marchas por direitos civis e das mulheres – quem diria que um grande papel de influência foi desempenhado por um filólogo cristão de Oxford?

Mas nos anos 1960, em um tempo de mudanças sociais aceleradas nos Estados Unidos, os livros “O Hobbit” e “O Senhor dos Anéis”, de JRR Tolkien, se tornaram leitura obrigatória para a contracultura que nascia na época. As obras eram devoradas por estudantes, artistas, escritores, roqueiros e outros intelectuais mentores da mudança cultural. Slogans como “Frodo vive” e “Gandalf para Presidente” eram pichados nas estações de metrô de diversas partes do mundo.

A Terra Média – o universo mítico meticulosamente criado por JRR Tolkien – começou a nascer entre as duas grandes guerras mundiais. Professor de línguas em Oxford, Tolkien lecionava anglo-saxão, islandês arcaico e galês medieval.

Sua visão fantasiosa, com a ideia de que o mau está a espreita, ameaçando o bem, surgiu de sua experiência como católico devoto, e também como alguém que perdeu muitos amigos e familiares na Primeira Guerra Mundial.

“Os Pântanos Mortos e a região de Morannon se assemelham ao norte da França, que foi palco da Batalha de Somme”, escreveu Tolkien em uma carta nos anos 1960.

A saga de Frodo e Sam para chegar a Mordor é inspirada nos tormentos dos jovens soldados que combateram no front ocidental durante a guerra.

Os livros sempre tiveram uma certa popularidade desde seu surgimento – “O Hobbit” em 1937 e “O Senhor dos Anéis” em 1954 (primeiro volume). Mas eles explodiram em um fenômeno cultural de massa de verdade apenas nos anos 1960.

Hoje em dia, os mágicos, anões e orcs do imaginário de Tolkien parecem coisa de “nerds” aficcionados por histórias em quadrinhos. Mas o primeiro público a realmente cultuar esse universo foi o “hippie”. Como isso aconteceu?
Viagem

O consumo de drogas nos livros de Tolkien pode ajudar a explicar a sua popularidade nos anos 1960. Muitos dos personagens da Terra Média usam plantas alucinógenas.

'Frodo vive' foi um slogan da contracultura dos anos 1960

‘Frodo vive’ foi um slogan da contracultura dos anos 1960

As “pequenas pessoas do Shire” usavam uma erva alucinógena em seus cachimbos. Saruman, o mago perverso, também fica “viciado” em uma folha específica do Shire. Havia até mesmo um boato de que Tolkien escrevera grande parte do livro sob influência de drogas.

Outro fator que sempre teve grande apelo junto a esse público foi uma forma mais simples e medieval de vida, muito diferente do caos urbano e da modernidade. Tolkien exaltava os elementos mais comuns da natureza, como as pedras, a madeira, o ferro, as árvores e o fogo. Esse estilo de vida com menos modernidade e contra a poluição era defendido por muitos vegetarianos que construíam suas próprias casas e roupas e viviam em comunidades.

Um fator muito importante para quem combatia guerras e lutava por direitos civis e das mulheres era o contexto político dos livros. Os heróis de Tolkien eram os hobbits, as pessoas pequenas, que lideravam uma revolução.

O complexo militar industrial da época era parecido com Mordor e sua visão mecanizada de guerra. Ao saber de sua missão para levar o anel para sua destruição em Mordor, Frodo sente uma “vontade irresistível de descansar e ficar em paz em Rivendell”. Mas aqueles que lutavam ao seu lado viam o conflito como a chance de travar “a guerra que vai acabar com todas as guerras”.

Algumas passagens refletem particularmente o sentimento de (mais…)

8 obras literárias recriadas com LEGO

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Maria Luciana Rincon, no Mega Curioso

O que você acha dos bibliófilos — aquelas pessoas que amam “devorar” livros — incorrigíveis? E da turminha que adora LEGO, o que você pensa a respeito deles? Você diria que eles são nerds? Então, imagine o que acontece quando esses dois prazeres se juntam! O resultado, como você já deve ter deduzido, são criações pra lá de inspiradas e geniais, como as que selecionamos a partir de um artigo postado pelo pessoal do mental_floss. Confira a seguir:

1 – Casamento Vermelho

Se você é fã da serie Game of Thrones, provavelmente concorda que uma das passagens mais infames é o famoso Casamento Vermelho, do livro A Tormenta de Espadas. E para marcar o lançamento do filme “Uma Aventura LEGO”, a livraria britânica Waterstones resolveu recriar essa cena com bloquinhos de plástico. Confira:

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Por certo, a livraria não se limitou em recriar apenas uma passagem com pecinhas de LEGO. Veja a seguir outras três cenas que também saíram de páginas de livros famosos:

2 – Drácula

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Você percebeu que o pessoal da Waterstones inclusive incluiu um pequeno Batman na passagem tirada do famoso livro de Bram Stoker?

3 – A Morte de Artur

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A criação acima foi inspirada em uma passagem da obra de Sir Thomas Malory que conta a história de Rei Artur e os Cavaleiros da Távola Redonda.

4 – Romeu e Julieta

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E para finalizar com a nossa seleção de criações da Waterstones, uma cena de “Romeu e Julieta”, de William Shakespeare.

5 – Hogwarts

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Criada por Alice Finch, a peça acima — inspirada nos livros de Harry Potter, evidentemente — foi construída com aproximadamente 400 mil bloquinhos de plástico e levou 12 meses de trabalho para ficar pronta. E além de montar uma obra gigante, Alice incluiu vários detalhes, como o Salão Principal cheio de estudantes, o Campo de Quadribol, a sala de aula onde o Professor Lupin ensina Defesa Contra as Artes das Trevas e muito mais.

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6 – Moby Dick

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A cena que você acabou de ver — tirada do livro “Moby Dick”, de Herman Melville — foi criada pelo pessoal do Aquário de Sydney e do Sydney Wildlife World e conta com 365.420 blocos duplos de LEGO. Aliás, a baleia fez parte de uma exposição com um total de 25 esculturas incríveis que não incluímos aqui por não recriarem passagens de livros. Contudo, não deixe de conferir as outras criações através deste link.

7 – Eneida

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Como você deve ter deduzido só de olhar para a imagem acima, a peça — construída por Jared Chan — recria a passagem da “Eneida” (poema épico do século I a.C. de autoria de Virgílio) na qual Eneias, o protagonista da história, descreve o memorável episódio relacionado com o Cavalo de Troia. Caso você tenha interesse de ver mais detalhes sobre a escultura, acesse este link.

8 – Rivendell

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Você se lembra de Alice Finch, a moça que recriou Hogwarts no item 5? Pois ela também construiu uma Rivendell de LEGO, o paraíso habitado pelos elfos da Terra Média, de “O Senhor dos Anéis”. Para isso ela contou com a ajuda de David Frank — outro “mestre” em blocos de plástico — e precisou de 200 mil peças para concluir sua incrível e superdetalhada réplica. Não deixe de acessar este link para ver mais fotos da escultura.

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E você, caro leitor, se tivesse que recriar uma passagem do seu livro favorito com pecinhas de LEGO, qual seria ela? Não deixe de compartilhar conosco nos comentários!

Guia ilustrado e bem-humorado da Bienal do Livro

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Quer ir à Bienal do Livro do Rio? Então veja algumas dicas do Guia ilustrado e bem-humorado da Bienal

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Publicado por UOL

Reprodução/Google

Reprodução/Google

CHEGANDO LÁ – Pra começar, a Bienal precisa decidir se é no Rio de Janeiro ou se é no Riocentro. O gigantesco centro de convenções famoso por causa da explosão daquele Puma é ótimo para abrigar o evento, mas há dúvidas se fica mesmo no Rio (veja o mapa). Oitenta e sete paus de táxi depois finalmente chegamos ao Riocentro, labiríntico como um romance pós-moderno. Quase quinhentos stands e 27 autores estrangeiros confirmados – embora essas confirmações careçam de confirmação, já que horas antes o guia com a programação da feira havia sido recolhido por conter muitos erros.

3“VOCÊ GOSTA DE POESIA?” – A Bienal costuma ser uma anti-Flip por seu aspecto abertamente comercial, o que espanta um pouco os tipos diletantes que acorrem a Paraty para posar de escritor. Mas logo no primeiro rolé pelo local surge um poeta desses que interrompem a nossa conversa em bares repetindo para os passantes a aterrorizante pergunta “você gosta de poesia?” – só que esse tinha um crachá que não consegui ler. Talvez fosse o único com permissão para portar material amador no evento.

4ALEGRIA DOS NERDS – Nos dias de semana a Bienal pertence às crianças, a maior parte delas de uniforme escolar. Muitas encaram a coisa toda como um desses passeios didáticos por museus ou bibliotecas, ou seja: as mais nerds até gostam. As outras aproveitam os corredores para praticar a hiperatividade. Na tentativa de conter os ânimos dos Damiens em potencial, muito cosplay de personagens infantis, incluindo uma Galinha Pintadinha do tamanho de um peru que só podia estar vestindo um anão ou uma criança.

5CULTURA RENASCENTISTA – Rafael, Michelangelo, Leonardo e Donatello

6NEYMARZETES – Alguns stands apelaram para outras regiões do cérebro além do lobo temporal esquerdo, responsável pela leitura. Uma editora trouxe duas meninas vestidas como jogadores de futebol (se eles ainda usassem aqueles shorts minúsculos dos anos oitenta) para promover seus livros sobre o tema. Alguns menos tímidos pediam para posar junto, mas as garotas perdiam em assédio dos fotógrafos para um display do Neymar em um stand próximo.

7SR. IMPORTANTE – Uma figura comum das Bienais é o Sr. Importante, com camisa social para dentro da calça e sua comitiva. Não raro você reencontra o Sr. Importante na forma de um cartaz gigantesco – é um autor famoso que você não conhece – ou inspecionando um stand com ar de reprovação condescendente, provavelmente um dono de editora ou publisher com muitos best sellers no currículo.

8MARKETING FANTÁSTICO – Falando em famosos-desconhecidos, esse é um fenômeno relativamente recente. Você ouve falar pela primeira vez de um desses novos autores de livros de fantasia para adolescentes (alguns de idade avançada) no mesmo momento em que descobre que o sujeito tem uma obra de fazer inveja à de Balzac (em extensão, bem entendido).

9VAMPIRO BRASILEIRO – A literatura fantástica é uma das grandes forças do mercado no momento e é responsável pelas maiores filas da Bienal. Além de movimentar as vendas, o gênero atrai ao ambiente alguns consumidores típicos, como góticos de todas as idades.

10TABLET É PARA OS FRACOS – Apesar da indústria afirmar que as vendas de tablets estão batendo as seis milhões de unidades ao ano, o livro de papel ainda mora no coração do leitor brasileiro. Talvez porque sem a capa seja mais difícil de praticar a ostentação intelectual.

11ATÉ QUANDO? – Enfim, o livro continua sendo o formato obsoleto e não muito ecológico mais popular do mundo.

Ilustrações: Arnaldo Branco

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