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Modelo colaborativo cria novo cenário no mercado literário

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Publicado por Observatório da Imprensa

Alguma coisa está muito fora do padrão quando a maior livraria online do mundo abraça uma causa que há mais de uma década cresce às margens do mercado e à revelia de alguns de seus autores mais vendidos. Isso aconteceu duas semanas atrás, quando a Amazon estreou a plataforma Kindle Words, pela qual fãs que gostam de criar histórias baseadas em best-sellers – a chamada fan fiction, que reaproveita cenários e personagens de outros escritores – podem não só fazer isso legalmente como vender suas criações.

Para criar a plataforma, a Amazon obteve licenças de séries como Gossip Girl, de Cecily Von Ziegesar, e Pretty Little Liars, de Sara Shepard. Com isso, tramas que chegavam a ser vistas como plágio agora podem render frutos ao fã, ao escritor que o inspirou e, é claro, à livraria. Nesse cenário, o autor da história original deixa de ganhar especificamente pela venda de livros e sua obra vira uma marca, licenciada e multiplicada pelas mãos de vários outros escritores.

Esse é o recorte de um momento que o editor americano Richard Nash retrata no provocativo ensaio “Qual o negócio da literatura?”, no mais recente número da Serrote, revista do Instituto Moreira Salles, que será lançado em São Paulo neste domingo. É um cenário em que autor e editor vão além dos livros para virar produtores de cultura. “A cultura do livro não é fetichismo com o texto impresso; é o movimento da ideia e do estilo na expressão de histórias”, escreve Nash.

O texto põe em cheque o direito autoral – justo o que hoje garante a sobrevivência do mercado. Defende que esse direito não foi criado para proteger o autor, mas “nasceu de um interesse meramente corporativo”. O editor explica à Folha: “Uma parcela mínima de escritores faz dinheiro. O direito autoral existe para facilitar ao editor o retorno sobre seu investimento e impedir cópias do seu produto.” Isso num mundo analógico. No digital, defende Nash, “a receita não virá de fazer cópias, virá de serviços, palestras, produtos associados. São formas de gerar receita que independem do faturamento com vendas de livros”.

Nesse contexto, entram iniciativas como a plataforma de fan fiction da Amazon, festivais literários como a Flip e romances colaborativos, como The Silent History, um aplicativo lançado há pouco no iTunes e que permite aos leitores expandir a história.

Nash, que ganhou em 2005 um prêmio de criatividade da Associação de Editores Americanos pela editora independente Soft Skull, criou em 2011 um site que explora essas alternativas no que diz respeito ao mercado.

Com 10 mil títulos à venda, o Small Demons é uma enciclopédia de referências literárias: você acha desde uma lista de livros que abordam Bob Dylan até todos os famosos citados em Infinite Jest, de David Foster Wallace.

Fora da curva

No que diz respeito ao autor, o engenheiro de software brasileiro Silvio Meira enxerga ainda mais possibilidades.

Autor de palestra que, no Congresso do Livro Digital, em junho, lhe rendeu uma emboscada de bibliotecários (insatisfeitos com seu questionamento sobre a importância de bibliotecas físicas no futuro), Meira diz que o escritor já vive cenário multifacetado. “Conheço dezenas de escritores, mas não conheço nenhum que viva dos livros que escreve. Alguns são colunistas, outros fazem roteiros, outros atuam em editoras”, diz. Apesar disso, no centro de tudo está o livro. “Se alguém pirateia meu livro e o lê inteiro, posso acreditar que estará interessado o suficiente para ir a alguma palestra que eu vá ministrar”, exemplifica.

Para ele, os direitos autorais serão vistos no futuro como um ponto fora da curva na história da literatura.

“O autor foi criado pela prensa. Antes de Gutenberg, não existia copyright. As histórias pertenciam às comunidades. Vemos agora uma volta ao coletivo, com mixagem, apropriação de textos. O conceito de autor fica difuso.”

É uma visão que editores de grandes casas ainda entendem como algo distante.

Confiança

“O livro digital ainda está na margem de 2% a 2,5% no faturamento de editoras no Brasil. Pode ser que aconteçam mudanças radicais envolvendo direitos autorais, mas só quando esse mercado for suficientemente grande”, diz Pascoal Soto, da LeYa.

Tomas Pereira, da Sextante, estranha a visão de que o direito autoral interesse mais às editoras que aos autores. “Nossa atividade nasce da confiança do autor. O que pagamos a ele representa nosso maior custo de produção.”

Ele concorda que quase nenhum autor vive da venda de livros, mas não vê nisso justificativa para o abandono do valor que o leitor se dispõe a pagar pelo livro. Saber por quanto tempo, no modelo que se impõe, haverá disposição para pagar por algo que se pode ter de graça, como lembra Nash, é o mistério.

Autora da saga ‘Harry Potter’ publica livro de suspense usando pseudônimo

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Publicado por Folha de S.Paulo

A escritora britânica J. K. Rowling, autora das bem-sucedidas histórias do bruxo Harry Potter, escreveu em segredo um suspense sob o pseudônimo de Robert Galbraith, segundo revela neste domingo (14) o jornal “The Sunday Times”.

Trata-se de “The Cuckoo’s Calling”, um livro publicado em abril e que relata a história de um ex-combatente que responde ao nome de Cormoran Strike e que se transforma em detetive privado.

Desde sua publicação, Rowling vendeu 1.500 cópias, mas o segredo foi descoberto depois que o “Sunday Times” se perguntou como podia ser que um autor que publicava pela primeira vez pudesse conseguir uma resposta tão imediata.

J.K. Rowling, autora da série "Harry Potter"  / Carlo Allegri/Reuters

J.K. Rowling, autora da série “Harry Potter” / Carlo Allegri/Reuters

“Eu esperava guardar este segredo durante um tempo mais porque ser Robert Galbraith foi uma experiência libertadora”, disse a autora em declarações que publica o jornal.

“Foi maravilhoso publicar sem expectativa e por puro prazer para obter uma resposta com um nome diferente”, acrescentou.

Uma das pistas que levaram a descobri-la é que Rowling e Galbraith compartilhavam o mesmo agente e a mesma editora.

O livro foi publicado pela Sphere, parte do grupo editorial Little, Brown Book Group, que lançou no ano passado seu primeiro romance para adultos “The Casual Vacancy”.

Rowling publicou esse livro 15 anos depois de lançar o primeiro episódio da saga de Harry Potter, traduzida para 73 idiomas e da qual vendeu 450 milhões de cópias em mais de 200 países.

Bacharéis consideram exame da OAB mais fácil que o anterior

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Segundo OAB, mais de 124 mil pessoas estavam inscritas para o teste.
Questões de ética foram consideradas fáceis pela maioria dos candidatos.

Após a prova, Fernanda Wakim encontra o namorado, Felipe Grecco (Foto: Rodrigo Ortega/G1)

Após a prova, Fernanda Wakim encontra o namorado, Felipe Grecco (Foto: Rodrigo Ortega/G1)

Rodrigo Ortega, no G1

Bacharéis que prestaram a 1ª fase do 10º Exame de Ordem Unificado da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), neste domingo (28), disseram que a prova estava mais fácil do que a edição anterior. O teste, que teve duração de cinco horas, foi encerrado às 18h. No entanto, alguns candidatos reclamaram que havia enunciados difíceis de serem entendidos.

As questões sobre ética foram consideradas fáceis pela maioria dos bacharéis. Direito do Trabalho, Direito Penal e Direito Constitucional foram citados pelos candidatos como os conteúdos mais difíceis.

Fernanda Wakim, 23 anos, estudou até 12 horas por dia para o exame e diz que teve “muito apoio psicológico” do namorado, Felipe Grecco, 24 anos que foi buscá-la após a prova. “Achei mais fácil do que a última, em que saí desolada e teve pouca aprovação. Ética foi o tema mais fácil. Em Direito Penal, a prova estava mal escrita, com questões difíceis de entender. Em três que não entendi só deixei uma interrogação e desisti”, afirma.

Luciana Nunes, 24 anos, fez o exame da OAB neste domingo (28) em SP (Foto: Rodrigo Ortega/G1)

Luciana Nunes, 24 anos, fez o exame da OAB neste
domingo (28) em SP (Foto: Rodrigo Ortega/G1)

“O exame estava mais fácil que a última prova, que eu prestei e foi bem mais complicada. Direito Constitucional estava mais difícil, em minha opinião. Ética foi mais fácil, apesar de eu ter achado algumas questões com esse tema um pouco complicadas. Eu fiz cursinho, estudei durante quatro horas por dia nos últimos meses para esta primeira fase e por isso estou saindo mais confiante”, diz Luciana Nunes, de 24 anos. Ela faz o exame pela terceira vez e saiu quase uma hora antes do horário marcado para o encerramento da prova, às 18h.

Priscila (esq) e Rosângela (dir.) fizeram a prova neste domingo (Foto: Rodrigo Ortega/G1)

Priscila (esq) e Rosângela (dir.) fizeram a prova
neste domingo (Foto: Rodrigo Ortega/G1)

A jovem Priscila do Rosário, 23 anos, prestou o exame pela segunda vez. “Não estava difícil o exame, mas Direito do Trabalho estava confuso, as questões tinham várias interpretações, dava dúvida.” A reclamação dela também foi feita por outras pessoas que prestaram a prova. A amiga Rosângela Hafez, 40 anos, concorda que a prova não estava difícil. “Foi mais fácil do que a do ano passado. Estou confiante.”

Daniel Barbosa e a amiga, Raíssa Freitas (Foto: Rodrigo Ortega/G1)

Daniel Barbosa e a amiga, Raíssa Freitas
(Foto: Rodrigo Ortega/G1)

Daniel Barbosa, 23 anos, tenta pela segunda vez e diz que o exame “não foi dos mais difíceis.” Ele cita ética como um tema fácil e Direito Tributário e do Trabalho como difíceis. Amiga de Daniel, Raíssa Freitas, de 23 anos, tenta pela terceira vez passar no exame. “Em Direito do Trabalho, esperava que caíssem coisas atuais, como a PEC das domésticas, mas não caiu”.

Olga Keller, de 47 anos, faz o exame pela quarta vez, mas não tentou a prova anterior. “Direito Tributário foi a parte mais difícil, mas confesso que estudei pouco. Mas Direito Civil achei fácil. Saí de casa confiante e vou voltar um pouco menos. Em geral, foi difícil”, diz.

Olga Keller, 47 anos, após exame da OAB (Foto: Rodrigo Ortega/G1)

Olga Keller, 47 anos, após exame da OAB (Foto:
Rodrigo Ortega/G1)

A turma de amigos Karina Marcato, Marcelo Lima, Thiago Cratão e Natália Rente diz com unanimidade que a prova estava mais fácil que a anterior. “Em relação à outra, essa prova estava mais interpretativa, às vezes difícil de entender”, diz Karina. No ranking deles, as questões mais fáceis eram de Direito Tributário e ética, e as mais difíceis de Direito Constitucional e do Trabalho.

Após prova, grupo de amigos diz que teste foi mais fácil que o anterior (Foto: Rodrigo Ortega/G1)

Após prova, grupo de amigos diz que teste foi mais
fácil que o anterior (Foto: Rodrigo Ortega/G1)

Primeira fase

De acordo com a OAB, mais de 124 mil candidados estavam inscritos para o teste. A prova teve 80 questões de múltipla escolha. Os candidatos precisam acertar 40 questões para passar para a segunda fase, que está marcada para o dia 16 de junho.

O Exame de Ordem é obrigatório para obter a carteira da OAB, necessária ao exercício da profissão de advogado.

O gabarito preliminar do exame foi divulgado na noite deste domingo. O resultado preliminar com os nomes de quem passou para a segunda fase será divulgado no dia 8 de maio. De 8 a 11 de maio, os candidatos que não foram aprovados para a segunda fase podem entrar com recurso no site da OAB.

O resultado final, que inclui a análise dos recursos, será divulgado no dia 28 de maio.

A prova prático-profissional (segunda fase) será realizada no dia 16 de junho, das 13h às 18h (horário de Brasília). O resultado preliminar dos aprovados sairá no dia 9 de julho. O resultado final, após análise de recursos, será divulgado no dia 26 de julho.

Dono de zoológico lê livro para cobras de estimação nas Filipinas

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O proprietário de um zoológico nas Filipinas, Emmanuel Tangco, lê livro para cobras de estimação em Manila neste domingo (3). O Ano Novo Lunar começa no dia 10 de fevereiro em 2013 e marca o Ano da Cobra (Foto: Erik De Castro/Reuters)

O proprietário de um zoológico nas Filipinas, Emmanuel Tangco, lê livro para cobras de estimação em Manila neste domingo (3). O Ano Novo Lunar começa no dia 10 de fevereiro em 2013 e marca o Ano da Cobra (Foto: Erik De Castro/Reuters)

Publicado no G1

Emmanuel Tangco também faz apresentações com cobras em piscina. Ano Novo Lunar começa no dia 10 de fevereiro e marca o Ano da Cobra.

Amigos fazem ‘vaquinha’ para aluno ir do CE para SP fazer prova da Fuvest

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O cearense José Evaldo Pereira está em SP para a segunda fase da Fuvest que ocorre neste domingo (Foto: Vanessa Fajardo/ G1)
O cearense José Evaldo Pereira posa no vão livre do Masp; ele chegou em SP no sábado e vai fazer a primeira prova da segunda fase da Fuvest neste domingo

José Evaldo Pereira, de 22 anos, tenta uma vaga no curso de medicina. Até o professor ajudou a arrecadar R$ 1.500 para despesas de viagem.

Vanessa Fajardo, no G1

Foi com a ajuda financeira de amigos e professores que o estudante José Evaldo Pereira Sousa Filho, de 22 anos, morador da cidade de Maracanaú (CE), chegou a São Paulo neste sábado (5) para prestar a segunda fase do vestibular da Fuvest. Evaldo disputa uma vaga no curso de medicina na Universidade de São Paulo (USP), o mais concorrido do vestibular. Ele foi aprovado para a fase final do processo seletivo que começa neste domingo (6) e vai até terça-feira (8).

As provas da Fuvest são realizadas apenas no estado de São Paulo, por isso Evaldo precisou da ajuda dos amigos. A “vaquinha” reuniu cerca de R$ 1.500, dinheiro usado para pagar as passagens de avião e a hospedagem do estudante cearense. Ele chegou à capital paulista acompanhado pelo professor Ronaldo Landim Bandeira. Foi Landim quem custeou as despesas da viagem de Evaldo para a primeira fase do vestibular no dia 25 de novembro do ano passado. “Eu vejo o potencial dele, a dedicação, o entusiasmo. Resolvi fazer minha parte como professor.”

O pai de Evaldo está desempregado e a mãe trabalha como empregada doméstica. “Eles não teriam condições de bancar esses gastos. Mas minha mãe sempre me incentiva a estudar, diz para eu não desistir. Ela valoriza os estudos até porque não teve oportunidade, perdeu a mãe muito nova e teve de trabalhar”, diz Evaldo.

O jovem concluiu o ensino médio na rede pública de ensino no ano de 2007, quando foi aprovado em química na Universidade Federal do Ceará (UFC). Na ocasião, já sonhava em estudar medicina, mas não quis tentar uma vaga pois achava que era “um curso de rico”. “Estudei química um mês, mas vi que não era o que queria, que iria me arrepender. Larguei e passei a estudar para o vestibular em casa”, afirma.

Mesmo certo de que queria seguir carreira em medicina, Evaldo ainda cursou um ano de engenharia ambiental. Em 2009, conciliava as aulas da graduação com as do curso pré-vestibular do colégio Farias Brito, onde conseguiu uma bolsa de estudos. Cansado da rotina pesada, largou a engenharia e passou a se dedicar somente ao cursinho para concorrer a uma vaga em medicina. Rotina que se prolongou em 2010, 2011 e 2012.

Evaldo está matriculado no curso de medicina da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), na Paraíba, onde foi aprovado pela nota do Enem de 2011, como garantia. Ainda tem como alternativa concorrer com a nota do Enem 2012 (média geral de 774) na UFC e também está na disputa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), cujas provas da segunda fase ocorrem entre os dias 21 e 24 de janeiro. No entanto, almeja mesmo uma vaga na USP.”Acho que tenho chances, afinal cheguei até aqui. São Paulo é uma cidade próspera, a rede de hospital é muito boa, concentra a elite da medicina no Brasil”, diz. O estudante sabe que as oportunidades profissionais em São Paulo tendem as ser melhores do que as oferecidas no Nordeste. “Duas pessoas que se dedicam igualmente aqui em São Paulo e em Fortaleza, por exemplo, têm futuros bem diferentes. Não seria fácil deixar minha família, caso consiga ser aprovado, mas não dá para não fazer as coisas por medo. É hora de enfrentar e crescer.”

Além de vencer a concorrência, Evaldo também se preocupa com a política de moradia estudantil das instituições de ensino. Vai precisar de auxílio para conseguir estudar. Foi por isso que não aceitou a bolsa de 100% da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio Grande do Sul para estudar medicina. “Eles não tem moradia, não ia conseguir me manter. Sei que terei dificuldades até para adquirir os materiais.”Mesmo na reta final das provas, o estudante não abandonou os estudos. Mantém o ritmo e todos os dias revê as matérias. Evaldo conta que na infância não gostava muito de estudar queria ser jogador de futebol, mas em 2003, quando estava na 7ª série, entendeu as dificuldades financeiras da família e percebeu que o estudo era o único caminho para mudá-las. “Nunca havia tentado o vestibular da USP por medo, não achei que fosse passar, mas tenho estudado todos os dias. No ano passado me dediquei muito, e vou fazer a minha parte.”

Foto: Vanessa Fajardo/ G1

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