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Conheça 5 lugares reais onde se passaram alguns clássicos da literatura

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Amanda Leonardi, no Literatortura

Viajar é incrível, não é mesmo? Conhecer lugares diferentes, respirar ares novos é como conhecer uma versão nova de si mesmo a cada lugar visitado. É ver as coisas sob perspectivas diferentes, pois o seu ponto de vista realmente muda – geograficamente e falando – quando se muda de lugar pelo mundo, o que influencia na sua forma de pensar e de ver as coisas. Cada ambiente possui uma cultura diferente dos outros, o que sempre pode influenciar os seus visitantes de alguma forma. E na literatura isso não podia ser diferente: lugares diversos inspiram pensamentos diversos, inspiram ideias, estórias, influenciam os escritores e os personagens que habitam tais lugares.

E o interessante é que você pode visitar esses lugares de duas formas: tanto nos livros onde eles foram registrados por alguns dos maiores mestres da literatura, quanto pessoalmente. Talvez esses lugares lhe inspirem um pouco também, assim como inspiraram esses escritores, pois visitá-los é como visitar o cenário destas obras. Esses livros registram tão bem seus cenários que é quase como ver fotografias ou filmes gravados pelos olhos e pela mente desses autores. E, temos que admitir, são lugares realmente inspiradores. Então, vamos dar uma volta por alguns dos lugares mais marcantes da literatura (apenas lugares reais, não incluo aqui a Wonderland de Carrol, nem Nárnia ou nada parecido).

Segue, então, a lista. Aproveite a viagem e, caso falte algum lugar importante para você que marque algum clássico da literatura, não se esqueça de comentar!

1. Walden – o lago de Thoreau
O lago Walden, por exemplo, inspirou Thoreau a admirar uma forma de vida mais simples e a escrever um livro sobre tal forma de existência. Respirar a natureza ao seu redor foi um dos maiores combustíveis criativos para a composição do clássico Walden, uma perspectiva única de Thoreau, que nasceu às margens do lago e carrega seu cenário nas páginas do livro. Você pode ir até lá para conhecer o lugar onde o livro foi escrito, para ver o sol formando as mesmas sombras e reflexos na água que Thoreau viu. Ou pode conhecer o lago através das palavras do escritor, vendo-o com suas palavras, através dos olhos de Thoreau. Afinal, ler um livro que descreve um lugar é conhecer a versão de tal lugar na mente do autor. Claro que o livro é sobre muito mais do que viver perto do lago Walden, nesta obra Thoreau comenta sobre diversos aspectos da sociedade de sua época (em sua maioria, ainda são aplicáveis ao mundo atual) os quais o desagradavam, em maioria costumes materialistas, cobertos por demasiado apego à propriedade. Sua mudança para um casebre de madeira simples, construído por ele mesmo às margens do lago foi mais do que um escape da sociedade a qual ele não se encaixava, mas uma forma de provar a si mesmo que era possível viver de forma diferente.

Walden Pond

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Cabana de Thoreau e réplica do escritor

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2. Kronborg Castle– O Castelo de Hamlet
O castelo do qual Shakespeare fala em sua mais famosa peça existe mesmo! Fica em Elsinore, na Dinamarca. O castelo foi construído pelo rei Eric VII em 1420. Além de ser o cenário de Hamlet, é um dos mais importantes castelos renascentistas da Europa e um dos principais pontos turísticos da Dinamarca.

A peça de Shakespeare foi realmente encenada no próprio castelo na celebração de 200 anos da morte do bardo, tendo como elenco os próprios guardas do castelo. Veja abaixo fotos do castelo e um mapa do século XVI mostrando o castelo.

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3. Bran Castle – O Castelo de Drácula
Mais um castelo importante de se conhecer pelo mundo que marcou presença na literatura foi o castelo de Drácula de Bram Stoker. O castelo Bran fica na Romênia, e é um dos mais citados como fonte de inspiração para o castelo do clássico vampiro de Stoker, apesar de não ser o único. Também são apontados como prováveis fontes de inspiração para o romance os castelos Poenari e Hunyad Castle, também localizados na Romênia, que é o lar de Drácula sem dúvida alguma.

Porém, o Bran Castle é o mais indicado como a mais provável inspiração de Stoker por fatores como ficar no topo de uma montanha, acima de muita vegetação, assim como o do livro, e ter uma ligação com Vlad III, o impalador, o qual serviu de inspiração para o personagem lendário de Stoker.

Então, tem coragem de conhecer o lugar onde o maior vampiro da literatura viveu?

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Graças à fama do castelo, pelo fato de ter sido, provavelmente, a inspiração para Drácula, foi instalada dentro do castelo uma loja com uma decoração bem interessante para os turistas fãs do vampiro que visitam o lugar!

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4. São Petersburgo de Raskolnikov – Crime e Castigo
“No cair da tarde de um início de julho, calor extremo, um jovem deixou o cubículo que subalugava de inquilinos na travessa S, ganhou a rua e, ar meio indeciso, caminhou a passos lentos em direção à ponte K.” – Crime e Castigo, Dostoiévski

No trecho citado acima, o escritor russo utilizara códigos para mencionar ruas que ele não desejava que fossem imediatamente reconhecidas pelos leitores com muita facilidade, porém, após a morte de Dostoievski, sua mulher, Anna Grigórievna, conseguiu decifrar os nomes das ruas somente pelas iniciais no livro. A “travessa S” refere-se ao nome de Stoliárni, a “ponte K” era a de Kokúchkin. Na época em que escrevia Crime e Castigo, Dostoiévski vivia na esquina da travessa Stoliárni com a rua Kaznatchéiskaia, conforme mostra uma placa colocada no lugar. O escritor situou seus personagens em lugares próximos ao de sua própria residência.

O escritor russo instalou seu protagonista, Raskólnikov, na esquina da travessa Stoliárni com a rua Grajdánskaia, que, na época, chamava-se Srédniaia Mechiánskaia. No n.º19 da rua Grajdánskaia. Em 1999, foi feita uma placa na qual se lê “Casa de Raskólnikov”, acima da qual vemos uma estátua de Dostoiévski.

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5. A New York de Holden Caulfield – O Apanhador no Campo de Centeio (The Catcher in the Rye)
O clássico americano de Salinger não podia ficar fora dessa lista, já que o jovem Holden Caulfield nos conta sobre suas divagações e dilemas enquanto andava sozinho pelas ruas da grande New York. Claro que a New York dos anos 50 e a atual não são bem o mesmo lugar, pois muito mudou desde então, mas ainda é a cidade de Holden, e como ele mesmo diz em um trecho do livro, as cenas registradas nos museus são sempre as mesmas. Portanto, podemos ver os mesmos museus dos quais Holden fala no livro (apesar de ele não citar nenhum nome específico, pelas descrições do lugar imagina-se que seja o American Natural History Museum, fundado em 1869).

Além disso, é difícil algum leitor de Salinger passar por qualquer lago que congele no inverno sem imaginar para onde vão os patos quando a água congela, se o lago congelado for em New York o ambiente fica mais familiar ainda. Aliás, New York coberta de neve é um dos cenários mais freqüentes do livro, já que Holden anda pela cidade morrendo de frio no inverno enquanto mata tempo para não voltar pra casa e contar aos pais que foi expulso da escola outra vez.

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Google investe US$ 40 milhões em plataforma de educação na nuvem

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France Europe Google

Daniel Junqueira, no GIZMODO

Um dos próximos alvos do Google pode ser a área da educação. A gigante das buscas vai investir na Renaissance Learning, uma start-up de tecnologia com foco em educação.

A Renaissance tem um serviço de softwares de educação na nuvem com ferramentas de leitura e tarefas para escolas, com foco em facilitar a vida de professores na hora de criar esses exercícios – sejam eles de leitura ou de matemática. Segundo a empresa, cerca de 20 milhões de estudantes e professores já usam seu serviço.

Segundo o New York Times, o Google vai investir US$ 40 milhões na Renaissance Learning. Em troca, o Google ficará com uma pequena parte das ações da start-up.

Esse investimento será feito a partir do Google Capital, braço do Google criado em 2013 para investir em start-ups de tecnologia. A Renaissance Learning é a terceira empresa a receber apoio do Google. Antes, SurveyMonkey, de pesquisas online, e Lending Club, serviço de auxílio para quem busca empréstimos (e quem quer emprestar dinheiro), já haviam recebido investimento via Google Capital. [New York Times via BusinessInsider]

Adaptação de A Menina que Roubava Livros estreia nesta sexta-feira

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A atriz canadense Sophie Nélisse em cena de 'A Menina que Roubava Livros' (Foto: Divulgação)

A atriz canadense Sophie Nélisse em cena de ‘A Menina que Roubava Livros’ (Foto: Divulgação)

Publicado no Cinema10

A adaptação do livro A Menina que Roubava Livros, do australiano Markus Zusak, estreia nesta sexta-feira (31) em todo o país. Com direção de Brian Percival, responsável por alguns do episódios da série Downton Abbey, o longa conta com a trilha sonora de John Williams, que está sendo indicado ao Oscar de Melhor Trilha Sonora nesse ano.

O filme acompanha a história de Liesel Meminger (interpretada pela canadense Sophie Nélisse, conhecida pelo seu papel em O Que Traz Boas Novas). Durante a Segunda Guerra Mundial, Liesel e seu irmão são deixados pelos pais e adotados por um casal vivido por Geoffrey Rush (O Discurso do Rei) e Emily Watson (Anna Karenina). O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. Ela aprende a ler com o incentivo de sua nova família e Max, um judeu refugiado que eles escondem baixo às escada. Para Liesel e Max, o poder das palavras e da imaginação se transformam em escape dos tumultuosos eventos que acontecem ao seu redor. Em meio ao caos, a jovem encontra refúgio na literatura para sobreviver. Ajudada por seu pai adotivo, ela passa a roubar livros e descobrir neles a esperança perdida durante a guerra. Michael Petroni (O Ritual) escreveu o roteiro.

Segundo levantamento do Ministério da Justiça, A Menina que Roubava Livros é a obra mais lida nas penitenciárias federais do Brasil. O livro ficou 280 semanas na lista de mais vendidos do New York Times.

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